The Devil Wears Prada
23 Capítulo XXIII - Fiona's Christmas
Notas iniciais
POV Emma
Regina, para a minha surpresa, dormiu em casa, mas, como eu previa, não dormiu comigo. Pediu para ficar em um dos quartos de hóspedes. É claro, estamos falando sobre Regina e ela tem essas coisas que não entendo muito.
A minha manhã começou bem gostosa. Hoje é dia 24 e logo será uma das datas que mais gosto nesse mundo: o natal! Apesar de não ter conhecido meus pais e nunca ter tido um peru e toda ceia, confesso que adoro a data. As pessoas costumam andar felizes pelas ruas geladas de Nova Iorque. É uma delícia!
Me levantei da cama e fui até o quarto em que Regina dormira.
– Regina? – Bati na porta algumas vezes e tentei chama-la, mas não houve resposta. Entrei e a cama estava arrumada, parecia que ninguém havia dormido ali. Aproximei-me um pouco e uma rosa amarela estava em cima do travesseiro. Sorri muito com aquilo!
Peguei a flor com uma mão e o travesseiro com a outra, aproximei o segundo de meu nariz e respirei fundo. O perfume de Regina, que eu não sei o nome, entrava por minhas narinas e parecia chegar até o meu cérebro, pois uma lembrança em flashes da noite passada veio a minha mente. Suspirei. Coloquei o travesseiro de volta no lugar, peguei a flor e fui para a cozinha. Escolhi um vaso de vidro, comprido e fino, colocando a rosa ali dentro e levando para a mesa de centro da sala. Coloquei duas fatias de pão na torradeira e, enquanto esperava que ficassem prontas, fui pegar meu celular que havia deixado no quarto. Apertei o botão central e não havia nenhuma notificação. Fui para a pasta das mensagens e digitei o nome que eu mais gostava no mundo, atualmente.
De: Emma Swan
Para: Regina Mills
Poxa, podia ter ficado para o café da manhã.
Ri daquilo. Uma das coisas que mais gosto de fazer é encher Regina e sabia que ela acharia minha mensagem um tédio. Não demorou muito para que meu celular apitasse.
De: Regina Mills
Para: Emma Swan
Alguém precisa cuidar da Mills, certo?
O quê?! Regina foi trabalhar na véspera de natal?!
De: Emma Swan
Para: Regina Mills
Que tipo de pessoa trabalha na véspera de natal?
Mandei, ainda um pouco incrédula com aquilo.
De: Regina Mills
Para: Emma Swan
O tipo de pessoa que quer sua edição de natal perfeita e só terá a manhã para resolver o fechamento.
Pensei um pouco na resposta dela... Isso significa que Regina terá compromissos à noite.
De: Emma Swan
Para: Regina Mills
Vai ter compromissos à noite, por acaso?
Resolvi perguntar.
De: Regina Mills
Para: Emma Swan
Claro, Swan. É natal!
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Fiona organizava sua casa desde cedo. Queria que a comemoração estivesse perfeita, afinal, a loira sempre foi conhecida por fazer festas realmente boas. Ela colocou velas espalhadas por toda a sala de sua enorme casa, algumas toalhas verdes exército, com tiras em vermelho e, é claro, uma árvore de natal em um dos cantos.
– Não, Dorota, não quero só bolas na árvore. – Fiona respondeu à moça que trabalhava em sua casa ao ser questionada sobre colocar apenas bolas de acrílico de enfeite.
– Mas, dona Fiona... – Ela mal conseguiu falar e foi interrompida por Fiona, que se levantou do sofá.
– Nada disso. Pare de preguiça e coloque todos os outros. – Pegou um cigarro e o acendeu. – E é Fiona, você sabe, dona Dorota. – Elas riram e Dorota acabou concordando, colocando ursinhos, bicicletas, balões e outros enfeites que tinham em uma caixa.
Um buffet foi contrato para fazer a ceia. Eles não ficariam para servir, mas arrumariam todo o local conforme o planejado. O celular de Fiona apitou e ela o pegou para ver o que estava escrito. Assim que leu a mensagem de Cora, deu alguns pulinhos, que fizeram Dorota gargalhar.
– Emma vem e Cora acaba de confirmar que Regina também virá. – Ela apagou o que sobrou do cigarro no cinzeiro da mesinha. – Essa será uma noite incrível!
– Dona... – Dorota pigarreou e se corrigiu. – Fiona, você não acha que pode dar confusão se Cora e... E... – Ela hesitou para dizer o outro nome. – Bom, você sabe quem, venha?
– Ela não virá, querida. Fique tranquila. Só Cora estará aqui! – A loira piscou toda contente. – Vou subir para resolver qual roupa usarei e já volto para continuar te ajudando, tá? – Foi indo em direção a escadaria.
– Tire o dia para você, Fiona. Sempre trabalha tanto... Deixe que eu cuido de tudo por aqui. – Dorota abriu um sorriso cúmplice e Fiona concordou com a cabeça.
– Você sempre sabe do que eu preciso, não é? – Ela riu e foi para o quarto.
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POV Regina
Meu dia foi extremamente corrido. Tive só até a hora do almoço para fechar a edição de natal da Mills. Meus funcionários pensam que sou o diabo, mas não recebi um agradecimento por tê-los feito trabalhar só até o meio dia. Exceto por Zelena, é claro. Esta quase me abraçou ao descobrir que poderia ir embora mais cedo. Por mais que ela não saiba, tenho um carinho especial por ela. Sei o quão puxa-saco pode ser inúmeras vezes, todavia, faz seu trabalho direito e não me deixa irrita com besteiras que alguns outros cometem.
Passei na sede nova iorquina do ateliê de Karl Lagerfeld, que, mesmo sendo quase natal, me recebeu de braços abertos na Chanel. Resolvemos que eu iria com um preto básico para o jantar de Fiona. Ele sugeriu que fizéssemos uma combinação cômica, mas não sou uma pessoa cômica e isso poderia beirar o ridículo facilmente. Preferi optar pelo clássico. Assim que acabamos os ajustes finais, me despedi dele; logo nos veríamos novamente, afinal, ele é um dos convidados que estão na refinada lista de Fiona Goode. Tive acesso a toda ela, através de minha mãe, e notei que o nome de Emma não aparecia no papel timbrado com a marca “Goode”. Provavelmente ela fará algo com os milhões de amigos que possui. Balancei a cabeça, tentando tirar Swan de meus pensamentos. Pouco me importava o que ela faria hoje ou não, até porque eu pretendo apenas dar uma passada para um “olá” na casa de Fiona. Essa aproximação dela com dona Cora não pode ser boa coisa. As duas sempre se odiaram, daí vem a minha rixa com Fiona. Danem-se elas também. Só quero que o meu dia passe logo e eu possa voltar para casa. Colburn estacionou na garagem do meu prédio e abriu a porta para que eu descesse do carro. Agradeci e ele levou o vestido até o meu apartamento.
O fim da tarde já anunciava sua chegada através de um pôr do sol gelado que tentava acalentar a neve fria. Cumprimentei Granny e subi para tomar meu banho, dei a noite de folga para que ela ficasse com a família. Entrei no chuveiro e deixei que a água banhasse meu corpo. Me arrumei e às 20h, em ponto, já estava no elevador.
Colburn me buscou e disse que também poderia ir ficar com a sua família. Era impressionante como meus subordinados se espantavam em ganhar folga, mesmo que no natal!
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POV Emma
Cheguei a casa de Fiona e, como eu esperava, Regina tinha planos com alguém, pois sua mãe, que era sua única família, estava aqui. Peguei meu celular e nenhuma notificação.
De: Emma Swan
Para: Regina Mills
Feliz natal, Regina.
Guardei o celular, após enviar a mensagem, na minha bolsa e jogo Fiona e Cora se aproximaram. Era incrível como pareciam feitas uma para a outra.
– Querida, que bom que você veio! – Fiona se dirigiu a mim e as duas me deram dois beijos no rosto.
– Não perderia seu natal por nada! – Respondi, simpática.
Elas me levaram para um grupo de estilistas que conversavam sobre futuros ensaios que eu poderia fazer. Karl Lagerfeld pareceu encantado comigo e confesso que começou a me cansar um pouco com tantos elogios. Nunca foi muito a minha ficar sorrindo e agradecendo, tenho um pouco de preguiça. Por sorte, Killian e um homem bem mais velho pediram para ter um pouco da minha atenção e me puxaram dali.
– Emma. – Killian me abraçou cheio de ternura. – Que bom te encontrar aqui!
– Que saudade eu sinto de você por perto para me dar uns tapas! – Nós rimos bastante disso. Ele sempre foi cruel comigo e isso me ajudou muito.
– Esse é meu marido. – Ele puxou o outro homem para mais perto. – Cyrus Beene.
– Muito prazer. – Cyrus me pareceu um verdadeiro gentleman. – Então você é a famosa Emma Swan que deixou a “Dama de Ferro” ligando para o seu celular sem obter respostas?
– Em carne e osso. – Nós rimos e ficamos conversando por um tempo.
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POV Regina
Assim que entrei na casa de Fiona, me deparei com os cabelos loiros de Swan. Não pensei que ela fosse vir, mas, no fundo, fiquei um pouco feliz de tê-la visto. Como ela está linda! Só consegui pensar no quanto aquele macacão de seda a favoreceu. Fui tirada de meus pensamentos ao ver minha mãe se aproximar.
– Mamãe. – Sorri cinicamente. – Aposto que esse foi mais um de seus planos, não? – Ela riu e deu os ombros.
– Você precisa relaxar um pouco, Regina. – Falou aos risos.
– Olha só! Isso vindo da “Mulher Dragão” só pode significar uma coisa! – Mal acabei de falar e um braço contornou minha cintura.
– Sim, ela está bebendo. – Fiona sussurrou e, pela primeira vez, foi muito simpática comigo.
Conversamos um pouco e as duas saíram andando com uma proximidade um pouco suspeita. Dei os ombros. Aproximei-me das costas de Emma, que conversava com Killian e Cyrus, pedindo para os dois ficassem em silêncio, cheguei bem perto de seu ouvido e sussurrei:
– Feliz natal, Swan.
Ela se virou arrepiada. Pude perceber na pele que cobria sua nuca o quanto minhas palavras mexiam com ela.
– Re... Regina? – Ela gaguejou ao me ver. Achei graça. – Eu pensei que você teria planos com outra pessoa. – Não entendi a parte da “outra pessoa”, mas resolvi ignorar.
– Não, querida. – Afastei-me de Emma, indo em direção ao casal. – Cyrus! – Ele me deu um quase demorado beijo na bochecha.
– É sempre um prazer indescritível vê-la, Regina.
– É mesmo. – Killian, num sorriso gentil, também beijou meu rosto.
– Pronta para votar no Partido Republicano ano que vem? – Cyrus brincou comigo, pois sabia que eu não votara nos republicanos. Quando manifestei uma resposta, fui interrompida por Emma.
– Jamais! – Ela pareceu brincar com um tom verdadeiro no final. – Quer dizer, não sei vocês, mas eu não voto no Partido Republicano. – Sorri para ela.
– Nem eu. Cyrus sabe disso. – Palpito que Emma tenha reparado que a resposta dela me agradou bastante.
– Cyrus sabe, mas não consegue se manter longe da política, não é, meu amor? – Foi a vez de Killian falar.
– Isso que dar ser casado com um chefe de gabinete presidencial. – Brinquei e a cara de Emma foi impagável.
– Você é chefe de gabinete? – Sua boca e seus olhos se arregalaram. – Ok! Essa festa é uma loucura. – Ela riu.- Primeiro conheço Karl Lagerfeld, Donatella Versace me cumprimenta como quem estava com saudades e agora acabo de ir contra um chefe de gabinete do presidente, que é republicano. – Ela riu mais um pouco.
– Um dia você se acostuma, estrelinha da Fiona. – Killian brincou com ela, me deixando um pouco irritada. A parte “da Fiona” sempre me deixava um pouco balançada.
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POV Emma
Meu deus! Acabo de deixar claro para Cyrus que odeio os republicanos! Tentei brincar um pouco depois... Não sei se adiantou, mas foi a minha melhor saída. Regina ter chegado de surpresa me deixou feliz. Não esperava encontra-la nessa noite e foi muito bom saber que ela não tinha um “outro alguém” para ficar hoje. Não consegui parar de olhá-la por um segundo se quer. Está usando um vestido preto e leva um tecido de pele sintética no braço.
Cyrus e Regina entraram em um assunto sobre política e acabaram indo para o bar pegar algo para beberem. Killian e eu ficamos juntos e ele me convidou para ir fumar um cigarro na varanda. Não que eu fosse uma fumante, entretanto, gostava de fumar de vez em quando. A festa estava cheia de garçons passando com bebidas, alguns petiscos e, por ser uma festa de Fiona Goode, cigarros.
– Você gosta mesmo dela, não gosta? – Killian apoiou o abdômen na madeira que servia como uma cerca, onde eu estava com as costas apoiada.
Não respondi nada. Apenas concordei com a cabeça e ele colocou um sorriso cúmplice em seu rosto.
– Sei que Regina pode ser difícil na maioria das vezes, mas ela é uma boa pessoa. – Continuou.
– Foi por isso que você não desistiu dela? – Resolvi perguntar.
– Sim. – Ele fechou os olhos e respirou fundo. – Sei que ela teve um motivo para ter feito aquilo e sei também que guarda algo maior para mim.
– Você acha?
– Sim. – Ele me respondeu sem pesar algum em suas palavras.
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A festa de natal de Fiona ocorria muito bem. Os convidados estavam bem surpresos com o fato de Fiona e Cora estarem juntas. É claro que não sabiam que eram um casal, mas sempre foram inimigas com rixas acirradas entre a Goode e a Mills. A ceia já estava quase posta, só faltavam as comidas serem servidas, afinal, ficariam frias. Fiona mantinha a tradição de comer o peru só depois da meia noite, sendo assim, ainda faltava uma hora para que isso acontecesse.
Cora se levantou do sofá onde estava sentada, se aproximou de uma rodinha em que Fiona, como sempre, era o centro das atenções e pediu para que ela a acompanhasse. A morena entrou em um dos grandes banheiros da casa e, sem dizer nada, puxou Fiona para um beijo.
Suas línguas banhadas pelo gosto de champagne iam trocando caricias intensas.
– Eu esperei a noite inteira para fazer isso. – Fiona sussurrou no ouvido da outra, que chupava seu pescoço com vontade.
– Pena que sou mais rápida, querida. – Respondeu a morena, prosseguindo com os chupões.
Fiona inverteu o jogo. Encostou Cora na pia e a colocou sentada no mármore gelado. Desceu o zíper que fechava o vestido preto de couro da morena, deixando-a com o colo exposto. Distribuiu beijos por toda a região, acariciando os seios de Cora com a língua. Primeiro um e depois o outro. A cabeça da morena estava jogada para trás, sua respiração falhava a cada toque da mão de Fiona, que apertava sua coxa cada vez mais forte.
–Toc Toc–
– Estou ocupada! – Alguém bateu na porta e recebeu uma resposta rápida de Fiona.
– Eu imagino, querida. É a Francesca. – Fiona parou na hora.
Ajeitou o próprio vestido, ajudou Cora, que não estava entendendo nada, a fechar o zíper dela e tentou pentear um pouco dos cabelos bagunçados. Fiona abriu a porta e uma mulher ruiva a esperava, com o braço direito apoiado no batente.
– Cora Mills é a sua peguete do natal? – Ela riu ironicamente, fazendo a morena se sentir mal.
– Francesca? – Cora não a via há anos. – Algum problema comigo, querida? – Usou o seu tom de “Mulher Dragão” habitual.
– Claro que não. – Ela sorriu. – Eu e minha mulher temos um acordo, não me preocupo com ficantes temporárias. Só que agora eu voltei... – Foi interrompida por Cora.
– Sua mulher? – Ela se virou para Fiona, que assistia a tudo um pouco desesperada. – Vocês se casaram, Fiona?
– E ainda somos. – Francesca respondia por Fiona. – Temos um casamento aberto, afinal, ela fica aqui e eu na Itália, mas meu amor sabe as regras: quando eu chego, a mulherzinha da vez muda. – Puxou Fiona pela cintura, que não conseguia dizer nada.
– Vocês duas são... São repugnantes. – Cora se virou para sair.
– Espere, Cora. – Fiona se manifestou pela primeira vez, mas a morena não deu ouvidos, apenas continuou andando e aumentou os passos quando ouviu a loira perguntar à mulher por que decidiu voltar antes.
– Regina, vamos. – Cora pegou Regina pela mão e quase a arrastou pelo meio da sala principal. Valentino se aproximou para dizer algo, entretanto, a mais velha continuou a andar em direção a porta.
Regina, sem saber o que fazer, pediu para que Emma as seguisse e essa foi junto com elas.
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– Pode me explicar agora o que houve, mamãe? – Regina pediu.
– Fiona é casada. – Uma lágrima rolou, cobrindo seu rosto com um gosto salgado. Regina se surpreendeu, nunca tinha visto a mãe chorar, nem mesmo quando seu pai faleceu.
– E daí? – A “Dama de Ferro” tentou prosseguir, mas não obteve resposta alguma.
– Regina, deixe a sua mãe. – Emma segurou a mão da morena em um gesto cúmplice.
Cora foi o caminho inteiro chorando. É claro que fez o mais esforço que pode para que ninguém notasse, mas as lágrimas insistiam em cair e a tristeza chegou sem anunciar nada.
– Posso dormir no seu apartamento hoje, Regina? – Pediu de uma forma doce quando o carro parou para deixar Regina. – Não quero ficar sozinha.
Regina ia responder algo um pouco bruto, mas Emma foi mais rápida.
– Claro, Cora. – Sorriu para a mais velha, que retribuiu para sua surpresa.
As três ficaram em frente a lareira conversando sobre amenidades. Era uma boa saída não encarar os problemas logo de cara, pelo menos para a família Mills. Cora contou suas histórias de anos atrás, divertindo a filha e Emma.
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POV Emma
Por mais que Regina não tenha entendido, eu posso imaginar muito bem o motivo da dor de Cora. Fiquei observando a conversa e os gestos de mãe e filha, se pareciam em cada detalhe. A maneira como falavam, a forma como lidavam com seus sentimentos... Tudo aquilo era tão assustadoramente igual.
O relógio de parede bateu doze badaladas, anunciando que o natal começara. Por mais que não fosse do jeito que eu imaginava, me sentia em casa. É estranho se sentir em casa com duas mulheres completamente desprendidas de tudo. Segurei a mão das duas.
– Feliz natal para vocês. – Mãe e filha agradeceram e responderam meus cumprimentos.
Ficamos conversando por mais um tempo, até que Cora pediu licença e se retirou para ir ao quarto de hóspedes.
Pude ver o cansaço de Regina em seus olhos. Sugeri que nos deitássemos no sofá e assim fizemos, trocando carícias e carinhos.
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POV Regina
Emma dormiu em meu colo. O fogo da lareira espelhado em seu rosto fazia com que sua doce expressão ficasse ainda mais incrivelmente bonita. O fogo da lareira aquecia meu coração e, ali, pela primeira em muito tempo, me senti feliz.
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