The Devil Wears Prada

12 Capítulo XII - Womaneater


Notas iniciais
Muito obrigada aos que estão acompanhando, aos que favoritaram e aos meus amores que sempre comentam. Vocês me deixam cada vez mais animada para postar! É tanto carinho, que quero morder cada um!

Emma foi para sua casa e encontrou Neal. Diferente do dia anterior, seu humor estava bem melhor.

– Olá, meu amor. – Beijou-a com ternura, sem se levantar do sofá. – Como foi o seu dia?

– Está sendo difícil. – Emma largou a bolsa em uma poltrona e se sentou ao lado dele. – Tive uma discussão com a outra secretária, Zelena.

– Aconteceu alguma coisa? – Mudava de canal, parecendo não estar muito interessado na resposta da loira.

– Sim... – A loira engoliu seco, respirou fundo e decidiu falar. – Fui convidada para ir a Paris com Regina, na semana de moda.

– Poxa, mas isso é ótimo! – Ele se virou para ela, sorrindo.

– Sim, é. Mas Zelena queria muito ir e acabou sendo substituída por mim.

– Isso acontece quando fazemos um bom trabalho. – Aproximou-se dela, dando um longo selinho na namorada.

– Bom, tem mais coisas. – Emma o fitou com seriedade. – Será daqui a três dias. – Pegou Neal de surpresa.

– Mas é o nosso aniversário de namoro... – Franziu o cenho. – Planejei uma viagem para nós.

– Eu sei... Só que não pude recusar, Neal. Era isso ou ser demitida. – Olhou para baixo, tinha os olhos marejados.

– Emma! – Neal se levantou em um pulo, irritado. – Você criticava tanto as mulheres da Mills e olhe só, está como elas!

– Neal... – Tentou dizer algo, mas o acesso de fúria do rapaz a impediu.

– Não, Emma! Não! – Ele andava de um lado para o outro. – Acho que está mais do que claro que não temos mais muitas coisas em comum. – Parou em sua frente.

– É. – Emma fechou os olhos e tomou fôlego. – Acho que essa viagem veio em boa hora. – Abriu os olhos e o namorado, talvez ex, já caminhava para o quarto.

Ele pegou algumas roupas, colocou em uma mala e foi indo para a porta. Pensou em parar, mas o telefone de Emma apitou, deixando-o ainda mais furioso.

– Caso você queira saber, Emma, a pessoa que acabou de mandar essa mensagem, é com quem você tem uma relação. Espero que sejam felizes juntas! Vou ficar no meu antigo apartamento. Quando a minha Emma voltar, me avise. – Bateu a porta com raiva, deixando Emma possessa. É claro que ele se referiu ao lado profissional ao dizer aquilo, todavia, mal sabia que era muito mais do que isso.

– A sua Emma?! – Ela gritava sozinha no apartamento. – A sua Emma nunca sentiu o que a Emma de Regina faz! – Tapou a boca, com os olhos arregalados. Havia dito “a Emma de Regina” e aquilo fez seu coração acelerar. Estava realmente apaixonada pela chefe, nem ao menos deu importância para Neal indo embora. Deitou-se no sofá, ainda atordoada com o que tinha dito, mas aliviada. Estava se sentindo feliz e não ia permitir que ex-namorado nenhum tirasse isso dela. Resolveu tomar uma taça de vinho. Serviu-se e ligou a pequena caixa de som que ficava conectada ao seu iPod.

Oh here she comes

Watch out boy she'll chew you up

Oh here she comes

She's a maneater

Oh here she comes

Watch out boy she'll chew you up

Oh here she comes

She's a maneater

O refrão de Maneater, de Daryl Hall & John Oates, fazia total relação com sua fase atual e Regina, a diferença é que deveriam trocar “maneater” por “womaneater”. Emma dançava, ainda segurando sua taça de vinho, com os pés descalços no tapete da sala. Fechou os olhos e foi movimentando seu corpo no ritmo da música, sorria sozinha, cantarolando algumas frases da letra.

+++

Os três dias passaram voando. Regina estava ocupada na maior parte do momento, assim como Emma, que fazia o seu trabalho e o de Zelena. Finalmente era sexta-feira e elas estavam indo para Paris. A loira saiu do escritório e foi direto para sua casa pegar as malas já feitas. Um dos motoristas de Regina a levou e depois a apanhou, seguindo rumo ao aeroporto. O coração de Emma estava a muito mais do que mil.

Ao chegar, se deparou com Regina dando algumas ordens para que colocassem suas malas em um jatinho. A “Dama de Ferro” olhou para Emma e seu coração quase saiu pela boca, ela realmente estava indo passar uma semana junto com ela.

– Emma, deixe suas malas aqui para que eles coloquem no jatinho. – Falou em seu tom habitual.

– Uau! É um jatinho! – Emma sorriu muito ao ver aquilo, fazendo Regina rir um pouquinho.

– Sim. Iremos junto com a minha mãe. – Aquilo fez o corpo de Emma quase tremer. Ela estaria sozinha com a “Dama de Ferro” e com a “Mulher Dragão”, apelido que Cora havia recebido. Não sabia se sobreviveria. Regina a tirou de seus pensamentos amedrontados. – Se ela chegar a tempo. Sempre se atrasa. – Olhou no relógio impaciente. – Combinei com ela às 20h e já se passaram 5 minutos. – Emma riu baixo daquilo. – Algum problema, Emma? – A morena a olhou com um olhar cortante.

– O quê?! Não, nada. – Gaguejou, fazendo Regina achar graça.

Regina olhava para o relógio impaciente, andando de um lado para o outro na pista de decolagem.

– Chega. Vamos. – Anunciou e uma escada se abaixou para que ela subisse.

– Sem a sua mãe? – Emma questionou, boquiaberta.

– Sim. São 20h30, não esperarei mais.

As duas subiram no avião e Regina mandou que decolassem. Emma verificou se os cintos estavam bem apertados, pois tinha medo de voar.

– Está aflita? – Regina se virou para ela, que estava na poltrona ao lado.

– Um pouco. Tenho aflição de voar. – Seus dentes enrijecidos mostravam que estava com medo.

O avião decolou, dando alguns trancos durante a partida, deixando Emma quase a flor da pele.

– Não fique com medo. – A mão de Regina foi de encontro ao braço de Emma, segurando-o com leveza, deixando o corpo inteiro da loira arrepiado.

+++

– Droga, Regina! Merda! – Cora chegou no aeroporto e o avião de Regina não estava mais na pista. – Ela não pode esperar um minuto. Merda! – Diferente da filha, ela não se importava em usar um tom alto ou falar palavrões.

– Algum problema, querida? – Aquela voz podia ser reconhecido a quilômetros de distância por Cora.

– Sim, Fiona. Não sei se você está vendo, mas sim! – Virou-se para Fiona, que ria, enquanto fumava um cigarro.

– Regina a deixou? – Disse com deboche, se aproximando. – Ela tem o mesmo gênio forte da mãe então. – Riu.

– Há há há. Quanta graça. – Cora se virou, a fim de sair andando, mas foi impedida por Fiona, que segurou seu braço para que não saísse.

– Você pode ir no meu avião. – Deu os ombros, mostrando não se importar muito.

– Eu jamais aceitaria isso. Pego algum voo comum e dane-se. – Desvencilhou-se da loira e saiu andando.

– Como quiser. – Fiona jogou o seu cigarro no chão, soltando a fumaça que ainda estava em seus pulmões.

As escadas do jatinho foram abertas e Fiona foi subindo com classe. Pé ante pé. Chegou no último degrau e foi surpreendida.

– Espere. Eu vou. – Cora mostrou o quão desgostosa estava com aquilo, mas acabou cedendo. Subiu as escadas e se acomodou ao lado da outra. – Não tente fazer nada. – Sorriu ironicamente.

– Eu jamais tentaria. – Piscou e prendeu a fivela do cinto dourado que vinha das poltronas de couro beges. – Jamais. – Reforçou, por fim e se virou para a janela, sem deixar que Cora visse o sorriso esboçado em seu rosto.

Notas finais
Não me matem, por favor! Sei que estão ansiosos para Paris, mas o meu dia foi muito corrido e eu queria dar um capítulo incrível sobre a semana de moda, então peço encarecidamente que tenham paciência. Não se preocupem, porque do próximo não passa. Usei esse para apimentar um pouco e esclarecer algumas coisas. Comentem para eu saber o que acharam, por favor. A quem interessar para conversar sobre a fic ou sei lá, meu twitter é @anasav Ah, e não se esqueçam: #ParisIsComing