The Death Blow
10 Capítulo 10 - A montanha-russa do horror
Notas iniciais
Então, aqui vai outro capítulo :3
Ah, e quero dar um aviso importante. A história se passa no ano de 2009 ok?
Depois de escutar isso, simplesmente subi, e me arrumei para dormir. Fui para a cama nove e meia e apaguei.
De madrugada acordei. Eram umas três horas e eu estava completamente sem sono. E uns gritos de comemoração me deixavam frustrada. Olhei para o relógio em cima do criado-mudo e me assustei com a hora. Tentei dormir novamente, mas o barulho lá fora me atrapalhava.
Então levantei e abri a janela. Só pude ver umas pessoas todas de preto, inclusive Olívia que me viu da janela.
-- Venha comemorar conosco, Claire! -- Ela gritou toda sorridente.
-- Tudo bem então...
Coloquei uma roupa preta -- não queria ser a única diferente -- e desci. Fui para a outra rua, já que era para lá que minha janela dava.
Ao chegar lá, Olívia veio a minha direção completamente feliz.
-- O que está acontecendo?
-- Você sabe que dia é hoje?
-- Sim, doze de setembro. Mas o que tem de tão importante hoje?
-- É o aniversário da cidade. E para celebrar, fazemos uma comemoração mais sombria, como o Halloween. Mas todos nós nos encontramos na floresta Black Trees e vestidos de preto. Lá, todos nós nos reunimos e contamos sobre histórias assustadoras, ao som de músicas sombrias. Depois os adultos simplesmente ficam conversando. Já os jovens vão ao parque de diversão que fica lá dentro da floresta.
Durante meus dezesseis anos de vida, eu nunca havia escutado falar sobre um aniversário de cidade ser comemorado assim. Era estranho, mas confesso que achei bem legal e original.
-- Então deveria ser feriado. Por que eu tenho aula?
-- Em qualquer lugar do mundo, o aniversário da cidade é feriado, mas não aqui.
Aquela cidade, com certeza, era a cidade mais estranha do mundo.
Falei para Olívia que precisava ir dormir. Fui para casa e coloquei meu celular para despertar, já que havia me esquecido. Não consegui dormir muito bem por causa do barulho. Eu dormia e acordava. E foi assim a noite inteira, até que meu celular finalmente despertou.
Me arrumei rapidamente e fui para a escola. Assim que cheguei lá, vi Mike, que pela primeira vez não veio em minha direção rindo. Simplesmente me encarou e voltou a conversar com seus amigos. Fui em sua direção e perguntei:
-- Está tudo bem?
-- Por acaso você se importa?
-- Ei, não precisa descontar sua raiva em mim. O que houve?
-- Não é da sua conta.
-- Ok, se vai me tratar assim, então eu vou sair daqui. Não estou aqui para ouvir grosseria.
Saí totalmente furiosa e ele veio atrás de mim, enquanto gritava meu nome. Mas eu ignorava, até que ele puxou meus braços e eu fui obrigada a me virar.
-- Desculpa. Eu só não to em um dia bom.
-- Então não desconte em mim. -- Falei me soltando.
-- É que ontem eu descobri que não consigo mais passar nenhum momento sem pensar em você. E isso já está virando obsessão.
-- E você acha que eu consigo parar de pensar em você? Nem por isso te trato de forma idiota.
-- Desculpa, mas eu só quero tentar me afastar e parar de sentir isso por você.
-- Quer dizer que quer parar de me ver, ou conversar, ou sentir qualquer tipo de afeto por mim?
Senti meus olhos se enxerem de lágrimas, e a tristeza invadia meu coração pouco a pouco, até eu ter vontade de me trancar em um lugar e chorar rios.
-- Não disse isso.
-- Falou sim, mas foram com outras palavras.
-- É que eu não quero estragar nossa amizade.
-- Mas está estragando...
-- Desculpa. Não sou bom com palavras.
Não consegui ficar com raiva dele. Diziam que quando isso acontecia, era porque você realmente gostava da pessoa.
-- Desculpas aceitas... Mas não tenta se afastar de mim, por favor.
Ele sorriu. Era bom ver aquele sorriso novamente... E droga! Por que eu estava pensando nessas coisas?
O sino tocou. O colégio estava cheio de decorativos pretos por dentro. E estava toda sombria. A luz não estava comum, e sim uma luz negra. Até que estava legal a decoração.
A sala também estava com luz negra e detalhes pretos e sombrios. Se no aniversário da cidade estava assim, imagina como seria o Halloween?
O professor entrou meio desastrado. Acho que ele não estava enxergando direito. Todos riram dele, inclusive eu. Ele olhou para a gente, mas seu olhar não assustava naquela luz.
-- Bom, como vocês sabem hoje é o aniversário da cidade! -- Disse ele enquanto tentava se sentar. -- Então, como de costume, vocês terão de contar histórias de terror.
Todo mundo gritou em som de aprovação. Ok, isso era um sonho? Como assim a gente ia para a escola, com uma decoração foda, para contar histórias de terror?
As pessoas foram contando as histórias e todo mundo da sala ficou com medo, menos eu, Mike e Renata, que ríamos dos idiotas que acreditavam nessas lendas. Os dois pareciam estar se entendendo, o que era estranho, já que não se falavam mais, segundo Mike.
Depois de umas aulas em que ouvíamos coisas assustadoras, veio a hora do intervalo. Todos correram para o refeitório.
Era o único local da escola que estava completamente normal, sem enfeites e luz negra. E a comida era a mesma bosta. Então, como sempre peguei duas barras de cereais e um suco de caixinha.
Renata estava comendo ruffles com fanta laranja, e Mike estava tomando sprite e ruffles também.
-- Renata, você disse que queria me dizer uma coisa... -- Puxei assunto.
-- Ah sim... Me desculpa mesmo por aquele dia. O James é um idiota mesmo.
-- Tá, que seja.
Passamos as duas últimas aulas no auditório ouvindo bandas da própria escola tocando rock do leve ao mais pesado.
Depois fui para casa exausta. Minha mãe já estava lá. Almocei com ela e logo depois fui para o meu quarto. Quando deu em torno de seis horas, minha mãe me chamou.
Ao descer as escadas, vi Olívia.
-- Olá Claire. Vim aqui para avisar que a comemoração começa as sete horas. Vocês estarão lá?
-- Pode ser. -- Disse subindo novamente.
Tomei um banho, e coloquei uma meia calça rasgada preta, um short jeans, uma blusa cinza, um casaco preto e um all star preto simples. Passei apenas um lápis preto, um brilho cor da boca e estava pronta.
Depois de um tempo, fomos à floresta Black Trees. Estava totalmente assustador, o que era legal. Eu sempre gostei de coisas assim. De cara, encontrei Renata e Mike, que não conversavam absolutamente nada.
-- Heey! -- Gritou Renata.
-- Oi. -- Respondi.
Renata estava usando uma calça jeans rasgada, com uma blusa lisa preta e um conturno preto. E Mike estava com uma calça jeans preta, uma camisa branca e um tênis preto com cinza.
-- Estávamos combinando de ir no parque. Quer ir também?
-- Pode ser.
O parque era imenso e tinha várias diversidades de brinquedos. Mas tinha um que me chamou bastante atenção. Um que estava vazio, e parecia assustador. Ao leu lado tinha uma grande placa com um letreiro vermelho sangue: "Montanha-russa do Horror".
-- Por que está vazio? -- Perguntei.
-- Dizem que se você for nele, você some, como aconteceu com várias pessoas... -- Disse uma garota branca, com cabelos loiros, lisos e compridos, olhos esverdeados, e blusa preta com uma caveirinha cinza, calça jeans comum e um all star cinza.
-- Quem é você?
-- Chloe.
-- Então, Chloe, duvido que isso aconteça.
-- E eu duvido que você entraria naquela montanha-russa.
-- Eu vou.
-- É perigosa, Claire. Ninguém vai lá há mais de vinte anos. As pessoas realmente somem.
Era um risco, mas eu não aceitava quando alguém duvidava de mim. Eu estava um pouco confusa. Deveria ir? Será que valeria a pena?
Notas finais
E vocês, acharam o quê?
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