The End Is Coming

49 Capítulo 49 - Pai!


Notas iniciais
Oi galera, não me matem, por favor.

Sarah e Chris estavam andando um pouco.

— Sabe Sarah, que tal sermos igual à Mari e o Carl?

— Tipo namorados?

— Isso.

Sarah sorriu para ele e lhe deu um selinho de leve nos lábios finos do garoto.

[...]

Sofia e Lucie brincavam juntas com algumas bonecas que elas haviam achado.

— Daí eu fui passear... – Sofia interpretava aquele pedaço encardido de plástico.

Lucie sorria, era bom ter uma companhia da mesma idade.

— E eu fui ao shopping.

— Brincando do que, crianças? – Juliana entrou no local.

— Bonecas. – Lucie olhou para a mulher.

Sofia continuava a brincar sem tirar seus olhos do brinquedo.

Gaspar apareceu. Ele pegou uma boneca do chão.

— Eu também vou brincar.

Sofia deu um tapinha no ombro dele.

— Não vai não! – Sofia falou empolgada. – Você é muito grandão, pai.

Os olhos de Juliana e os de Gaspar se iluminaram. Era a primeira vez que Sofia chamava Gaspar de pai.

[...]

Issa e Carol papeavam enquanto lavavam pratos na cozinha.

— Tia Issa, posso falar com você? – Sarah entrou sorrateira.

— Bom, já vou indo. – Carol enxugou suas mãos e saiu.

Issa fez o mesmo e se inclinou na pia esperando qualquer palavra de Sarah com um sorriso fixo no rosto.

— Sabe o Chris?

— Sei... O loirinho, né?

— Sim, ele me pediu em namoro.

— Que graça! Seu pai já sabe?

— Bem... – Sarah fez uma expressão complicada. – Era sobre isso que queria falar.

[...]

Emma estava com Maggie no refeitório.

— Então, você vai à farmácia hoje?

— Não sei... Acho que Glenn anda meio ocupado. Soube que o portão da frente quebrou. – Maggie falou coçando a cabeça.

Emma sorriu para ela. Mari entrou no local, viu as duas e deu meia volta.

— Opa, opa, pode voltar aqui, mocinha. – Emma se levantou e puxou Mari pelos ombros, fazendo-a sentar-se em uma cadeira.

Mari estava rindo discretamente.

— Pode ir contando o que tem rolado entre você e Carl. – Emma cruzou os braços se inclinando em outra mesa.

— Vocês já fizeram... “Aquilo”? – Maggie riu.

— Claro que não... Só tenho 14 anos.

— Minha primeira vez foi com 15. – Maggie deu de ombros.

Emma saiu correndo e as meninas estranharam. Logo ela voltou com Judith nos braços. A garotinha se alegrou ao ver Mari. Ela lançou um sorrisinho que foi retribuído.

— Ela gosta de você. – Emma sacudiu de leve a criança.

Mari sorriu como resposta. Logo ela ouviu alguém entrar.

— Oi amor. – Emma colocou Judith no chão e beijou Rick, que havia acabado de entrar.

— Oi, posso falar um pouco com Mari? – Rick foi direto.

[...]

POV – Mari

Deixa eu ver se entendi, hoje é dia de falar com a Mari? Todos querem conversar comigo. Como isso? Rick me lançou um sinal para segui-lo. Ele estava me levando para fora. O local onde o ar batia forte. Não havia ninguém lá por ser muito tarde. Devia ser madrugada.

— Então, Mari. O que você planeja com meu filho? – Meio estranho ele perguntar isso pra mim, acho que meu pai que deveria perguntar para Carl. Se ele estivesse vivo. Mas eu não sei onde meu pai está.

— Eu... Não sei... Eu amo Carl. – Falei olhando para a estrela mais brilhante ao lado da lua.

— Você ama? De verdade? – Que estranho isso, é um questionário ou o que?

— Eu amo sim... Por que você pergunta?

— Por que, como já disse, não gosto de ver pessoas decepcionadas. E ele é meu filho.

Eu achei que ele apoiaria. Observe, meu primeiro beijo fora com Carl. Eu o amei desde então. Como Rick podia pensar que eu faria algo mal para ele? Rick foi embora sem mais palavras, me deixando só.

Eu voltei para dentro e dei de cara com Carl.

— Oi. – Ele estendeu os braços em modo de abraço. Eu rejeitei. – Que foi? O que aconteceu?

— Eu só não estou com cabeça pra isso agora. – Falei meio atordoada. Eu não queria conversar depois dos discursos de meu “sogro”. Mas queria um apoio, principalmente se ele fosse de Carl.

Eu desisti e subi até minha cela, onde joguei minha blusa. Eu só queria tirar toda minha roupa e dormir. Joguei meu moletom cinza no chão e em seguida, minha blusa vermelha. Logo, estava tirando minha calça.

— Mari? – Carl apareceu em minha cela. Sem pensar, peguei meu moletom e me cobri.

— Carl! Você não pode ir entrando assim na cela dos outros! – Falei cobrindo meu sutiã.

Como ele era meu namorado, e já havia me visto sem sutiã, não me importei em colocar minha blusa de volta em sua frente.

— Sabe, eu fiquei pensando. Fiz algo errado?

— Claro que não, amor. Você não fez nada. Eu só estou meio estonteada por... Deixa pra lá.

— Quer comentar? – Sua voz me emitia segurança.

— Na verdade, não... Posso pedir para você me dar aquele abraço agora? – Falei me encolhendo um pouco.

— Claro. – Ele respondeu envolvendo seus braços em meus ombros. Eu me sentia muito segura daquele jeito. Era algo que sempre me animava. Então, o papo voltou à minha cabeça.

---------

Dormi com Carl de conchinha. Isso não era bom. Eu precisava de um tempo para pensar, e Carl tomava minhas emoções. Eu tomei cuidado para sair de seus braços delicadamente. Coloquei meu moletom e desci descalça mesmo. Ao chegar ao refeitório, Carol me trouxe um copo com água. Eu bebi em pequenos goles, sentada à mesa. Beth desceu as escadas em seguida e direcionou-se à cozinha.

— Daryl, Glenn, abram os portões. – Ouvi Rick ordenar.

Eu dei de ombros, afinal, devia ser mais alguém que saiu de noite e voltou hoje. Até que pude ouvir alguém gritar algo do tipo: “novo sobrevivente”.

Mas já havia tantos novos sobreviventes que não me manifestei em sair do local. Rick e Daryl entraram no local com um homem alto apoiado nos ombros. Ele andava meio mal, devia estar cansado. Quando eu olhei mais para cima, já sabia quem era.

— Pai!

Notas finais
Sim, sinto muito mesmo por ter demorado tanto. Sabe como é... Provas, estudos, canseira, facebook... Então né?
Mas espero que tenham gostado. E pra quem AMA spoilers, deem uma checada no Talk Show, lá tem alguns spoilers, mas bem fraquinhos. Se você quiser mais, é só ir no meu perfil e me adicionar como amiga no face. Eu dou spoilers pra quem quer. Se você não quer, não darei ;D
Beijoks da Mááh