Notas iniciais
Primeiro capítulo (você jura?) pois é.
Espero que gostem.
Estou toda olhos para as críticas.
Quero melhorar meus textos.
Beijinhos...

O tormento de meu sonho me desperta. Praguejo raivosa. O pior de dormir é acordar. Ainda mais quando se sonha com alguém sem rosto. Mas esse alguém tem boca. Suave e delicada. E lhe dá um beijo.

Bato em uma almofada. Que droga! Se pudesse, ficaria acesa para sempre!

Mas isso seria uma coisa não muito esperta. Além de ficar sem descansar, eu continuaria sonhando. Por que sempre sonho acordada.

Não há exata explicação. Eu acho que eu penso muito. Por isso eu fico sozinha. Por isso já fiz doutorado tendo apenas 16 anos. E, por isso acho que fico sozinha.

Quando meus pais falaram: “Miku! Você é superdotada!” Eu pensava que quando as pessoas me vissem elas gritariam de emoção, ou seriam devotas à mim, ou simplesmente me cumprimentariam, perguntariam se estava tudo bem e ligassem para a resposta.

Sou tão boba algumas vezes.

Joguei a almofada azul no meu espelho. Levantei, me arrumei e sai de casa. Não há muito que fazer quando se é formada e só pode ter emprego quando chegar aos dezesseis (N/A sei que tem o menor menor aprendiz (p.s. é assim que se escreve) mas para dar aula não pode). Então eu escuto música.

O som simplesmente me faz dançar. Eu sinto a leveza de cada nota e meus cabelos e meu corpo se mexem automaticamente. A música não tem explicação. É um dos motivos que anseio por ela como se ela foi o sol. Não, ela é melhor que o sol.

Fui então a uma das lojas em que vendiam apenas CD’s. Ela ficava no centro da cidade. Foi uma rápida caminhada, porque eu morava no centro da cidade e porque estava com meus fones e o som no máximo.

Entrei vendo cada detalhe e armazenando tudo. Droga de memória fotográfica! Fui abordada.

Gritei e escutei risadas atrás de mim. E um odor, que vale frisar, estava insuportável!

No chão se encontrava Tamaki-kun, o dono da loja, uma menina com roupas pretas, um cara com um cachorro e só. Ah, e o cara que não sabia a invenção do banho apontava a arma para a minha cabeça.

Respirei profundamente. Mordi a mão do cara.

Ele gritou. Eu me abaixei. O outro que estava também com a arma apontada para mim deu um tiro no amigo. Eu quis rir.

Quando o outro percebeu que acertara seu comparsa, ele caiu na gargalhada. Entre os risos conseguiu falar:

- Viu, eu falei que ia ficar com tudo! Baka! – falou.

Achei-o louco. Depois ele percebera que matara o ‘baka’ e começou a chorar. Alguém colocou a mão na minha boca e me puxou.

Detesto ser magra.

O cara tirou a mão da minha boca enquanto escutava os soluços do assaltante. Uma palavra: perfeito. Esse era o menino de cabelos azul-escuro, e olhos da mesma cor, que eu chamara de perfeito. Porque, obviamente, ele era.

Ele fez um sinal de silêncio. Assenti. O local estava muito quieto. Levantei e o menino levantou também. Mas ele, digamos assim, não levantou por que quis. Levantou para me defender do tiro que o assaltante deu.

Eu comecei a ficar em pânico. Os olhos muito azuis me encaravam. Eles iam fechar.

- Não! – gritei. Eu o achara e não ia mais soltar.