The Devil Wears Prada
25 Capítulo XXV - No one’s gonna take my soul away.
Notas iniciais
Flashback – Casa da Fiona, dia 25, natal.
POV Fiona
– Acordou cedo, querida. – Francesca estava sentada no sofá da sala de estar, lia alguma revista que nem notei e se dirigiu a mim com uma ironia incrível.
– Quase não dormi, para ser sincera. – Respondi e fui até a copa tomar café da manhã.
Dorota veio toda solicita e, ao perceber meus olhos inchados devido ao meu pranto noturno, tentou me oferecer qualquer comida que houvesse na casa. Sorri gentilmente e pedi apenas um chá. Peguei o maço de cigarro que ela me trouxe e foi assim que permaneci durante a manhã. Não estava com apetite para comer ou tolerar qualquer coisa, especialmente com a presença de Francesca na casa.
Após algum tempo, minha esposa se juntou a mim na mesa e fez alguns comentários sobre como as coisas iam bem na Itália. Eu a encarava, mas não a via. Nossa história cavalgou até minha mente e pude perceber o quanto tudo havia mudado. No começo, eu amava bastante essa mulher. Estava em momento conturbado de minha vida quando a conheci, o que ajudou a fortalecer os laços que fomos criando. Logo a imagem de Cora vinha à minha cabeça. Por mais que Francesca fosse minha mulher, oficialmente, o grande amor da minha vida foi e sempre será Cora Mills. Aquela mulher conseguia mexer comigo de uma forma avassaladora, tanto para o bem quanto para o mal. Já usei muitas drogas, já provei muitas bebidas, mas Cora me intoxicava mais do qualquer uma delas. Cora entravam por minha respiração e caia em meu sangue, sendo bombeada do meu coração para o resto do corpo.
Francesca falava, falava, falava e a minha paciência foi se esgotando. Levantei-me, fazendo referência a uma possível saída da cozinha.
– Espero que não esteja indo ligar para a sua amantezinha. – Seu tom me provocava.
– Francesca. – Aproximei-me de seu ouvido e sussurrei. – Espero que pare de me irritar. Realmente não estou com cabeça para isso.
– Pelo visto não está com cabeça para nada, não é? – Ela respondeu, ainda me desafiando. – Sempre que volto de viagem, a gente se fode a noite inteira e ontem... – Fez uma pausa. – Nada.
Ela pensava que me desafiando conseguiria algo, entretanto, Fiona Goode não é o tipo de mulher que cai por qualquer detalhe.
– É que perdeu a graça te comer quando provei Cora mais uma vez. – Respondi e a cara dela foi de total surpresa, não esperava ouvir aquilo. Sorri ironicamente e me retirei.
Entrei no quarto, peguei meu celular e deitei na cama. Disquei o número de Cora diversas vezes, mas a ligação nunca era atendia. Provavelmente ela estaria me odiando e não a culpo; nunca expliquei minha história com Francesca para ela, algo que deveria ter feito há muito tempo atrás.
Abri a gaveta do criado mudo e peguei o vidrinho do meu remédio para dormir. Tomei um e apaguei o resto da tarde.
Quando já era noite, acordei chorando devido ao sonho que tive. Nele, Cora partia para longe de mim. Morria. Não consigo imaginar como é viver em um mundo sem ela. Aquilo foi me angustiando e me deixando cada vez mais miserável. Eu já estava sem ela. Lágrimas tomavam o meu rosto e qualquer tentativa de pará-las era em vão. Peguei o celular, sem nenhuma notificação que fosse de Cora, e tentei telefonar mais três vezes. Cerca de trinta toques me distanciavam dela cada vez mais. Senti uma dor insuportável, uma dor que prometi a mim mesma não sentir mais. Foi quando me lembrei de algo que guardei há um tempo atrás.
Levantei-me da cama e sentei na penteadeira. Escovei os cabelos, fiz a minha maquiagem e passei o batom vermelho que mais gostava. Sabia que estaria fazendo tudo isso pela última vez. Respirei fundo e levantei. Fui ao meu quarto de vestir e, dentro de uma gaveta, no fundo do armário de joias, um saquinho com algumas gramas de cocaína me aguardavam. Peguei.
Abri a gaveta do criado mudo, onde ficavam os meus remédios e retirei uma cápsula de cada um dos seis vidrinhos que encontrei. Não me importava quais eram, eu só precisava deles. Desci as escadas e fui até a sala. Francesca via um filme italiano e ria, tudo estava certo para ela. Fui até o bar, peguei um copo de gelo e coloquei whisky. Precisava de coragem para aquilo. Quando passei por Francesca novamente, ela virou para mim e começou com suas bobagens.
– Vai sair, querida? – Perguntou.
Balancei a cabeça negativamente e subi, levando minha dose de coragem comigo. Coloquei as pílulas e o saquinho com o pó branco em uma sacolinha e, ainda segurando o meu copo, desci. Dorota fazia o jantar, na cozinha, e foi pega de surpresa quando a abracei. Ela não disse nada, só me olhou um pouco desconfiada.
– Obrigada por tudo. – Falei baixo e, pegando uma bandejinha de prata, fui em direção a piscina.
Já era noite quando me sentei em uma das espreguiçadeiras. Com alguma dificuldade, engoli toda a bebida, deixando apenas um gole final, e, alguns minutos depois, uma leve tontura brotou em mim. Era hora. Meus olhos cheios de lágrimas foram testemunhas de tudo. Peguei a bandejinha, coloquei em meu colo e ali despejei a cocaína. Tirei uma nota de cem dólares do bolso e a enrolei, fazendo um canudinho. Aproximei-a do meu nariz e abaixei, indo de encontro com a droga. Cheirei toda a carreira. Peguei as pílulas e, com o último gole do whisky, as ingeri.
Abaixei o encosto da espreguiçadeira e passei a observar o céu. Já estava feito, agora só me restava esperar. As estrelas rugiam uma luz solene, tão calma... Aquilo foi me acolhendo de tal forma que nem senti medo. O rosto de Cora me surgiu e eu sorri. Ela era tão linda e tão ela. A lua refletia tantas histórias; já sabia qual era e não precisava me contar para eu saber.
O brilho das estrelas foi se apagando, as cores de azul escuro misturavam-se até o preto encobri-las por inteiro. Eu sorria. Estava feito. Não quero viver em um mundo sem Cora. Olhei ao redor, pela última vez, me despedindo de tudo que a vida me oferecera. Sou grata. Meus olhos se fechavam com dificuldade, tudo começou a rodar uma forte dor no estômago me tomava o corpo inteiro. Era dor, mas não me doía. Doía saber o quão mal fiz para Cora. Fechei os olhos e uma luz me invadiu. Não. Uma luz me iluminou. Minha vida inteira foi se passando bem a minha frente, até que uma hora passou. Tudo passou. Não doeu, eu não senti nada... Foi como dormir para sempre e me prender ao mundo dos sonhos.
Fim do Flashback
POV Regina
Encontrei mamãe aos prantos no escritório. Ela mal conseguiu me explicar o que havia acontecido, mas, pelo pouco que falou, eu entendi. Peguei meu celular e joguei para Emma.
– Ligue para Calliope Torres, por favor. – Peguei minha bolsa, as chaves da minha Ferrari e quase tive que arrastar a minha mãe.
– Callie está a caminho da mansão de Fiona. – Ela me disse e entramos no carro correndo.
Emma e mamãe choravam muito, ainda estavam desacreditadas com a notícia. Corri o mais rápido que pude e finalmente chegamos à mansão. Francesca andava de um lado para o outro, não sabia o que fazer ou como agir. Assim que viu minha mãe, quase voou em seu pescoço.
– É tudo culpa sua! – Vociferou.
Mamãe nada respondeu, apenas pediu para ver o corpo e seguimos para a piscina. Fiona estava deitada na espreguiçadeira e parecia em paz. Tinha os olhos fechados e a expressão facial tranquila.
Callie chegou às pressas e logo pediu para vê-la. Ela ficou examinando o corpo, enquanto nós três falávamos com Dorota sobre o que poderia ter acontecido.
– O coração ainda está batendo! – Callie gritou e logo corremos para o lado dela. – Rápido! Liguem para uma ambulância! – Ela mal acabou de falar e minha mãe ligou.
– Mas eu tentei ver e o coração dela não estava batendo. – Dorota falou ainda surpresa com tudo aquilo.
– Acredito que ela tenha tido uma experiência de quase morte. – A médica respondeu.
A ambulância chegou rápido e mamãe foi junto com elas. Não sairia do lado de FIona em nenhum momento.
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POV Emma
Assim que chegamos ao hospital, Fiona foi levada para a sala de cirurgia e nós ficamos na salinha de espera. Meu coração e de Cora estavam a mil, ao contrário de Regina, que parecia calma.
– Regina, como você não está surtando com isso tudo? – Perguntei.
– Eu deveria surtar? – Ela sorriu para mim, como quem me achasse um pouco louca.
– Não sei... Você conseguiu lidar com a situação com mãos de ferro. Ligou para Callie, dirigiu e tudo mais. – Eu estava orgulhosa dela.
– Não é à toa que me chama de “Dama de Ferro”, Swan. – Nós rimos.
Cora se levantava, depois sentava, depois andava de um lado para o outro... Sua inquietação não a deixava pensar direito.
Francesca entrou correndo e logo se dirigiu a nós.
– O que essa mulher está fazendo aqui? – Ela apontou para Cora. Antes que eu ou Regina pudéssemos defende-la, Cora respondeu com um tom direto e cortante.
– Diferente de você, eu me preocupo com a mulher que amo, Francesca. Fiona é o amor da minha vida e é por isso que estou aqui. – A ruiva nem respondeu após ouvir aquilo, apenas se sentou em uma das cadeiras.
Algumas horas se passaram e Callie apareceu. Como ela uma amiga próxima de Regina, se dirigiu a ela e Cora.
– Fiona teve uma overdose. A quantidade de coisas que foram encontradas dentro dela só me deixa um palpite certeiro. – Fez uma pausa. – Ela tento se suicidar.
Cora desabou em um pranto compulsivo; seu corpo inteiro tremia.
– Calma, Cora. Ela está bem e vocês podem ir visita-la, inclusive, mas é necessário que a paciente fique calma, certo? – Mal acabou de falar e Cora correu para o quarto em que Fiona estava. Eu e Regina ficamos falando com ela por algum tempo.
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POV Cora
Entrei no quarto e Fiona repousava na cama do hospital. Sua aparência, para minha surpresa, estava ótima. Os médicos removeram a maquiagem durante a operação, mas os vestígios do batom vermelho ficaram. Seus lábios tinham um aspecto tão puto e tão bonito.
Aproximei-me lentamente e me sentei na poltrona ao lado da cama. Passei a mão por toda extensão de seu rosto e depois a pousei no braço. Com o polegar, fiquei fazendo carinho durante todo o tempo que estive ali. Callie me disse que ela demoraria para acordar, então resolvi ir pegar algo para forrar meu estômago. Vivi de calmantes por algumas horas e isso resultou em uma porcaria de dor no estômago.
Encontrei com Francesca no corredor e nenhuma de nós disse nada. Fui até a cafeteria e pedi um suco de laranja, apesar da minha vontade de tomar um copo de gim. Regina e Emma estavam sentadas em uma da mesinha e me convidaram para ir até lá.
– Suco de laranja, mamãe? – Regina arregalou os olhos para mim. – Pediu para ele colocar álcool aí?
– Engraçadinha, não é mesmo? – Nós rimos. – Não sei como você aguenta, Emma.
– Mamãe! – Minha filha me reprimiu e pude ver o desconforto dela perante ao meu comentário. Achei engraçado.
Elas me perguntaram como Fiona estava e respondi que ainda não tinha acordado, mas parecia estar bem. Foi um choque para todos a tentativa de suicídio dela. Felizmente, Dorota ligou a tempo e conseguimos salvá-la. Por falar nela, achei estranho que tivesse vindo ao hospital. Acabei de beber meu suco e voltei para o quarto de Fiona. Não queria estar em outro lugar que não ao seu lado, caso ela acordasse.
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POV Fiona
Abri meus olhos com certa dificuldade. Depois de reconhecer que estava deitada em uma cama de hospital, olhei para o lado e, para a minha alegria e surpresa, Cora dormia na poltrona ao lado, com uma de suas mãos quase presa ao meu braço.
– Querida? – Chamei-a num fio de voz e ela logo acordou.
– Fiona! – Só faltou pular da cadeira tamanha era sua alegria em me ver. Sorriu para mim e eu devolvi o sorriso. – Como você está se sentindo? Por que você fez isso? Você é louca? – Ri um pouco de seu desespero.
– Calma, querida. Eu estou bem...
– Por que? Eu não consigo entender. – Quase me atropelava com as palavras.
– Porque eu não suportaria viver em um mundo sem você, meu amor. – Respondi e ela me olhou séria. – Eu preciso te explicar meu casamento.
– Não precisa, está tudo bem... – Interrompi-a.
– Cora, por favor, deixe que eu explique. – Ela se encostou na cadeira e fez silêncio para me ouvir. – Há alguns anos, eu tive câncer. – Vi que os olhos de Cora se arregalaram e, quando fez menção de falar algo, fiz um gesto para que esperasse. – Foi um período muito escuro da minha vida e foi quando conheci Francesca, que levava sua mãe ao hospital. Ela ficou ao meu lado o tempo inteiro e nos apaixonamos. Como ela mora na Itália e eu aqui, resolvemos abrir nosso relacionamento enquanto a outra estivesse longe e isso sempre funcionou... Até você voltar para a minha vida. – Respirei fundo. – Cora, você foi e sempre será o amor da minha vida.
– Então fica comigo. – Ela me pegou de surpresa e se aproximou. – Fica só comigo, Fiona. Você sabe o quanto eu te amo e eu te prometo que não irei cometer os mesmos erros do passado. Esquece Francesca, esquece casamento, esquece tudo... Fica só comigo.
Eu não respondi nada. Apenas a puxei mais para perto e selei, ali, naquele momento, o nosso compromisso com um beijo em seus lábios.
Ficamos relembrando os velhos tempos depois disso.
– Lembra do dia que você me deixou só de lingerie, antes do meu discurso, e as cortinas se abriram e eu tive que me apresentar semi-nua?
– Claro que lembro! – Gargalhamos. – Você disse que era um protesto contra o uso de pele dos animais. – Ela lembrou desse detalhe e rimos ainda mais.
A nossa conversa foi descontraída durante todo o tempo. Depois, Regina e Emma se juntaram a nós e a conversa continuou. Nenhuma delas perguntou sobre o que eu havia feito, apenas entenderam que eu só estava em um mal momento e foram muito solicitas para comigo.
A médica que me atendeu entrou na sala e logo a cumprimentei.
– Calliope Torres, certo? – Perguntei, divertida e ela concordou com a cabeça. – Além de ser maravilhosa, você salvou a minha vida. – Cora me fuzilou com o olhar com o primeiro comentário. – Como posso agradecê-la?
– Imagine só! É o meu trabalho, um “obrigada” seria de bom tamanho. – Ela riu.
– Muito obrigada! Você me ajudou a passar mais tempo com o amor da minha vida. – Segurei a mão de Cora nesse momento e ela só faltou desmaiar. – Muito obrigada! – Agradeci novamente.
Callie me passou alguns cuidados (e não incluía não fumar, para a minha sorte!) e, passado algum tempo, Francesca entrou na sala. Pediu para que todas saíssem e Cora me direcionou um olhar desconfiado. Assenti com a cabeça e falei para ela ficar tranquila.
A Francesca que conheci há anos atrás havia voltado. Ela se desculpou por agir como uma escrota, perguntou o que eu tinha na cabeça para fazer aquilo e, por fim, me entregou alguns papéis.
– São os papéis do divórcio. – Tirou uma caneta de sua bolsa e me entregou. – Não posso prender alguém que tenho um carinho imenso dessa forma. – Ela se aproximou e me deu um selinho rápido e carinhoso nos lábios. – Você merece ser muito feliz, Fiona. – Dito isso, retirou-se, pedindo para que Cora entrasse.
– O que ela queria? – Cora já usou seu tom defensivo.
– Me dar os papéis do divórcio. – Respondi e um sorriso enorme apareceu em seu rosto.
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POV Regina
Cheguei em casa sozinha. Deixei mamãe no hospital e Emma em sua casa. Ela pediu para dormir comigo, mas rejeitei o convite. Dirigi por algum tempo minha Ferrari, fazia muito tempo que eu não fazia isso e era uma das coisas que mais gostava no mundo. Colburn me é muito útil, mas, se existe uma coisa que eu amo, isso é dirigir. Coloquei as chaves na mesinha de centro. Estava exausta. Tomei um banho rápido e me deitei para dormir. Por um momento, senti a falta de Emma, apesar de ela ter estado muito comigo nos últimos dias. Levantei-me e fui pegar meu celular dentro da bolsa. Encontrei um pedaço de papel dobrado e, assim que o abri, notei a caligrafia de Emma.
“Não adianta nem me abandonar, porque mistério sempre há de pintar por aí. Pessoas até muito mais vão lhe amar, até muito mais difíceis que eu para você... Que eu, que dois, que dez, que dez milhões, todos iguais. Não adianta nem me abandonar, nem ficar tão apaixonada, que nada, que não sabe nadar, que morre afogada por mim. Não, Regina Mills, não adianta nem me abandonar.
Emma Swan”
Coloquei o bilhete próximo ao meu peito, com os olhos cheios de lágrimas. Sem pensar duas vezes, coloquei uma roupa e peguei o meu carro. Durante o percurso, fui pensando que, se algo acontecesse a Emma, eu já não conseguiria mais viver. Eu estou apaixonada por Emma Swan, essa é a verdade. Quando vimos a morte de perto, ficamos mais vulneráveis. A vida parece ser eterna, mas pode acabar em um piscar de olhos. Talvez eu esteja cansada de ficar com medo; cansada de querer e não fazer, tudo isso por acontecimentos do meu passado. Demorei para perceber isso e agora o sinto mais forte do que nunca. Para morrer, basta estar vivo. É preciso aproveitar cada detalhe dessa viagem louca e rápida que fazemos pelo planeta Terra.
–Ding Dong–
Emma abriu a porta com uma expressão surpresa.
– Posso dormir aqui com você essa noite?
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