The Devil Wears Prada

20 Capítulo XX - Fiona and Cora.


Notas iniciais
Capítulo com revelações do passado de Fiora e meio curto. Escrevi rápido só para poder postar algo para vocês ainda hoje.

– Fiona, posso fazer uma pergunta? – Emma se sentou ao lado da mais velha no carro.

– Claro, querida. O que quiser. – Respondeu sorridente e logo acendeu um cigarro.

– O que houve entre você e a Cora?

Fiona apertão um botão do carro, fechando o divisor entre os bancos da frente os de trás.

– É uma longa história... – Fiona olhou pela janela. A pergunta de Emma trouxe à tona uma das decisões mais difíceis de sua vida.

– Cora. – Fiona entrou de supetão no escritório da editora-chefe e presidente da Mills. – Aquela regra estúpida foi criada por você! – Parou em frente à mesa de vidro de Cora.

– Do que está falando, amor? – Cora folheava algum catálogo, quase não olhou para a loira.

– Não se faça de desentendida. Você sabe muito bem do que estou falando. – Começou a andar em círculos pela sala, seus passos pesados transpareciam o clima de estava no local. – A regra que proíbe que funcionários namorem dentro da Mills. – Levou as mãos à cabeça, demonstrando toda sua frustração naquele momento. – Você a criou para que nenhuma de suas secretárias pudesse sair com alguém daqui!

– Como é? – A morena deixou o catálogo de lado e fitou Fiona com um olhar desafiador.

– É! Eu entendi tudo! Não bastava foder todas as secretárias que contrata, tinha que mantê-las presas... – Respirava com certa dificuldade devido a sua raiva. – Cora, isso é... Isso é... Isso é nutrir sentimentos! Eu já tinha me convencido a entender, e isso não é aceitar, que fique claro, a sua necessidade de ter outras, mas você sempre me disse que não havia nada além de encontros casuais. – Aproximou-se da janela e passou a olhar Nova Iorque distorcida, seus olhos estavam cheios de lágrimas. – Isso é ciúmes, Cora. Ciúmes é um sentimento. – Virou-se para a outra, que ouvia tudo sentada, e deixou que o choro a tomasse de uma vez. Sua voz já não carregava raiva naquele momento, apenas mágoa.

– Fiona. – Cora se levantou e tentou abraçar a mulher, todavia, Fiona desviou. – Você sabe que eu gosto de manter tudo sob o meu controle.

– Eu sei. – Respirou fundo, tomando o pouco de coragem que lhe restara para falar. – E é por isso que hoje você vai experimentar um pouco do próprio veneno de seu controle.

– Do que está falando? – Seu rosto adquiriu uma expressão de desentendimento.

– Eu acabei de voltar do RH... Tinha ido me demitir para podermos ficarmos juntas. – Seus olhos fitavam o chão, tentando encontrar alguma fuga para as próximas palavras. – Foi quando entendi o motivo dessa regra existir aqui dentro. A partir de hoje, eu não trabalho mais aqui. Ao contrário do que pensei, isso não servirá para que possamos ficar juntas. – Aproximava-se da porta ao passo que explicava sua decisão. – Isso servirá para que eu te esqueça. – Parou em frente ao limite entre a sala de Cora e o lugar onde as secretárias ficavam. Virou-se para a morena. Essa foi a última vez que Fiona e Cora se olharam dentro das atuais, agora antigas, circunstâncias. – Adeus. – Saiu estalando seu par de Jimmy Choo contra o chão de mármore da Mills.

– Nossa, eu não fazia ideia. – Emma olhava para Fiona com um olhar perplexo em seu rosto. – Como você aceitava que ela tivesse outras enquanto você tinha a ela?

– Eu estava apaixonada, Emma. Eu amava Cora com todo o meu coração, qualquer coisa que fizesse era perdoável ou compreensível... – Suspirou. – É o que se faz quando se ama, não?

Aquelas palavras não faziam sentindo para Emma. Nunca se submeteria a algo assim por Neal, entretanto, Regina veio a sua mente e, de repente, lembrou de todos os momentos em que engoliu um bocado de palavras ou reações por ela.

– Acho que sim. – Deu os ombros de uma forma triste.

+++

– Quer me explicar o que foi aquilo? – Cora olhou para Regina, tentando provoca-la de alguma forma.

– Aquilo o que?

– Você e Emma Swan.

– Mamãe, quer fazer o favor de parar? Apenas estávamos provando algumas peças que ficariam boas para próximos editorais. – Massageou as têmporas, a fim de não dar o gostinho de irritação para a mãe. – Aliás, eu tenho muito o que fazer hoje. Se me der licença, gostaria de não ser interrompida.

– Está certo. – A mais velha foi saindo de sua antiga sala, mas, antes que deixasse o local, adicionou um final a provocação: — Mas não pense que você me engana.

Regina a praguejou e ligou para Killian para pedir que viesse a sua sala.

Não demorou para que ele atendesse ao pedido. Ficaram algumas horas conversando sobre o editorial que ganharia as fotos da Emma. Regina, contrariando todas as leis de sua personalidade, teceu elogios a modelo, o que deixou Killian um pouco mais flexível com ela.

– Regina, acho que não estou mais chateado pelo que houve. – Confessou de repente, pegando a morena de surpresa.

– Você deveria estar. – Limitou-se a dizer.

– O que? – Killian foi pego de surpresa pela resposta da “Dama de Ferro”.

– Você deveria continuar chateado comigo... – Tomou um gole de sua Perrier e deixou o copo na vida. – O que eu fiz não foi uma boa conduta de amiga. Eu sei muito bem disso. – Colocou a cadeira um pouco para trás, cruzando as pernas em seguida. – Mas prometo um dia compensar-lhe por isso.

– Regina, eu entendi o seu lado... – Ele tentou responder, mas foi interrompido.

– Tudo bem, mesmo assim, não foi algo agradável de minha parte. Eu vou lhe compensar.

Killian começou a entender o possível motivo da mudança de sua chefe e amiga. Olhou-a com certa malícia.

– Regina! – O moreno colocou uma de suas mãos em frente a boca aberta. – Foi Emma que fez isso?

– Isso o que? Não seja tolo.

– Você sabe muito bem do que estou falando! Olhe só, alguém conseguiu chegar ao coração da “Dama de Ferro”? É isso?

– Killian, pare. Do mesmo jeito que voltamos a nos falar direito agora, podemos parar. – Tentava parecer séria, no entanto, um risinho surgiu no canto de sua boca. Ela desviava seu olhar a toda hora. Killian continuava sorrindo para a morena, sugerindo algo com sua expressão. – É sério! Para!

– Vamos, Regina. Conte-me pelo menos. – Pegou as mãos da amiga, esperando alguma novidade sobre sua vida amorosa.

– Eu havia me esquecido o quão impertinente você consegue ser. – Desvencilhou as mãos das dele. – Ok. – Revirou os olhos e focou no amigo. – Nós ficamos algumas vezes...

– Algumas vezes? No plural? – Killian quase não se continha sentado na cadeira.

– Sim. Três ou quatro. – O homem já ia se levantar, quando ela fez sinal para que parasse. – O que não significou nada, então, por favor, me poupe de seus ataques, certo?

Killian usou seu sorriso malicioso uma vez mais e Regina não conseguiu manter seu tom sério. Ela sorriu! A “Dama de Ferro” sorriu.

– Sei que não significou. – Killian se levantou e foi para trás da cadeira de Regina, massageando seus ombros. – Você pode contar comigo para tudo, sabe disso, não é? – Sussurrou.

– Eu sei. – Ela segurou uma de suas mãos em cima do ombro. – Eu não quero nomear nada para que não se torne algo, entende? Mas estou bem, estou tranquila... É isso o que importa, não?

– Sempre. – Deu um beijo na cabeça da amiga e logo o telefone tocou.

Regina atendeu e após responder de forma monossilábica, revirou os olhos e se levantou irritada.

– Vamos! Os incompetentes da redação não consegue pensar em uma droga de matéria. – Foi andando até a porta a passos largos. – Será que tenho que fazer tudo sempre?

+++

O dia se passou mais rápido do que o normal. Regina chegou em casa cansada. Hoje, mais do que qualquer outro dia de trabalho, tinha a deixado exausta. Seu telefone apitou anunciando a chegada de uma mensagem de texto.

De: Emma Swan

Para: Regina Mills

Regina, quer ir jantar comigo essa noite? Não quero ficar sozinha no meu apartamento e Fiona já tem um compromisso. E aí? Topa?

Beijos, Emma.

Regina leu aquilo, revirando os olhos logo em seguida.

De: Regina Mills

Para: Emma Swan

Emma, não quero. Agradeço o convite.

Regina ficou indignada com a parte do “Fiona já tem compromisso”. [i]Quem ela pensa que é para me convidar só porque Fiona não pode? – Seus pensamentos foram deixando-a cada vez mais irritada. Pegou o celular mais uma vez e não havia mensagem alguma.

– Droga, Swan! – Foi até o armário do escritório e serviu-se de whisky puro. O celular apita. Regina o pegou rapidamente.

De: Emma Swan

Para: Regina Mills

Ok.

“Ok” não era uma resposta para se dar a Regina Mills. A morena havia começado a considerar dizer sim ao jantar, porém, depois dessa última mensagem, desistiu de qualquer plano que incluísse ver Emma. O celular dessa vez toca. Era Cora.

– Alô? – A voz de Regina já soava irritada.

– Você está atrasada!

– Como é? – Regina não se lembrava de ter combinado nada com a mãe.

– Pode descer. Estou aqui há 5 minutos com o chofer te esperando. – Desligou em seguida, sem dar tempo para Regina protestar.

Regina desligou jogou o aparelho celular no sofá, pegou a bolsa e o casaco, que estavam no mancebo perto da porta e foi praguejando tudo durante o percurso do elevador. O porteiro abriu a grande porta do prédio, o chofer a cumprimentou e abriu a porta. Regina entrou resmungando e, ao olhar para o lado, Emma Swan estava sentada.

Notas finais
Como eu disse, passei correndo só para não deixá-los sem atualização. Hoje a noite escrevo mais e tento postar amanhã, vai depender de quantos comentários tiver para me animar hihi prometo responder a todos amanhã também.