The Death Blow

3 Capítulo 3 - Início dos Problemas


Notas iniciais
Esse capítulo tá meio chatinho, mas espero que gostem c:

Entrei em casa correndo, mas não tinha ninguém lá. Saí gritando minha mãe, mas foi inútil. Então liguei para ela. Assim que ela atendeu falei desesperada:

-- O que aconteceu? Onde você estão?

-- Estamos no hospital. -- Minha mãe deu uma breve pausa. -- Querida, Joseph sofreu um acidente. Foi muito grave, ele está em coma.

-- Como... Como isso aconteceu?

-- Ele capotou o carro.

Eu desliguei o telefone. Não podia estar acontecendo aquilo. Comecei a chorar. Não importava o quanto ele era um idiota, era como meu pai. Na verdade, o considerava meu pai, já que o biológico não estava nem aí para mim.

O pior era não ter ninguém para me consolar. Peguei meu celular e tentei ligar para alguma amiga minha da outra cidade, mas elas não atendiam. Sentei-me no sofá e chorei ainda mais.

Alguém tocava a campainha. Limpei minhas lágrimas e fui atender. Era um garoto que nunca tinha visto na minha vida. Ele era um pouco mais alto que eu, cabelos pretos, pele bronzeada e olhos castanhos escuros.

-- Com licença, Peter Moore está? -- Ele trazia consigo, um lindo sorriso.

-- Ele não mora mais aqui. -- Falei tentando segurar minhas lágrimas.

-- Ei, eu te conheço?

-- Acho que não...

-- Conheço sim. Estudamos juntos. Eu vi você com a Renata.

-- Legal... Agora que descobriu que o Peter não mora aqui, pode ir embora.

Eu tentei ao máximo esconder meu desespero, mas ele havia percebido. Ele olhou para mim e perguntou cuidadosamente:

-- Desculpa, mas aconteceu alguma coisa?

Não o conhecia, mas estava tão mal que abri o jogo. Tudo bem, isso era estranho. Mas eu precisava de alguém para me consolar.

-- Meu padrasto está em coma.

-- Ah, sinto muito.

-- Tudo bem. Isso não é problema seu. Desculpe, é que não tem ninguém aqui para me ajudar.

-- Está tudo bem.

-- É melhor você ir.

-- Claro...

Ele saiu. Fechei a porta e voltei para o sofá chorando. Fiquei um bom tempo chorando. Meus olhos estavam inchados. Foi aí que todas as luzes da minha casa se apagaram. Me apavorei. Fui lá fora para ver se era na rua inteira, mas não era. Deduzi que a luz tinha acabado, mas na mesma hora que pensei isso, ela voltou. Fiquei um pouco assustada.

Fui tomar meu banho. Depois peguei meu velho moletom, escovei meus dentes e fui tentar dormir. Eu estava tão mal que não consegui dormir. Desci as escadas e fui assistir tv. Passou um tempinho e eu consegui dormir.

Acordei faltando quinze minutos para a aula começar. Sai correndo que nem uma doida para o banheiro. Tomei um banho super rápido, peguei a primeira roupa que vi, escovei os dentes super rápido, peguei duas barras de cereal e sai de casa. Eu tinha que dar um jeito de pegar carona com alguém. Foi quando eu vi dona Olívia saindo com o carro.

-- Olívia! -- Gritei.

-- Sim, Claire?

-- Pode me dar uma carona para a escola. Estou atrasada.

Ela fez que sim com a cabeça. Entrei no carro e em cinco minutos cheguei à escola. Me despedi dela e sai. As aulas já haviam começado. Sai correndo para entrar na sala.

-- Claire Greehen, por que chegou atrasada?

-- Vim a pé hoje. -- Menti.

-- Que não se atrase de novo na minha aula.

Fui me sentar. Estava na mesma mesa que o garoto que vi noite passada. Ótimo. Nada contra ele, mas me senti meio envergonhada pela noite passada.

-- Oi, Claire?

-- Como sabe meu nome? -- Eu estava morrendo de sono, mal tinha percebido que o professor havia dito meu nome.

-- O sr. James falou seu nome... -- Ele riu.

-- Eu estou cansada, desculpe.

-- Tudo bem. -- Ele continua rindo.

Eu fiquei em silêncio. Mas ele ficou olhando para mim. Tudo bem, as vezes eu olhava para ele, mas só as vezes. Ele até que era legal...

-- Ah, eu não disse meu nome. Me chamo Mike.

-- Legal... -- Falei enquanto tentava manter meus olhos abertos.

-- Parece estar com sono. -- Ele riu de novo.

-- E estou.

Ele ficou quieto. Passei as aulas voando, pensando em Joseph. Mesmo quando a última aula havia acabado, permaneci na sala voando.

-- Vai ficar aí? -- Perguntou Mike.

-- O quê? -- Levantei-me surpresa. -- As aulas já... Já terminaram?

-- Aham. -- Ele riu de novo.

Sai da sala e ele me acompanhou. Eu realmente não estava em um bom dia. Estava cansada, triste e com raiva.

-- Por que está me seguindo mesmo? -- Olhei para ele com raiva.

-- É que minha casa fica perto da sua. Não estou exatamente te seguindo...

Eu reparei que ele tinha ficado meio assustado com a minha maneira de ter falado.

-- Me desculpe. Eu não estou em um bom dia. -- Falei.

-- Tudo bem. Eu entendo.

Cheguei em casa. Ele sorriu novamente e eu retribui com um sorriso meio falso. Mike entrou em sua casa e eu entrei na minha. Procurei por uma caixa minha cheia de livros, mas não encontrei. Lembrei-me então que minha mãe havia deixado no porão.

Desci. Lá estava um tanto empoeirado. E tinham porções de caixas, mas nenhuma me pertencia. Eram todas da Katherine Moore. Abri uma. Ela tinha livros e diários. Abri então um dos diários. Na primeira página estava escrito isso:

"Querido diário,

Eu estou com medo. De noite eles voltam e me assombram. Eu não durmo bem. Eles dizem que eu vou morrer. Peter disse que é coisa da minha cabeça, mas eu os escuto. Eles disseram que virão me buscar. Eu implorei, mas disseram que iriam me buscar. Eles vão me buscar... Eu estou com medo. Seria loucura? Eles vão me matar... Mas eu não deveria contar para ninguém... Vão me matar antes. Eles virão... Eles me prometeram."

Fiquei com um pouco de medo. Quem seriam eles? Engraçado, porque quando me perguntei isso, ouvi alguns rugidos e as coisas começaram a se movimentar. Vi várias pessoas lá, que pareciam ser fantasmas. Um chegou bem perto de mim e me disse algo que me deixou ainda mais apavorada:

-- Não feche os olhos essa noite.

Notas finais
O que acharam ? Ficou chato né ? ...