The Devil Wears Prada

21 Capítulo XXI - Efeito Swan.


Notas iniciais
Olá, meus amores. Me desculpem por estar postando com menos frequência e por não responder os comentários, prometo fazer isso o mais rápido possível. Agradeço aos que estão acompanhando, comentando e aos que favoritaram. Espero que gostem desse capítulo! Foi especial.

POV Regina

Entrei no carro sem ao menos notar qual era. Estava irritada com a situação, supostamente criada por minha querida mãe, e ela tem uma coleção de carros, então não reparei qual era. Para minha surpresa, quem me aguardava era Emma Swan. Que atrevida! Confesso que parte de mim ficou tanto quanto... Eufórica? Não, acho que essa não seria a palavra, mas que seja, parte de mim sentiu algo bom, só que eu não poderia demonstrar isso a ela.

– Swan, que surpresa. – Ergui as duas sobrancelhas rapidamente, colocando o meu melhor tom irônico na fala.

– Boa noite para você também, Regina. – Ela sorriu para mim com aquele jeito doce de sempre. É impressionante como o fato de ter se tornado uma modelo famosa não mudou a sua essência.

– Não é uma boa noite, querida. – Sorri, mais uma vez, usando e abusando da ironia.

– Mas será. – Emma me sorria alegremente, tinha aquele jeito irritante de estar sempre positiva.

– Eu duvido um pouco. – Mantive meu tom calmo, como de costume.

O carro começou a andar e fiquei esperando para ver qual era o local que Emma havia escolhido para jantarmos.

– Emma, se você estava no carro, por qual motivo minha mãe me ligou? – Realmente não entendi essa parte, mamãe nunca disse nada sobre Emma, sempre a olhou com aquele ar superior que possui.

– Eu também não faço ideia. – Deu os ombros. – Inclusive, a ideia foi dela.

+++

– Cora, porque resolveu ajudar Emma em relação a Regina? – Fiona e Cora estavam no apartamento de Fiona. A loira convidou a outra para tomar um drinque e ela aceitou. Jamais assumiria que havia aceitado para ver Fiona, tentava se convencer que só estava ali pela bebida.

– Elas me lembram muito um casal apaixonante que conheci uma vez. – Limitou-se a dizer.

– Apaixonante? – A loira arqueou uma das sobrancelhas, se recostando no sofá e cruzando as pernas. – Quem seria o casal?

– Eu e você. – Cora sorriu com malícia, deixando Fiona instigada.

– Acha que algum dia fomos apaixonantes? – O tom de Fiona era triste, ainda guardava mágoas do passado.

– Sem sombra de dúvida. De todas as pessoas que algum dia perdi, você foi a mais difícil de superar. – A morena se serviu com a Margarita que tinha feito, entregando um outro copo para Fiona, que deu um golinho, saciando o sabor único da bebida.

– Nem me diga... Mas, algumas coisas nunca mudam, certo? Sua Margarita continua tendo um gosto único. – Bebericou mais um pouco. – Acho que foi assim que você me conquistou. – As duas riram e apoiaram os cotovelos livres no encosto do sofá, ficando de frente uma para a outra. – Uma pena que outras mudem tanto. – Suspirou.

– Você não sente mais nada por mim? – Cora foi direta em sua pergunta, pegando a outra de surpresa.

– É claro que sinto, Cora. – Deu os ombros. Esse gesto foi a segunda surpresa da noite. – No entanto, entendi que eu nunca teria algo a mais do que apenas sexo com você. Demorou anos, mas entendi. – Ela riu com um grande pesar em seu riso.

– E eu levei anos para aprender o contrário... – Terceira surpresa.

– Cora. – Fiona pegou um cigarro na mesa de centro da sala de estar e o acendeu. – Você sabe que não gosto de joguinhos desse tipo. Sejamos francas então. – Deu uma longa tragada e voltou a frentear a outra. – Você gostou de mim algum dia?

– Sejamos francas então. – Cora concordou e respirou fundo. – Eu amei muito você, Fiona. Muito.

– E qual era o seu problema então? Precisava pegar todas as secretárias que recebiam os seus telefonemas? – Sua indignação nunca acabou, mesmo com anos passados.

– Isso é tão complexo... – Os dois olhos de Cora foram tomados por lágrimas. Quarta surpresa. Fiona nunca havia a visto chorar. – O pai de Regina sempre me desqualificou muito. Dizia que eu não era bonita ou inteligente o suficiente para nada.

– Henry? – Fiona teve a quinta surpresa da noite. – Mas ele era sempre tão gentil!

– Na frente dos outros, querida. – Respirou fundo outra vez. – Nada do que eu fizesse estava a altura de alguém que seria “sua mulher”, nada. Até o dia que cansei, me divorciei e resolvi abrir a Mills.

– Eu não fazia ideia. – A loira ainda estava indignada.

– Deixe-me terminar, por favor. – Fez um gesto para que Fiona esperasse. – Eu me recuperei, me superei e fiz com que ele suplicasse aos meus pés por uma segunda chance, o que não concedi. Todavia, algumas cicatrizes ficam guardadas e vivas dentro de nós. Eu nunca me senti bonita, desejável ou que quer que fosse, por isso a minha obceção por todo mundo. Eu só queria me sentir desejada. – Uma lágrima desceu pelo seu rosto. – Eu me senti muito desejada por você, mas você foi deixando de me dar atenção, foi se importando apenas com o trabalho e eu me senti tão sozinha.

– Cora. – Fiona estava boquiaberta com tudo aquilo. – Eu não sabia que... – Gaguejava. – Desculpe-me, por favor. Por que diabos não me disse tudo isso antes? Naqueles tempos?

– Porque eu não queria amar e eu já estava amando. Senti uma dor que nunca havia sentido antes quando você saiu da minha sala e não queria voltar a senti-la nunca mais.

– Meu amor. – Fiona apagou o cigarro e envolveu Cora em seus braços. – Está tudo bem. Eu estou aqui e te desejo muito! – Ela beijava o rosto da morena inteiro.

As duas ficaram ali por mais um tempo. Conversaram sobre coisas do passado e, pela primeira vez em anos, tanto Cora, quanto Fiona, se sentiram em casa.

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POV Emma

Regina entrou no carro com aquele ar superior de sempre. Ela é igualzinha à mãe! Não, não vou falar mal de Core, afinal, foi ela quem me ajudou a conseguir esse encontro. Isso! Um encontro! Eu consegui um encontro com Regina Mills, a “Dama de Ferro”. Comemorei internamente, certificando-me que Regina não veria.

O carro chegou ao Heartland Brewery, um restaurante localizado no andar térrio do Empire State. Vi que Regina sorriu com o canto da boca, então decidi arriscar.

– Gostou? – Minha esperança de receber uma resposta positiva mal começou e logo acabou.

– Não muito. – Regina deu os ombros e adentrou no local.

Pedimos uma garrafa de vinho e salmão ao molho de maracujá para acompanhar. O garçom trouxe as taças, serviu um pouco da bebida para que pudéssemos experimentar e estava ótimo, então colocou mais um pouco em cada copo e pediu que aguardássemos pela comida.

– Então. – Eu girava minha taça de vinho e tentei quebrar o clima. – Como vão as coisas na Mills?

– Perfeitas. Se tem uma algo do qual posso me orgulhar, é da Mills. – Ela deu um golinho no vinho, passando a língua pelos lábios logo em seguida. Como essa mulher é sexy! Puta que pariu! – E a vida de modelo? Como anda? – Perguntou, me tirando dos pensamento maliciosos que estava tendo.

– Fácil. – Dei os ombros, queria parecer o mais blasé possível. – Fiona me trata como uma princesa, basicamente só vou tirar fotos.

– Compreendo. – Mais um gole. – Você saiu da Mills para poder trabalhar com Fiona? — Dessa vez a pergunta veio dela.

– Não. Sai pelo que aconteceu em Paris, não consegui permanecer ali naquele momento. – Bebi mais um gole também.

– Quanto a isso... Eu falei com Killian.

– Pediu desculpas?

– Como se fosse isso. – Regina fez aquele dar de ombros com a mão que sempre fazia. – Acho que tudo ficará bem. – Finalizou, olhando para algumas outras mesas. Parecia desconfortável com a situação.

– Regina. – Tomei fôlego e coragem. – Por que está tão desconfortável?

– Eu estou bem, Emma. – Não acreditei. – Não se preocupe. Apenas estou cansada.

– Eu nunca te vi cansada, Regina. – Desafiei.

– Culpa sua que me cansou durante a tarde. – Um riso baixo saiu da boca dela, me deixando muito chocada! Regina ria! Logo ela pigarreou e adquiriu novamente o seu tom sério.

O clima ficou de constrangimento para as duas. A nossa sorte foi que o garçom chegou, quebrando aquele gelo que havia ficado. Serviu cada uma e começamos a comer.

– Isso está uma delícia! – Sorri para ela, após a primeira garfada, tentando puxar assunto. Ela apenas deu um meio sorriso e concordou com a cabeça.

– E então... Fiona costuma dar em cima de você? – Regina me surpreendeu com essa pergunta.

– Fiona? Não, claro que não! – Eu ri da pergunta dela. – Ela é um amor de pessoa, mas nada além disso. – Dei os ombros.

– Sempre soube que ela te tiraria de mim. – Arregalei os olhos.

– Como assim, Regina? – Não entendi. Mesmo.

– Ué, você era a minha secretária e foi trabalhar para ela. Sempre soube que iria acontecer algo assim. – Ela não se importou muito ao dizer aquilo, o que me deixou um pouquinho furiosa!

– É ótimo trabalhar com ela. – Dei uma garfada logo depois.

– Eu imagino. – Ela ergueu rapidamente as duas sobrancelhas e voltou a comer, sem me olhar.

O resto do jantar foi uma mistura de provocações e eu tentando puxar assunto em vão.

+++

POV Regina

Emma pediu sorvete de sobremesa.

– Você parece uma criança comendo, Emma. – Falei e ela riu daquilo.

O garçom trouxe a conta e, antes que eu pudesse alcança-la, Emma a pegou e deu o seu cartão de crédito para o homem.

– Emma, vamos pelo menos dividir. – Tentei insistir, mas foi em vão.

– Não podemos, Regina. – Ela respondeu algo que não entendi, então decidi perguntar.

– Por que não?

Antes de me responder, Emma agradeceu o garçom, que ficou muito feliz ao ver uma boa gorjeta dentro da carteira que vinha a conta. Ela apoiou os dois braços na mesa e se aproximou de mim.

– Porque aí não seria um encontro. – Provocou, sabia que aquilo me deixaria nervosa, entretanto, resolvi não me mostrar perturbada com aquilo. Dei os ombros.

– Emma, quero lhe mostrar um lugar. – Levantei-me e esperei que ela fizesse o mesmo.

Nós deixamos o restaurante do prédio e fomos ao elevador, onde apertei o último andar. Logo que a porta se abriu, um dos seguranças veio em nossa direção, provavelmente para avisar que não poderíamos entrar. Não precisei dizer nada, bastou que me reconhecesse e logo se desculpou. O rapaz nos deu boa noite e fechou a porta de ferro que separava o hall do terraço, provavelmente para nos dar mais privacidade.

– O que é isso, Regina? – Emma andava atrás de mim.

– Um lugar muito especial para mim. – Fui me aproximando de uma um vidro que ia até a altura da cintura. Emma me seguiu. Quando ela olhou para baixo, tomou um susto.

Estavamos no último andar do Empire State, Nova Iorque inteira estava sobre os nossos pés naquele momento. Respirei fundo e sorri. A cara de Emma de assustada ao me ver sorrindo foi impagável.

– O que? – Perguntei um pouco sem jeito com a situação.

– Você deveria sorrir mais. – Ela me respondeu, fazendo com que meu rosto ficasse levemente corado.

Desviei o olhar dela e passei a olhar a cidade das luzes. Sempre me fascinou a forma como esse lugar é cheio de pessoas e que cada uma dessas pessoas tem uma história pessoal.

– Eu sempre vinha aqui com Rose. – Falei, ainda fitando Nova Iorque, mas, mesmo assim, percebi que o rosto de Emma se contraiu ao ouvir o nome de minha ex-mulher. – É um dos lugares que mais gosto no mundo.

– Certo. – O tom de Emma era de pura irritação. – Eu preciso ir, tenho um ensaio amanhã cedo. Vamos? – Sua voz continha uma rispidez incomum.

– Fique quieta, Swan. – Aproximei-me dela, para sua surpresa e para a minha também. – Por favor. – Segurei suas mãos com as minhas, deixando-as descansando pela lateral de nosso corpos.

Meu coração batia acelerado, era o que eu chamava de “efeito Swan”. Contra a minha vontade, ou talvez por causa dela, colei meus lábios nos de Emma. Ela foi abrindo sua boca, me convidando para um beijo. Passei a língua pelo seu lábio inferior, adentro sua boca em seguida. Nem eu, nem ela estávamos come pressa. Sua língua parecia acariciar a minha e assim ficamos nos beijando por algum tempo. Voltei a me virar para a cidade, então sinto os braços de Emma contornarem a minha cintura e, sem que eu pensasse, um sorriso surgiu em meu rosto. Ela apoiou seu queixo em meu ombro e sussurrou: “- Meu lugar preferido do mundo é onde estou com você.”. Eu amei ouvir aquilo. As estrelas brilhavam, pareciam felizes em fazer par com a Lua.

Ficamos lá por mais um tempo, até que começou a esfriar e fomos para casa. Cada uma para sua, diga-se de passagem. Após tirar a maquiagem e tomar um banho, deitei em minha cama e suspirei. Estava feliz, como em muito tempo não me sentia. Esse é o “efeito Swan”: dá mesmo, mas é apaixonante.

Notas finais
1- Gostaram de eu ter usado 1ª pessoa nesse capítulo? Nunca tinha escrito assim antes, então fiquei com um pouco de medo. 2- Preciso MUITO que vocês sejam sinceros comigo agora: a fanfic piorou? Tenho sentido falta de recomendações, sendo assim, quero saber o que vocês estão achando. Amanhã tento postar mais. Prometo! Beijos, amores.