The Death Blow

7 Capítulo 7 - O passado de Jaine


Notas iniciais
Sorry, deveria ter escrito esse ontem, mas não deu tempo. Espero que gostem c:

Antes que eu pudesse falar qualquer coisa, desligaram. Mas mesmo assim não me preocupei muito, era só um telefonema. Podia ser um idiota tentando me assustar. Mas a voz era completamente estranha. Realmente assustadora. E quem mais sabia sobre a Katherine? O Mike, a Olívia, a Jaine... Ou foi um deles, ou foi o assassino. De qualquer forma, preferi pensar que foi o Mike na tentativa de me pregar uma peça.

Entrei novamente no quarto e deitei no sofázinho que tinha lá. Era bem desconfortável, mas confesso que dormi bem naquela noite. Eu estava cansada e com sono, por isso não demorei para dormir.

Acordei umas oito horas e fiquei assistindo a tv. Joseph ainda estava dormindo. Meu celular tocou de novo. A sorte era que estava no silencioso. Fui para o corredor novamente. Era restrito de novo. Atendi tremendo.

-- Você merece morrer Claire. Você merece ser torturada. Seus dias de tortura virão.

-- Quem é você?

Desligaram. Droga. Eu precisava saber quem era essa pessoa. Já estava ficando com medo. Liguei para minha mãe. Ela estava trabalhando. Tinha que achar alguém para ficar com Joseph.

Liguei para minha tia Lucy. Ela morava nessa cidade, e talvez pudesse ficar aqui com o Joseph.

Lucy não era exatamente minha tia, mas eu a considerava. Ela era a irmã mais velha de Joseph. Os dois não se falavam muito por causa do marido de Lucy, mas sempre foram apegados. Se afastaram depois do casamento dela. Meu padrasto e o marido dela nunca se deram bem. Ele sempre achou que Louis magoaria Lucy. Até hoje não magoou. Pelo menos a gente acha isso...

-- Alô?

-- Tia Lucy? Sou eu, Claire. Preciso da sua ajuda.

-- Claire! Há quando tempo. -- Ela deu uma breve pausa. -- Que favor?

-- Joseph está no hospital. Preciso que fiquei aqui com ele. É só por hoje. Eu tenho que resolver algumas coisas.

Ela ficou assustada. Expliquei o que tinha acontecido, falei o hospital e o quarto em que ele estava e minutos depois Lucy estava aqui.

Dei um abraço apertado nela, abracei Joseph que havia acabado de acordar e sai. Queria muito ver os dois colocando o papo em dia, mas o medo e a curiosidade eram maiores.

Assim que cheguei na rua, vi Mike saindo com uma garota. Senti ciúmes. Não sei porque, mas senti. O ódio me dominou. Me aproximei dele e disse:

-- Precisamos conversar agora. E em particular.

-- Claro.

Nos afastamos da amiguinha dele e perguntei:

-- Quem é ela?

Ele percebeu minha fúria e riu. Isso me deu mais raiva ainda e queria matá-lo.

-- A Emily?

-- Não to nem aí para o nome dela.

-- É minha irmã. Ela é dois anos mais velha que eu.

Eu fiquei vermelha e me senti uma idiota. Eu não deveria ter perdido o controle.

-- Mas era só isso?

-- Não, mas esquece.

-- Não precisa ficar com vergonha. Eu acho que também não gostaria de ver você saindo com um garoto.

Eu sorri. Mas ainda estava envergonhada. Mal conhecia ele e já sentia ciúmes.

-- Você sabe meu número de celular? -- Perguntei mudando de assunto.

-- Não. Você não passou pra mim.

-- Sei...

-- É sério.

-- Eu sei que foi você que ficou ligando para mim e falando que eu merecia morrer. Idiota. -- Falei com tom de raiva.

Ele me olhou com cara de surpreso. Não tinha sido ele, pelo jeito.

-- Não fui eu. Por que eu faria isso?

-- Se não foi você, quem foi?

Ficamos em silêncio. Eu pensei em quem poderia ter sido. Haviam muitas possibilidades e, a cada dia, suspeitava mais deles. O meu primeiro suspeito era o James. Ele não havia gostado do que aconteceu e parecia ser uma daqueles caras que não sossegam até se vingarem. Ou talvez fosse a Jaine. Ela não gostava da Katherine e também senti que não gostava de mim. Eu não sabia os motivos para me odiar, mas isso eu poderia descobrir depois. E minha última suspeita era a Olívia. Eu não tinha motivos certos, mas ela me parecia uma mulher muito sinistra e estranha.

Emily se aproximou da gente e disse:

-- Mike, precisamos ir.

-- Ok. -- Ele se virou pra mim. -- Claire, tenho que ir. Depois a gente se fala. Tchau.

-- Tchau... Claire, não é?

-- Tchau. -- Disse.

Assim que eles sairam Olívia apareceu. Ela me assustava cada vez mais. Sorri.

-- O que achou da Jaine? -- Ela me perguntou totalmente séria.

-- Legal. -- Menti. -- Ela parece ser uma pessoa bem legal.

-- E é. Mas não se dava muito bem com a pequena Katie. As duas se odiavam. Eram muito parecidas. -- Olívia riu.

Eu ri também, apesar de estar com muito medo.

Jaine apareceu também. Me afastei um pouco dela.

-- Claire! Olá de novo.

-- Oi. Ah, eu tenho que entrar, vou fazer o almoço para minha mãe. -- Menti novamente.

Elas sorriram e eu entrei. Jaine me dava muito medo, admito. Ela era estranha, não sei explicar. Eu tinha quase certeza de que havia sido ela quem matou a Katherine. Precisava muito saber sobre seus conflitos.

Resolvi descer ao porão para ver se tinha alguma coisa sobre isso. Fiquei procurando por um bom tempo. Acho que procurei em dez caixas, ou mais. Finalmente achei uma que estava escrito assim "Jaine vadia". Nossa. Uma menininha que já falava vadia?

Subi com a caixa e a abri. Tinham fotos de Jaine completamente rabiscadas. Peguei um diário e comecei a ler. Na primeira página tinha isso:

"Querido diário, hoje o Peter e a vaca da Jaine completam dois meses de namoro. Odeio ela. Sempre quiseram saber porque, mas eu tenho meus motivos. Ainda só não caiu a ficha do que ela realmente é. Mas o dia dela virá. Ela não destruir o meu irmão. Farei de tudo para fazê-lo cair na real."

Na seguinte página tinha algo que me chamou atenção também:

"Querido diário, a Jaine está estragando tudo. Mas eu sei do passado dela. Peter não acredita em mim. Ele acha que a namorada dele é um anjo. O que eu faço para ele acreditar em mim? Aquela idiota. Peter acha que eu sou uma mentirosa. Mas eu sei a verdade e ela vai aparecer. Mamãe me disse que ela sempre aparece. E estou esperando ela aparecer."

Mas o que Jaine teria feito?

Notas finais
Ficou um tédio? kkkk
Gente, amanhã começam minhas aulas e eu vou poder escrever só finais de semanas :c