The Death Blow
2 Capítulo 2 - Amizade negra
Notas iniciais
Espero que gostem...
Cheguei na minha casa assustada. E como se já não bastasse, meu padrasto vinha em minha direção pronto para me dar uma bronca. Ele adorava me reclamar e me pôr de castigo. Eram seus passatempos.
–- Onde estava, Claire Greehen?
–- Eu fui conhecer a vizinhança. -- Menti. Mas eu fiquei com medo dele não acreditar, nunca menti bem.
Para minha sorte, ele acreditou. Fui para o meu quarto ainda rindo dele. Mas minha ficha caiu quando percebi que amanhã teria aula. Eu adorava ir para uma escola aonde ninguém me conhecia, para não dizer ao contrário.
Tomei um bom banho, coloquei um moletom, escovei meus dentes e me deitei na cama. Fiquei um bom tempo pensando na Katherine. Não é que aquela história havia grudado na minha cabeça?
Fiquei um bom tempo pensando nisso, até que finalmente dormi. Acordei um pouco cansada ainda. Havia me acostumado a acordar tarde, por causa das férias.
–- Quer carona? -- Perguntou minha mãe enquanto preparava seu café da manhã.
–- Não. Eu vou a pé. -- Falei pegando minha mochila.
–- Tem certeza? A escola é longe.
–- Ainda está cedo.
Ao sair de casa, Olívia me chamou. Ela era uma senhora muito estranha. Assim que me aproximei dela, ela sorriu e disse:
–- A Jaine era igual a você, até no jeito de andar e vestir. Pena que eles crescem...
–- Quem é?
–- Minha filha. Ela está na faculdade. Jaine sempre me tirava da solidão e quando foi para a faculdade, Katie ficava aqui comigo. Mas agora passo a minha vida sozinha. Mas dizem que é assim não é? Você colhe o que você planta...
Eu estranhei. Mas ela simplesmente entrou na casa. Continuei andando e em pouco tempo, cheguei na escola. Não era tão longe assim, mas minha mãe adorava exagerar.
Assim que cheguei, procurei a minha sala e esperei lá perto até o sino tocar. Eu não precisei esperar muito tempo porque cinco minutos depois ele tocou.
A aula foi bem chata. O professor se apresentou e falou como gostava de trabalhar. Já na segunda, a professora fez uma dinâmica com a gente. E a terceira foi a mais chata de toda. O professor ficou a aula toda explicando o por quê da matemática ser tão importante... Todo mundo estava quase dormindo. Isso até o sino tocar para o intervalo. Aí todo mundo saiu correndo. Exceto eu, que fui devagar.
A fila da cantina estava imensa. Parecia que a escola inteira estava lá. Por sorte, foi meio rápido e consegui pegar meu lanche antes do intervalo acabar. Sentei-me em uma mesa vazia e fiquei observando o refeitório. Ele era grande e branco com azul. Suas mesas eram arrendodadas e de um azul bem claro. Seu piso era branco com preto.
Uma garota loira, dos olhos castanhos se aproximou de mim. Suas vestimentas eram meio puxadas para o lado gótico.
–- Não tem mais mesa vazia. Posso sentar aqui? -- Disse ela já se sentando.
–- Tudo bem...
Ficamos nos encarando por um tempo e então ela resolveu tocar em sua comida. Eu já estava quase terminando, quando ela resolveu falar comigo:
–- É nova aqui, não é? Me chamo Renata, e você?
–- Sou sim. Me chamo Claire.
–- É de que ano?
–- Terceiro. E você?
–- Também.
Depois, ficamos em silêncio por mais um tempo. Até que ela resolveu falar comigo de novo, antes de eu levantar:
–- Já vi que não tem amigos. Bom, eu e meus amigos vamos sair hoje a noite. Quer vir com a gente?
–- Pode ser. Aonde iremos?
–- Passaremos em sua casa. Onde fica?
–- Eu anoto o endereço e te passo depois.
Tudo bem que eu não conhecia ela, mas eu não tinha amigos. E Renata parecia ser uma pessoa legal. Só era meio estranha e se meu padrasto visse ela, ia dizer que era macumbeira, mas era gente boa. Pelo menos parecia ser...
Assim que o sino tocou, fomos à sala de aula. Nossa próxima aula era a mesma: inglês. Lhe entreguei um papel com meu endereço e me sentei. O professor chegou logo em seguida na aula, desculpando-se por seu atraso. Logo depois começou a se apresentar e contar histórias sobre sua vida. Também falou sobre pescas, e o quanto as odiava. Disse que não adiantava pescar em suas provas, já que sempre pegava as pessoas que faziam isto.
Depois veio a aula de educação física, onde tivemos aula. O tempo pareceu ter passado mais rápido nesta aula.
Fui para a casa com o ônibus escolar. Quando cheguei, vi Olívia de novo na porta da casa. Aquela mulher não tinha mais nada para fazer não? Ela acenou para mim, mas fingi que não vi e entrei em casa. Joseph, meu padrasto, não havia chegado em casa ainda. Eu fiquei feliz. Sabia que ele iria me encher de perguntas idiotas.
–- Claire? É você, querida? -- Minha mãe perguntava da cozinha.
–- Sim mãe.
Fui até a cozinha. O almoço estava quase pronto pelo visto. Ainda bem. Estava faminta. Fui até a geladeira e bebi um copo de água.
–- Não tem suco. -- Falou minha mãe. -- Pode fazer para mim?
Fiz que sim com a cabeça. Um dez minutos depois, Joseph chegou. Minha mãe colocou a lasanha e o suco de uva na mesa.
Depois do almoço, eu subi para meu quarto e liguei o computador. Meia hora depois, desci para beber mais água. Quando voltei, meu computador estava desligado. Tentei ligar mas não consegui. Foi aí que percebi. Estava fora da tomada. Era estranho porque Joseph tinha voltado para o trabalho e minha mãe estava lá em baixo, provavelmente assistindo um filme romântico e chorando.
Comecei a ler um de meus livros favoritos e depois, quando fui ver as horas, era cinco e meia. Tinha meia hora para me arrumar. Lembrei que Renata havia me dito para usar roupas mais escuras. Peguei uma blusa da minha banda favorita, uma calça rasgada e uma jaqueta. Dentro de seu bolso, coloquei meu celular. Passei lápis de olhos e desci.
–- Para onde a moçinha vai? -- Perguntou minha mãe.
–- Sair com uns amigos.
–- Fico feliz que tenha arranjado amigos.
–- Legal...
Fiquei esperando lá fora, assim como eu havia combinado. Pela primeira vez, dona Olívia não estava lá fora. Mas eu pensei isso cedo demais, pois ela saiu de casa e ficou lá fora. Dessa vez tive que ir lá para comprimentá-la.
–- Olá Claire. Hoje quando você voltou da escola, falei contigo. Mas você não me respondeu...
–- Eu não vi você. -- Menti.
Ela parece não ter acreditado, mas ficou quieta. Eu sorri e voltei para porta da minha casa. Minutos depois um carro estava lá. Ao abaixarem o vidro, pude ver Renata. Entrei no carro e ela disse:
–- Claire, esse é meu namorado -- Disse ela apontando para o homem que estava dirigindo. Ele parecia ter uns vinte anos. -- E esses atrás são meus amigos: Lucy, James, Loren e Jake.
–- Oi. -- Falei timidamente.
Chegamos a uma pizzaria. Eu me aproximei de Renata e perguntei à ela a idade de seus amigos.
–- Todos eles tem dezoito anos. -- Ela me disse.
Sentamos e o namorado de Renata pediu vodka e coca. Para comer, ele pediu uma pizza portuguesa.
–- Eu não vou beber coca, Louis. -- Disse Renata para o seu namorado.
–- Relaxa.
Ele misturou a vodka com a coca e deu para Renata. Em seguida se virou para mim e perguntou:
–- Bebe álcool?
–- Não. -- Respondi.
Parecia que eu era a única que não bebia alí. Depois de comermos, fomos à um beco. Achei estranho. Isso até ver um pó na mão de Louis.
–- O que é isso? -- Perguntei me afastando.
–- Renata, não falou que sua amiguinha era chata. -- James estava realmente apertando seus braços. -- Sua vadia. Por que não falou isso antes?
Renata se aproximou de mim e disse:
–- Quer experimentar um pouquinho?
–- Não! -- Gritei me afastando ainda mais.
–- Então vá pra merda! -- James gritou.
Loren me encarava furiosa. Pelo visto, ela não tinha ido com minha cara. Me afastei ainda mais. O pior era que eu não sabia como voltaria para casa.
Fiquei um tempo esperando, até ver que estavam brigando. Me aproximei um pouco. Loren e Renata brigavam.
–- Sua vadia. -- Gritou Renata.
Loren, como resposta, deu um murro em Renata. Começou a sair sangue. Me desesperei. Decidi ir para casa a pé. Eu não sabia aonde estava, mas não tinha escolha. Eu não iria pegar carona com Louis já bêbado e drogado.
Para minha sorte, Olívia passou de carro por ali. Ela me mandou entrar no carro.
–- Aonde estava querida? -- Ela forçava um sorriso.
–- Com alguns amigos. Mas eles não puderam me levar em casa. -- Menti de novo.
Ficamos um bom tempo em silêncio.
–- Sinto muito pelo seu padrasto. -- Disse ela parando o carro para eu descer.
–- Mas o que aconteceu com ele? -- Tudo bem que Joseph era um idiota, mas eu meio que me importava com ele.
–- Nada... Você precisa descer.
Fale com o autor