The End Is Coming

50 Capítulo 50 - Sinto muito


Notas iniciais
Oi gente, bem... Hoje temos um capítulo triste... Desculpem :'(

POV – Mari

Não acreditei ao ver meu pai. Ele mesmo! Eu não o via há anos, por causa de uma maldita viagem de dois anos. Ela partiu quando eu tinha apenas 11 anos.

— Mari! – Meu pai me agarrou como se nunca tivesse me visto antes.

— Pai... Que saudades! – Eu estava começando a soluçar.

Rick e Carl estavam parados no canto. Eu não reparei muito, mas Carl parecia sorrir. Eu me soltei de meu pai e fui em direção de Rick.

— Rick, meu pai pode ficar conosco? – Limpei minhas lágrimas.

— Claro, norinha. – Ele riu um pouco. – Vamos providenciar uma cela para ele.

Notei que meu pai estranhou a palavra “norinha”, ele sempre foi muito protetor. Assim que Carl se aproximou dele, ele já tinha ideia de quem era.

— Prazer, Carl Grimes. – Carl estendeu a mão, eu apenas torcia para que meu pai o aceitasse.

Meu pai estranhou um pouco, mas cumprimentou.

— Joseph Pacheco. Me chamem de Pacheco. Mas você, rapazinho, é Sr. Pacheco. – Essa não... Ele não havia aprovado Carl.

— Desculpe, Sr. Pacheco.

Eu me aproximei de meu pai.

— Pai... Eu e Carl... Somos namorados. – Falei com um sorriso torto.

[...]

Emma, Carol e Molly estavam na cozinha.

— Mas você viu que cara gostoso esse novo aí? – Molly deixou escapar.

— Molly, assim o Jake fica com ciúmes! – Carol riu.

— Mas assim, você fica com ciúmes, né Carol? – Emma sorriu torto. – Notei você olhando pra ele.

— É... Eu gostei dele. Ele parece confiante. – Carol disse e todas aplaudiram.

— Ele é pai da Mari, você sabe, né? – Molly falou com um sorrisinho.

— Claro que sim. E a Mari é um amor. Me lembra Sophia. – Carol deixou uma lágrima atravessar seu rosto.

[...]

Jake e Michael estavam na vigia.

— E a Molly? Boa de cama? – Michael riu.

— Ei! Que falta de respeito.

— Responde.

— Não quero comentar essas coisas com você, cara.

— Faça como quiser. Ei, acerta aquele lá! – Michael apontou para um errante, que logo foi atingido na cabeça por Jake.

[...]

— Carlos? Posso falar com você? – Joseph chamou Carl.

— É Carl!

— Tanto faz, venha logo.

Joseph e Carl foram até o refeitório.

— O que você pretende com minha filha?

— Mari?

— Responda!

— Eu amo ela. Eu quero continuar namorando ela.

— Se você fizer algo errado, terá uma morte dolorosa. Entendeu?

— Sim Sr. Pacheco. – Carl engoliu em seco.

[...]

Maggie e Beth estavam na cela arrumando algumas roupas.

— Beth, quantos meses? – Maggie riu.

— Dá pra perceber? – Beth coçou as costas desconfortavelmente.

— O que? Do que você tá falando?

— Do que você tá falando?

— Eu tava falando, há quantos meses você não dobra roupas! E você, falando do que? – Maggie lançou um olhar constrangedor.

— Eu... Nada.

Steven entrou no local e deu um beijo de leve em sua namorada. Maggie encarou os dois com um sorriso forçado. Logo Steven acariciou a barriga de Beth.

— Sabia! – Maggie bateu palmas. – Papai sabe?

— Claro que sim. – Beth abraçou Steven de lado.

Maggie os abraçou e lhes deu parabéns.

[...]

POV – Mary

Eu estava preocupada. Noah ainda não havia sarado. Fazia algumas semanas, e o máximo que ele fez foi ter uma convulsão. Herschel dizia que era só questão de tempo, mas eu duvidava. Passei todo meu tempo junto a ele. Sem comer, beber, caçar, lutar, etc. Me ajoelhei de frente para a cama e deitei minha cabeça em seu tórax.

— Noah, por favor, acorde. Eu te amo muito! – Comecei a chorar. Aquilo não tinha efeito. – Eu... Queria muito lhe contar algo.

Herschel entrou no local interrompendo. Ele sorriu de canto e eu saí. Ficar lá junto de Herschel era tortura. Tudo que eu não queria ouvir era: “ele ficará bem”, “logo ele acorda”, “não se preocupe”...

Desci as escadas, precisava comer algo. Qualquer coisa, ou ficaria doente. Encontrei Carol lá. Ela sabia o que acontecia comigo e me abraçou. Novamente comecei a soluçar sem reagir ao abraço. Carol me levou até a cozinha onde preparou um prato com comida pra mim.

— Mary, querida, você tem que se repor. – Ela disse colocando umas cenouras no prato.

Eu sentia que morreria naquele momento. Não aguentava andar, muito menos comer. Sentamos a uma mesa e Carol erguia o garfo com os legumes em minha direção. Ela estava me tratando como sua filha. Eu engolia os legumes com dificuldade, sentindo que iria expeli-los a cada um que digeria.

— Tudo ficará bem. – Carol me abraçou.

[...]

POV – Collin

Fazia um tempo que eu estava gostando de Giuliana. Eu não gostava de chamá-la de Ice ou Black. Principalmente porque seu nome era muito belo. Ela tinha perfeitos cabelos que brilhavam com o sol. Acho que estou apaixonado.

— Ai meu Deus, desculpe! – Alguém havia trombado comigo, nós dois caímos, e então eu vi que era Giuliana.

— Que nada, culpa minha. – Estendi minha mão para ela se levantar.

Ela sorriu e segurou minha mão. Sem querer eu a puxei para bem perto, fazendo com que nós ficássemos de corpos colados. Nós nos encaramos por alguns segundos e logo nos separamos.

— Eu... Tenho que ir arrumar... Coisas. – Ela falou meio corada.

— Eu também... – Falei, nós saímos um para cada lado.

[...]

Narrador

Rick estava reunindo todos no pátio. Ele estava com uma lista na mão.

— Pessoal, precisamos de mantimentos. Escolhi algumas pessoas para ir à missão. Vão, Joseph, Glenn, Jake, Steven e eu.

O grupo ficou em um silêncio constrangedor.

— Sairemos amanhã de manhã. – Todos concordaram. – Dispensados.

Carl foi atrás de seu pai.

— Pai, eu quero ir!

— Carl, você pode morrer. Eu quero que você cuide daqui.

— Desculpe, mas eu vou.

— Carl...

— Pai, eu tenho uma mira boa, eu quero ir.

Rick assentiu com a cabeça e em seguida, Mari apareceu.

— Bem... Vou indo. – Rick saiu. Mari encarava Carl de uma forma de desprezo.

— Carl... Você vai? É perigoso.

— Mari, eu tenho que ir, sou bom também. Eu voltarei vivo. Prometo.

Mari o abraçou sem mais palavras.

[...]

Mary estava em sua cela. Ela estava com os olhos fixos no chão. Ela ouviu alguns passos se aproximarem.

— Mary? – Era Herschel.

— Sim?

— Eu... Sinto muito.

Notas finais
Comentem. Sorry galera...