The End Is Coming - Retaliation
2 Capítulo 2 - Killer
Notas iniciais
Mari
Foi só chegar às celas que tudo deu errado. Era a mesma coisa. Mari começou a ficar desesperada e gritou feito uma garotinha. Ela olhava ao seu redor, como se fosse desmaiar. Começou a sentir seu estômago se embrulhar e ficou pensando nas possibilidades de algo ter acontecido. Por um momento, ela se lembrou do governador e sentiu o gosto amargo em sua boca. Fora um de seus piores sofrimentos.
A primeira pessoa a aparecer foi Carl. Ele estava em sua cela, e se preocupava com a menina. Deve ter corrido assim que ela gritou. Logo depois, todos começaram a aparecer. Molly estava lá, encarando a cama ao lado da menina.
Mari queria dizer que não era culpa dela, mas não conseguia mover sua boca.
– BH...Oh Deus... – Molly começou a chorar.
Mari se aproximou dela e a encarou por um tempo. Ela não conseguia olha para aquela mulher sem lembrar as perdas dela. Agora, ela havia perdido uma criança que considerava um filho.
Carl se aproximou da menina e a abraçou pelas costas.
– Sei que não foi sua culpa – ele sussurrou em seu ouvido.
Mas Mari sentia como se fosse sua culpa. Ela pensava que alguém que ela tivesse matado poderia ter voltado à vida e causado isso. A garota sempre teve um imenso amor por BH, e o via como outras crianças que havia se envolvido antes de tudo.
– O que aconteceu? – Rick apareceu nervoso.
– BH sumiu – Molly desabou em choro.
– Quem pode ter feito algo como isso? – Rick olhou para Mari por canto de olho.
– Foi Keegan. Tem que ser! Aquele idiota deve ter feito isso. – Carl começou a descer as escadas.
– Carl – Molly limpou os olhos. – Keegan estava conosco.
Mari saiu correndo em direção do pátio, até chegar perto de uma das torres, onde encontrou Ethan tomando conta das torres de vigia.
– Ethan – gritou. – Viu alguma coisa entrar na prisão?
O homem fez uma pausa e olhou ao seu redor. Quando voltou, olhou para a garota abaixo e fez um sinal negando sua pergunta.
– Nada.
Todos estavam no pátio, menos Molly. Mari estava sendo encarada por todos, mas não se importou. Agora, estava realmente nervosa.
– Ninguém entrou na prisão. Não há possibilidades de ter sido algum inimigo – ela fez uma pausa e encarou Rick com seus olhos cor-de-mel. – Foi alguém aqui de dentro.
Todos ficaram em segredo, se encarando por um momento. Os cochichos começaram e Carl foi em direção dela. Suas mãos seguraram seus braços trêmulos e ele sorriu para a garota.
– Vamos – disse, apenas. – Você passou pressão de mais hoje.
A menina assentiu e seguiu o garoto.
[...]
Mari estava deitada em sua cama, com um livro estendido sobre a cabeça. Ela virava as páginas, sem lê-las. Só conseguia pensar em uma única coisa: Baylor. Ela se perguntava quem poderia ser tão ruim para sequestrar um bebê.
– Sabe – Carl abaixou seus quadrinhos. – Ainda acho que esse garoto tem algo a ver com o sequestro. Talvez ele tenha um amigo... Ou algum sócio...
– Carl – Mari o olhou. – Por que culpa tanto ele?
O garoto fez uma expressão detestável, como se fosse xingar Keegan até a morte, mas tomou fôlego e olhou para Mari.
– Não é ciúme, é? – Mari sorriu.
– Claro que não. – Carl abriu seus quadrinhos novamente.
– Você está com ciúme!
– Quer saber? Por que não vai falar com Keegan? Ele é perfeito, alto, lindo, blá-blá. Ele sabe conquistar uma garota, é engraçado, vai com ele. Ele vai te fazer feliz – Carl se levantou e pegou o chapéu.
Mari riu dele.
– Você é mais alto que eu.
– Só isso que importa? – disse enquanto posicionava o chapéu na cabeça.
– Claro que não – Mari o abraçou. – Você faz mais drama que eu!
Ele sorriu e pegou seus quadrinhos. Mari o encarou enquanto ele saía da cela. Antes de ir totalmente embora, ele sorriu para ela.
– Eu te amo – disse. – Acima de tudo.
Mari sorriu para ele, mas sem resposta. Ela ainda tinha certa dificuldade de responder os “eu te amo” depois de tudo que passara. Ela ainda lembra da escolha que Carl teve que fazer, entre Gabriela e ela.
Ela se levantou da cama e guardou seu livro no armário. No mesmo momento, Mari conseguiu ouvir alguns disparos do lado de fora e seu coração acelerou-se. Não deu muito tempo até Carl aparecer na cela novamente. Seus olhos estavam agitados e ele abraçou a garota no mesmo momento.
– Estamos sendo atacados – só disse isso antes de Mari pegar sua arma debaixo do travesseiro. Carl a encarou. – Travesseiro?
– Vamos!
Os dois foram correndo até chegar ao pátio, onde viram quase todos juntos. Carl empurrou Mari para trás, em um modo de proteção, mas ela odiava isso. Odiava se sentir fraca em comparação a alguém.
– O que é isso? – Carl gritou para seu pai.
– Um grupo veio até aqui, atirou e deixou bilhete – Rick analisava uma das torres.
Mari se aproximou da torre e viu que havia sangue nela. Ela andou um pouco mais e viu a frase escrita. “Saiam ou morram”.
– Isso é sangue de que? – perguntou.
Rick tapou o rosto. Carl se aproximou da menina, mas sem tocá-la. Apenas analisou o pequeno corpo estraçalhado no chão. Mari sentiu um enjoo profundo e caiu de joelhos, soltando tudo pela boca. Suas lágrimas começaram a cair assim que limpou o rosto.
– BH... Como isso aconteceu? – ela olhou para Rick.
– Ninguém havia entrado na prisão. Ninguém havia saído além de Carol, Daryl e Misake. Impossível isso, mas acho que... Que temos um traidor.
– E Molly? – Carl perguntou.
– Vai ter que saber disso mais cedo ou mais tarde – Rick coçou o nariz.
Mari olhou mais uma vez para o corpo no chão, e se perguntou como alguém poderia ter sido capaz de fazer algo tão horroroso com um bebê. E então, ela se lembrou de Judith. Um choque a adentrou até o coração e ela, rapidamente, se levantou e foi em direção de Rick.
– Judith – disse apenas. – Temos que protege-la.
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