The Evil Is In My Side
2 Chapter One
Notas iniciais
Obrigadaa a todos, o primeiro capitulo ta caprichado!!!
Nos vemos lá em baixo
Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém...
Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim...
E ter paciência para que a vida faça o resto...
Rio de Janeiro, 1979
–Não acredito que você vai embora! – Nesse momento, Helena estava chorando aos ombros de Henrique, segurando-a em seus braços. Ele não sabia direito o que fazer e o que pensar, aliás, era apenas um menino prodígio de 15 anos que estava prestes á entrar no táxi.
– Tudo vai ficar bem, um dia, se o destino quiser, iremos nos encontrar de novo – Nesse momento, ele ainda não tinha percebido direito o que estava perdendo, seus melhores amigos. Um dia, ele iria perceber, “se tocar”, e talvez, chorar. Pois em um dia como aqueles, ele estava tão radiante quanto o céu daquele dia de verão. O calor estava intenso, mas as lágrimas de Helena ajudavam a refrescar o calor de quase 40º. Os dois não eram bons com despedidas, mudanças, mas a oportunidade de Henrique de ser contratado por uma das maiores empresas globais para desenvolver um software era quase impossível de nega-la!
Helena não aceitava o fato de perder o seu melhor amigo, mesmo sendo uma adolescente popular, ambos eram amigos de berço, da mesma escola, da mesma turma, e ainda moravam no mesmo prédio. Muitos achavam que eles eram irmãos gêmeos, por possuírem um aspecto europeu, descendente do alemão, mas Helena achava isso um absurdo, pois os dois possuíam um aspecto físico muito diferente ao mesmo tempo.
Enquanto isso, Helena fazia , o que talvez, fosse pela última vez, enrolar seus dedos no cabelo macio , preto e com as pontas enroladas de Henrique. Com um sorriso de leve, ela se lembrou de quando o pedia para cantar alguma música.
Enquanto a Henrique, um pequeno prodígio que estava prestes a mudar sua vida para sempre, mesmo tendo que viajar para o Japão dominando pouco a língua de lá. Foi uma decisão difícil. Abandonar seus amigos, fazer com que seus pais se demitissem para acompanhar sua jornada, era de fato, um grande passo. Isso sem contar que ele detestava comida japonesa! Ele não é um menino muito sociável, mas por sorte conheceu Helena de troia , como ele costuma chama-la pelo fato dela amar história, uma menina popular aliás, embora ela prefira o termo conhecida, pois popular faz as pessoas pensarem em patricinhas nojentas , o que realmente ela não era.
O táxi já estava buzinando quando repentinamente a chuva desabou, parecia até mesmo aquelas cenas românticas de filme ou novela, tirando fato de que eles não eram um casal.
Helena tinha uma paixão secreta por ele, mas secreta mesmo, ao ponto de ninguém saber além dela. Nem ela mesmo sabia até 6 meses atrás, que foi quando aconteceu algo que eles até hoje não sabem explicar o motivo e evitam falar no assunto, por ser algo de certa forma, traumático .
FLASH ON
1 SEMESTRE ATRÁS -
Henrique, apesar de tímido tinha um bom coração. Ele estava sozinho no corredor, atrasado para a aula como sempre, porque não é que ele achava a escola fraca, ele é que era muito inteligente, e como, naquele dia era aula de Geografia, matéria que ele desprezava , Henrique sempre se atrasava. Indo em direção a escada, o jovem se deparou com uma menina chorando, isolada e triste.
O olhar dela estava vago, e quando ele tomou forças para ir falar com ela, viu em suas mãos sangue. A garota pálida, de cabelos longos , encaracolados e morenos o fitou, com um olhar que expressava medo e dizia “socorro”. Ele não estava entendendo como ninguém reparou a menina lá, com hematomas e tudo mais e até porque, a escola em que ele estudava era pequena, e ele conhecia as pessoas, logicamente não exatamente todas, mas essa menina, ele não tinha a menor noção de quem poderia ser . Uns dois minutos de silêncio passara, e Henrique finalmente tomou coragem para tentar, de alguma forma, ajudar a menina. Ele deu um passo a diante, ela o olhou, sacou uma faca de seus jeans surrados, e, quando ele estava preparado para gritar e sair correndo ela disse:
– E foi assim que aconteceu – Ela se levantou, deu um passo a frente e sussurrou nos seus ouvidos – Você vai ter uma vida de muitos desafios menino, enfrentará perigos inimagináveis. Preste atenção nos seus amigos, ou nos que dizem ser. Traição ocorrerá. E em chamas a fúria retornará – Henrique paralisado, sem saber do que se tratava. Isso soava como uma espécie de maldição, mas o que poderia ser? Quem ela era? Porque ela estava falando isso? E porque justo com ele?
– Ah, mas que surpresa você por aqui – disse o coordenador num tom irônico se dirigindo a Henrique., que levou um susto ao virar vê-lo, mas um susto até de alívio
O aluno sempre ria quando via o coordenador, que era um homem alto, forte e desengonçado passando por aquele pequeno corredor estreito, se não fosse pela parte de ser desajeitado, ele daria como um excelente professor de educação física. Mas dessa vez, Henrique estava parado, apenas olhando-o.
– Qual foi a desculpa dessa vez menino? – Por sorte, o coordenador gostava dele, senão ele já teria levado umas cinquenta ocorrências .
Quando Henrique virou para apontar a menina machucada, aparentemente esfaqueada, ela tinha desaparecido. “Ótimo”, ele pensou. “Igualzinho a uma cena de um filme de terror que eu vi ontem. Tomara que eu esteja ficando maluco, seria uma explicação mais plausível.”
Quando Helena escutou essa situação, o chamou de maluco e achou que era mais algum de seus truques com uma pegadinha nele. Realmente, demorou convencê-la, mas quando finalmente conseguiu, eles decidiram nunca mais discutir sobre esse evento.
Mas Helena, naquela mesma noite, teve um sonho. Algo muito real. Ela estava presa, em um cômodo, em algum lugar desconhecido, aparentemente tentando arranjar um plano mirabolante para escapar dali.
. Parecia uma espécie de solitária, mas na verdade era um quarto totalmente desocupado, sem cama e sem nada, só que ela não estava amarrada ou presa em alguma coisa, ela estava livre , mas presa naquele quarto sem graça. Então, uma mulher alta, forte e morena entrou no quarto, com um sorriso maroto e bem ameaçador ela partiu pra cima e agarrou Helena, que tentou desviar e a socou bem no nariz. O pai que a ensinou, nesse momento, ela descobriu que aquelas “aulas” de defesa pessoal que o pai tanto mostrava realmente podia ser útil algum dia. Helena saiu correndo em zigue zague, mas tudo aquilo ali parecia um labirinto, e o silêncio era tão torturante quanto o lugar inteiro, sem vida, sem cor e sem graça. De repente, ela ouviu um grito lá de longe, mas a voz era familiar, era de seu MELHOR AMIGO. Ela saiu correndo o mais rápido que pode, foi avançando pelos corredores de uma velha casa que mais parecia era assombrada, tentando se guiar pelo som, que a guiou até uma porta que havia uma placa , onde estava escrito: PERIGO
Ela titubeou , mas aí surgiu um segundo grito, um grito pior que de filme de terror. Então ela avançou e abriu a porta, Henrique estava sangrando, e muito, e também havia um homem estranho, pálido, que mais parecia um vampiro sinistro, e ao seu lado, uma menina com pele morena, sorrindo, com sangue nas mãos, bem similar a garota que seu amigo descrevera nesta manhã. Ambos a encararam desafiando-a , como se dissessem “ o que você vai fazer a respeito? Você é fraca, não suporta ver sangue, é indefesa e quanto a nós? Nós apenas somos fortes, conhecemos este lugar como a palma da minha mão temos um machado, umas duas facas e mais uns equipamentos de tortura que você nem imagina, mas é claro, você consegue o salvar”
Ela não percebeu, mas lágrimas caíram pelo seu rosto , só não sabiam se era de raiva, tristeza ou ambos.
– Por quê? Porque você está o torturando-o desse jeito? – Suplicou Helena
– Ah, minha cara Helena, existe uma palavra que você deve adicionar a seu coração puro e inocente, e ela se chama vingança. Agora, só lhe resta você sentar aqui e assistir seu namorado ser morto. E o porque? Porque o que o destino une, ninguém separa – “ Como ele sabe meu nome? “ . Normalmente, ela arranja a o maior barraco quando alguém os chamou de namorados, mas ela nem se importou com isso na hora.
O homem pegou o machado, mirou na direção de Henrique e ela acordou.
Chorando muito e silenciosamente, ela não entendia o motivo, ela quase nunca se lembrava de seus sonhos, e quando de lembra é um pesadelo? Não é justo, ela pensou. Mas foi um sonho tão real, que era até de arrepiar, o que será que era isso? Quem eram aquelas duas pessoas? Onde eles estavam? E por quê? Muitas perguntas e nenhuma resposta. Helena era uma menina muito aventureira e corajosa, sempre que ela tivesse a oportunidade de aprender, ela tentava, por isso que ela se inspirava muito e, seu amigo, mas, voltando ao sonho... E aquela menina que também estava no “quarto da morte?"
Batia direitinho com que Henrique descreveu para ela mais cedo. Aterrorizada, ela resolveu não contar para ninguém, pois ela mesma estava tentando esquecer e também porque, apesar de gênio, ela conhecia seu amigo. Ele é muito inocente e facilmente surpreendido, então contar uma história dessas para ele, certamente não seria algo certo a fazer. Este seria literalmente, o único segredo que ela escondia dele. E, foi nesse sofrimento da suposta morte dele, que ela percebeu que estava apaixonada por ele.
FLASHBACK OFF
– Promete que você vai escrever né? Se não eu irei até o Japão te matar.
– Então eu não vou escrever, aí vou poder vê-la de novo.
– Filho, vamos logo, se não vamos nos atrasar – Disse a mãe dele, aparentemente estava muito ansiosa em embarcar para o Japão
– Espero que no futuro nós possamos nos recontar. – Disse Helena, num tom desanimado.
– O que uma vez o destino une ninguém separa. — Essas palavras foram bem comoventes para Helena. Não teve como evitar não se recordar do sonho que ela tivera, mas deveria ser apenas uma simples coincidência. Na hora fez sentido para ela, até porque ela estava mais preocupada em se despedir do seu melhor amigo que estava mudando de país do que pensar numa hipótese totalmente absurda , no ponto de vista de uma pessoa lógica, de que de alguma maneira o sonho ela poderia ter alguma conexão com a vida real, com eles mais especificamente E foi assim que ela deu o último abraço de despedia e ele entrou no táxi.
Quando fala o amor, a voz de todos os deuses deixa o céu embriagado de harmonia.
Notas finais
Bjinhos e nāo esqueção os reviews.
:)
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