The Devil Wears Prada

14 Capítulo XIV - Paris is burning some cold hearts.


Notas iniciais
Meus amores, eu sei que to devendo respostas de comentários, mas amanhã ficarei numa fila o dia todo, então prometo responder um por um! No mais, muito obrigada pelas lindas palavras que recebi com o último capítulo postado, eu sou apaixonada por cada um de vocês. Vim aqui rapidinho postar a continuação de Paris. Espero que gostem.

O jatinho de Regina pousou em segurança, assim como o de Fiona.

– Ufa! – Emma pode respirar aliviada.

– Não foi tão mal, Swan, foi? – Regina se levantou, esperando que a porta abrisse.

– Não. – A loira riu um pouco tímida, sabia que a chefe tinha se referido ao pequeno ocorrido durante a viagem, não ao voo em si. Levantou-se logo depois.

As duas desceram as escadas.

– Bem-vinda a Paris. – Regina sussurrou em seu ouvido, fazendo seu corpo todo sentir um calor absurdo.

O aeroporto Charles de Gaulle já deixava um gostinho de quero mais da cidade das luzes. Era bonito e fazia jus ao apelido que Paris ganhava. As duas entraram em uma sala cujo chão era todo coberto por um carpete vermelho e tinha o teto feito de um material que parecia madeira. Emma olhava para todos os lados, vidrada com a beleza e a delicadeza do local. Já Regina esperava o carro impaciente.

– Será que ninguém consegue ser pontual nunca? – Olhava para o relógio e depois para o celular, andando a passos largos pela sala.

– Vai sair sem o seu carro também, querida? – A voz de Cora soou como um desaforo para a filha. A mais velha vinha andando ao lado de ninguém menos que Fiona Goode.

– Mamãe. Ótimo, era só o que me faltava. – Virou-se e se espantou com as duas andando sem brigar. – E... Fiona?

– Olá, Regina. – Aproximaram-se e fizeram os cumprimentos devidamente.

– Vocês vieram juntas? – Regina ainda estava surpresa com elas.

– Minha filha me abandonou no aeroporto, tive que dar um jeito, não é? – Cora provocava. Cora sempre provocava.

– Quem mandou se atrasar? Você sabe que detesto atrasos. – Dirigiu-se a Fiona. – Vai para o desfile da Valentino?

– Com toda certeza. – Ela piscou. – Aliás, meu carro já está me esperando. – Virou-se para Cora. – Cora, foi um prazer viajar ao seu lado, mas não espero que possamos repetir. – Sorriu, sarcástica. – Regina. Moça bonita. – Acenou com a cabeça e se retirou, deixando mãe e filha se mordendo de raiva com a parte do “moça bonita”, o modo como se referiu a Emma.

– “Moça bonita”. – Cora comentou, soltando um riso irônico. – Fiona não muda nunca. Cruzes!

Regina revirou os olhos ao ver que Emma havia ficado vermelha com o elogio de Fiona. Não que a loira tivesse sentido algo, mas se tratava de Fiona Goode e sua reputação também não era das mais doces. Chamavam-na de “Surprema Goode”, pois conseguiu um espaço muito rápido no ramo da moda e só tendia a subir cada vez mais. Era conhecida por sua disciplina e rigidez, além de seu charme, vez ou outra demitia funcionárias por ter tido algum envolvimento com elas, a fim de não dar espaço à intimidade.

O celular de Regina apitou, era o motorista que havia chegado.

– Vamos. – Retirou-se a passos largos, sendo seguida por Cora e por Emma.

+++

A passarela era clara e bem iluminada, sem muitos enfeites em sua volta, exceto pelo letreiro no alto escrito “Valentino”, em preto. Regina se sentou em uma cadeira central, na primeira fila; Cora ocupava um dos lados, enquanto Valentino, o próprio criador da marca, ocupava o outro. Emma e seu bloquinho de notas ficavam atrás dela.

A cada modelo que entrava, Emma observava os rostos e expressões da “Dama de Ferro”, rindo internamente a cada vez que contorcia sua boca. Hoje, mais do que o usual, Regina sorriu. É claro que não foram diversas vezes, mas dois sorrisos foram esboçados em seu rosto. Killian, que se sentava do outro lado da passarela, de frente para a morena, não deixou de reparar aquilo. Piscou para Emma, quando seus olhares se cruzaram, deixando-a envergonhada.

Ao final, Miranda foi convidada para ir até o camarim, onde mulheres lindas tiraram suas roupas e maquiagens.

– Regina. – Valentino se aproximou, saudando a “Dama de Ferro”.

– Querido. – Ela o abraçou, super simpática no seu cumprimento.

– Gostou do desfile?

– Absolutamente.

– Isso é tudo o que importa para mim. – Sorriu com o elogio da morena.

– Essa é minha nova Zelena. – Apresentou Emma, puxando-a para mais perto pela cintura.

– Como vai? Prazer em conhece-la. – Valentino ficou encantado com a sua beleza.

– O prazer é todo meu. – A loira estava tímida, mas também muito animada com tudo aquilo. – Emma Swan.

– Emma... – Ele parou por alguns minutos e se distanciou um pouco. – Você poderia muito bem estrelar uma campanha minha. – Piscou.

– Valentinho, querido. – Regina a puxou para perto de si, novamente. – Tire os olhos da minha secretária. – Eles riram.

Ficaram conversando por mais algum tempo, até que Regina resolveu que era hora de ir embora. Estava cansada, era assediada por jornalistas e fotógrafos a cada passo dado. Quando estava saindo do camarim, um repórter do canal E! conseguiu sua atenção com uma pergunta atrevida.

– Regina e Killian, os guardiões da moda. – Saudou os dois, que andavam lado a lado. — O que a Mills acha da moda da Goode? – Fazia referência a diferença entre as revistas. A Mills era mais clássica, enquanto a Goode era moderna, assim como Fiona.

– São distintas, é claro, todavia, se completam. A moda tem diversas vertentes e é preciso que todas trabalhem juntas para virar um universo inteiro. – Sorria, confiante, sabia muito bem do que estava falando. Ganhava a admiração de Emma cada vez mais, sem nem ao menos saber disso.

Respondidas as perguntas, Regina deixou o local, seguida por Killian e Emma. Cora foi para o after party de Valentino.

+++

Emma e Regina ficaram em quartos diferentes. A “Dama de Ferro” estava cansada, portanto, logo foi para os seus aposentos sozinha, como fez Emma.

– Droga! – A loira olhou para um pacote de roupas que Regina havia ganhado no desfile, reparando que se esqueceu de entregar para ela.

Pegou o pacote preto e entrou, silenciosamente, na suíte da chefe. Foi se aproximando da sala e notou as luzes ainda acessas, por isso foi desligando os interruptores por onde passava. Por fim, faltava apenas uma lâmpada ainda iluminada, deu alguns passos, adentrando a salinha e se deparou com Regina, usando um roupão cinza.

– Oh, me desculpe! – Arregalou os olhos, não esperava a presença da “Dama de Ferro” ali.

– Emma, aí está você. – Voltou ao seu tom baixo costumeiro. – Precisamos discutir a marcação dos assentos para o almoço.

– Sim, claro. – Aproximou-se ainda tímida, abrindo sua bolsa e procurando algo. – Está por aqui. – Tinha dificuldade para encontrar e Regina já tinha estendido a mão, a espera da folha.

– Continue nesse ritmo. Isso me anima muito. – Carregou sua fala com ironia, recebendo o papel logo em seguida. – Então, precisamos tirar Rose de minha mesa. Não sei como ela fez isso, mas não pode ficar comigo.

– Oh, Rose. Claro. – Emma ficou espantada ao ouvir o nome da ex-mulher.

– E precisamos ligar para Leslie e pedir para que ela não deixe isso vazar a imprensa. – Retirou os óculos que usava, mordendo a ponta de uma das hastes. – Não quero outras manchetes dizendo: “A Dama de Ferro, obcecada por sua carreira, mal consegue se sentar ao lado da ex-mulher”. Rupert Murdoch deveria me pagar por cada manchete que ajudei a vender. – Riu tristemente de si mesma. – Na verdade, eu nem me importo com o que escrevem sobre mim, é só que isso me lembra constantemente do fiasco de casamento que tive com Rose, a mulher que amei muito um dia. – Uma lágrima desceu pelo seu rosto, entretanto, ela logo tratou de secá-la. – Enfim, o ponto é... – Pigarreou. – O ponto é que precisamos discutir sobre onde poremos Donatella, porque ela mal está falando com as outras pessoas da mesa.

O rosto de Emma, que antes levava uma expressão de dor empática, tornou-se surpreso. Perguntava-se como Regina conseguia se esconder de seus sentimentos daquele jeito. Assentiu com a cabeça e fez algumas anotações. Assim que acabaram, Emma se levantou para ir embora. Ela estava incomodada com aquilo, queria ajudar Regina, mas não sabia como se aproximar.

– Regina. – Parou entre a porta e a sala, recebendo total atenção da morena naquele momento. – Me desculpe, mas você sabe que quando eu fico nervosa, eu falo. – Foi se aproximando, respirando cada vez com mais dificuldade. Chegou perto do sofá em que Regina estava e se agachou, ficando mais próxima a ela. – Se o seu casamento não funcionou, certamente Rose não soube valorizar a mulher incrível que você é. – Os olhos da “Dama de Ferro” foram se desconstruindo, traindo seu rosto imparcial. – A cada dia que passa, fico mais admirada com você. Sei que por trás dessa imagem, há uma mulher ainda mais incrível e surpreendente do que a Regina Mills que todos conhecem. – Fechou os olhos, respirando fundo. – E você me provou isso hoje. Então não se sinta mal pelo seu casamento, Rose foi uma burra. – Levantou-se rápido e saiu a passos largos, sem coragem que lhe fizesse fitar a mulher, ainda sentada.

Regina, por sua vez, nada conseguiu dizer. Suas lágrimas desabaram em um pranto compulsivo e, pela primeira vez em anos, estava sentindo, mesmo que fosse dor. Estava viva.

Emma entrou em seu quarto e se atirou na cama, pensando na besteira que havia feito.

– Droga, droga, droga! – Passava as mãos nos cabelos, um pouco desesperada pelo que aconteceu, até que alguém bateu na porta. Levantou-se, respirou fundo e tentou se recompor do jeito que pode. Caminhou até o divisor de cômodos e abriu. – Você?!

Notas finais
Quem será que é? Algum palpite? Não sei se posto amanhã, porque vou passar o dia todo indo atrás da Jessica Lange (sim, a fucking Fiona Goode), então torçam por mim, por favor! Continuem comentando, acompanhando e favoritando. Vocês são incríveis.