The End Of The Summer
13 King of kneelers.
Notas iniciais
Nos dias que se passaram em Winterfell, tudo ocorreu como Eddard Stark planejava. Todas as noites ocorriam banquetes com pratos que serviam no Sul, a rainha estava cada dia maior, e o rei cada dia mais energético e satisfeito. Pela manhã Ned e o rei ficavam no Bosque Sagrado relembrando tempos passados, e mais tarde faziam caçadas e saiam para explorar lugares do norte que Robert não conhecia. Quando voltavam o jantar era servido no grande salão de Winterfell, e todos ficavam ali quase até o raiar da alvorada.
Certa manhã, Robert pediu para caçar na mata de lobos, Ned achava perigoso demais andar por ali, haviam animais perigosos, mas Robert garantiu que seria uma caçada segura, então ele cedeu e levaram consigo cerca de vinte homens, entre eles os filhos homens de Ned. Robert conseguiu matar um auroque particularmente grande, mas nenhum dos outros homens teve tanta sorte. A manhã passou rápida, e quando o Sol alcançou o topo do céu, Ned achou que já era hora de pararem e comerem para continuarem.
Sentaram-se perto de uma grande árvore, os homens comeram e beberam vinho e hidromel, todos beberam moderadamente, menos Robert que bebeu e ficou aparentemente bêbado. Ned sempre soube que o amigo bebia excessivamente, mas achava perigoso caça e bebida juntos. Depois de comerem e beberem alguns homens deitaram a sombra da árvore para esperar que o Sol abaixasse um pouco para continuarem. Robert resolveu ir até uma pequena vegetação arborizada para descarregar todo o vinho que havia bebido.
Alguns homens começaram a cantar, e Robert queria se apressar para se juntar a cantoria, ele conhecia diversas músicas e era um ótimo cantor. Quando já havia acabado e estava atando os cordões dos calções escutou um galho se partindo em suas costas, estava desarmado, mas, mesmo assim, se virou e se viu de cara com um homem de mais ou menos dois metros de altura, loiro com olhos claros, estava vestido com peles pesadas e não era nenhum homem que seguia a caça.
— Quem é você? — Robert perguntou ao homem. — Sou seu rei, você devia fazer uma referência. — O homem estranho gargalhou, e tirou um punhal do seu cinto rústico.
— Você é o rei dos ajoelhadores? — Ele perguntou dando uma cusparada bem no meio da cara de Robert. — Ótimo, sempre quis te conhecer. — E estocou o punhal entre as costelas do rei.
Robert então gritou e todos vieram ver o que havia acontecido, o homem continuou ali parado olhando o rei sangrar. Quando Ned viu seu amigo caído foi até ele, todos os outros homens já estavam de aço na mão, e o grande homem apenas ria. Então ele foi se aproximando de onde Ned e Robert estavam, se abaixou e disse:
— Senhor rei, — disse sárcastico – cuide de seus ajoelhadores, os Homens do Inverno estão vindo, aquela grande massa de gelo não vão segurá-los por muito tempo. Milhares, milhões deles estão vindo. Meu povo também vai vim para o Sul, todos nós cansamos de morrer na mão daquelas criaturas horríveis.
Robert estava com os olhos arregalados, Ned havia o avisado sobre os Outros, mas ele havia feito brincadeira com o assunto, agora ele estava morrendo e um selvagem estava alertando sobre o perigo que Westeros corria.
— Como é o seu nome? — Robert perguntou com a voz fraca. — Me diga.
— Styr. — O selvagem disse.
— Quantos Outros estão vindo? — Robert perguntou, o selvagem riu.
— O suficiente para acabar com todos vocês, e todo o povo livre. — Robert tremeu ao ouvir aquilo, olhou para Ned, o amigo tinha que o perdoar por não ter dado atenção ao que ele havia dito.
— O que faremos? — Sua voz estava morrendo.
— Levem o rei de volta a Winterfell. — Ned ordenou para seus filhos e outros homens. — Preciso falar com você. — E apontou para o selvagem. O homem ficou parado enquanto a comitiva levava Robert de volta ao castelo.
— Não espere que eu ajoelhe diante de você. — O grande selvagem disse.
— Não quero uma guerra com os selvagens, vamos enfrentar o mesmo problema, precisamos unir tudo que temos para conter os Outros. Vocês são livres e não se organizam como nós, se vierem para cá serão mortos. — Ned disse sério, mas o homem apenas riu.
— Acabei de apunhalar o seu rei. — Gargalhou mais alto.
— Você acha que todos os homens para cá da Muralha são como Robert? — Ned disse usando um tom sarcástico. — Você encontrará cavaleiros de verdade aqui, que o matarão e matarão todo o povo livre.
— E o que você me propõe a fazer? — O selvagem finalmente havia entendido o que Ned queria dizer.
— Venha para Winterfell, conversaremos. — Ned disse, e o selvagem concordou com a cabeça.
Alguns homens que continuarão com Ned foram caminhando a frente, e um dos que estava montado cedeu seu cavalo a Styr. Caminharam por pouco tempo, e finalmente chegaram a Winterfell, onde um burburinho de pessoas os esperavam, todos já sabiam o que havia acontecido. Catelyn estava no pátio, assim como Arya, Sansa, Cersei, Jaime e Benjen, quando Styr viu Benjen ali parado vestindo o negro, saltou do cavalo.
— Um corvo. — Olhou de Ned para Benjen. — Me trouxe até aqui para me entregar a um corvo.
— Não. — Ned negou calorosamente. — Benjen não te fará mal, ele sabe. — O selvagem olhou novamente para Benjen que afirmou com a cabeça, e então ele se acalmou.
— Preparem um lugar para Styr, sirvam comida e alguma bebida para ele, estou indo ver Robert. — Dizendo isso subiu até a sala de Meistre Luwin, onde Robert estava deitado em uma pequena cama. — Como se sente? — Perguntou se sentando ao lado do amigo.
— Furado. — Disse Robert e riu, mas se arrependeu no mesmo momento, aquilo doía. — Proteja o meu reino Ned. — Robert pediu ao amigo. — Pegue papel e pena, e escreva o que eu vou ditar, por favor. — Rapidamente Meistre Luwin deu papel, pena e tinta para Ned, e então o rei começou a ditar uma carta.
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