The Devil Wears Prada
24 Capítulo XXIV - Good night, Fiona Goode. Travel well.
Notas iniciais
POV Regina
Mamãe e Emma ainda dormiam. Depois de ficarmos um tempo no sofá, acordamos no meio da noite e fomos para o quarto. Eu fui para o meu e Emma para o de hospedes, claro. Essa aproximação constante dela estava começando a me incomodar; me sentia mais apegada e isso me dava um pavor quase irracional.
Fui até a cozinha pegar um copo de água. As cinzas jogadas na lareira me lembraram que minha mãe estava com um problema e eu precisava resolvê-lo logo. Peguei meu óculos, me sentei no sofá e fui folheando as páginas do jornal. Não demorou muito para que mamãe acordasse. Seu rosto tinha uma expressão melancólica e fria, talvez até um pouco mais do que o clima lá fora.
– Bom dia, Regina. – Com a voz fraca, cumprimentou-me.
– Bom dia, mamãe. – Afastei-me um pouco do centro do sofá, dando lugar para que ela se sentasse e dei dois tapinhas de leve, convidando-a. – Mamãe, precisamos conversar. – Ela me olhava sem dizer nada, apenas esperava a minha pergunta com o olhar vazio. – O que diabos aconteceu ontem?
– Regina. – Ela pigarreou, tomou fôlego e começou. – Fiona foi o amor da minha vida. – Isso não fez sentido algum para mim. Assenti para que ela continuasse. – Nos conhecemos ainda jovens, logo depois que seu pai e eu nos separamos. Ela começou a trabalhar na Mills e logo nos apaixonamos. – Segurei meu queixo para que ele não deslocasse naquele momento. – Por erros meus e dela, acabamos brigando muito feio e você sabe, sua mãe não é uma mulher de meias palavras, nem Fiona, e isso fez com que não víssemos mais. Ou, se nos víssemos, não nos falávamos.
– Por que nunca me contou isso antes? – Eu estava perplexa em ouvir tudo aquilo.
– Porque havia acabado. Eu deixei o passado onde ele deve ficar... Entretanto, com as minhas visitas mais frequentes à Mills, comecei a encontra-la mais vezes e o passado voltou. Tivemos um romance nesses últimos meses. – Tirei os óculos e me recostei no sofá.
– Então quer dizer que você e Fiona possuem a linha tênue entre o amor e o ódio? – Mordi a haste do objeto, pensando em como aquilo era inesperado.
– Regina, não é hora para brincadeiras, querida. – Mamãe fez um gesto para que eu parasse com a mão. – Fiona nunca me contou, mas ela é casada!
– Sim, com Francesca. – Eu já sabia disso, entretanto, a cara que minha mãe fez ao ouvir aquilo denunciou que ela não fazia ideia.
– Você sabia?! – Perguntou-me com a voz estremecida.
– Sim, oras. Todo mundo sabe disso. – Dei os ombros com as mãos.
– Pois bem, eu não sabia. Ontem fiquei sabendo pela boca de Francesca, que fez questão de me humilhar... – Interrompi-a naquele momento.
– Você deixou a Francesca te humilhar? Aquela mulher é baixa, mamãe! Você precisa revidar! – Fiquei realmente irritada ao ouvir aquilo.
– Não, Regina, não preciso... Eu só quero ficar em paz.
– Isso é uma tolice sem tamanhos! Eu não vou deixar que ela faça isso! – Levantei-me rapidamente e logo a campainha tocou. Estranhei.
Fechei o hobby de seda que usava e abri a porta.
– Swan?! – Emma estava parada em minha frente com uma sacola enorme nas mãos.
– Surpresa?! – Ela respondeu sem jeito, achei graça.
– Pensei que você estivesse dormindo ainda.
– Não, não. Eu sai cedo e fui comprar um peru para a ceia. – Ela respondeu como se nada fosse e eu fiquei em choque.
– Para a ceia, Swan?! Um peru? Você pensa que passará o almoço do natal comigo?! – Ergui uma das sobrancelhas.
– Eu... Eu... – Ela gaguejou um pouco e foi salva pela minha mãe, que vinha vindo até a porta.
– Ela é minha convidada, Regina. – Mamãe levou um olhar fulminante vindo de mim e pareceu nem se importar.
As duas foram para a cozinha. Emma só faltava saltitar, tamanha era sua felicidade.
– Danem-se! – Fechei a porta e voltei a ler meu jornal no sofá.
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POV Emma
Regina era muito durona! Cruzes! Ela não podia parar de fingir que não gostava de mim nem no natal. Sim, porque eu sei que ela gosta muito! Ninguém geme daquele jeito só por ter afinidade com a outra pessoa. Ri sozinha, perdida em meus pensamentos.
Cora veio me ajudar a fazer o peru. Fizemos uma zona na cozinha de Regina. Como não sabíamos muito bem o que colocar, e, Regina, que sabia, não quis ajudar, fomos inventando.
– Cenoura, canela, curry, salsinha... O que mais? – Perguntei a Cora, falando o que já tínhamos colocado.
– Hummm... – Ela pensou por alguns instantes. – Vamos por alecrim também! – Colocamos o alecrim, depois cebola, batatas sotê, mandioquinha e mais um milhão de coisas que não combinavam nem um pouco.
Rimos muito falando de como Regina era trabalhando. Imitamos o modo como ela entrava na Mills e a redação virava uma loucura.
– Eu sempre desconfiei que era uma zona antes de eu chegar! – Ela colocou o jornal no sofá, rindo, e abaixou um pouco os óculos para nos ver imitando.
– Você nem imagina o quanto, Regina! Zelena dá todas as ordens para que fique tudo impecável e assim fica. – Respondi e Cora gargalhava.
– Não fica nada. Aquelas mulheres pensam que não vejo as sapatilhas horrorosa que usam guardadas ao lado de suas mesas, mas eu sei muito bem que aqueles saltos são apenas para quando estou lá. – Fiquei chocada que ela realmente sabia das coisas.
– Você sabe de tudo que acontece na sua revista, não é, Regina? – Perguntei.
Ela e Cora se encararam e sorriram, respondendo juntas:
– Sabemos! – Ri junto com elas. Elas realmente tinham muito mais em comum do que o sangue.
Regina desistiu de ler o jornal e se uniu a nós na cozinha. Ela ficou sentada em um dos bancos do balcão e, a cada coisa que eu Cora fazíamos, uma expressão de assustada aparecia em seu rosto. O telefone de Cora tocou e ela subiu as escadas para atender. Sem que eu pudesse pensar, Regina sentou em cima da pia e me prendeu no meio de suas pernas.
– Regina, sua mãe... – Tentei me desvencilhar de suas pernas, mas ela me puxou para mais perto ainda.
– Fica quieta, Swan.
Beijou-me os lábios com vontade. As pontas de seus dedos deslizavam pelas minhas costas, deixando toda a minha pele arrepiada e cheia de vontade. Coloquei a boca em seu pescoço, puxei a cabeça dela para trás e fui arrastando minha língua por toda a região. Ela colocou os quadris mais para frente, encostando seu sexo, ainda com calcinha, no meu abdômen. Pude perceber o quão molhada e pulsante ela estava.
– Caralho, Regina. – Sussurrei em seu ouvido e logo ouvi passos.
Pulei para trás e ela desceu da pia, encostando-se ali mesmo e fingindo que nada aconteceu.
– Era Fiona. Não vou atender. – Cora nem notou que estávamos nos pegando. Ela estava tão preocupada com a ligação que recebera que nem se tocou.
Acabamos todos os preparativos. Peguei uma garrafa de champagne, deixei em um balde de vidro cheio de gelo e cada uma foi para o seu respectivo quarto tomar um banho.
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POV Regina
Entrei no quarto e logo tirei meu hobby. Liguei a torneira do chuveiro e entrei, deixando a água quente cair pelo meu corpo. Meus olhos estavam fechados e uma das músicas do meu iPod tocava alto. Era um costume que eu adorava o de colocar a caixinha de som no banheiro. Coloquei shampoo no cabelo e me virei para a parede enquanto a água levava a espuma embora.
Tomei um susto quando dois braços enlaçaram minha cintura, mas já imaginava que Swan me faria uma visita. Sorri. Só não esperava o que veio depois. Senti algo duro no meio de minhas pernas, me virei para ela e, para a minha surpresa, Emma vestia um strap.
– Vire de costas, Regina. – Sua boca estava colada no meu rosto e a água caia sobre as duas. Virei-me.
Ela foi beijando cada parte da minha nuca. Passava a língua pelo meu pescoço, dando alguns chupões mais fortes, enquanto o roçava o dildo em meu sexo. Eu já estava completamente molhada, literalmente. Fui abaixando um pouco o quadril, diminuindo o espaço entre o vibrador e minha vagina. Rocei-me. Emma passou os dedos entre os meus cabelos e os puxou com força para trás, colando seu rosto no meu.
– Abaixa. – Sussurrou. Meu tesão era tanto que eu só poderia obedecer. Abaixo a parte de cima do corpo para frente, ficando com o sexo e a bunda completamente expostos para ela. Me segurei nas torneiras. Emma continua a roçar o dildo em mim e, dessa vez, sua mão direita contornou o meu corpo e parou no meu clitóris. Seus dedos massageavam ali com força. Meu sexo pulsava.
– Me come logo, Swan! – Ordenei e ela obedeceu direitinho.
Sem avisar, enfiou o vibrador dentro de mim, quase me rasgando ao meio. Gemi alto. Com estocadas lentas, ela parecia sentir cada lugar dentro de mim. Meu quadril se movia junto com os movimentos dela. Para frente e para trás. Emma foi aumentando o ritmo das estocadas e eu gemia cada vez mais. A água quente caia em minhas costas, me deixando com mais calor ainda. Uma, duas, três, quatro, cincos, vinte, trinta, muitas, muitas estocadas.
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POV Emma
Meu dildo encostava na parede do útero de Regina. Eu colocava-o até o fim dentro dela e ela gemia cada vez mais alto. Ela rebolava tanto, que quase não precisei mais penetrá-la. Seu sexo me comia, seu quadril se movimentava sem parar, tamanho era o tesão de Regina.
Puxei os cabelos dela para trás com força. Ela gritou. Seu grito fez com que eu a estocasse com mais força e mais rápido. Voltei uma das mãos para seu clitóris e fiz movimentos circulares com rapidez. Regina gritava. Com a outra mão, segurei em cima da dela, que estava apoiada na torneira e meti mais forte. Ela mordeu meu braço com força, a fim de abafar os gemidos. Seu corpo começou a dar vestígios de orgasmo, tremia um pouco e eu soube exatamente o que fazer. Meti o dildo o mais fundo que pude e o mantive ali.
– Emma. – Ela gemeu.
Subi e descia nas pontas do pé, movimentando o vibrador que estava inteiro dentro dela. Meus dedos acariciavam seu clitóris com rapidez e seu corpo foi tremendo cada vez mais. Quando senti que ela ia chegar ao orgasmo, retirei o dildo inteiro de dentro dela. Eu sabia que atrasar o orgasmo arde e isso é muito bom. Ela gemeu de dor. Provavelmente estava ardendo. Encaixei o vibrador no buraco de seu sexo e a fiz gozar com uma estocada final.
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Já era noite quando a três se reuniram na sala para o jantar. Regina quase não conseguia sentar e Emma ria bastante daquilo. A comida, como o previsto, não ficou das melhores, mas não ficou tão horrível quanto a “Dama de Ferro” pensou que estaria.
Ficaram conversando o tempo inteiro. O champagne combinou bem com os fios de ovos, os preferidos de Regina, e ela dizia o tempo todo o quanto aquilo estava bom. Emma parou de falar de repente e olhou para as duas mulheres, sorrindo.
– O que foi, Swan? – Perguntou Regina.
– É muito engraçado estar sentada com a “Mulher Dragão” e a “Dama de Ferro” em uma mesa. – Ela riu sem graça.
– Qual é a graça, querida? Não pensou que fossemos divertidas? – Foi a vez de Cora falar e riu logo em seguida.
– Não. – Emma riu e as duas também.
– Pois nós somos. – Regina respondeu e, para a surpresa de Emma, que achou que nunca veria isso, elas bateram as mãos (hi-5).
Passados alguns minutos, o telefone da casa de Regina tocou e ela se levantou para atender.
– É para você, mamãe. – Gritou do escritório.
Cora foi até lá e atendeu.
– Dona Cora, é a Dorota. – Cora engoliu seco.
– Dorota, por favor diga a sua chefe que eu não vou falar com ela. – A mais velha ia desligar, quando ouviu Dorota chorar do outro lado do telefone.
– Não, Dona Cora... É que... É que... – Ela gaguejava muito por causa da respiração falha e foi deixando Cora preocupada.
– Fale logo, Dorota! – Cora pediu.
– É a Dona Fiona... – A mulher controlou o pranto que havia entrado e respirou fundo. – Dona Fiona está morta.

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