The Diferent Side of Us
3 Running Away - parte 1
Notas iniciais
Justin narrando*
Depois de ter quase morrido, batido o carro e discutido com a vadia da Demi, tudo o que queria era voltar para casa e tomar banho e foi o que fiz.
Entrei e minha mãe estava na sala vendo TV e quando me viu quase caiu do sofá onde estava de tão rápido que se levantou.
– Justin! — exclamou ela me olhando. — O que aconteceu?
– Nada, mãe! — gritei enquanto andava até a cozinha e pegava um copo de água.
– Como nada?!
– Mãe, eu bati de carro, mas está tudo bem, se acalme!
Ela ficou me olhou por um longo momento em silêncio e depois chegou perto de mim e me abraçou. A abracei de volta.
– Mãe, se acalme.
– Estou calma, Justin. — afirmou ela. — Não posso mais abraçar o meu filho?
Demorei um tempo para responder.
Minha mãe e eu antes tínhamos um relacionamento bom, mas desde que ela descobriu meu envolvimento com drogas — o que já foi resolvido porque passei um bom tempo em uma reabilitação na Flórida -, começamos a ter um relacionamento bem estranho. Ela não me olhava do mesmo jeito, parecia que não queria que fosse seu filho, mas não a culpo... Ela achava que fosse ser padre e eu me tornei um drogado do dia para a noite e sei que foi muito errado. A decepcionei e me decepcionei também.
– Claro que pode, mãe. — respondi por fim.
Ela era tão baixinha que batia abaixo de meus ombros.
Minha mãe me soltou e depois me olhou.
– Justin, não se esqueça que você tem aula amanhã.
– Eu sei disso!
Ela sorriu e depositou um beijo em minha bochecha.
– Eu te amo.
– Eu também te amo.
Subi as escadas, fui para meu quarto e me joguei na cama.
Ok, amanhã falaria com Demi e deixaria claro que pagaria por aquilo.
Ela achava que era quem?
Minha mente voltou para o momento que estava brigando com Demi e foi quando me lembrei da menina bonita, Ridley, que estava lá e que quando gritou, um trovão ecoou.
Será que veria ela amanhã? Não me lembro de ter visto ela na cidade... Ela deve ser nova e não parece ser mais tão velha... Ela com certeza vai estudar na Jackson.
Em pensar nisso, fiquei nervoso, o que era patético já que nem falei direito com ela, só para gritar, o que também fez com que me sentisse culpado. Ela só queria ajudar e eu gritei com ela.
"ARGH! PARE COM ESSES PENSAMENTOS, BIEBER!", pensei e me levantei.
Tomei um banho, coloquei só uma bermuda e depois me deitei novamente e comecei a ler.
Ler era uma coisa que eu sempre fazia, mas era em segredo.
Se falasse, os caras do time começariam a me chamar de "menininha" apenas por gostar de ler, mas não achava que isso fosse algo de menina, afinal, meninos também podem querer fugir do mundo de merda que vivem, não podem? Eles podem.
Continuei assim até minha mãe me chamar para jantar, fui e depois voltei e li até umas meia noite e acabei dormindo.
***
De manhã, acordei com minha cabeça doendo.
O despertador do meu celular tocava e o fiz parar e depois tomei meu banho, me arrumei e desci as escadas com minha mochila nas costas.
Minha mãe estava na cozinha e me deu bom dia.
Sorri e tomei meu café e depois subi, terminei de me arrumar, desci correndo, peguei a chave do carro e fui para o colégio.
O clima estava quente, mas dava para ver algumas nuvens e parecia que ia chover, o que eu não queria, ia jogar com os caras hoje.
Cheguei, estacionei o carro e desci.
Chaz e Ryan estavam na porta da escola com Noah e Demi.
– E ai! — exclamei batendo na mão dos caras e dando beijo no rosto das meninas.
– Oi, Justin. — cumprimentou-me Noah ficando vermelha.
Sabia que ela gostava de mim, mas achava meio sem noção ela quase morrer toda vez que chegava perto de mim.
– Vamos jogar hoje depois da aula? — perguntou Chaz.
– Por mim, sim! — respondi.
Demi me olhou e depois para Chaz e passou as mãos no rosto dele.
– Mas, Chaz, você disse que ia me levar em casa e ficar comigo.
– Ah, Demi... Não posso ir para sua casa depois?
– Eu pensei que... — ela parou, olhou para além de Chaz, sorriu e depois terminou. — Está tudo bem, eu te vejo depois.
Ela deu um selinho nele e saiu arrastando Noah.
Ficamos as olhando e foi quando vi onde Demi estava indo. Ela estava indo até uma Mercedes preta e perto dela estava Ridley.
Ryan assobiou.
– Caralho, que gostosa!
– É mesmo! De onde ela veio?
Não fiz nenhum comentário e a vi olhar para mim e depois desviar os olhos e continuar falando com Demi que estava mais ridículo que o normal.
– Bieber! — gritou Ryan.
– Que é?!
– Já tinha visto ela?
– Ah... ontem... mas não importa, vamos entrar!
Eles ficaram me enchendo o saco até e sala, mas disse que não falaria nada e me sentei nas ultimas mesa como sempre e vi Demi a levando para a mesa vazia do seu lado quando o sinal tocou.
– Oi, gente! — exclamou ela, se sentando. — Essa é Ridley!
– Oi! — falou Ridley sorrindo.
Ela me olhou ansiosa e tudo o que fiz foi sorrir.
– Ai, te desafio a conseguir pegar ela em duas semanas, Bieber! — falou Ryan.
– Não vou fazer isso!
– Por que não? Ela é uma gostosa! Vai, cara! Vai dizer que não achou?
Olhei para a menina a duas mesas de mim e a avaliei melhor.
Tinha cabelos castanhos claros com algumas partes loiras, olhos castanhos claros e sua face era bonita. Tinha um corpo maravilhoso.
Ela tinha um caderno perto de seu fichário e escrevia nele e enquanto escrevia, uma mexa de seu cabelo caiu sobre seu rosto.
– Ela é linda. — disse.
– E então? — perguntou Ryan.
– Ta!
A professora — Sra. Martin — de Inglês começou a falar e quando viu Ridley, falou para ela ir até a frente da sala.
Vi ela se levantando e indo até a frente da sala.
– Ahn... — ela olhou para Demi que sorria e Noah fez um certinho com seu dedo. — Sou Ridley Meyer...
– ELA É A PRIMA DA MITCHIE! A ESTRANHA! DUAS ESTRANHAS! — gritou Jessie apontando para Ridley. — ELAS SÃO NETAS DO MARCOS, O FEITICEIRO GALERA! SÃO BRUXAS! TENHAM CUIDADO!
Jessie, junto com suas amiguinhas idiotas começaram a rir.
Pude ver que os olhos de Ridley marejavam e então tudo começou a acontecer tão rápido que nem sei exatamente o que aconteceu.
O cabelo de Ridley se enrolou nas pontas e as janelas estouraram, jogando vidro em Jessie e suas amigas que estavam perto da janela, um vento invadiu tudo ali e uma chuva começou a cair loucamente.
Todos começaram a gritar e Ridley saiu correndo, deixando tudo para trás.
Levantei e quando ia sair da sala, Chaz puxou meu braço.
– Onde você vai?
– Atrás dela! — gritei, me soltando.
Sai da sala e fui correndo para o estacionamento embaixo daquela chuva pesada, mas não ligava, só precisava encontrá-la.
A encontrei no portão e a vi correndo para Ravenwood que nem era tão longe dali.
Comecei a correr também e quando vi, estava nos portões de Ravenwood com uma Ridley completamente molhada e chorando.
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