The Devil Wears Prada

36 Capítulo XXXVI - A place where no cars go.


Notas iniciais
Gente, passando aqui para posta rapidinho. To indo viajar e talvez poste mais amanhã, mas só talvez. É um capítulo super romântico e fofo, então espero que gostem. ps: não liguem para os erros de gramática, não tive tempo de corrigir. Quero agradecer MUITO a recomendação da Dany Mills Ruffo. Você escrever uma das fanfics que mais amo no mundo, então saiba que fiquei lisonjeada ao ler tais palavras. Muito obrigada, amor meu! Foi maravilhosamente incrível para a minha auto estima como escritora.

POV Emma

Já disse que os lenços com os quais Regina me prendeu são Hermès? Olhei para o lado, assim que ela se levantou, e lá estava aquele belo trio camurça com a iniciais da grife bordado a fios de ouro. Regina era Regina, não deixava escapar detalhe algum!

Encontrei minha mulher deitada na banheira. Céus, como é linda! Sua cabeça apoiada no mármore tombava ligeiramente para trás, deliciava-se com a água quentinha e, ao me ver, sorriu deliciosamente.

– Ei. – Sorri de volta, com o corpo desnudo como o dela.

– Vem cá. – Ela escorregue um pouco para o lado e bateu na água, convidando-me a acompanha-la naquele relaxante banho.

Antes mesmo que eu chegasse à água, Regina pegou alguns sais, que ela disse serem do Mar Morto, e jogou-os sobre a água quente. Percebi que aquilo fazia toda a diferença assim que entrei em contato com o líquido. Era relaxante, gostoso e convidativo: algumas bolinhas estouravam em minha pele, pelo menos foi a sensação que eu tive, e aquilo me deixava deliciada.

– Você pensa em tudo, não é mesmo? – Perguntei.

– Ora, eu... – Abriu os olhos e levantou a cabeça para me responder. – Eu apenas reparo em tudo e tento tirar o melhor proveito de cada situação. – Regina abriu as pernas, convidando-me a sentar ali. – Venha cá, Swan. – Obedeci. Ou melhor, aceitei. Encostei as costas em sua barriga e logo suas mãos passaram a acariciar meus braços. Deslizava as pontas dos dedos, derrubando algumas gotas de água. – Quem diria que estaríamos aqui, não, Swan?

– Quem diria, né?! – Ri do comentário. – Eu e a “Dama de Ferro”! A tão temida “Dama de Ferro”. – Eu ri novamente, mas Regina deferiu um tapa fraco no meu braço.

– Nunca fui temível com você, Swan. Não me venha com essa! – Retrucou.

– Oh, não?! Então não quero nem imaginar como você é com os civis. – Dessa vez, ela riu bastante.

Ficamos ali por mais algum tempo, curtindo o tempo que tínhamos uma com a outra. Sem sexo, apenas muito, muito carinho que nos foi negado por tanto tempo.

Regina foi a primeira a deixar o banheiro. Disse que me faria uma surpresa e que era para eu esperá-la às 21h em ponto. Não ousarei desobedecer Regina Mills e sua pequena grande obsessão por horários. Fiquei me perguntando onde ela tinha ido, mas realmente não consegui imaginar nada, o que me restou foi relaxar por mais alguns minutos até o relógio marcar 20h30. Nunca precisei de muito tempo para me arrumar.

21h em ponto. Olhei no relógio por diversas vezes nos segundos que fiquei esperando Regina na varanda. É claro que não demorou muito e dois faróis apontaram em direção a casa. Ela estava sempre na hora! Que coisa!

– Vem, vamos sair para jantar. – Regina chegou com uma legítima e original Ferrari vermelha. Meu queixo quase caiu, de tanto que abri.

– Regina, isso é, isso é... – Gaguejei.

– Uma Ferrari, Emma. – Ela riu, ainda dentro do veículo.

Entrei ainda desacreditada com o que via. Sempre fui um pouco fascinada por carros. Não, não, não! Por carros não... Sempre fui fascinada pela Ferrari. Não era apenas uma máquina, era um clube, um estilo de vida no qual só pessoas incríveis e muito legais estavam aptas a fazer parte. Ah, e que tinham uma Ferrari, é claro.

Assim que me sentei, Regina riu da minha cara de boba.

– Já dirigiu uma dessas, Swan? – Perguntou enquanto guiava pela estrada.

– Nunca! – Respondi. – A verdade é que nunca tive dinheiro para tal e, depois de conseguir o cachê, passei a usar motoristas. – Pensei um pouco. – E eu nem preciso de um! Sou muito boa motorista! – Falei mais para mim do que para Regina.

– Ficou um tanto quanto iludida com o que esse mundo pode te oferecer? – Suas perguntas eram desafiadoras, mas não feitas de maneira maliciosa.

– Um pouco. – Olhei pelo vidro e logo me veio à cabeça o quanto eu tinha mudado. Eu realmente tinha mudado muito!

Regina encostou o carro no acostamento, para a minha surpresa, e tirou o cinto.

– Sua vez! – Ela sorriu e desceu da Ferrari.

– Tem certeza?! – Arregalei os olhos. Ela já esperava do meu lado da porta.

Regina se debruçou no vidro aberto, apoiando a cabeça na mão e sussurrou.

– Claro. – Deu licença para que eu abrisse a porta e logo trocamos nossos lugares.

Passei a mão no volante, deslizando os dedos por ali e sentindo aquela maravilha. É uma Ferrari! Dei partida no carro, olhei para Regina com um sorriso enorme no rosto e ela riu. Coloquei de volta a máquina na estrada e não conseguiria colocar em muitas palavras o que senti. Era rápido, muito, muito, muito rápido. Podia sentir toda a potência do motor através dos meus pés tocando os pedais. Após algum tempo me deliciando com a pequena viagem, senti uma das mãos de Regina deslizando sobre minha coxa.

– Regina... – Falei baixinho e olhei para ela.

– Presta atenção na estrada, Swan. – Ela respondeu em um tom ríspido.

Voltei meus olhos para a estrada. Sua mão foi deslizando por toda a extensão da minha perna rígida pela pequena aventura de dirigir uma Ferrari. Subiu mais um pouco, ficando entre o meu sexo e a parte de dentro da minha coxa. Sorri instantaneamente e, quando fiz menção de olhá-la, outro aviso.

– Estrada, Swan. – Virou meu rosto segurando-o pelo queixo.

Sua mão deslizou pelo meu colo, meus seios, onde passeou um pouco mais, deixando-me molhada com aquelas carícias.

– Regina... – Suspirei e ela apenas sorriu.

Continuou o caminho pela minha barriga e logo estava no fecho de minha calça. Abriu.

– Regina... – Voltei a falar, dessa vez com menos forças nas palavras.

– Shhh, Swan.

Assim que os botões da calça estavam abertos, Regina não hesitou em adentrar minha intimidade. Sorriu maliciosamente, enquanto eu dirigia um carro a quase 200 km/h. Seus dedos logo encontraram meu clitóris e ela passou a me massagear por cima da calcinha. Com um aperto mais forte, fechei os olhos e rapidamente deixei a cabeça tombar para trás.

– Estrada, Swan! – Regina gritou baixo e logo voltei a atenção para a rodovia.

Involuntariamente, minhas pernas foram se abrindo a cada movimento circular que os dedos dela faziam. Eu já estava ofegante e meu sexo completamente molhada quando Regina puxou a lateral da calcinha para o lado. Deu um beijo em meu pescoço, sorriu outra vez e colocou dentro de mim a ponta do dedo médio. Deixei que um gemido escapasse entre a minha respiração difícil. Ela girava o dedo ali dentro, entrando a saindo de mim.

– Quer mais? – Sussurrou em meu ouvido, deixando meu corpo inteiro ainda mais arrepiado.

Concordei com a cabeça, pois nem um “sim” saiu de minha boca, tamanho era o meu tesão naquela mulher. Seu dedo foi adentrando cada vez mais minha intimidade, logo abrindo espaço para um segundo. Gemi. O polegar de Regina se movimentava em meu clitóris, acompanhando o ritmo dos outros dois, que estava indo a fundo em meu sexo.

– Caralho, Regina. — Ofeguei.

O carro ia cada vez mais rápido. A adrenalina misturada a excitação me dominava. Pisei um pouco mais no acelerador, via as imagens de fora passarem rapidamente por nós, quase na mesma velocidade em que Regina metia em mim. Uma, duas, três, quatro, muitas estocadas até acrescentar um terceiro dedo. Soltei um gritinho e ela foi mais fundo. Seu polegar deslizava de um lado para o outro cada vez mais rápido, enquanto seus três dedos me perfuravam da melhor maneira que podiam.

– Goza para mim, goza. – Falou baixinho em meu ouvido e me fodeu o mais fundo que podia.

Senti que Regina poderia me rasgar a qualquer hora. Eu gemia e corria. Gemia. Corria. Gemia. Corria. Gemia. Corria. A Ferrari voava pela estrada italiana e Regina me comia. Uma última estocada mais forte fez com que eu me entregasse ao prazer. Respirei fundo. Meu corpo todo tremia com a adrenalina de tudo aquilo. A “Dama de Ferro” retirou os dedos de dentro de mim, sorriu com muita malícia e chupou cada um deles, sentindo meu gosto em sua boca.

– Você não existe, Regina. – Falei ainda extasiada.

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POV Regina

Poderia apostar a Mills que Emma ficou surpresa com o carro e com a nossa pequena carícia. Ela me deixava completamente entregue à qualquer atitude, por mais defasada que fosse ou perigosa. Sentir seu gosto misturando-se a minha saliva era o que faltava para me deixar molhada por aquela mulher.

Após mais algum tempo no carro, chegamos a um requintado lugar. O salão era todo a meia luz, com as paredes esculpidas em pedras e uma decoração requintadamente histórica. Um provecto homem nos atendeu de forma muito polida, indicando-nos uma mesa perto da enorme janela de vidro. Ele empunhou as cadeiras para nos sentarmos e logo pediu a um garçom para que nos atendesse, desejando um bom jantar ao fim de sua cordialidade.

– Boa noite, senhoritas. – Georgio, como dizia em sua camisa, nos cumprimentou, entregando um cardápio para cada uma. – Gostariam de algo para beber? Posso recomendar um bom vinho. – Sorriu formalmente.

– Qual você recomenda? – Respondi questionando-o.

– Poggio di Sotto. – Respondeu. – Brunello di Montalcino Riserva 2007.

– Pode trazer. – Sorri para ele e voltei a analisar as opções do cardápio.

– Já sabe o que vai querer? – Emma me perguntou docemente.

– Estou em dúvida entre o risoto ao funghi e o Tortellini. – Ela procurou os pratos citados no cardápio.

– Deveria escolher o Tortellini! – Sorriu como quem tivesse tido uma grande ideia. – Eu vou pedir alcachofra à moda romana.

– Céus, Swan! Você está na Itália, coma massa.

– Regina, você sabe que sempre escolheria o menos esperado. – Piscou para mim e achei graça.

O garçom voltou com a garrafa de vinho e serviu um pouco na minha taça. Olfateei, tomei um gole e fiz sinal para que colocasse para as duas. Assim que acalmou o líquido em cada uma das taças, tomou em mãos um bloquinho e uma caneta, esperando nosso pedido.

– Vamos querer um risoto ao funghi e uma alcachofra à moda romana, por favor. – Fechei o meu cardápio e peguei o de Emma, passando-os para o garçom.

– Já trago os pratos. – Seu inglês arranhava um pouco, mas era compreensível.

– Como sempre, fazendo o que quer, Regina. – Emma riu ao reparar que pedi o prato que não era de sua sugestão e pegou minha mão por cima da mesa.

Apenas mandei um beijo no ar como resposta. Ficamos conversando sobre amenidades até os pratos chegaram.

– Está uma delícia! – Emma havia comido uma das folhas. – Quer?! – Perguntou, estendendo a mão com o alimento em minha direção.

– Não, obrigada. – Dei a primeira garfada em meu risoto. Estava incrível. – O meu também está uma delícia. Quer um pouco?

Ela agradeceu e logo abocanhou meu garfo.

– Hum. – Tentava falar ainda com a comida na boca. – Está mesmo! – Fez um joia com a mão. – Assim que engoliu, voltou a falar. – Tem falado com Killian?! – Perguntou, pegando-me um pouco de surpresa.

– Não muito. Quer dizer, ele não sabe que vim atrás de você, se é isso que gostaria de saber. – Dei mais uma garfada, tentando encerrar o assunto.

– Como não?!

– Pedi que minha mãe avisasse a todos sobre o meu paradeiro. Por mais que agora esteja aposentada, mamãe sempre teve um ótimo olho para negócios. Saberá o que fazer com a Mills. – Respirei fundo antes de prosseguir. – Pelo menos espero.

– A Mills significa muito para você, não é? – Lançou-me um olhar cúmplice, bebericando um pouco do vinho em seguida.

– Você não faz ideia do quanto.

– Foi por isso que escolheu a revista ao invés de Killian aquela vez, não? – Mais uma pergunta para me pegar de surpresa.

– É complicado, Swan. – Acabei de mastigar para poder prosseguir. – A Mills é uma instituição para quem está fora, porém, é um lar para mim. Passei por decepções amorosas e familiares, no entanto, lá estava a minha revista. O mundo poderia ir a chão em minha volta e Mills estaria lá. – Tomei um gole do vinho. – É bom poder compartilhar a vida com algo ou alguém.

– E agora você tem a mim para isso. – Em um gesto carinhoso, Emma segurou a minha mão e a levou até a boca, postando um beijo delicado ali.

O resto do jantar foi deveras agradável e gostoso. Voltamos para a casa logo em seguida. Tinhamos pressa e vontade de nos amar perdidamente. Lembrar do “efeito Swan”? Parecia não deixar meu corpo por um segundo que fosse, vindo de forma nada polida em qualquer momento ou lugar, mesmo que inapropriados para tal.

Passamos a noite inteira repetindo o contato carnal que nunca deixou a desejar. Nos tínhamos tão perto, mas parecíamos querer mais, como se pudéssemos, por descuido ou propósito, unirmos nossos seres para nos tornarmos um só e, ainda assim, aproveitando como duas que somos.

Notas finais
Gostaram? Para quem está com saudade de Fiora, o próximo capítulo será especial para elas. Comentem, por favor.