The Devil Wears Prada

11 Capítulo XI - A falling star fell from your heart.


Notas iniciais
Eu estou MUITO feliz com os comentários de vocês! Muito obrigada, gente. Fiquei surpresa com cada palavra (de uma forma muito boa). Agradeço também aos que estão acompanhando e favoritaram. Espero que gostem desse capítulo, pois ele é crucial para a história.

Regina entrou em casa a passos largos. Sua cabeça girava, seu corpo todo ardia e aquele nervoso parecia consumi-la. Entrou em seu escritório e pegou um copo, na pequena cristaleira, servindo-se de whisky e gelo. Precisava de uma bebida forte. Deu um gole, se sentando na cadeira de couro. Deu mais alguns goles até o seu olhar se perder na janela.

Eu não posso ter nada com Emma. Regina! Mas em que diabos você estava pensando para beijá-la?! – Seus pensamentos a corroíam. Levantou-se bruscamente, dando voltas pelo tapete persa do escritório. Emma é tão diferente de mim... Tão cheia de vida, tão alegre... Tão linda. Para, Regina! Para agora. Você é a “Dama de Ferro” e não ganhou essa referência em vão, muito menos do dia para a noite. Faça jus a ela! Já deu muito problema com Rose. Se bem que Emma é tão diferente de Rose, ela talvez compreendesse o meu esforço pela Mills. A Mills, Regina, a Mills! Você não pode perder tempo com nada além da sua revista. Mas também não quero ficar sozinha para sempre. Eu só queria ser amada. Amada por Emma? Fica quieta, Regina, ela tem uma merda de um namorado! – Estava em uma guerra interna sem igual, conversando com si mesma, hora em primeira pessoa, hora em terceira... Como se houvessem duas Reginas lutando para se sobressair. A morena deu o gole final no Chivas Regal que havia em seu copo e o colocou na mesa de madeira escura. Apoiou-se na janela e seus olhos marejados ficaram olhando para a vista do Central Park.

– Regina? – Granny se aproximou, calmamente, dando algumas batidas na porta semi-fechada.

– Oi, Granny. Entre. – Sorriu para a governanta. Era sua segunda mãe e a conhecia como ninguém.

– Bebeu whisky? – A senhora se aproximou da mesa e tomou o copo em suas mãos, confirmando que estava vazio. – O que houve?

– Nada, oras. Tive vontade. – Regina continuava apoiada no parapeito, olhando para fora.

– Regina. – Granny se aproximou e virou o rosto da morena para si. – Você só bebe whisky quando algo lhe aflige. O que foi?

– Eu não quero falar disso agora... – Desviou o olhar para o chão.

– Certo, mas saiba que pode me chamar a hora que quiser. – Regina assentiu com um aceno de cabeça e ganhou um beijo no rosto da mais velha, que se retirou logo em seguida. Suspirou. Estava confusa demais para pensar no que fosse aquele dia.

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Colburn se despediu de Emma, que saiu do carro saltitando. Ela nem sabia direito o motivo, mas se sentia imensamente feliz. Cumprimentou o porteiro animada e foi balançando as pernas no elevador, todavia, toda sua euforia se esvaiu ao entrar no apartamento e dar de cara com Neal sentado no sofá.

– Neal? – Fechou os olhos, apertando-os ao lembrar que havia se esquecido do aniversário do namorado.

– Emma. Só estava esperando você chegar. Vou dormir. – Ia indo para o quarto, quando seu braço foi agarrado pela mão da loira.

– Espera. Me desculpa, eu precisei trabalhar e... – Neal adquiriu um tom um pouco grosso e a interrompeu.

– Não, Emma. Já chega de ser colocado sempre depois do seu trabalho! Chega! – Desvencilhou-se de Emma e entrou no quarto, fechando a porta logo em seguida.

Emma acabou dando os ombros àquilo, as borboletas em seu estômago não deixaram-na se chatear. Deitou no sofá e colocou as pernas para cima, no encosto. Ficou ali sorrindo e pensando sobre o que havia acontecido. A cena que ela e Regina protagonizaram voltou a sua mente. A “Dama de Ferro” tem um coração. Eu sabia, eu sabia! Porque será que ela me beijou? Afinal, aquilo foi um beijo! Foi rápido e simples, mas foi um beijo! Regina, você vai acabar me matando! – Seus pensamentos não estavam em conflito como os de Regina, pelo contrário, ela se sentiu feliz naquela noite. Emma tinha uma inocência muito peculiar, era doce... Sorria, ainda com as pernas para o ar, sorria. Nem bem entendeu o motivo do voo, só entendeu que todas as borboletas, que guardava em si, pareciam bater asas por cada parte de seu corpo. E de sua mente. Sorria. Sorria muito.

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No dia seguinte, Emma foi a primeira a chegar, até mesmo antes do que Zelena, surpreendendo a ruiva. Aguardava a chegada de Regina ansiosamente, porém, ficou assim o dia inteiro. A morena só deu as caras no começo da tarde e, como de costume, jogou o casaco e a bolsa na mesa de Emma, sem cumprimenta-la ou falar algo sobre o ocorrido na noite anterior. Saiu após vinte minutos trancafiada em sua sala e não voltou mais.

Toda a alegria que Emma sentia foi se esvaindo, enquanto as dúvidas cresciam cada vez mais. Pensava em tudo, decepcionada, apoiada sobre seus cotovelos.

– O que foi, Emma? – Zelena, pela primeira vez, demonstrou alguma preocupação com a loira. Emma sempre soube que ela era boa, só não queria parecer “fraca”.

– Nada... Não me sinto bem. – Mentiu, não poderia contar o que tinha acontecido entre ela e a chefe.

– Se quiser ir para casa, eu cuido de tudo aqui. – Sorriu, surpreendendo Emma e a si mesma.

– Mas ainda são quase 20h. – Arregalou os olhos.

– Não tem problema. Paris está chegando e estou de bom humor. – Piscou para a loira. – Pode ir. Deixe o livro na casa de Regina e tenha uma boa noite! – O resfriado de Zelena estava bem melhor, parecia animada. Realmente, Paris seria o evento de sua vida.

– Muito obrigada! – Emma se levantou, deu um beijo na outra e saiu.

Andava pelas ruas planejando ser o mais rápida possível na casa de Regina. Não queria, de forma alguma, encontrar a morena que a beijou em uma noite e, no dia seguinte, foi totalmente indiferente. Seu coração palpitava rápido, tamanho era o nervoso que sentia em estar ali. As portas se abriram e foi caminhando até uma das mesinhas com um silêncio absoluto.

– Emma? – A voz de Regina pareceu vir de dentro da ante-sala que ficava entre a sala e a cozinha. Coração a mil, se aproximou, encontrando a chefe sentada em um sofá. — Você trouxe o livro? – Emma assentiu e o entregou. – Paris é a semana mais importante do ano para mim. – Folheava o livro, sem dar muita atenção a presença da loira. – Preciso da melhor equipe possível comigo. – Olhou para Emma com seriedade. – E essa já não inclui Zelena. – Voltou a folhear os papeis, deixando a loira boquiaberta.

– Espere. Quer que eu vá... – Parou de responder, sentindo uma mistura de sentimentos invadi-la. – Regina, eu... Zelena morreria. Sua vida é Paris. Ela não come há semanas. – Respirou fundo, tentando pegar o pouco de ar que sentia ao seu redor. – Não posso fazer isso, Regina. Não posso.

– Então, presumo que não leve a sério seu futuro. Na Mills ou em qualquer outra revista. – Falava com calma, lendo algumas anotações do livro. Olhou para Emma de cima a baixo. – A decisão é sua. – Voltou ao que fazia, por fim. – É só isso.

Emma respirou fundo e saiu. Caminhava por Nova Iorque, sem rumo algum a seguir, só precisava caminhar. Não sabia o que fazer! Regina a beijou e, no dia seguinte, agiu como se nada tivesse acontecido. Paris seria perfeita, tanto profissionalmente, quanto por estar mais perto da morena, mas isso devastaria Zelena por completo, mesmo não sendo sua culpa. Fora que faria aniversário de namoro bem na semana que viajaria. Tantas dúvidas correndo atrás de Emma.

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Regina chegou e viu a mesa de Zelena vazia. Parou entre os lugares das duas secretárias e Emma sorriu para ela, que, surpreendemente, sorriu de volta. A decisão estava tomada. Se Emma estava ali, sua resposta para Paris tinha sido positiva. A loira estendeu os braços para pegar os pertences de Regina, todavia, ela se virou e os jogou na mesa de Zelena.

– Emma, não se esqueça de avisar Zelena. – Regina falou isso e seguiu para a sua sala, deixando a secretária em pânico.

Emma pegou o telefone e discou o número da colega, repetindo baixinho “não atenda o telefone, não atenda o telefone, não atenda o telefone...”, mas Zelena atendeu.

– Alô. – Falava esbaforida. – Regina já chegou? Desculpe a demora, ela pediu para que eu pegasse echarpes da Hermès e, tola que sou, me esqueci completamente. – Corria entre as pessoas, vez ou outra esbarrando em alguém.

– Zelena, preciso falar com você. – Limitou-se a dizer.

– Tudo bem. Já já estou aí! Nossa, tenho tanta coisa para fazer antes da viagem e – Não acabou sua fala, pois foi pega por um táxi, que a acertou em cheio, fazendo Zelena e as muitas Hermès voarem pelos ares.

– Alô? Zelena?

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– Emma, eu não acredito! – Zelena estava deitada na cama do hospital, enquanto Emma tentava explicar o ocorrido. – Mesmo se ela fosse despedi-la ou marcá-la com um ferro quente... Deveria ter tido não! – A ruiva praticamente gritava.

– Você sabe como ela é! Eu não tive chance.

– Oh, por favor! Essa desculpa é patética! – Um homem entrou carregando uma bandeja cheia de comida, dentre elas, um pudim de chocolate, deixando tudo em cima da mesinha de Zelena. – O que mais me dói sobre essa história toda é que você disse que não se importava com moda. – Abriu o pudim, lambendo a tampa e colocando-a de lado. – Você só quer ser jornalista. – Deu a primeira colherada no doce. – Tudo mentira!

– Eu sei que você está brava... – Tentou Emma, sem sucesso.

– Você vendeu sua alma quando colocou aqueles sapatos Jimmy Choo. O que me mata mesmo, sobre a história toda, são as rupas que você irá ganhar. Digo, você não as merece. – Acabou de comer o pudim e pegou um pão francês, aboncanhando-o com raiva. – Você come carboidratos!

– Zelena... – Tentou outra vez.

– Saia! Por favor, saia, Emma.

Emma ainda tentou pedir desculpas mais uma vez, mas Zelena a mandou embora. Realmente, a ruiva tinha razão. Aquele era o evento de moda mais importante do mundo e do ano, Emma estaria nele, ganharia contatos, roupas e muitos mais com ele... Entretanto, não estava indo por nada disso. No fundo de seu coração, Emma sabia muito bem o motivo de estar indo para Paris: Regina Mills.

Notas finais
Só queria dizer que: Paris is coming! Isso inclui SQ, Fiona e Cora etc. Continuem comentando, por favor, preciso saber o que estão achando. #ParisIsComing (falei que iria aderir, Pri).