The Devil Wears Prada
13 Capítulo XIII - Paris is burning!
Notas iniciais
Cora mantinha seus olhos fixos na janela, pensando em sua história com Fiona, até que a mesma a tirou de seus pensamentos.
– Champagne? – Pegou uma taça que havia no frigobar do jatinho e duas taças.
– Aceito. – Deu os ombros e Fiona percebeu que o fato de ter aceitado a bebida era uma possível trégua. Sorriu.
– E então? Como anda a vida? – Passou a taça já cheia para Cora.
– Entediante. Passei a Mills para Regina e ela faz um ótimo trabalho, apesar de eu sempre lhe criticar... – Suspirou. – Mas as coisas tem que ser assim, certo? É preciso criticas para chegar ao topo. – Ia dar um gole, mas Fiona a impediu.
– Espere. Temos que brindar antes. – Aproximou sua taça da dela e a ergueu. – Um brinde a quem chegou ao topo. – Piscou após o tintilar das taças, dando um gole, sem tirar os olhos dos de Cora por um segundo se quer. – E tem razão, criticas são boas para nos fazer chegar lá em cima, todavia, é preciso ter cuidado para não exagerar na dose. – Mais um gole.
– A Goode está onde está hoje por motivos que você sabe muito bem quais. – Deu um gole no champagne. – Você sabe que sempre te critiquei para mostrar o seu melhor.
– Nunca reclamei disso. Minhas reclamações sempre foram outras... – Pigarreou, virando o corpo um pouco para a direção da outra. – Mas deixa isso para lá, são águas passadas, certo? – Ergueu a taça mais uma vez, como um sinal de paz e voltou a bebê-la.
As duas ficaram conversando sobre afinidades até a garrafa de Moët & Chandon Dom Perignon, o qual Karl Lagerfeld assinou o design especialmente para Fiona, acabar.
– Essa garrafa é daquela edição que Karl desenhou para você? – Cora pegou o objeto de vidro em suas mãos, admirando-o.
– Sim. – Fiona sorriu em aprovação. – É a própria. Aliás, muito obrigada por isso. – Ela riu. As duas já estavam levemente alcoolizadas.
– Obrigada pelo que?
– Oras, minha carreira começou na Mills... Se não fosse por você ter me contratado, eu nunca ganharia um presente como esse. – Levantou-se e foi até o frigobar.
– Oh, querida, imagine. Você sabe que na época tinha um belo par de pernas! – Riu do seu próprio comentário.
– Cora Mills! – Fiona se virou indignada, ou pelo menos fingindo estar. – E hoje não tenho mais, por acaso?
– Você sempre terá... – Cora virou o rosto para a janela novamente, não queria que Fiona visse seu rosto corando.
– Pelos velhos tempos? – A loira se virou com uma garrafa de gin, da marca Nolet’s.
– Gin, Fiona? Você quer me deixar bêbada? – Protestou um pouco, mas acabou entregando sua taça para que fosse servida.
– Eu prefiro você bêbada... É tão mais divertida. – Riu sozinha daquilo. – Me faz lembrar do passado.
– Eu ainda posso se divertida. Quer ver? Coloque uma música. – Levantou-se para o espanto de Fiona, que não rejeitou a oferta, colocou para tocar o clássico “Wouldn't It Be Nice”, dos Beach Boys, surpreendendo a morena. – Eu amo essa música.
– Eu sei. – Fiona sorriu.
Cora fechou os olhos e deixou que o ritmo animado guiasse seu corpo. Dava passos curtos, devido ao tamanho da sala, mexia os quadris lentamente, assim como fazia com as suas mãos, já no ar. Fiona se juntou a ela, dando alguns rodopios e seguindo o mesmo ritmo. Aos poucos foram ficando mais próximas, mas a morena se mantinha de costas para a outra.
Maybe if we think and wish and hope and pray
It might come true
Baby then there wouldn't be a single thing we couldn't do
We could be married
And then we'd be happy
Wouldn't it be nice
Cora cantarolava o refrão, até que Fiona a agarrou pela cintura, ficando com a boca ao lado de seu rosto.
– Seria incrível. – Sussurrou em paralelo com a música, fazendo o corpo de Cora ficar inteiro arrepiado.
Não falaram nada até a música acabar. Fiona tinha os braços atrelados à cintura de outra, seus corpos se moviam no mesmo ritmo e a loira dava alguns beijos na nuca de Cora. A música para.
– Fiona. – Cora fechou os olhos e respirou fundo, a fim de tomar coragem. – Eu só farei isso porque não estou sóbria. – Virou-se apressadamente e, sem que Fiona tivesse tempo de reagir, a beijou.
A próxima música que começou foi “Do You Wanna Dance?”, do Johny Rivers. Beijavam-se tranquilamente. Parecia haver mais do línguas ali, havia saudade, angustia, amor... Fiona pousou os braços nos ombros de Cora, que a segurava pela cintura, e foi rebolando lentamente enquanto a beijava. Ficaram assim por algum tempo. Naquele momento, nenhuma desavença importava, nada importava. Elas haviam se reencontrado, mesmo que só por algumas horas.
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No avião de Regina, as coisas pareciam um pouco mais apreensivas. Emma não conseguia abrir a boca tamanho era seu medo de voar. Já a “Dama de Ferro”, fitava a janela, dando algumas olhadas de canto de olho para a loira.
– Emma, pare de ficar nervosa, por favor. – Virou-se para Emma, que quase chorava. – Não há motivos para isso.
– Me desculpe. Eu não consigo... – Tinha os olhos marejados. Queria estar ali, mas o medo a consumia cada vez mais.
– Vamos lá então, converse comigo. – Para a surpresa da secretária, Regina deixou de lado o tom sereno de sempre, mudando para um animado. – Como vai o seu namorado? Neal é o nome dele, não?
– Nós terminamos. – Limitou-se a dizer.
– Oh, desculpe. – Regina arregalou os olhos, aflita por ter dito algo que não deveria.
– Não, tudo bem... Já não estávamos bem há um tempo. – Deu os ombros, começando a enganar seu próprio medo e relaxar.
– Quando isso acontece, não há muito a se fazer. – Cruzou uma das pernas, deixando Emma impressionada com a beleza dela. – Comigo e com a minha ex-mulher foi assim. – Respirou fundo. – Já não estávamos bem há algum tempo, eu não conseguia conciliar a Mills com o meu casamento e acabamos nos separando.
– Eu sinto muito. – Emma parecia ter piedade em seu olhar. – Mesmo.
– Não sinta. Foi tudo bem comigo. – Fez o seu “dar de ombros” com o gesto de mão de costume. – É claro que isso alimentou muitas capas de revistas. – Riu de sua própria infelicidade. – “Dama de Ferro realmente não possui um coração” ou “A filha da Mulher Dragão ataca novamente” e por aí vai...
– Isso é péssimo, mas é o preço que se paga por ser alguém como você.
– O preço é muito maior, Emma. Acredite. – Seu rosto mostrava um caminho percorrido cheio de sacrifícios. Emma, sem pensar para que não o fizesse, pegou a mão de Regina, que se levantou, assustada com o gesto.
– Desculpe, eu... – Emma não conseguiu se desculpar, pois a chefe a impediu.
– Não faça isso, Swan. – Mal acabou de dizer e surgiu uma turbulência, tanto no avião, quanto no medo de Emma. Tudo balançou e Regina acabou caindo sentada no colo da loira.
– Senhorita Mills, você está – Não acabou a pergunta. Regina não conseguiu pensar, o impulso a pegou de sopetão e logo colou seus lábios nos de Emma.
O medo da secretária subitamente sumiu. Regina invadia sua boca com ferocidade, explorava cada canto dali com a língua, clamava por aquilo há muito tempo. Virou-se para Emma, passando as duas pernas em volta de seu corpo. Parou por um segundo e, dessa vez, Emma a puxou para outro beijo. As línguas se queriam, trocavam de bocas. Regina parou o beijo e foi descendo até o pescoço da loira, dando um forte chupão do lado direito.
– Ai. – Emma reclamou gemendo, deixando a “Dama de Ferro” ainda mais excitada.
Seu lado selvagem veio a tona. Abriu a camisa que Emma usava em um puxão só, deixando os botões se espalharam pelo chão. Contemplou por alguns segundos os seis perfeitamente desenhados dela, descendo a língua por todo seu colo. Emma gemia a cada toque de Regina. A loira arqueou as costas ao sentir as unhas da chefe arranhando suas costas, então a morena logo abriu o fechou do sutiã de renda preto e o tirou, abocanhando um dos seios enrijecidos de Emma.
– Re-Regina. – Gemia, ofegante.
Regina desceu a mão direita até chegar à calça da loira, desabotoando-a com rapidez. Adentrou a calcinha e logo sentiu o sexo de Emma pulsar, todo molhado. Com movimentos circulares, apertava o clitóris da secretária, ela gemia entre os dentes. Posicionou o dedo médio em sua entrada e a beijou, enfiando o dedo dentro dela, que soltou um gemido abafado dentro da boca de Regina. Uma, duas, três estocadas e mais um dedo entrou.
– Caralho. – Emma ofegava e arregalou os olhos ao perceber o que tinha dito.
Regina parou as estocadas no mesmo instante e aproximou sua boca do ouvido de Emma.
– Então você gosta de xingar? – Sorriu com malicia. Emma assentiu de olhos fechados, não poderia encará-la dizendo aquilo.
– Cachorra! – A voz de Regina foi arrastada até entrar em Emma, junto com mais dois dedos que a penetraram profundamente, sem qualquer aviso prévio.
Emma mal conseguia gemer, sua voz rouca não saiu, ficou presa na garganta. Regina a fodia intensamente, estocando com rapidez e força os quatro dedos dentro da secretária. Sentia o sexo dela pulsar cada mais e, ao perceber que estava quase gozando, acrescentou mais um dedo e quase foi o mais fundo que pode. Emma soltou um grito e perdeu toda força do seu corpo. Regina retirou sua mão da calça da loira e voltou a sua poltrona.
As duas respiravam ofegantes, tinham seus corações acelerados e seus desejos saciados. Emma tentava esconder o sorriso que lhe vinha a face, enquanto Regina fitava a janela, ainda incrédula pelo que havia feito.
– Chegamos. – Regina virou para Emma e, para sua surpresa, era ela quem sorria. – Bem-vinda a cidade das luzes, Swan.
Emma olhou pela janela e viu Paris. Era imensamente bonita e iluminada, como nos filmes. O avião foi descendo e o medo da loira logo voltou.
– Fique calma. – Mais uma vez a mão de Regina tocou seu braço. – Estou aqui.
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