The Devil Wears Prada

6 Capítulo VI - Being judged by The Iron Lady.


Notas iniciais
Muito obrigada a todos os comentários do capítulo anterior. Nunca tinha tido tantos assim e isso me inspirou mais ainda para escrever

Regina fitava seu celular, mandando algumas mil mensagens seguidas. Emma estava então nervosa, que mal respirava, mantendo-se na mesma posição o caminho inteiro. A morena não fez nada para que seu nervosismo passasse, na verdade, parecia alheia a presença dela ali.

– Senhorita Mills, chegamos. – A voz de Colburn soou como uma válvula de escape para Emma, que logo abriu a porta e saiu rapidamente. Regina, por sua vez, ficou esperando que o motorista abrisse a porta e saiu graciosamente, acenando e sorrindo para um amontoado de fotógrafos que a chamavam. Killian saia do carro parado logo atrás ao delas.

– Um monte de porcaria. – Regina comentou baixinho com o amigo, fazendo um gesto de insignificância com as mãos.

– São um bando de porcarias mesmo. Vivem as custas de fofocas, mas depois vem pedir informações sobre reuniões. – Se referiam aos paparazzis, enquanto adentravam um corredor estreito de uma casa antiga. Emma os seguia.

Algumas cadeiras enfileiradas esperavam pelos três, acompanhadas de um pequeno sofá, onde Regina e Killian se sentaram. Ela cruzou as pernas e bateu o pé, discretamente, no chão por duas vezes, fazendo com que o estilista da coleção viesse até ela rapidamente.

– Regina! – Segurou uma de suas mãos, dando um beijo delicado em cima. – Que bom tê-la aqui! Como está?

– Muito bem. – Sorriu, tentando parecer o mais verdadeira possível. — Podemos começar? Tenho mais algumas reuniões ainda hoje.

– Claro, claro! – O homem parecia todo atrapalhado por causa do nervoso que Regina causava. Bateu palmas duas vezes e entrou a primeira modelo.

Regina a olhou por um tempo, analisando cada detalhe e, depois de alguns minutos, balançou a cabeça para um dos lados. Sem falar nada, a próxima modelo entrou.

– Killian. – Emma sentou atrás dele, na cadeira, e o cutucou discretamente. – Ela não diz o que achou? – Sussurrou.

– Diz da maneira dela. – A outra modelo mostrava um vestido estranho, na visão de Emma. Regina acenou com a cabeça duas vezes dessa vez. – Um movimento com a cabeça, é bom. Dois, é muito bom. – Apontou para a mulher que ia saindo e logo depois para o estilista, quase dando pulinhos, no canto da sala. A próxima modelo entrou. – Só houve um sorriso até hoje... Foi para Tom Ford, em 2008. Se ela não gosta, ela mexe a cabeça dizendo que “não”. – A mulher usava um vestido vermelho, com um grande laço ao centro. – Ah, e também tem o estágio dos lábios contraídos.

– Que significa? – Emma perguntou e olhou para Regina, que fazia o movimento naquele exato momento.

– Catástrofe. – Finalizou Killian, também olhando para a morena com os lábios contraídos.

O estilista acenou rápido para que a modelo se retirasse, ficando todo constrangido com aquilo.

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– Para onde iremos? – Killian foi o segundo a sair, atrás de Regina e seguido por Emma. Direcionou-se a morena, pegando a secretária de surpresa.

– Qualquer lugar que tenha um bom chá. – Por mais que a resposta tenha parecido descontraída, o rosto de Regina continuava sério.

Os dois seguiram para um café ali perto, todo decorado graciosamente para levar o público a um cenário dos anos 30. Emma ainda não havia dito uma palavra se quer a Regina.

– Desculpe a pergunta. – Falou timidamente, olhando de cabeça baixa para a chefe. – Eu volto para a redação? – Engoliu a seco ao ver o olhar incrédulo de Regina. Chegaram no café, Colburn abriu a porta para que Regina saísse e ela se foi. Emma permaneceu no carro. O motorista já ia partindo, quando recebeu um olhar curioso de Regina. Não ele, e sim a loira. Aquilo a deixou ainda mais confusa sobre o que deveria fazer, todavia, pensou que a decisão mais sensata era não ir ao encontro amigável de Killian e Regina.

Agradeceu Colburn e subiu, soltando alguns suspiros que nem mesmo ela conseguia entender o motivo. Estava feliz por ter acompanhado Regina e conhecer um pouco mais sobre o seu jeito. Viu graça em seus gestos avaliativos... A mulher realmente era a “Dama de Ferro”, não precisava gastar nem um pouco de suas cordas vocais para ganhar respeito. Subiu e continuou os seus afazeres, atraindo total atenção e inveja de Zelena.

– Foi bom sair com o diabo? – A ruiva usou um tom irônico irritante.

– Foi sim, foi muito bom sair com Regina. – Respondeu Emma, diretamente.

– “Regina”? – Zelena fez gesto de aspas com as mãos. – Agora já está intima dela? – Riu, mais ironia.

Emma revirou os olhos e preferiu ignorar a provocação de Zelena.

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– Então, querida, o que houve para que escolhesse a loira ao invés da ruiva? – Killian bebericou o cappuccino que havia pedido. Adorava qualquer coisa ligada a cafeína.

– Ela é minha secretária, oras. – Regina respondeu.

– Certo... E além disso? – Ele levantou uma de suas sobrancelhas, tentando tirar um pouco mais da morena.

– Além disso, estou farta de Zelena puxando meu saco sempre. – Fez o seu gesto típico com as mãos, levando-as ao ar e movimentando para frente e para trás, discretamente, claro.

– Hum, sei. – Killian queria mais. Outro gole na bebida. – Só isso mesmo? Nada relacionado ao fato de ela ter mudado completamente hoje?

– Eu sabia! Só podia ser obra sua mesmo, não é? – Ela deu um meio sorriso para ele. – Preciso admitir que você fez um bom trabalho. – Piscou, levando a xícara a boca. – Mas não, nada além disso.

– Ok, eu acredito. – Riu com muito sarcasmo exposto.

– E as coisas em casa, como vão?

– Como sempre. Eu e Cyrus estamos em uma terrível crise... Sinceramente, não sei se duraremos por muito mais tempo. – Ele respirou fundo e deu mais um gole no cappuccino. – Mas é a vida, certo? Não se pode ter sucesso em tudo. – Tomou o resto do líquido, colocando a xícara de volta no pires.

– Pois é... Às vezes temos de fazer escolhas e, por mais difíceis ou fáceis que sejam sempre trazem consequências. – Foi a vez dela de terminar o seu chá.

– Rose parou de incomodá-la? – Usou um tom receoso, era um assunto delicado para Regina.

– Ela nunca irá parar. Não aceita o nosso divórcio, mesmo tendo-o pedido. – Revirou os olhos com uma expressão entediada. – Ela ainda fala que a troquei pela Mills toda vez que nos encontramos...

– Cyrus diz o mesmo. Espero que dê tudo certo, mas, se não der, sempre temos outras pessoas, certo? – Usou o seu sorriso galanteador que conseguia qualquer coisa. – Como Emma. – Pigarreou e riu.

– O quê? Jones! Mas que absurdo. – Regina nunca levantava o tom da voz, mas ficou desconcertada com aquilo.

– Vai dizer que ela não é linda? Eu só não invisto porque... Você sabe, beijo rapazes. – Riu e fez a morena rir um pouco também.

– Killian, você sabe muito bem que se relacionar com subalternos não é bom. – Bateu os dedos na mesa levemente, mostrando um pouco da sua impaciência para com o assunto.

– Se a “Dama de Ferro” diz, está falado. – Ele provocou, piscando.

– Odeio esse apelido. – Revirou os olhos.

– Eu sei, querida. – Ele sorriu maliciosamente para ela.

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Emma chegou em casa cansada, para variar, mas feliz. Sabia o motivo daquela felicidade momentânea, só que preferiu ignorar.

– Olá, meu amor! – Neal chegou alguns minutos depois, beijando a loira rapidamente. – Uau! – Se afastou e olhou para ela. – Quem é você? O que fez com a minha namorada? – Ela riu.

– Neal! – Fingiu estar emburrada. – Eu só dei uma mudada. – Deu uma voltinha, para que ele a visse. – E então, como estou?

– Maravilhosa. – Ele se aproximou de Emma, envolvendo-a pela cintura e puxando para mais perto de si. – Até perdi a fome... Quer dizer, fiquei com mais fome. – Deu um sorriso malicioso e tudo o que Emma pensou foi: “que péssima cantada!”.

Os dois se beijaram por algum tempo e ele foi conduzindo-a para o quarto. Neal foi beijando o pescoço da loira, que fechou os olhos, ficando excitada com as caricias. Tirou sua blusa e, quando a prendeu contra a porta do quarto para voltar a beijá-la, a imagem de Regina surgiu na cabeça de Emma, fazendo-a parar com susto.

– O que foi? Te machuquei? – Ele ficou preocupado com o movimento um pouco brusco que tinha feito.

– Não, não, tá tudo bem... – Emma levou a mão a sua testa. – Só estou tendo algumas tonturas.

– Esse trabalho te deixa linda, mas vai te matar. – Neal riu, conduzindo a loira até a cama. – Venha, eu cuido de você. – Deitou-a e tirou suas botas/calças. – Eu te trago algo para comer, fique tranquila. – Saiu do quarto, deixando ali uma Emma confusa.

Se perguntou um milhão de vezes o motivo de Regina ter surgido em seus pensamentos e, a cada pergunta, seu coração dava uma pontada por pensar no nome da chefe.

Notas finais
E... Começou! Continuem comentando, quem sabe eu não posto o próximo capítulo ainda hoje mesmo? Vai depender da repercussão desse. Obrigada aos que estão acompanhando, aos que favoritaram e estão comentando.