The Devil Wears Prada

13 Capítulo XIII - Paris is burning!


Notas iniciais
Meus amores, demorou, mas chegou! Aqui está Paris e, como prometi, SQ para vocês. Espero conseguir atingir as expectativas de cada um, de coração. Desculpem não responder os comentários, não tive tempo, só que prometo responde-los esse fim de semana. Aproveitem!

Cora mantinha seus olhos fixos na janela, pensando em sua história com Fiona, até que a mesma a tirou de seus pensamentos.

– Champagne? – Pegou uma taça que havia no frigobar do jatinho e duas taças.

– Aceito. – Deu os ombros e Fiona percebeu que o fato de ter aceitado a bebida era uma possível trégua. Sorriu.

– E então? Como anda a vida? – Passou a taça já cheia para Cora.

– Entediante. Passei a Mills para Regina e ela faz um ótimo trabalho, apesar de eu sempre lhe criticar... – Suspirou. – Mas as coisas tem que ser assim, certo? É preciso criticas para chegar ao topo. – Ia dar um gole, mas Fiona a impediu.

– Espere. Temos que brindar antes. – Aproximou sua taça da dela e a ergueu. – Um brinde a quem chegou ao topo. – Piscou após o tintilar das taças, dando um gole, sem tirar os olhos dos de Cora por um segundo se quer. – E tem razão, criticas são boas para nos fazer chegar lá em cima, todavia, é preciso ter cuidado para não exagerar na dose. – Mais um gole.

– A Goode está onde está hoje por motivos que você sabe muito bem quais. – Deu um gole no champagne. – Você sabe que sempre te critiquei para mostrar o seu melhor.

– Nunca reclamei disso. Minhas reclamações sempre foram outras... – Pigarreou, virando o corpo um pouco para a direção da outra. – Mas deixa isso para lá, são águas passadas, certo? – Ergueu a taça mais uma vez, como um sinal de paz e voltou a bebê-la.

As duas ficaram conversando sobre afinidades até a garrafa de Moët & Chandon Dom Perignon, o qual Karl Lagerfeld assinou o design especialmente para Fiona, acabar.

– Essa garrafa é daquela edição que Karl desenhou para você? – Cora pegou o objeto de vidro em suas mãos, admirando-o.

– Sim. – Fiona sorriu em aprovação. – É a própria. Aliás, muito obrigada por isso. – Ela riu. As duas já estavam levemente alcoolizadas.

– Obrigada pelo que?

– Oras, minha carreira começou na Mills... Se não fosse por você ter me contratado, eu nunca ganharia um presente como esse. – Levantou-se e foi até o frigobar.

– Oh, querida, imagine. Você sabe que na época tinha um belo par de pernas! – Riu do seu próprio comentário.

– Cora Mills! – Fiona se virou indignada, ou pelo menos fingindo estar. – E hoje não tenho mais, por acaso?

– Você sempre terá... – Cora virou o rosto para a janela novamente, não queria que Fiona visse seu rosto corando.

– Pelos velhos tempos? – A loira se virou com uma garrafa de gin, da marca Nolet’s.

– Gin, Fiona? Você quer me deixar bêbada? – Protestou um pouco, mas acabou entregando sua taça para que fosse servida.

– Eu prefiro você bêbada... É tão mais divertida. – Riu sozinha daquilo. – Me faz lembrar do passado.

– Eu ainda posso se divertida. Quer ver? Coloque uma música. – Levantou-se para o espanto de Fiona, que não rejeitou a oferta, colocou para tocar o clássico “Wouldn't It Be Nice”, dos Beach Boys, surpreendendo a morena. – Eu amo essa música.

– Eu sei. – Fiona sorriu.

Cora fechou os olhos e deixou que o ritmo animado guiasse seu corpo. Dava passos curtos, devido ao tamanho da sala, mexia os quadris lentamente, assim como fazia com as suas mãos, já no ar. Fiona se juntou a ela, dando alguns rodopios e seguindo o mesmo ritmo. Aos poucos foram ficando mais próximas, mas a morena se mantinha de costas para a outra.

Maybe if we think and wish and hope and pray

It might come true

Baby then there wouldn't be a single thing we couldn't do

We could be married

And then we'd be happy

Wouldn't it be nice

Cora cantarolava o refrão, até que Fiona a agarrou pela cintura, ficando com a boca ao lado de seu rosto.

– Seria incrível. – Sussurrou em paralelo com a música, fazendo o corpo de Cora ficar inteiro arrepiado.

Não falaram nada até a música acabar. Fiona tinha os braços atrelados à cintura de outra, seus corpos se moviam no mesmo ritmo e a loira dava alguns beijos na nuca de Cora. A música para.

– Fiona. – Cora fechou os olhos e respirou fundo, a fim de tomar coragem. – Eu só farei isso porque não estou sóbria. – Virou-se apressadamente e, sem que Fiona tivesse tempo de reagir, a beijou.

A próxima música que começou foi “Do You Wanna Dance?”, do Johny Rivers. Beijavam-se tranquilamente. Parecia haver mais do línguas ali, havia saudade, angustia, amor... Fiona pousou os braços nos ombros de Cora, que a segurava pela cintura, e foi rebolando lentamente enquanto a beijava. Ficaram assim por algum tempo. Naquele momento, nenhuma desavença importava, nada importava. Elas haviam se reencontrado, mesmo que só por algumas horas.

+++

No avião de Regina, as coisas pareciam um pouco mais apreensivas. Emma não conseguia abrir a boca tamanho era seu medo de voar. Já a “Dama de Ferro”, fitava a janela, dando algumas olhadas de canto de olho para a loira.

– Emma, pare de ficar nervosa, por favor. – Virou-se para Emma, que quase chorava. – Não há motivos para isso.

– Me desculpe. Eu não consigo... – Tinha os olhos marejados. Queria estar ali, mas o medo a consumia cada vez mais.

– Vamos lá então, converse comigo. – Para a surpresa da secretária, Regina deixou de lado o tom sereno de sempre, mudando para um animado. – Como vai o seu namorado? Neal é o nome dele, não?

– Nós terminamos. – Limitou-se a dizer.

– Oh, desculpe. – Regina arregalou os olhos, aflita por ter dito algo que não deveria.

– Não, tudo bem... Já não estávamos bem há um tempo. – Deu os ombros, começando a enganar seu próprio medo e relaxar.

– Quando isso acontece, não há muito a se fazer. – Cruzou uma das pernas, deixando Emma impressionada com a beleza dela. – Comigo e com a minha ex-mulher foi assim. – Respirou fundo. – Já não estávamos bem há algum tempo, eu não conseguia conciliar a Mills com o meu casamento e acabamos nos separando.

– Eu sinto muito. – Emma parecia ter piedade em seu olhar. – Mesmo.

– Não sinta. Foi tudo bem comigo. – Fez o seu “dar de ombros” com o gesto de mão de costume. – É claro que isso alimentou muitas capas de revistas. – Riu de sua própria infelicidade. – “Dama de Ferro realmente não possui um coração” ou “A filha da Mulher Dragão ataca novamente” e por aí vai...

– Isso é péssimo, mas é o preço que se paga por ser alguém como você.

– O preço é muito maior, Emma. Acredite. – Seu rosto mostrava um caminho percorrido cheio de sacrifícios. Emma, sem pensar para que não o fizesse, pegou a mão de Regina, que se levantou, assustada com o gesto.

– Desculpe, eu... – Emma não conseguiu se desculpar, pois a chefe a impediu.

– Não faça isso, Swan. – Mal acabou de dizer e surgiu uma turbulência, tanto no avião, quanto no medo de Emma. Tudo balançou e Regina acabou caindo sentada no colo da loira.

– Senhorita Mills, você está – Não acabou a pergunta. Regina não conseguiu pensar, o impulso a pegou de sopetão e logo colou seus lábios nos de Emma.

O medo da secretária subitamente sumiu. Regina invadia sua boca com ferocidade, explorava cada canto dali com a língua, clamava por aquilo há muito tempo. Virou-se para Emma, passando as duas pernas em volta de seu corpo. Parou por um segundo e, dessa vez, Emma a puxou para outro beijo. As línguas se queriam, trocavam de bocas. Regina parou o beijo e foi descendo até o pescoço da loira, dando um forte chupão do lado direito.

– Ai. – Emma reclamou gemendo, deixando a “Dama de Ferro” ainda mais excitada.

Seu lado selvagem veio a tona. Abriu a camisa que Emma usava em um puxão só, deixando os botões se espalharam pelo chão. Contemplou por alguns segundos os seis perfeitamente desenhados dela, descendo a língua por todo seu colo. Emma gemia a cada toque de Regina. A loira arqueou as costas ao sentir as unhas da chefe arranhando suas costas, então a morena logo abriu o fechou do sutiã de renda preto e o tirou, abocanhando um dos seios enrijecidos de Emma.

– Re-Regina. – Gemia, ofegante.

Regina desceu a mão direita até chegar à calça da loira, desabotoando-a com rapidez. Adentrou a calcinha e logo sentiu o sexo de Emma pulsar, todo molhado. Com movimentos circulares, apertava o clitóris da secretária, ela gemia entre os dentes. Posicionou o dedo médio em sua entrada e a beijou, enfiando o dedo dentro dela, que soltou um gemido abafado dentro da boca de Regina. Uma, duas, três estocadas e mais um dedo entrou.

– Caralho. – Emma ofegava e arregalou os olhos ao perceber o que tinha dito.

Regina parou as estocadas no mesmo instante e aproximou sua boca do ouvido de Emma.

– Então você gosta de xingar? – Sorriu com malicia. Emma assentiu de olhos fechados, não poderia encará-la dizendo aquilo.

– Cachorra! – A voz de Regina foi arrastada até entrar em Emma, junto com mais dois dedos que a penetraram profundamente, sem qualquer aviso prévio.

Emma mal conseguia gemer, sua voz rouca não saiu, ficou presa na garganta. Regina a fodia intensamente, estocando com rapidez e força os quatro dedos dentro da secretária. Sentia o sexo dela pulsar cada mais e, ao perceber que estava quase gozando, acrescentou mais um dedo e quase foi o mais fundo que pode. Emma soltou um grito e perdeu toda força do seu corpo. Regina retirou sua mão da calça da loira e voltou a sua poltrona.

As duas respiravam ofegantes, tinham seus corações acelerados e seus desejos saciados. Emma tentava esconder o sorriso que lhe vinha a face, enquanto Regina fitava a janela, ainda incrédula pelo que havia feito.

– Chegamos. – Regina virou para Emma e, para sua surpresa, era ela quem sorria. – Bem-vinda a cidade das luzes, Swan.

Emma olhou pela janela e viu Paris. Era imensamente bonita e iluminada, como nos filmes. O avião foi descendo e o medo da loira logo voltou.

– Fique calma. – Mais uma vez a mão de Regina tocou seu braço. – Estou aqui.

Notas finais
O que acharam? Podem ser sinceros. Prometo que não fiz "muito" para ter mais graça depois, essa foi meio que uma "rapidinha" hahaha. Mereço muitos comentários depois desse capítulo, não? Enfim, bom fim de semana para vocês, meus amores. PS: Querem cenas hots de Cora e Fiona? Ah, e não se esqueçam: #ParisIsBurning