The Death Blow
6 Capítulo 6 - A ligação
Notas iniciais
Espero que gostem.
Realmente não dava para dormir lá. Não com o que estava acontecendo...
Liguei para minha mãe, mas novamente ela não atendia. Me deu uma raiva. Olhei no relógio e vi que ainda eram dezoito horas, então continuei vendo o que tinha naquela caixa.
Haviam fotos e fotos, mas nenhuma era tão comprometedora como a foto da Katherine morta. Eu realmente queria ligar ao Mike para ele me ajudar, mas eu não tinha o número dele. Então fui em sua casa. E, de novo, ele sorria.
-- Eu queria falar com você. -- Disse ele. Agora sua expressão havia mudado muito.
-- Fale. -- Apressei.
-- Eu sei uma maneira de como descobrir quem matou a Katherine.
-- Como?
Era tudo o que precisava ouvir. Eu queria muito descobrir quem era a pessoa para acabar com ela, mesmo eu ainda tendo meus palpites.
-- Precisamos observar todo mundo. Começamos dos nossos suspeitos e depois observaremos os outros. Eu sei que pode demorar um pouco, mas foi a única maneira que eu encontrei.
-- Quem você acha que pode ser?
-- O James ou a Olívia. Eu não sei se você percebeu, mas aquela mulher é muito esquisita.
-- Também tenho meus palpites...
-- Quem?
-- A Olívia, o James e você.
Ele riu novamente. Eu esperava que ele ficasse com raiva, mas ele apenas riu.
-- Eu sou suspeito?
-- Sim, até mais do que a Olívia.
-- É, o que eu faço é mesmo suspeito...
Dessa vez, eu que ri.
Ficamos nos encarando. O silêncio tomou conta do lugar e estávamos apenas a centímentros de distância. Ele me beijou. Eu fiquei sem reação. Não sabia se batia nele, ou se sorria. Então fiquei séria. Mike ficou preocupado por ter me dado um beijo meio que do nada, isso eu percebi assim que olhei nos olhos dele.
-- Me desculpe, eu não deveria ter feito isso.
-- Está tudo bem.
-- Eu acho que eu gosto de você...
Eu sorri. Foi minha primeira reação. Em seguida, abracei ele e disse:
-- Acho que gosto de você também.
Ele retribuiu meu sorriso. Minutos de silêncio invadiram de novo. E minha felicidade durou pouco. Novamente pensei na frase do espelho.
-- Ei, eu estou com medo. -- Disse.
-- O que aconteceu? -- Ele novamente fez aquela cara de preocupado.
-- No espelho do meu banheiro estava escrito "Morte". Provavelmente de sangue...
-- Não fica assim, nós vamos achá-lo. E até lá, protegerei você.
Eu sorri. Era a coisa mais linda que alguém havia me dito. Pela primeira vez me senti segura.
Na casa de Olívia, chegava uma garota um pouco parecida comigo. Ela abriu a porta para a moça, e quando me viu, pediu para eu me aproximar.
-- Claire, essa é Jaine. -- Ela sorria.
-- Oi. -- Falei timidamente.
-- Oi. Então você é a Claire. Minha mãe me falou que éramos parecidas e que você mora na casa do Peter.
-- Sim.
-- Eu e o Peter namorávamos, mas a irmã dele o fez terminar comigo. Droga. Aquela menina... Minha vida seria melhor sem ela. -- Ela deu uma breve pausa. -- Se não tivessem matado ela, eu já mataria...
Jaine começou a rir e eu acompanhei.
Ok, esse comentário foi estranho. Talvez não tivesse sido Olívia quem matou Katherine, e sim Jaine. Ou até as duas... Gelei naquela hora. Essa garota era muito estranha. Ela já começou falando do seu ódio pela vítima... Eu suspeitei dela de primeira. E não tive uma boa impressão logo de cara.
-- Bom, eu preciso descansar. Tchau Claire. Foi muito bom te conhecer. Tchau Mike...
Não era exatamente o que ela achava. Assim que ela olhou para mim, percebi um certo olhar de fúria. Depois olhou para Mike normalmente, e voltou seus olhos para mim, com o mesmo olhar furioso. Tinha alguma coisa de errado com ela, isso eu tinha certeza. Ela não gostou de mim, ela odiava a Katherine... E tinha motivos para acabar com a família Moore.
Assim que ela entrou, nos despedimos de Olívia e fomos em direção à minha casa. Eu não sabia se era impressão minha, mas parecia que ele teve a mesma impressão que eu sobre Jaine.
-- Achei ela estranha. -- Ele comentou.
-- Não é o único. Você viu como ela me olhou?
-- Como se ela fosse te matar, não é? Ela sempre foi estranha. E nunca se deu bem com Katherine. Mas eu não sei se ela faria isso. Apesar de tudo, é uma boa pessoa.
Eu fiquei quieta. Entrei em casa e me despedi dele. Estava cansada, queria relaxar um pouco. Fazia tempo que eu não tinha um tempo só meu, sem ter que me preocupar com a casa ou com a Katherine. Tinha medo de que outra coisa acontecesse, então gritei:
-- Me deixa em paz! Por favor, me deixem em paz!
Sabia que ele me escutariam. Só não sabia se resolveria.
Tentei ligar para a minha mãe novamente, e ela atendeu. Fiquei tão aliviada de ter escutado a voz dela. Ela encantador ouvi-la.
-- Filha? Por que está me ligando? Aconteceu alguma coisa?
-- Não, só queria saber como está Joseph.
-- Ele acordou, mas ainda não tem alta. Precisamos ficar aqui mais dois ou três dias para total melhora.
-- Fala para ele que eu o amo demais e que estou muito feliz que ele está bem.
-- Por que você não fala para ele? Pensei que você poderia dormir aqui, eu não posso. Tenho que trabalhar amanhã.
-- Ok.
Tomei um banho rápido, vesti uma roupa confortável, comi uma maçã, escovei os dentes, peguei minhas coisas e sussurrei para os espíritos:
-- Não façam nada com minha mãe ok? Se quiserem matar alguém, não mate ela. Me mate.
Sai de casa e peguei um táxi. Quando cheguei ao hospital fui correndo ao quarto em que ele estava. Abri a porta e o vi sorrindo para mim. Corri e tentei abraçá-lo.
-- Eu te amo Joseph. -- Disse limpando minhas lágrimas.
-- Também te amo Claire. -- Ele parecia feliz em me ver.
-- Bom, eu tenho que ir. Tchau. Cuide bem do meu marido, Claire. E Joseph, cuidado com meu bebê. -- Disse minha mãe dando um beijo em minha testa e, em seguida, na boca de Joseph.
Nós rimos dela. Ela fez cara feia e saiu.
Em pensar que eu estaria ao lado de Joseph no hospital. Da última vez que estávamos em um hospital, foi quando eu estava em tratamento, minha mãe estava viajando e ele estava comigo. Foi a primeira vez que senti a presença de uma figura paterna na minha vida. Ele me disse que eu não o considerava meu pai, mas ele me considerava sua filha. Também disse que não importava o que acontecesse, sempre estaria comigo. E que nunca ia me deixar como meu pai me deixou. Eu sorri e disse que também não o deixaria.
-- Como você está? -- Perguntei.
-- Bem. -- Eu sabia que ele tinha mentido. -- E você?
-- Estava preocupada contigo. O médico falou que foi grave. E você estava em coma.
-- Não se preocupe comigo. Se preocupe com você. Eu já estou velho. Se morrer, não tem problema. Não perderia nada. Mas você...
-- Não importa Joseph. Eu falei que sempre estaria com você, lembra? Estou aqui agora, e não vou deixar que qualquer coisa lhe aconteça. Você nunca me magoou, você me entende. Diferente do meu pai, que arranjou um irmão para mim que eu odeio. Mas isso não vem ao caso agora. Queria que você fosse meu pai...
-- Eu te considero minha filha.
Me emocionei de novo. Ele estranhou, obviamente. Eu não era de chorar. Sempre fui uma pessoa fria.
-- Chorando? Claire Greehen não chora.
-- Os fortes também choram.
A gente riu. Eu me diverti aquela noite. E foi sem preocupação. Até que ele dormiu.
Recebi uma ligação com o número restrito. Fui para o corredor e atendi:
-- Alô? -- Perguntei totalmente curiosa.
-- Você deveria morrer como a Katherine morreu. Você merece a dor.
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