The Deceiver
3 Inesperado
Notas iniciais
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O Mestre da Estratégia encontrava-se em uma festa para receber alguns dos enviados de Kalamanda, a festa estava recém começando e os viajantes ainda não haviam chego, aquilo era uma recebida surpresa. O evento se passava em um grande salão de eventos de Noxus, muitas vezes confundido como um palácio devido ao ar de grandeza que espalhava.
A festa seguia calma, as pessoas estavam bebendo, conversando e haviam alguns casais dançando no meio do salão. Haviam várias personalidades conhecidas de Noxus, como os irmãos Darius e Draven, Cassiopeia, a filha mais nova do General Du Couteau, Vladimir, LeBlanc e outras pessoas influentes na política-militar Noxiana.
Swain caminhava manco apoiando-se com sua bengala, ou seja, normalmente, enquanto observava todo o salão — que era revestido em um mármore escuro no chão detalhado e nas altas paredes, no centro do local havia um grande lustre revestido em cristais brilhantes -, a cada direção que olhava as principais influências de Noxus pareciam que se destacavam entre os demais. Quando direcionou seu olhar para a esquerda viu Draven e Darius tomando um drink juntos, o Carrasco gargalhava com vontade enquanto o mais velho permanecia sério — e fechou mais sua cara quando percebeu que Swain os observava.
Ao rapidamente desviar o olhar dos irmãos viu Cassiopeia no canto do salão , ela usava um fino véu que tapava todo seu rosto e um longo vestido, ela tentava esconder sua forma o máximo que podia — mesmo todos sabendo e notando. Beatrice entrou voando pela abertura de uma das grandes janelas e pousou sobre o ombro de Swain. — Os viajantes estão chegando! — anunciou Swain gritando no meio do salão.
Todos os que estavam presentes sentaram em suas mesas para esperar a chegada. Somente os guardas e Swain permaneceram de pé, o Mestre da Estratégia dirigiu-se até a porta e se apoiou na bengala e deixou seu braço livre nas costas.
Alguns minutos depois uma carroça sendo conduzida por quatro cavalos com uma grande cabine parou. A Lamina Sinistra foi a primeira a sair com sua bagagem nas costas, seu rosto que antes estampava o cansaço devido a viagem, mudou para uma expressão surpresa ao ver que estava a frente de uma festa e não de sua casa.
Enquanto a Sombra da Lâmina descia e esboçava a mesma reação, Katarina ia em direção da festa, assim que pisou no Salão todos os convidados se levantaram e a aplaudiram. Ela olhava em todas as direções, todavia logo encontrou Cassiopeia no canto e foi diretamente a ela. Essa cerimônia de recepção ocorria com todos os viajantes que chegavam, enquanto Katarina ia em direção à mesa.
A Lâmina Sinistra se jogou na cadeira ao lado de sua irmã e pôs sua cabeça em suas mãos que estavam apoiadas pela mesa e deu um longo suspiro que esboçava seu cansaço. — Bem-vinda, irmã... — cumprimentou Cassiopeia observando Katarina que logo agradeceu.
Talon sentou na cadeira que sobrava na mesa redonda, se espreguiçou e jogou sua cabeça para trás. — Esse mês foi muito cansativo... — disse Katarina sem se mexer. A Sombra da Lâmina apenas assentiu com a cabeça enquanto Cassiopeia os observava. — Kalamanda foi tão ruim como dizem? — perguntou o Abraço da Serpente em um tom sarcástico.
Katarina retirou sua cara da mesa e sentou de maneira ereta, se aconchegando na cadeira de couro. — Kalamanda não era nada além do que eu esperava, a questão foi que o clima lá estava muito tenso e depois daquele tumulto no bar as coisas só pioraram... — contava Katarina enquanto se espreguiçava. — Imagino o prejuízo do dono daquele bar — debochou Talon em seu tom seco.
O silêncio pairou sob a mesa e ninguém mais falou uma palavra, o único som era das músicas lentas que ecoavam por todo o ambiente. Teria continuado assim se o Mestre da Estratégia não tivesse parado ao lado de Katarina, que levantou sua cabeça e direcionou seus olhos ao mesmo. Pediu para sentar na mesa e as irmãs assentiram ao mesmo tempo.
Swain deixou sua bengala encostada na mesa e, discretamente, cruzou suas pernas. — Na próxima semana enviaremos mais gente para lá, inclusive eu e o General Darkwill. Sei que estão cansados, porém necessito, nem que seja um pouco, as informações de Kalamanda. — explicou o Mestre da Estratégia.
— Temos mais alguns detalhes para contar, mas penso que devíamos marcar uma data para isso... — dizia a Lâmina Sinistra terminando seu relatório. Swain assentiu, logo ele cumprimentou a todos com um aperto de mão e quando se virou para o outro lado Cassiopeia o chamou: — General Swain, eu não vi você cumprimentar a líder da Rosa Negra, por acaso aconteceu algo?
O Mestre da Estratégia enquanto virava seu corpo para observá-la disse — Simplesmente não vale a pena, como dizem, a Rosa Negra pareceu ter desaparecido da noite para o dia... — e foi embora.
Apesar de não haver muitos noxianos em Kalamanda, a parte das minas que os pertencia estava muito movimentada, extraindo vários minérios variados, para a fabricação de novas armas e para joalheria. No entanto o lado Demaciano estava com uma taxa neutra, com certeza tinham encontrado pedras preciosas, claro que haviam explorado e descoberto muita coisa — contudo o lado de Noxus estava com muito mais vantagem.
Os trabalhadores noxianos e demacianos tinham de acordar muito cedo, antes mesmo do amanhecer, para que o seu turno terminasse de madrugada. Suas condições de trabalho eram péssimas, toda semana aconteciam acidentes envolvendo um ou dois trabalhadores.
Mas não de vários grupos de garimpeiros.
Aquela manhã começou de um jeito qualquer, o sol mal havia raiado e os mineradores trabalhavam a todo vapor dentro das minas. Um jovem garimpeiro encapuzado, Tom Garvin, cujo o príncipe de Demacia havia falado, passava com dificuldade em lugares estreitos e baixos, ele guiava-se através de um lampião e um mapa — que Jarvan IV havia lhe dado. Depois de quase vinte minutos.
Depois de passar por um buraco encontrou as bombas Noxianas que o Exemplo de Demacia havia lhe dito, tinham várias fitas dizendo para manter distância, então aquilo significava que os mineradores já tinha encontrado aquelas bombas, por que ele teve que fazer um caminho tão difícil? Se perguntava o jovem Tom. Mesmo com um mau pressentimento ativou as bombas, elas demorariam meia hora para explodir.
Assim que ativou a última correu de volta para o caminho que havia feito, no entanto com uma velocidade maior. Ele não gostaria de saber se as bombas realmente iriam ativar meia hora depois, portanto o seu plano era sair dali o mais rápido possível e fingir que nada aconteceu.
Exatamente como Jarvan IV tinha lhe dito.
No momento que saiu da mina e sentiu um brisa leve tocar sua pele suada Tom pode respirar com calma. Ele descia as pedras com cuidado para chegar ao seu trabalho rotineiro. Alguns minutos se passaram, o menino apenas empurrava pedras inúteis em seu carrinho de mão, mas ele não parava de pensar sobre o que havia feito e sobre o que o príncipe havia lhe dito. Ele não esperava algo assim.
Seus devaneios foram interrompidos com uma grande explosão com um barulho estrondoso seguida de muito pó e areia que, por alguns segundos, bloquearam a visão de todo lugar. Todos os garimpeiros estavam assustados, suando frio e com os seus batimentos cardíacos à mil, alguns murmuravam seu medo, outros estavam muito chocados para isso. A situação até o momento poderia ser consideravelmente controlada. Até um dos mineradores berrar aos pulmões:
— A mina explodiu, tem gente presa lá dentro!
Começou uma grande multidão de garimpeiros com picaretas e outras ferramentas indo em direção à mina bloqueada, era possível escutar os pedidos de socorro dos trabalhadores presos lá dentro , em poucos minutos quase todo mundo estava tentando liberar a passagem.
Mesmo que fossem muitos, os mineradores demacianos não eram o suficiente para desbloquear a mina com rapidez, logo após perceberem isso começaram a se desesperar. Contudo, poucos minutos depois uma multidão de mineiros Noxianos apareceram para ajudar no resgate.
Esse deve ter sido um dos poucos momentos de confraternização entre Demacia e Noxus em toda a sua história.
Poucas horas após o ocorrido Jarvan e outros representantes de Demacia chegaram no local, haviam muitas barracas improvisadas com panos, até roupas, e pedaços de madeira com várias pessoas feridas em condições lastimáveis, algumas continuavam em choque, outras nem sequer estavam conscientes. O príncipe passou por várias pessoas e não tirava os olhos da tragédia. Parecia enfurecido e não parava de dizer conspirações — que foi Noxus que planejou tudo isso.
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