The End Is Coming - Retaliation
1 Capítulo 1 - Retaliation
Notas iniciais
Molly
Haviam se passado quase um ano da morte de Mary. Muitos ainda lamentavam, mas Molly já havia esquecido.
Ela encontrou Noah, a mulher pensava. Deve estar feliz.
Beth e Steven também estavam mortos. Beth morreu em seu parto, quando deu a luz a Marcos, uma criança saudável, que desde então, estava sobre os cuidados de Molly. A mulher gostava de fazer isso, ela imaginava como seria ter um filho com Jake, mas seus sonhos haviam sido destruídos por culpa do apocalipse. Olhando pelo lado bom, ela talvez nunca o conhecesse se não fosse por tudo.
Molly ouviu o choro logo cedo. Ela se aproximou do beliche e pegou Marcos no colo. O bebê possuía feições de um ator que Molly gostava muito. Baylor Hensborn. A mulher nunca chamava o garoto por Marcos, e sim, por Baylor ou BH. Na verdade, ela tentava chamar a criança por Marcos, mas simplesmente, não saía.
Molly o envolveu em uma camiseta com estampas listradas. O garotinho parou de chorar e um sorriso banguela se abriu em seu rosto. Ela o levou para perto de sua boca e lhe deu um beijo suave em sua delicada testa. O garotinho voltou a chorar e Molly o abraçou.
– Como está nosso Baylor? – Carol apareceu na cela.
Ela também o chamava por Baylor. Todos na prisão o chamavam assim. Carol costumava visitar Molly para ver o bebê diariamente. A mulher era uma das únicas que se importava com as crianças. Molly achava que era porque ela havia perdido sua filha.
Carol nunca lhe contara como a menina morreu. Sequer o nome da garota. Devia ser doloroso para ela nunca tocar no assunto.
Molly fez um sinal para que Carol entrasse e colocou a criança em seu colo devagar. Havia sido difícil achar uma fórmula para manter a criança viva, sem leite materno. Mas o garoto era saudável, havia sobrevivido e comia pouco. O que era bom, pois tinha de sobrar comida para Judith.
– Ele está como sempre – Molly riu. – Saudável.
– Bom – Carol passou a mão pelo cabelo. -, nossos suprimentos estão no fim. Eu, Misake e Daryl partiremos em uma busca.
– Boa viagem. Misa e Daryl não vão ajudar em nada, só vão ficar se pegando.
Carol riu levemente e devolveu a criança para a outra mulher. Ela sorriu com piedade e foi saindo da cela.
– Torcemos para que não – ela se virou mais uma vez, deixando, totalmente, a cela.
Molly gostava da paz do lugar, mas sentia falta de sair em buscas, de cozinhar, de ficar com suas amigas. Seu tempo estava sendo todo dedicado à Baylor, e ela não queria fazer apenas isso.
Algumas vezes, ela pensava que seria melhor se Mary estivesse viva. Ela era sua melhor amiga, e elas poderiam cuidar da criança juntas. E então, ela se lembrava de Jake, de tudo que ele havia perdido. Seu coração sempre se despedaçava quando ela lembrava da morte ridícula que apareceu ao seu amado. Ele era forte, podia morrer por outras coisas, morrer sendo herói, mas simplesmente, morreu por uma mordida.
A mulher se deu um tapa em seu rosto. Ela não suportava os flashbacks voltando em sua mente como quando se pisca uma luz tão rápido. Ela chacoalhou a cabeça, esvoaçando a cabeleira castanha e colocou Baylor na cama assim que viu que ele havia dormido.
Finalmente, ela pensou. Tempo para mim.
Quase na velocidade da luz, ela saiu da cela e foi até o refeitório. Ela queria aproveitar seu tempo, por menor que fosse.
Ao chegar no local, ela avistou Rick e Emma sentados em uma mesa, acompanhados de Carl. Ela estranhou quando viu que Carl parecia emburrado e Mari não estava ao seu lado. Os dois, dificilmente, se separavam. Ela se aproximou da mesa e se sentou ao lado de Carl.
– Finalmente, você por aqui – Emma riu olhando para a amiga.
As duas já haviam sobrevivido a tanta coisa. Uma ajudava a outra, e após a morte de Jake, Emma havia se tornado mais amiga ainda de Molly de tanto que lhe ajudava.
Molly olhou para Rick, que parecia preocupado com o comportamento do filho.
– O que foi? – Molly olhou de relance para Carl.
– Ele está com ciúmes. – Rick disse e Carl lhe fuzilou com o olhar.
– Não é ciúmes. – Carl se emburrou ainda mais na mesa.
Molly notou a direção em que ele olhava. Era para uma mesa mais para frente, onde se encontrava duas garotas e um garoto. O garoto era o novo sobrevivente, Keegan. Aliás, ele não era tão novo assim. Aparecera logo após a morte de Jake e Mary. Uma das garotas que se sentava ao lado de Keegan era Gabriela. E ela sorria como se fossem íntimos. Já a outra menina se encontrava de costas para Molly. Mas a mulher cogitou que fosse Mari, pois era uma garota de cabeleira cor-de-mel.
– Aquela é Mari? – Molly tentou levantar o corpo.
– Sim. – Carl franziu o nariz.
Molly até achou engraçado, pois Keegan e Gabriela pareciam se gostar, e Mari era namorada de Carl. Todos sabiam o que os dois já haviam passado, e não discutiam muito o assunto, por medo de um deles ter um surto psicopata.
– E então, você não faz mais nada ultimamente... – Emma olhou para Molly com seu sorriso brincalhão.
– Cuidar do BH vem sendo algo difícil.
– Você deveria desencanar um pouco disso.
Molly achava o mesmo, mas ela se culpava pela morte dos pais do garoto, e então, vinha cuidando dele como perdão.
– Eu gosto de cuidar dele. – Molly encolheu os ombros.
– Façamos assim... – Rick olhou ao seu redor. – Mari! Venha cá!
A menina se virou na mesa e só então Molly notou que ela parecia diferente. Sua expressão estava mais... Animada? Carl se levantou da mesa de imediato e foi embora. Molly não conseguiu ver para onde ele ia. Mari se aproximou da mesa e sorriu.
– Ué, para onde Carl foi? – Ela levantou sua cabeça tentando enxergar o garoto.
– Bom, teria como você cuidar do BH hoje? – Rick forçou um sorriso, mas Molly conseguiu enxergar que ele ainda tinha certa raiva dela. – Ele está na cela de Molly.
– Claro.
A garota saiu e Molly olhou para Rick.
– Você não parece gostar muito assim da garota.
Ele suspirou e passou a mão pelo cabelo ensebado enquanto olhava para Emma, que se esforçou para sorrir, como se já houvessem discutido sobre o assunto várias vezes.
– Eu não sei... Ela ainda é meio...
A frase foi interrompido por um grito nas celas.
Molly se levantou com urgência da mesa e foi correndo para o andar de cima. Ela correu até sua cela e olhou para Mari, que estava paralisada, olhando para a cama vazia. Baylor havia sumido.
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