The Desolation of Thranduil
14 Primeira Noite
Notas iniciais
De dentro do banheiro Thranduil conseguiu ouvir batidas na porta de seu quarto, o Elfo que estava deitado em sua banheira mais uma vez naquela noite realmente não sentia-se inclinado a atender quem quer que fosse, ainda mais naquela hora da noite, então decidiu ignorá-las. Mais batidas, dessa vez um pouco mais insistentes, ele abriu os olhos e ficou esperando por novas batidas, pobre Elfo que estaria batendo em sua porta, se o rei tivesse que sair do banho com certeza quem estivera sendo tão insistente iria arrepender-se de ter cruzado o caminho de Thranduil. Entretanto o que ele ouviu não foram batidas dessa vez e sim a própria maçaneta de seu quarto abrindo, aquilo o intrigou, quem seria tão louco de entrar em seus aposentos sem a sua permissão? Por um momento arrependeu-se de ter deixado sua espada para fora do banheiro, mas esse pensamento se foi no momento que percebeu que se realmente fosse um inimigo dentro de seu quarto , este não teria sequer batido na porta. Thranduil levantou-se da banheira bufando, provavelmente seria Lexi que estava de volta para perturbá-lo um pouco mais, afinal nenhum outro Elfo naquele castelo teria a coragem e a loucura de entrar em seu quarto daquela maneira, e a meia Elfa estava tão bêbada aquela noite que mal conseguia ter controle sobre si mesma, o loiro lembrou-se de como foi difícil deixar o quarto dela com os pedidos insistentes de Lexi para que ele contasse uma história para que ela pudesse dormir. Realmente ás vezes Lexi passava dos limites, isso porque Thranduil sempre permitiu que ela fosse assim, todos os anos convivendo com ela, vendo-a crescer, talvez ele tivesse mimado ela afinal. O rei Élfico enrolou uma toalha branca pela cintura, não perdeu tempo tentando secar-se, queria colocar a loira para fora dali o mais rápido possível, sabia dos rumores que já estavam tumultuando o castelo com a chegada dela ali e também com a proximidade que os dois tinham, não que Tthranduil ligasse para esse tipo de coisa, mas por outro lado também não queria dar esperanças para seu povo de que eles teriam uma nova rainha, e se tivessem com certeza não seria Lexi. O rei saiu do banheiro apressadamente, falando ao mesmo tempo em que encostava a porta do banheiro atrás de si.
–Lexi, chega. Eu já disse que não irei contar nenhuma história para...-Ele virou-se para a Elfa que estava em seu quarto e para sua surpresa era o último ser que esperava ver ali, Tauriel.
–Não, infelizmente para você eu não sou a Lexi.-A ruvia respondeu com um pequeno sorriso nos lábios, parecia quase malvado, ao mesmo tempo que uma de suas sobrancelhas arqueava-se e pela primeira vez Thranduil não conseguiu decifrar aquela reação da Elfa. Ela não parecia estar com ciúmes ou brava por ele ter achado que ela era Lexi.
–É óbvio. — Sua expressão de surpresa foi mudada para uma carranca. — O que faz aqui?
–Gostaria de...conversar.- Ela respondeu enquanto aproximava-se lentamente dele, sem deixar de encará-lo por nenhum segundo. Se o rei abalou-se com a forma que Tauriel o olhava, ele não deixou transparecer.
Quando a Elfa tinha o visto saindo do banheiro, ela teve vontade de sair correndo daquela quarto e jurar que nunca mais teria uma ideia como aquela, mas a ruiva estava cansada de Thranduil sempre controlar a situação, cansada de ele sempre tentar deixa-la intimidada, de sempre querer estar no comando de tudo, principalmente dela. E Tauriel controlou-se bem quando não deixou-se perturbar com a figura de seu rei estando apenas de toalha em sua frente, as pontas dos cabelos platinados dele estavam molhadas o que fazia algumas gotas de água escorrer pelo seu peito, passando pelo abdome definido e desaparecendo pelo vão da toalha. Ela admitiu que ficou um pouco irritada quando ele achou que ela fosse outra Elfa, mas Lexi? Quem seria essa? Ele já não tinha Elfas demais para sua conta? Thranduil a olhava desconfiado, mas assentiu e caminhou, num passo elegante, mesmo para alguém que estava só com uma toalha enrolada na cintura, foi até sua escrivaninha e recostou-se nela, cruzando os braços. Ele a observou com a cabeça inclinada para o lado estava com os olhos semicerrados e com um meio sorriso.
–Sou todo ouvidos. – É claro que tanto Thranduil quanto Tauriel sabiam que aquilo nunca aconteceria numa situação normal, com qualquer outro Elfo ou Elfa, mas ambos estavam querendo jogar o jogo um do outro. Em resposta ela deu um sorriso vitorioso a ele.
–Bem, todo o castelo anda falando muito sobre o senhor meu rei...- Tauriel manteve a formalidade e a forma respeitosa que tratava Thranduil, mesmo sentindo que realmente não precisava, afinal ele estava seminu em sua frente. -...e Lúthien. – Ela fez uma pausa esperando que ele comentasse algo a respeito. Mas nada aconteceu, ele continuou prestando atenção no que ela falava, impassível. –Vocês dois parecem se dar muito bem juntos. E formam um belo casal...
–Lexi com certeza ficaria irritada em saber que andam falando pelas costas dela, mas creio que isso não seja da conta de ninguém desse castelo e nem da sua Tauriel.-Ele falou para ela friamente.- A menos...que você esteja com ciúmes.- O rei a provocou, sorrindo maliciosamente. A ruiva não deixou-se abater, apenas revirou os olhos em resposta.
–Lexi?-Ela perguntou confusa, a Elfa que ele confundira com ela?
–Sim, é um apelido de Lúthien, enfim... – O loiro respondeu entediado, não queria que Tauriel ficassem de enrolação, queria que ela chegasse logo até o ponto onde ele queria.
–Então como eu estava dizendo, dizem que Lexi... – A Elfa falou nome cinicamente. –Poderia ser a próxima rainha...- Tauriel andou um pouco mais até ele, agora esperava que ele tivesse algo a dizer e não a deixasse com meias respostas.
–Sim, Lexi seria uma ótima rainha. –Ele decidiu tortura-lo um pouco, queria que Tauriel falasse tudo que estava reprimido dentro de sí, nem que que ele tivesse que força-la. – Sem contar que ela seria uma rainha que estaria a minha altura, não acha?- Thranduil perguntou maldosamente, mesmo sem estar esperando uma resposta. Tauriel que estava de frente para o rei, virou-se lentamente de costas, fingindo observar o luar da sacada do rei, entretanto o que ela queria esconder eram suas bochechas que sabia que com certeza deveriam estar rubras, um pouco pela surpresa e magoa por causa das palavras dele e também pela raiva que sentia de Thranduil quando ele falou assim de “Lexi” naquele momento, muito embora “raiva” não seja a palavra correta para o que ela realmente sentia. – E volto a perguntar...tem certeza que nada disso é ciúmes Tauriel? – Ele perguntou seriamente dessa vez, realmente estava gostando do rumo daquela conversa.
–Talvez...- A ruiva respondeu virando-se lentamente de volta para ele. O rei sorriu para ela, cúmplice, era a Elfa quem escolhera jogar com ele, mal ela sabia o que estava prestes a começar.
– Não precisa preocupar-se, meus pensamentos pertencem a outra Elfa. – O rosto de Tauriel iluminou-se quando ele disse aquilo. Thranduil desenconstou-se da escrivaninha, andando até a Elfa, parou centímetros dela, afastou alguns cabelos que caiam por cima de sua orelha direita, chegou mais próximo e sussurrou. – Além do mais...prefiro as ruivas.- Tauriel arrepiou-se com o hálito fresco do rei sobre seu pescoço, infelizmente o Elfo não pode ver o sorriso de satisfação da ruiva em ouvi-lo. Antes de afastar-se o rei faz questão de roçar seus lábios muito perto do canto da boca de Tauriel. – Na verdade já que quer tanto saber, minha história com Lexi é bem diferente...nos conhecemos desde sempre praticamente, crescemos juntos, e ela sempre esteve ao meu lado quando eu precisei, assim como eu ao lado dela.- O Elfo por um momento pensou em sua falecida esposa e sua consciência pesou. – Em um momento de nossas vidas, realmente meu pai, Oropher e Galadriel desejavam nos casar, todavia, tanto eu quanto Lexi nunca nos vivemos dessa forma. – Tauriel olhou para ele, o recriminando, o loiro entendera o porquê. – É claro que com o passar nos séculos Lexi tem ficado cada vez mais bonita, não sou cego, contudo ela é como uma irmã para mim, apenas isso. – Tauriel ouvia tudo atentamente, apesar de querer saber muito mais da relação que os dois mantinham, não tinha certeza se ainda poderia exigir muito dele sobre aquela história.
–E qual a história de ela ter te deixado pelado? –A Ela perguntou, tentando conter sua curiosidade.
–Você não irá me deixar em paz até eu contar não é? – Thranduil teve como resposta um sorriso travesso de Tauriel, ele não gostava de relembrar daquele momento de sua existência, mas se queria que a ruiva se aproximasse dele por livre e espontânea vontade ele teria que abaixar um pouco sua guarda com a Elfa.-Há muitos séculos atrás, eu era muito diferente do que sou hoje, Lexi e eu vivíamos entrando em situações um tanto quanto complicadas e em uma noite decidimos sair em um pequeno grupo pela floresta, infelizmente Lexi levou garrafas de vinho demais naquela noite. – Ele fez uma pausa, pelo que Tauriel pode notar ele parecia meio incerto de terminar ou não a história. – Resumindo, aconteceu um rio, Lexi roubando minhas vestes e eu...um pouco alterado tentando encontra-las na frente de todos.
–Você estava bêbado e nu?- A ruiva estava pasma, nunca em mil anos poderia imaginar seu rei naquele estado, nem em seus mais loucos sonhos.
–Um pouco...éramos jovens demais e de qualquer forma isso nunca mais aconteceu.- Ele respondeu confiante, com os braços cruzados sobre o peito.
–É um pouco difícil de imaginar essa cena. – Tauriel disse entre risos.
–Na verdade eu prefiro que nem imagine. – O rei a acompanhou com um pequeno sorriso também.
Por alguns segundos depois do momento divertido, os dois Elfos se encararam em silêncio, tanto para Thranduil quanto para Tauriel toda aquele situação era estranha, não só pelo fato da Elfa estar no meio da madrugada no quarto do rei, que por sinal também não estava com a aparência mais apropriada para receber qualquer Elfo de seu castelo, mas também pelo fato dos dois nunca terem dito aquele tipo de conversa, realmente uma conversa e não uma discussão como estavam tão acostumados a ter, dessa vez sentiam-se bem um com o outro e estavam em paz, pelo menos até aquele instante, afinal Thranduil estava tentando seguir os conselhos de Lexi.
–Já que estamos tendo essa conversa, me diga, o que sente por Legolas...e pelo anão? – Thranduil perguntou passivamente. O sorriso que estava nos lábios de Tauriel logo de desfez, a Elfa sentiu que toda aquela calmaria logo estaria indo por água abaixo.
– Legolas é meu melhor amigo, e irá ser para sempre. Constantemente estivemos juntos, em todos os momentos era com Legolas que eu poderia contar e confiar.- A voz da Elfa começava a falhar. – E eu o amo, mas não da forma que ele gostaria e me dói muito não poder corresponder aos sentimentos dele por mim, o que seria muito mais fácil para todos afinal...mesmo que você não aprovasse essa união. –A ruiva estava com o olhar baixo, sentia-se realmente mal por Legolas, nos últimos dias ela o tinha negligenciado por causa de Kili e também de Thranduil, precisava retratar-se com ele o quanto antes.
–Sim...eu não aprovaria, mas não por você ser uma Elfa da floresta Tauriel. – O rei esperava em silêncio para que a Elfa continuasse, o que ela fez a contragosto.
– E quanto a Kili, talvez eu esteja apaixonada por ele, talvez eu o ame. Desde o primeiro momento que eu o vi senti meu coração aquecer-se, ele faz com que eu me sinta em paz e apesar de eu mal conhecê-lo, eu me preocupo com ele. – Tauriel conseguia sentir a tensão que já pairava por aquele quarto, ela concluiu que deveria ser melhor parar de falar sobre Kili, o rei já sabia o básico e era mais sensato que ficasse apenas nisso. – E ficar com Kili implicaria em ter que tomar decisões muito importantes, que eu ainda não me sinto pronta para tomar.
– E mesmo sentindo tudo o que sente por ele, ainda está aqui. — Thranduil apesar de sentir que poderia matar aquele anão se ele estivesse em sua frente, não deixaria que a raiva e o ciúmes o tomassem novamente pois isso apenas afastava Tauriel e o que ele menos precisava agora era dela afastada. A ruiva assentiu para ele, o olhava nos olhos. – Por quê? – Ele se aproximava da Elfa novamente.
– Eu não sei. – Ela disse simplesmente.
– Eu creio que você sabe, assim como eu também sei. – Os dois mal perceberam quando tanto o anel, quanto a pulseira tinham um brilho diferente, não era de nenhuma cor e também não era intenso, era um brilho singelo, como o de uma estrela que acabara de nascer. – O motivo é o mesmo pelo qual você aceitou o meu beijo, e o mesmo pelo qual eu o fiz. Eu te quero Tauriel e eu sei que você também me quer. – O Elfo posou sua mão no rosto alvo dela, acariciando sua bochecha, descendo até o pescoço e por fim parando na altura do ombro. – Desde que o momento que eu soube o que Legolas sentia por você isso me incomodou e me incomodou ainda mais quando Thórin e sua companhia chegaram aqui, quando você não obedeceu minhas ordens... – Thanduil agora apertava os dois braços da Elfa. – Você me deixa louco Tauriel, e eu nem ao menos posso te culpar, já que você sempre foi assim, desde que pequena sempre fora desse jeito, atrevida. –Ele afrouxou o aperto e piscou para ela, relembrando da sua infância travessa, a ruiva entendeu e respondeu com um sorriso tímido. – E eu preciso que você faça uma escolha, não podemos ficar nessa guerra silenciosa em que você está no meio tentando decidir com quem quer ficar, verificando qual são suas melhores decisões, mas uma coisa eu lhe digo se acaso escolher o anão...- O rei Élfico falava sério, mas com a voz calma. – Eu juro que irei esquecer e fingir que tudo o que tivemos jamais aconteceu. E irei trata-la como qualquer outro Elfo desse castelo. –Ele sabia que suas palavras eram em vão, apesar de querer mais que tudo esquecer o que sentia por Tauriel, em tempo algum conseguiria abandonar esse sentimento que o consumia, por mais que não quisesse admitir, seu sentimento era maior do que sentira por sua antiga rainha. – A escolha é sua. – Tauriel nada disse o encarou profundamente, aproximou-se com cautela e depositou um beijo morno dos lábios do rei. Fora algo curto e rápido, mas com tamanho significado para ambos e o bastante para ascender a chama de dentro do coração do Elfo. Thranduil entrelaçou a cintura da Elfa enquanto a beijava de forma feroz, como da última vez que a beijara, ele empurrou Tauriel até sua escrivaninha e a fez sentar a mesma, a ruiva aceitava tudo de bom grado. Os beijos começaram a ficar mais intensos e excitantes quando ela cruzou as duas pernas no quadril do rei e o mesmo reclinava-se por cima da Elfa, fazendo-a deitar um pouco sobre a mesa. Ele explorava o corpo de Tauriel por cima do vestido, ela também fazia o mesmo mas o fato de Thranduil estar apenas vestido com uma toalha dificultou com pouco as coisas então limitou-se a ficar apenas com a parte de cima do corpo dele, não queria que a situação ultrapassasse dos limites. Logo que sentiu o membro rígido do Elfo contra seu ventre ela ficou tensa, sabia que uma hora ou outra chegaria nesse ponto novamente, não queria repeli-lo mas também ainda não desejava entregar-se a ele naquele momento. Tauriel o afastou gentilmente e ambos ficaram de pé novamente, recuperando o folego.
– Eu...preciso ir, já está muito tarde. –A ruiva começou, tentando fugir dele.
–Nem pensei que irá escapar de mim mais uma vez. – Ele disse marotamente, segurando-a pela cintura, e tentando ao máximo não encostar sua excitação evidente nela, entendera que ela estava apreensiva e não queria força-la a nada. – Fique comigo esta noite. – Não era um pedido, mas também não era uma ordem. Tauriel olhou para ele desconfiada, o sorriso estava quase se formando em seus lábios. – Eu prometo que não irei fazer nada...nada que você também não queira. – O Elfo disse sedutoramente.
– E você vai deitar-se desse jeito? – Tanto a ruiva quanto ele olharam para baixo, Thranduil esquecera por algum tempo de como estava vestido.
– Eu posso tirar se você preferir. –Ele a provocou, a e Elfa entreabriu os lábios em espanto, o rei achou graça de sua reação e em como ela levava a sério tudo que ele dizia- Espere aqui, voltarei em um minuto.
Tauriel observou o rei entrar em seu closet e fechar a porta atrás dele. A Elfa olhou para a porta principal do quarto, é claro que não iria fugir e deixar ele ali, mas não pode deixar de não excluir aquele pensamento de sua mente, aquela noite estava sendo surreal, num momento sentia-se terrivelmente mal por decorrência da atitude do rei com Lexi e agora sentia-se tão bem e ao mesmo tempo leve por tudo estar as claras, ou quase tudo ao menos, mas de qualquer forma era um bom começo para os dois. Tauriel sabia que ter escolhido Thranduil de longe não seria a melhor decisão que tomara, a Elfa sabia que ele não era bom para ela, ele não trazia paz à ela, não fazia com que ela se sentisse serena ou qualquer coisa do gênero, Era tudo o contrário, ele a deixava em chamas, irritada muitas vezes diga-se de passagem, com ele as coisas e o sentimentos sempre eram um caos, com certeza o rei não era bom para ela e talvez seja por isso que Tauriel o escolheu, a ruiva seguiu seu coração e seus instintos, sentia-se extremamente atraída por ele e por enquanto apenas isso bastava para Tauriel querer ficar com o Thranduil. Ouviu a porta do closet abrir-se novamente e por lá Thraduil sair vestido apenas com uma calça cinza escura que ficava larga em seu corpo. O Elfo andou até ela sem dizer nada, apanhou uma das mãos da Elfa, sem deixar de olhá-la dos olhos ele beijou gentilmente a costas da mão dela, não deixou de segurar sua mão, o rei a conduziu até a própria cama. Ambos deitaram-se nela, Tauriel estava meio sem jeito diante da situação, Thranduil percebendo a guiou para deitar sobre seu próprio peito, enquanto ele passava um de seus braços por baixo dela a envolvendo num abraço e pousando sua mão das costas nuas dela, o outro braço ele deixou atrás da nuca, fazendo-o de seu próprio travesseiro. O Elfo sentia a respiração quente de Tauriel em seu peito, começou a trilhar caminhos com seus dedos pelas costas da Elfa, acariciando-a, ficaram assim por um tempo, apenas um apreciando a companhia do outro, até a ruiva quebrar o silêncio confortável entre eles.
–Agora tudo irá mudar...- Thranduil não respondeu, mas concorcordava com ela mentalmente.- Como será o futuro?- Tauriel vira-se para ele, apoiando seu queixo do peito do Elfo, esperando uma reposta desse vez.
–Eu não sei, o futuro é incerto Tauriel, cabe apenas a nós moldá-lo da melhor forma.- Ela parecia absorta em pensamentos naquele instante. – Durma agora. – Ele sorriu encorajando-a, a Elfa deitou-se novamente no peito dele e lá adormeceu.
Thranduil mesmo sabendo de toda aquela relação estava mais do que errada, apreciava aquele momento com Tauriel, sentia-se extremamente bem em tê-la em seus braços. Quando sentiu a respiração da Elfa pesar e ficar mais lenta ele relaxou, sabia que agora ela estava em um sono profundo, o rei com certeza não dormiria aquela noite, lutava contra seus desejos de possuí-la naquele instante mas conteve-se, estava a apenas alguns passos de atingir o coração da ruiva e quando isso acontecesse, seria apenas questão de tempo tê-la por completo. Sabia que sua ideia de que pudesse enjoar da Elfa era falha, Tauriel era cativamente, radiante, linda e inteligente, que na verdade era uma das qualidade que o Elfo mais prezava , uma vez que ele interessava-se romanticamente em alguém, gostava de ter conversas com conteúdo e estimulantes e afinal, Tauriel tinha conseguido seu posto como mais jovem capitã da guarda por mérito próprio, ela era ótima em estratégias e comando no campo de batalha. Quando Thranduil respondeu a última pergunta da Elfa ele realmente tinha sido sincero, não saberia o que aconteceria dali para frente, obviamente ele não precisaria casar-se novamente, partindo do fato do rei já ter um herdeiro para comandar seu reino quando ele se fosse, contudo Tauriel não era o tipo de Elfa que concordaria em assumir um relacionamento escondido de todos. E por mais que o rei quisesse nunca o Conselho aceitaria que a ruiva fosse nomeada a nova rainha da Floresta Verde, mesmo que ele fosse o rei, ainda assim algumas regras também tinham que ser cumpridas por ele. Sendo assim o rei preferiu não pensar no assunto por hora, tinha que concentrar-se na guerra que estava por vir, provavelmente na manhã seguinte já ordenaria que seus capitãs reunissem todo seu exército e marchassem para Erebor. Olhou para a Elfa que estava sobre seu peito, quando dormindo ela parecia um anjo, nem pareia a mesma criatura que ele vira alguns dias atrás irritada e teimosa como só ela poderia ser.“Minha Tauriel...”, minha Tauriel? Desde quando ela já tinha virado dele? Disso o rei não sabia, mas desconfiava que fora bem antes do que imaginava, talvez ela já tivesse nascido para ser dele e vise versa, talvez o destino o teria levado para o exato momento que o Elfo a resgatou, sim talvez o destino finalmente conspirara a favor dele.
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No meio da madrugada Tauriel acorda, ainda meio sonolenta ela levanta-se devagar, olha ao redor tentando decifrar aonde estava, ela olha para o rei e então todas as lembranças da noite anterior caem sobre ela, a Elfa sorri para a figura adormecida em sua frente, parecia tranquilo. A ruiva olha para a porta da sacada do quarto, pela cor do céu já estava quase amanhecendo e infelizmente para ela naquele momento, o dia no castelo começava com o raiar do Sol, tinha que apressar-se para voltar ao seu próprio quarto. Ela tenta desvencilhar-se do braço dele que estava ao seu redor, com cuidado coloca o braço de Thranduil ao lado do corpo adormecido, ela permanece sentada na cama, com as pernas já para fora, dá uma última olhada para o Elfo, que permanecia dormindo, quando tenta levantar da cama em silêncio é impedida pelo rei que segura seu braço, Tauriel olha para trás novamente e dessa vez vê Thranduil já acordado e sorrindo maliciosamente para ela.
– Já está tentando fugir? – O Elfo pergunto fingindo estar magoado.
–Na verdade, está quase amanhecendo e acho que o meu rei não irá querer que vejam uma mísera Elfa da floresta igual a mim saindo de seu quarto, nessa hora da manhã. –Tauriel disse piscando para ele.
–Tem razão, não estaria a minha altura. – Ele respondeu, entrando na brincadeira
–Nem um pouco. –A ruiva não pode conter a risada que veio a seguir.
–Então, antes de sua partida...- Ele a puxou de volta para deitar na cama e ficou por cima da Elfa. -...um beijo de despedida.
– Dejavú.- Ele revirou os olhos e juntos seus lábios com os dela, que o aceitou, entreabrindo a boca para dar passagem a língua ele. Dessa vez não era um beijo carregado de desejo, era algo mais amável, apesar de estarem na sua cama, não vinha o pensamento de tê-la como nas outras vezes que haviam se beijado, quando o beijo sessou-se os dois Elfos abriram os olhos e olharam-se e o que ambos sentiram com aquele olhar era algo que o rei estava apenas começando a acostumar-se a sentir nos últimos dias, porém para Tauriel foi algo que ela realmente não esperava experimentar, pelo menos não com Thranduil e aquilo a deixou preocupada.
–Eu preciso ir agora. –Ela falou séria, ele assentiu em silêncio e afastou-se dela, Tauriel saiu do quarto o mais rápido que pode.
Quando Thranduil já via-se sozinho ele voltou a deitar-se, ele sabia que ela também tinha percebido aquilo, afinal a cor de seu anel era a prova, estava rosa, o que havia entre eles não era apenas atração e por um lado o rei achava isso bom e por outro com certeza, futuramente, seria um desastre, com esse pensamento o Elfo finalmente caiu num sono leve.
Perecia que apenas minutos haviam se passado desde que Tauriel havia ido embora quando o rei foi acordado por Lexi que estava com cara de poucos amigos.
–Finalmente dorminhoco, fiquei te chacoalhando por uns cinco minutos até você acordar. O que andou fazendo? Você nunca dorme até tão tarde. –A loira perguntou curiosa.
– O que você quer Lexi? – Thranduil falou resmungando e colocando o travesseiro na cabeça para esconder-se dos raios solares que entravam pelada sacada.
–Estou cansada Thranduil e morrendo de dor de cabeça, preciso do seu apoio. – A meia Elfa fez manha para ele.
–Tenho cara de mágico? Ou de curandeiro? – Ele perguntou ironicamente tirando o travesseiro do rosto. – Vá procurar por algum, há vários nesse castelo.
–Eu não quero um curandeiro, eu queria meu amigo. –Ela disse indignada, ele suspira e levanta-se, ficando sentado na cama ao lado de Lexi.
–Na próxima vez você me escuta quando eu falar para não beber demais, você é meia Elfa, sua resistência ao álcool não é tão alta assim. – O Elfo falou enquanto a examinava. – E aproposito você está horrível. – Lexi parecia não conseguir abrir os olhos direito e a pele ao redor deles estavam avermelhadas, assim como a ponta de seu nariz.
–Não precisava me dizer o óbvio. – Lexi falou mal humorada.
–Pelo menos está melhor do que ontem, tive que te levar carregada até seu quarto. – Ele ria maldoso da expressão de espanto da loira.
–Sério? Eu não consigo me lembrar de nada.
–Percebe-se...mas essa não foi a pior parte, a pior parte foi quando esbarramos em Tauriel no meio do caminho. – Ele falou sorrindo.
–Não acredito, justo nessa hora ela tinha que estar lá. Isso deve ter piorado as coisas para vocês. – Lexi sentiu-se culpada por sua bebedeira ter atrapalhado o amigo, o Elfo apenas deu de ombros. – Espere um momento...você não parece muito infeliz com isso. – A loiro começou incerta.
–Digamos que seu momento não lúcido ontem a noite deve ter contribuído para que eu e ela nos...entendêssemos. – A voz do rei era cheia de malicia, Lexi ficou de boca aberta, surpresa.
– O que?! Me conta tudo! – A meia Elfa exigiu.
–Não antes de comermos alguma coisa. – Lexi ia começar a reclamar, mas Thranduil foi mais rápido do que ela. – Vamos logo, preciso me trocar, te encontro na mesa.
A loira sai do quarto a contra gosto, o rei vai até seu closet preparar-se para o longo dia.
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Como já era perto do meio dia o rei tivera que pular o desejum e ir direito para o almoço, quando Thranduil chegou um sua mesa e sentou-se, os poucos que estavam nela o cumprimentaram em sinal de respeito, apenas os membros do Conselho e seus capitães sentavam nesta, Tauriel era um deles e quando ele chegara a Elfa já estava em seu lugar, ambos olharam-se, o rei estava com a expressão fria encarando-a, não queria dar motivos para que ninguém desconfiassem dos dois, Tauriel percebendo isso quebrou o olhar com ele e voltou-se para sua comida, sorrindo, atitude que não foi despercebida pelo restante dos Elfos a mesa, exceto pelo próprio rei. O Elfo foi interrompido de olhá-la quando sentiu alguém sentar-se do seu lado bruscamente, era Lexi, ela segurava uma bolsa de couro na cabeça, pelo que Thranduil deduzira deveria ser com água fria, apesar de alguns dos Elfos da mesa tê-la cumprimentado ela não se deu ao trabalho de responder a ninguém.
–Uma dama como sempre. – O rei Élfico comentou ironicamente. Lexi apenas revira os olhos para ele sem responder ao comentário.
Quando todos que deveriam já estavam a mesa, Thranduil levanta-se e pede a atenção dos demais presentes.
– Quero que todos após a refeição compareçam na sala de reuniões, temos assuntos importantes a serem tratados. – Ele fala com altivez, todos assentem e voltam a comer, Tauriel no mesmo momento sentiu-se a apreensiva, o que Thranduil poderia estar tramando agora afinal?
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Lexi e Thranduil encontravam-se na mesma sala do dia anterior, ambos tinham saído antes do que os outros da mesa por insistência da loira, lá ele contara a ela resumidamente o que havia acontecido depois que ele a tinha deixado no quarto, porém omitindo algumas partes, principalmente dos beijos e por ele ter ficado excitado por cauda de Tauriel, que eram fatos que Lexi realmente não precisava saber, a meia Elfa antes mal humorada agora estava animada com as novas notícias, ainda mais por ela ter tido parte nisso, afinal, os conselhos que Thranduil seguira tinham vindo especificamente dela. Depois de algumas risadas da loira ela volta a ficar serena novamente e questiona algo mais sério.
– Qual o motivo dessa reunião Thranduil? – Assim como ela o rei também volta com sua expressão calma.
– A guerra, irei entrar em Erebor e recuperar o que é meu e do nosso povo por direito, o que aquela escória de anões roubou dos meus salões. – O Elfo disso com raiva.
– Está falando de Nauglamir? – Lexi perguntou cautelosa.
–Sim.
–Thranduil...isso é loucura, começar uma guerra por algo que talvez nem esteja mais lá.
– Os anões já começaram essa guerra muito antes, quando me roubaram, enquanto eu os dava abrigo. — Ele disse friamente, por um lado o rei tinha razão, de uma forma ou de outra Lexi ficaria ao lado dele.
–Bem, então eu irei com você. – A meia Elfa falou confiante.
– É claro que não, você não sabe nem empunhar um graveto. Quanto mais uma espada ou um arco.- Ele falou achando graça dela. A loira não responde nada, apenas o encarou e logo foi até a lareira e retirou uma das espadas do expositor que que se encontrava em cima da mesma.
–Retire o que disse. – Ela falou séria, apontando a espada para o Elfo.
–Você não vai querer usar isso, pode se machucar. – Ele respondeu presunçosamente.
–Irá retratar-se?
–Nunca. – No mesmo instante que ele a respondeu, o rei retirou sua própria espada da bainha no seu cinto e Lexi partiu para cima dele, o atacando.
Thranduil esquivou-se do primeiro golpe dando um giro para o lado e foi surpreendido pela rapidez e agilidade de Lexi em lançar outro golpe, sua espada tilintou com a dela, ambos separam-se por um instante voltaram a atacar-se, num movimento Thranduil com a mão que estava livre puxou a loira com força pelo braço, fazendo com que ela girasse e parece em sua frente, de costas para ele, a espada do rei ficou perigosamente perto do pescoço da meia Elfa.
– Nunca subestime o mestre. – Ele disse esnobe, fazendo Lexi revirar os olhos.
– Tudo bem, você ganhou. –Ela disse por fim.
– Ótimo. – Tranduil a soltou-a e deu as costas para a loira. – Sabe Lexi, alguns nascem para a guerra, outros não...- No momento em que colocou sua espada na bainha sentiu algo em suas costas, virou-se rapidamente mas era tarde mais, o que aconteceu no instante seguindo foi ele caído de costas no chão e Lexi em sua cima dele, rindo histericamente. – Á lelya Angamandonna! Lexi, o que você estava tentando fazer? – O rei estava furioso com ela.
– Desculpe.... eu ia te atacar...mas pisei no meu vestido. – Ela tentava explicar em meio aos risos,
– E essa seria sua grande tática de guerra? Cair em cima dos orcs? – O Elfo perguntou irritado.
– Ou eu poderia encantá-los com a minha beleza. – Ela falou orgulhosa.
– Ou não. – Depois disso ambos ficaram se olhando, sérios, até Lexi não aguentar mais segurar a risada, Thranduil suspirou e também deixou escapar um pequeno sorriso. No mesmo instante a porta da sala abriu-se em súbito.
–Meu Senhor todos estão...- A voz de Tauriel morreu quando viu aquela cena, assim como o sorriso em seus lábios, logo tudo transformou-se em frieza e formalidade. – Desculpe se interrompi algo Hîr vui.– Seu tom era cínico e suas voz áspera.- mas os outros lhe aguardam na sala de reuniões.- Sem dizer mais nada Tauriel lança um olhar mortal para o rei e sai da sala, deixando ambos para trás. Thranduil estava atônito, assim como Lexi, não era possível que quando tudo estava bem, logo acontecia algo para acabar com sua felicidade, ele olha desaprovadoramente para a meia Elfa.
– Sua ajuda com Tauriel está realmente sendo fantástica, não sei como pude não ter te chamado antes. – O Elfo fala com ironia enquanto levantava-se do chão e ajudava Lexi com o mesmo.
– Não foi minha culpa. – O rei arqueou a sobrancelha para ela. – Certo, a culpa não foi inteiramente minha.
– Vamos logo, já perdemos tempo demais. – Thranduil sai da sala sendo seguido por Lexi.
Logo que os dois Elfos entraram na sala o ar pareceu ter começado a ficar tenso, Tauriel já estava sentada na mesa, seu rosto inteiro estava rubro, ela tinha o olhar fixo para um castiçal que se encontrava no meio da mesa, suas mãos estavam fechadas em punho, o rei percebeu e não quis olhar muito para ela naquele momento, mais tarde ele se explicaria. Ele senta-se e se põe a falar.
– Como todos sabem a séculos nossa rixa com anões é levada a sério, tanto por eles quando por nós Elfos e há muitos anos algo foi roubado de nossos salões, algo extremamente valioso.- Todos os cinco Lords concordaram com Thranduil, os mais antigos e mais sábios conheciam a história do colar roubado, os capitães apenas prestavam atenção no que o rei falava. – As relíquias do nosso povo não são e nunca serão esquecidas facilmente, sendo assim proponho que todo o nosso exército marche pelo começo da manhã até Erebor, para tomarmos o que é nosso por direito. – O rei sabia que os Elfos não dispensariam um combate contra os anões, afinal a inimizade entre as raças era recíproca. O grupo na mesa era formado por cinco Lords do conselho e cinco capitães, que comandavam áreas distintas do castelo, entre eles havia Daeron um Elfo esnobe que era encarregado da fabricação de armas e armaduras, assim como a supervisão e manutenção das mesmas, Cam, que comandava as relações públicas e de comércio fora do castelo, Thranduil também achava-o mais competente depois de Tauriel, era função dele organizar a riqueza do castelo. Finwe, um elfo magricela que apesar da raça deixava um pouco a desejar quanto sua postura, mas entendia dos assuntos de dentro do castelo, cuidava dos suprimentos exportados e importados e também questões internas do castelo, como roupas, cômodos e divisão de serviços. Ireth, que raramente aparecia no castelo, geralmente a Elfa não gostava muito de socializar-se, ela era encarregada de manter a ordem nos vilarejos Élficos dos Elfos Silvestres que rodeavam o castelo. E finalmente Tauriel, que naquele instante parecia preocupada com o rumo daquela reunião.
– Então iremos simplesmente ataca-los? Eles estão em menor número. – A ruiva falou apreensiva.
– Então não será tão difícil. – O rei Élfico respondeu com mal humor.
– Não podemos entrar em Erebor apenas por um por um colar, isso é loucura! – A Elfa estava começando a ficar alterada.
–Tauriel está certa, já não temos muitas pedras preciosas nos nossos salões? – Fora Daeron quem lhe apoiara, mesmo sabendo que não era pelos motivos certos ela o agradeceu mentalmente.
– Capitão Daeron, não deixe que um rosto bonito o faça perder a razão. – Thranduil disse a ele calmamente, logo o outro Elfo baixou o olhar para as próprias mãos em cima da mesa, envergonhado, a ruiva sentia seu rosto queimar. O clima que já estava tenso na sala ficou ainda pior, nem mesmo Lexi que sempre estava contente e sorrindo arriscou-se a fazer algum comentário, a luta parecia ser entre o rei e Tauriel. – E aliás não é um simples colar, é Nauglamir, há uma magia poderosa e muito antiga nele, que talvez nem os próprios anões saibam do que se trata e eu como rei Élfico da Floresta Verde não posso deixar que esse colar fique mais nem um minuto nos salões de Erebor.
– Thranduil está certo, devemos ir a guerra e recuperar o que é nosso. – Um dos Lords falou, os outros quatro concordaram com ele.
– Então iremos massacrar treze anões apenas para entrar na montanha?- Tauriel não conseguia acreditar em tamanha insensatez daqueles Elfos.
– Se for preciso. – O rei respondeu sorrindo sadicamente.
– É o correto Tauriel. – Ireth se pronunciou pela primeira vez. – Eu cresci ouvindo histórias do colar de Nauglamir, nós Elfos sempre tentamos reavê-lo, enquanto os anões tentavam roubá-lo constantemente, até que conseguiram, não podemos deixar que eles fiquem em pune.
– Me diga Tauriel, você parece muito interessada na segurança desses anões, há algo que queira nos contar? – O rei sabia o motivo, mas fez a pergunta apenas por maldade e pura satisfação de ver Tauriel tentando explicar-se em frente a todos. Sentia-se traído por ela, a menos de algumas horas estavam dormindo juntos, ela o escolhera e agora estava contra ele, defendendo aquele anão miserável.
– Apenas não me sinto bem com tal ato covarde, em ataca-los em menor número. – A Elfa respondeu com desprezo, os Lords ficaram surpresos com a audácia dela perante ao rei, assim como como os outros capitães, menos Ireth e Cam, que continuavam impassíveis, mas admirados pela coragem de Tauriel.
– Não se preocupe minha cara, os anões sempre são muito ardiloso quando se trata de uma guerra. – Thranduil fingiu não ouvir o comentário desrespeitoso de Tauriel, ao mesmo tempo Lexi suspirou aliviada por ele não ter perdido a cabeça com a ruiva, já vira o rei fazer coisa pior por menos que isso. – Já que estamos todos entendidos, vamos começar a nos preparar. – Todos na mesa assentiram, exceto Tauriel que continuou o resto da reunião em silêncio, apenas respondendo o que lhe perguntavam. Demorou algumas horas para planejarem desde a estratégia que usariam até os suprimentos que teriam que levar para o campo de batalha, caso surgisse algum imprevisto e a guerra demorasse mais do que imaginavam, Thranduil pensou se Smaug poderia estar lá, mas achou improvável levando em consideração o seu tempo de recuperação, então não o mencionou na reunião. A quase todo instante a ruiva e o loiro fuzilavam-se com o olhar, ato que foi apenas percebido por Lexi, que vez ou outra também recebia um olhar irritado de Tauriel. Quando a reunião chegara ao fim, todos estavam saindo e o rei pediu para que Tauriel ficasse, ela parou alguns metros perto da porta, a Elfa dei meia volta e parou perto da mesa, ficando em de pé e esperando pelo que Thranduil queria dela. Se os outros Elfos acharam estranho, nada disseram, apenas seguiram seu próprio caminho, Lexi foi a última a sair lançando um olhar significativo para o rei Élfico. No momento em que a porta se fechou Thranduil levanta-se bruscamente da cadeira e prensa a ruiva contra a mesa.
– Quem você pensa que é para falar desse jeito comigo em frente a todos?- Ele esbravejou contra ela, furioso. – Você não é ninguém, entendeu? Nunca mais faça isso. – Sua voz era mortífera, estava a centímetros do rosto da Elfa.
– Isso nunca mais irá acontecer meu rei, eu garanto. – Tauriel respondeu com firmeza, em sua voz não havia magoa, apenas raiva e desprezo, assim como em seus olhos. Ela desvencilhou-se do aperto dele e caminhou em direção a porta, deixando-o para trás.
–Tauriel. – Ela parou enquanto estava com a mão na maçaneta. – Se você for atrás daquele anão, considere-se banida desse reino, assim como nossa inimiga. Não haverá mais lugar para você aqui. – Ele disse friamente, esperava que ela entendesse todo o sentido dessas palavras, inclusive suas entre linhas. A ruiva nada disse, apenas saiu da sala, deixando um rei Élfico triste, magoado e ao mesmo tempo furioso para trás.
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