The Diferent Side of Us
4 Running Away - parte 2
Notas iniciais
Ridley narrando*
Estava péssima.
Eu sabia que estudar ali, não seria fácil. Ali era uma cidade muito antiga, e as pessoas ainda acreditavam em Bruxos — o que, por um lado, não era mentira. Eles existiam.
Estava mal por Mitchie.
Ela já sofria por ela mesma e agora comigo, tudo só iria piorar!
Quando as vacas começaram a falar, não me importei, mas quando elas tocaram no nome de Mitchie, fiquei muito descontrolada.
Eu não queria quebrar as janelas, mas não posso sempre controlar meus poderes. Eles estão desgovernados.
Fiquei olhando para Ravenwood e então, senti uma vontade e olhar para trás. Fiz isso e me deparei com Justin.
Ele estava me encarando e parecia confuso.
– Justin! — exclamei praticamente gritando. — O que você está fazendo aqui?
– Vim ver se você está bem... — respondeu e sua voz estava baixa.
– Estou bem, você já pode ir embora.
– Não, Ridley.
Fiquei olhando para ele e tentava entender o por que dele estar ali. Ele era um menino da cidade! Deveria ter medo de mim; medo da bruxa.
– Olha, eu quero pedir desculpa pelas meninas... Elas são uma idiotas.
– Percebi.
Ficamos nos olhando e então coloquei a mão na Lua Crescente e entrei. Justin estava bem atrás de mim.
– Você não vai mesmo embora?
– Não.
Dei de ombros e foi quando percebi que ainda estava chovendo.
Não estava caindo uma tempestade, mas estava chuviscando.
Fechei os olhos e então as nuvens se dissiparam e parou de chover.
– Que tempo estranho. — comentou Justin.
– Realmente. — concordei, querendo rir. Mal ele sabia...
Chegamos até a varanda e nós nos sentamos nos degraus.
– Agora, eu quero saber a verdade... Você está bem?
– Sim, Justin.
– Não parece.
– Estou bem!
Continuamos em silêncio até que me levantei e segui até Greenbier. Justin ainda me seguia.
Sentei em uma pedra e fiquei olhando para o céu.
Levantei a mão e a fechei, e então, a nuvem se contraiu e pingos de chuva caíram.
Justin me encarou.
– Como você consegue fazer essas coisas?
– Fazer o quê?
– Você acabou de fazer cair pingos de chuva!
– Não fui eu.
– Ah, qual é! — reclamou ele e se sentou do meu lado.
Sorri e fiquei olhando para baixo.
Greenbier sempre foi um lugar que gostei. Ali, podia pensar, mas era impossível pensar com Justin Bieber do meu lado.
Ele estava olhando para o chão também.
Algo brilhando chamou minha atenção e então, peguei e suspirei.
Era um medalhão.
Parecia ser muito antigo, pois estava muito sujo.
Era redondo, com algumas partes quebradas, mas fora isso, estava em ótima condição.
Justin olhou para o medalhão.
– O que é isso?
– Parece um medalhão.
Ele sorriu e colocou a mão em cima da minha e então, tudo começou a tremer...
Estávamos em outro tempo, isso era possível de se perceber sem nem mesmo perguntar.
As árvores eram mais cuidadas, a grama não estava queimada... Aquilo era Greenbier, em uma versão viva.
Uma mulher e um homem se encontravam perto da árvore mais alta, a de maça.
Eles estavam próximos o bastante para se perceber que eram namorados.
– Você sabe que isso pode acabar muito mal, Jane.
– Eu sei, Harry, mas não posso fazer nada.
– Podemos ir embora.
– Você sabe que não posso. Não fui Invocada, Harry, meu lugar é aqui, com a família Duchannes.
– Seu lugar é comigo. — ele sorriu e a beijou.
Quando o beijo dos dois acabou, Harry parecia sem fôlego, mas não do tipo normal, do tipo exagerado.
Comecei a perceber como eram.
Jane era bonita.
Tinha cabelos loiros longos e estava usando um penteado estranho. Seus olhos eram de um castanho claro e suas bochechas eram avermelhadas.
Harry era lindo também.
Seus cabelos pretos combinavam perfeitamente com seus olhos verdes e sua boca em forma de coração.
Os dois pareciam extremamente apaixonados.
– Eu amo você. — falou ela.
– Eu também amo você, Jane Duchannes, mas nunca pensei que seria tão complicado.
– Você sabia o que poderia acontecer, Harry. — ela se levantou e dava para perceber que estava a ponto de chorar. — Sou uma Conjuradora! Conjuradores e humanos não nasceram para ficarem juntos!
– Não estou reclamando, por favor! Estou apenas comentando, Jane! Não surte!
Mas já era tarde demais, o tempo fechou e uma chuva forte começou a cair.
– Ei, se acalme!
– Consigo sentir as Trevas dentro de mim, Harry.
Ele a abraçou e em algum lugar, um raio caiu.
Voltamos daquela visão e eu estava sem fôlego.
Santo Deus, o que foi aquilo?!
Justin parecia estar do mesmo jeito. Parecia enjoado.
– Você está bem? — perguntei preocupada.
– Sim... Mas... Deus!, o que foi isso?!
– Não sei.
Olhei para Ravenwood e sabia quem poderia me ajudar a descobrir o que era aquilo.
– Eu preciso ir.
– Ah, que ótimo! Você me faz pegar chuva, ficar aqui igual um idiota, me fez ver uma coisa do passado e agora simplesmente vai embora?!
Ele estava gritando. Estava descontrolado.
Um trovão ecoou e eu fechei os olhos, não ia me descontrolar de novo e então, quando abri os olhos, dei a resposta mais sensata.
– Eu não pedi para você vir aqui, Bieber.
Me virei e corri de volta para Ravenwood e gritava por Meredith, até que ela apareceu, me olhou, suspirou e pediu para segui-la.
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