The Devil Wears Prada

4 Capítulo IV - Last friday night.


Notas iniciais
Mil desculpas estar postando só agora! =( Muito obrigada aos que estão acompanhando, favoritando, a Akyyra07, Fabiano123, Diamonds, Pri, Swan Queen PLL e Shei pelos comentários. Um agradecimento MUITO especial a NinaL por ter recomendado a fic com apenas 3 capítulos. Obrigada pelas lindas palavras e por esse voto de confiança. Farei de tudo para não desapontá-la. capítulo sem muitos acontecimentos, mas passo importante para Emma começar a se interessar por Regina. :*

Os dias corriam a passos largos, acompanhando o ritmo da redação comandada por Regina. O sol se punha cheio de tons rosados na sexta-feira, Emma finalmente havia terminado a lista de tarefas que a chefe deixou em sua mesa e poderia ir para casa. Iria aproveitar o começo do fim de semana para ir a algum restaurante romântico com Neal, não fez nada além de chegar em casa e dormir, deixando o namorado frustrado e cheio de energia acumulada. A loira viu a tela do celular acender e se deparou com uma mensagem: “Mal posso esperar para jantar com você. Tenho sentido sua falta. Te amo.”, era de Neal e era fofa, mas não surtiu nenhuma borboleta que fosse em seu estômago. Andava um pouco cansada dele, sem motivo aparente ou algo concreto, só não se sentia mais imensamente feliz em estar ao lado dele, entretanto, era bom com ela e ela gostava dele. Emma balançou a cabeça, tentando afastar de si aqueles pensamentos, assim ficava um pouco mais fácil de lidar com aquela situação toda.

– Zelena, quer ajuda com alguma coisa? – Emma recolheu suas coisas, pegou sua bolsa e, antes que saísse, perguntou a outra.

– Você é uma subsecretária. Não poderia fazer o que eu faço. – Falou rispidamente, revirando os olhos a mostra para a loira.

– Que bom então, pois estou indo jantar com o meu namorado! – Deu um saltinho e a ruiva, mais uma vez, revirou os olhos e voltou a organizar a papelada.

Emma fez o seu caminho de volta para casa. Costumava ouvir iPod enquanto estava no metrô, perdia completamente a noção do tempo vendo rosto por rosto daquele mar de gente e tentando colocar a música que tocava através como trilha sonora de suas vidas. Se perdia nos olhares, nos gestos, nas cores, nos cheiros e até mesmo nos sabores de cada um que cruzava o seu olhar no transporte público. Emma gostava muito de imaginar sua vida como um filme.

Chegou em casa, tomou uma ducha rápida, colocou um vestido de seda preto básico, um par de rasteirinhas no pé, fez uma trança lateral no cabelo e, para a surpresa de Neal, passou batom avermelhado em seus lábios. Não chegava a ser vermelho, mas era alguns tons acima da cor de sua boca.

– Uau! – Neal estava parado com os os braços apoiados no batente da porta. – Fiu fiu.

– Qual é, Neal! – Emma riu, ficou toda encabulada com o comentário do namorado.

– Eu tenho a namorada mais linda desse mundo. – Ele se aproximou dela com um sorriso sincero. Aproximou seu rosto do da loira e roçou as pontas de seus narizes. Emma selou aquele momento com um beijo nele. Não podia mais deixa-lo de lado por causa do cansaço.

– Vamos? – Deram as mãos e saíram pelas calçadas, dando empurrõezinhos e beijos um no outro.

Chegaram a um restaurante italiano. Emma adorava comer massas, qualquer uma que fosse, sempre deixava seu dia mais alegre. Ficaram o tempo todo falando sobre como o novo trabalho da loira era estressante, em meio a algumas taças de vinho, que mais parecia água para alguém que teve uma semana tão conturbada.

Após sua última garfada, Emma passou o guardanapo de tecido em sua boca, reparando na marca de batom de havia deixado. Abriu a pequena bolsinha que carregava para procurar a maquiagem e percebeu que seu celular vibrava freneticamente.

– Alô? – Ela perguntou ao mesmo tempo que passava o batom nos lábios, deixando sua voz fora do tom normal.

– Quem é? – Emma reconheceu a voz naquele exato minuto.

– Oi, senhorita Regina. Como vai? – Falou toda concentrada, ajeitando-se na cadeira e pigarreando. – Em que posso ajuda-la? – Neal encostava as pontas dos dedos uma após uma na mesa, batendo de levinho para demonstrar sua impaciência.

– Eu preciso da lista de convidados do evento beneficente que terá amanhã no Central Park. – Sem responder ao cumprimento da loira, fez o pedido e se calou em seguida.

– Está na sua mesa, no escritório, deixa lá e... – Emma não estava completamente embriagada, mas a mesma proporção também não acontecia em sua sobriedade. Ficou nervosa e as palavras se confundiram.

– Eu sei que está na minha mesa. Não posso ir pegar, preciso que me passe os nomes. – Limitou-se a sua fala rígida.

Em questão de um segundo, Neal tomou o celular das mãos de Emma e o desligou.

– Chega de trabalho, Emma! Estamos em um jantar de sexta à noite! – Ele riu, mas Emma não achou a menor graça.

– Neal! – Vociferou, levantando-se em um movimento brusco. – Esse é o meu trabalho! Se você pode trabalhar quando e se quiser, desculpa, mas esse não é o mundo real. – Pegou sua bolsa e tomou o celular da mão do namorado. – Você nunca mais faça isso! – Saiu do restaurante a passos largos, causando espanto em Neal.

Suas mãos tremiam de raiva. Praticamente corria pelas ruas, praguejando e condenando de maneira feroz o ato de seu namorado. Emma estava tão nervosa, que não notou o celular desligado e foi até seu apartamento com ele daquele jeito, de modo que, quando reparou naquele “pequeno” detalhe, as chamadas perdidas com o número de Regina já somavam 14. – Droga! – Entrou em sua casa e bateu a porta. Tentou discar o número da chefe e ligar de volta, porém, caia na caixa postal. Emma sempre foi firme com o trabalho, mas não costumava realmente deixar abusarem dela fora de seu horário... Surpreendeu-se ao ficar com mais raiva de Neal, por ter feito aquilo, do que da própria Regina, que ligou para ela em uma sexta-feira à noite para saber sobre uma lista.

Após algumas tentativas, Emma deu os ombros e desistiu de falar com Regina, esperando para que o pior acontecesse na segunda-feira.

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Na manhã seguinte, Swan acordou cedo e foi pegar um copo de água. Se deparou com o namorado deitado no sofá, com a roupa toda amaçada e perceptivelmente desconfortável. Aquilo a irritou, pois levou seu pensamento direto para a atitude infantil que Neal teve no dia anterior. Voltou para o quarto e resolveu sair para correr, algo que sempre fazia com que não seu corpo não ficasse tão tensionado. Colocou seus fones nos ouvidos, um short curto, que deixava suas pernas incrivelmente bonitas e um moletom qualquer. Saiu sem dizer nada.

Assim que passava pelo parque principal de Nova Iorque, avistou um aglomerado de pessoas e uma tenda eleganterrima. Aproximou-se, reconhecendo um de seus colegas de trabalho. Tentou escorregar por entre as pessoas, todavia, não obteve sucesso e foi vista por ele.

– Emma. O que faz aqui? – Killian terminou sua pergunta, logo emendando outra. – Vestida assim? – Apontou para a sua roupa de corrida.

– Eu só estava correndo e resolvi parar para olhar o que estava acontecendo. – Várias mesas estavam espalhadas e, na primeira fileira, estava Regina muito bem vestida, como de costume. Emma apertou os olhos, se esforçando um pouco para enxerga-la melhor e, quando o fez, percebeu que o olhar de Regina cruzava com o seu. Se jogou, literalmente, no chão.

– Garota, mas o que é isso? – O colega de trabalho indagou, assustado com o ato dela.

– Regina! Ela está furiosa comigo. – Fez gesto para que ele parasse de olhar para ela.

– Você não pegou a lista para ela, não é? – Franziu o cenho, demonstrando sua decepção inicial.

– Não. É que eu... – Ele a impediu a de continuar.

– Agora lá está a “Dama de Ferro” e, ao seu lado, a mulher que quase arruinou sua vida. – Killian balançou a cabeça para os lados e depois ajudou Emma a se levantar. – Bom trabalho e bonitas pernas. – Saiu de perto.

Emma voltou a fitar Regina, que já tinha sua atenção voltada para o pequeno palco do evento, percebendo que ao seu lado haviam duas mulheres. Uma era mais velha e tinha o cabelo castanho avermelhado. Era tão ou mais elegante quanto Regina. A outra era mais nova, mas nem tanto. Sua aparência devia enganar bem e aparentar menos idades, o que ficava mais fácil por causa do cabelo loiro e dos olhos claros. O que será que eu fiz?, Emma se perguntou, sem entender o motivo real da importância da lista para Regina e, talvez, bem lá no fundo, preocupada.

Notas finais
Tenham paciência com a fic, não quero apressar nada entre Regina e Emma para não perder a graça, tá? E vou responder todos os comentários do capítulo anterior amanhã, é que hoje só passei aqui correndo para não ficar sem postar. E amanhã a tarde sai o próximo.