The End Of The Summer
14 New King.
Notas iniciais
Depois da chegada de Styr a Winterfell tudo havia mudado drasticamente, todas as pessoas já sabiam dos perigos que corriam e alguns falavam de irem para o sul, afim de se protegerem. Jon estava sentado com Meistre Luwin escrevendo cartas para os irmãos de Robert, depois de cinco dias do ataque de Styr o ferimento do rei havia piorado muito, e infeccionado tanto que cheirava a podridão, o rei havia dito que era o cheiro da morte, e alegado que não estava triste, e tinha orgulho da forma que estava morrendo. A rainha estava abalada, e nunca saia do quarto, ninguém sabia o porquê de tanta tristeza, já que ela nunca demonstrava que tinha alguma afeição por Robert.
Eddard Stark estava preparando um sepultamento digno para o rei, ele seria enterrado por baixo de Winterfell nas criptas onde os antigos reis do norte ficavam, e Lyanna o amor de sua vida, isso era uma das coisas que estavam escritas na carta que Robert havia pedido a Ned para escrever, o resto da carta era um segredo. Mas o que todos sabiam era que Jaime andava para cima e para baixo em Winterfell dizendo que se ele tivesse ido como guarda do rei, nada teria acontecido, toda vez que Jon ouvia aquilo pensava que realmente não teria acontecido daquele jeito, Jaime mataria o rei, ele havia visto os olhares que Jaime lançava ao rei.
— Mandaremos essa a Stannis. — Meistre Luwin levantou um bilhete de aproximadamente quinze centímetros. — Seu pai pediu para que informasse os problemas que enfrentaremos, Lorde Eddard disse que Stannis não hesitará em ajudar. — Jon assentiu, não conhecia nenhum Baratheon, mas sabia que era uma família calorosa e ajudaria o norte. — Essa aqui é para Renly, que está em Porto Real. — E levantou outro bilhete, bem menor.
— Renly não virá ajudar? —Jon perguntou ao meistre.
— Renly não possui um exercito. — Disse meistre Luwin sábio.
— E Ponta Tempestade, pertence a ele, não? — Há algum tempo atrás o meistre havia feito Jon aprender todos os senhores de Westeros.
— Sim, mas os sulistas não virão para ajudar, ninguém acreditaria. — O meistre o respondeu.
— E por que Stannis viria então? — Jon perguntou se achando esperto.
— Porque Stannis conhece Lorde Stark e nunca deixaria ele só. — Meistre Luwin disse. — Agora me ajude a levar os corvos até a janela. — As cartas já estavam amarradas no tornozelo de dois corvos brancos. Jon e o meistre levaram as aves até o parapeito da janela, e soltaram-nas. Jon ficou ali observando o céu, até as aves desaparecerem.
As pessoas no castelo estavam executando suas atividades normalmente, mas Jon sentia a tensão e o medo inundando o pátio principal. Seu pai raramente era visto, e todas as noites conferenciava com seus fidalgos e os filhos mais velhos sempre participavam do assunto. Lorde Umber estava no castelo a alguns dias e estava sempre ladeando Lorde Stark, e achava que Robb seria um ótimo Guardião do Norte. Na noite em que chegou as castelo, havia trazido consigo três carneiros e um búfalo dizendo que eram suas oferendas a rainha, mas Cersei não desceu para o jantar, e o mestre das cozinhas acabou cozinhando tudo que ele havia trazido.
No sétimo dia em que estava no castelo, Lorde Umber sentou-se ao lado de Jon no desjejum.
— Você é obviamente o bastardo de Ned. — Ele disse avaliando Jon. — Se parece demais com ele.
— Sim, sou eu. — Jon disse sem querer olhar para Umber.
— Vi você treinando com o aço, acho que será um grande cavaleiro. — Ele disse chamando uma das criadas. — Traga vinho para nós, filha, e pães negros.
— Obrigado, senhor. — Jon disse por pertinência.
— Se parece mais do que eu imaginava com Ned, você é todo ele quando mais novo. — Disse gargalhando. Lorde Umber era um homem gordo, de cara vermelha, com longas barbas castanhas que se juntavam com seu cabelo que chegava ao seu queixo. — Lembro-me de quando seu avô era vivo, e Benjen saia para caçar na mata de lobos, seu pai era rápido e calado, assustava Benjen e a mim, todas as vezes que elogiavam-no ele abaixava a cabeça e agradecia acanhado, como você fez, ele não sabia o valor que tinha, assim como você não sabe Jon Snow. — Disse Umber batendo com a caneca na mesa. — Bom, agora vou vê-lo. —Se levantou e saiu. Nesse momento Sansa entrou no salão, caminhou até onde Jon estava e o olhou com repugnância.
— O que você quer agora? — Jon estava cansado da má disposição que Sansa tinha em relação a ele.
— Meistre Luwin está procurando por você e por Robb. — Disse e se sentou, logo uma criada a serviu com frutas e leite.
— Obrigado, senhora. — Jon disse e saiu, não esperava que ela falasse com educação.
— Jon Snow. — Sansa disse. — Não se sinta tão importante assim. — E sorriu com ironia.
Jon abriu e fechou a boca algumas vezes, procurando alguma coisa para dizer a Sansa, mas achou melhor ignorá-la. Foi encontrar meistre Luwin no Torreão do Meistre, andando de um lado para o outro atordoado.
— Meistre, o que houve? — Jon perguntou, ficando de frente para o velho.
— Seu pai chama você e Robb para uma conferência com Jaime. — O meistre disse. — Mas não acho Robb em lugar algum.
— Eu procurarei ele.
Jon se dirigiu primeiro ao salão onde treinavam com espadas, depois foi ao Bosque Sagrado, ao Jardim de Vidro, e a todos os lugares que ele e Robb gostavam de ficar, mas ele não se encontrava em lugar algum, e ninguém parecia ter o visto. Jon então resolveu procurar por Arya, que sempre sabia de tudo, mas também não a encontrou, perguntou para algumas garotas que estavam carregando baldes para as cozinhas, e uma delas havia visto Arya entrando na biblioteca mais cedo. Quando entrou, viu Robb e Arya atrás de uma pilha de livros.
— Robb, o pai quer conversar conosco. — Jon anunciou, tomando a atenção de Robb.
— Agora? — Robb perguntou arqueando a sobrancelha, era normal o pai chamar pela noite, pela manhã ele sempre estava indo e vindo da Vila de Inverno.
— Sim, meistre Luwin estava inquieto. — Jon confidenciou.
— Posso ir também? — Arya pediu.
— Só homens querida. — Disse Robb se levantando e depositando um beijo na testa da garota.
Saíram da biblioteca e se dirigiram rapidamente a sala do pai. Jaime estava sentado imponente com suas feições desdenhosas como as da rainha. Lorde Stark estava sério, e Jon percebeu que todo aquele alvoroço estava deixando a aparência do pai mais velha, apesar de ele ter apenas trinta e cinco anos.
— Vamos direto ao assunto, Lorde Stark. — Jaime disse quando os garotos entraram
— Tyrion Lannister, e Petyr Baelish estão vindo para Winterfell! Renly Baratheon se autodeclara rei. — Ned disse. Jon ficou parado sem saber o que dizer e o que pensar, não esperava que nessas circunstâncias alguém se proclamaria rei, mas se lembrou que ninguém do sul sabia do que estava acontecendo para-lá-dá-Muralha. — E acaba de chegar uma carta de Atalaialeste, Mance Rayder está ao pé da Muralha, exigindo que a Patrulha os deixem passar.
Robb se sentou, Jon continuou parado, Jaime sorria com aquele sorrisinho desdenhoso. Jon então pensou na carta. Olhou para seu pai, e como por telepatia, seu pai entendeu. Abriu então um grande livro e tirou o pergaminho amarelado, e o abriu.
— Chegou a hora.
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