The Death Blow

11 Capítulo 11 - A história se repete


Notas iniciais
Espero que gostem c:

-- Eu vou. -- Falei seguindo para um estranho homem que sorria maliciosamente ao lado da montanha-russa.

Mike me puxou pelos braços. Ele parecia zangado.

-- Não faça isso. Você tem algum problema? Ignore a Chloe. -- Ele falou em um tom de raiva.

-- Você não manda em mim. Deixe-me provar para ela que eu tenho coragem. -- Dei uma olhada para ela, que me encarava friamente. -- Isso não passa de mito. Nada vai me acontecer.

Antes que ele pudesse dizer algo, provavelmente discordando do que eu disse, me soltei e fui em direção ao rapaz do sorriso malicioso.

-- Olá. Gostaria de comprar um ingresso para a Montanha-Russa do Horror?

-- Sim. Quanto é?

-- Deixo-te ir de graça.

Eu fingi um sorriso e entrei no brinquedo. Era estranho, já que só eu estava lá. Coloquei o cinto e suspirei. Antes de que ele pudesse ligar o brinquedo, olhei para Chloe que estava furiosa.

Senti uma sensação ruim, e quando estava prestes a sair, senti o movimento do brinquedo.

Até a parte da subida, estava tranquila. Mas ao tamanho da subida, já estava me preparando para a descida. Senti um frio na barriga ao perceber que estava perto de descer. Mas quando desceu, foi tão rápido que mal pude sentir o pavor.

De repente não estava mais lá. Eu estava deitada na minha cama. Estranhei o local. Olhei para o meu celular, e estava marcando que eram sete horas da manhã, do dia doze de setembro.

Me arrumei e fui para a escola, ainda achando tudo estranho. Pensei que poderia ter sido um sonho, mas fora real demais.

Cheguei na escola, e vi Mike agindo do mesmo jeito que o sonho.

Me aproximei e perguntei:

-- Aconteceu alguma coisa? -- Apesar de lembrar vagamente do que eu disse antes, achei que seria estranho falar a mesma coisa.

-- Por acaso você se importa?

Assim que ele falou isso, achei ainda mais estranho. Então resolvi continuar a briga, para ver se ele iria dizer o que disse da primeira vez.

-- Não precisa descontar sua raiva em mim. O que aconteceu?

-- Não é da sua conta.

-- Se é pra me tratar assim, vou sair daqui. Não vim aqui para ouvir grosserias.

Me afastei um pouco e ele gritou meu nome. Então ignorei novamente e ele me puxou pelos braços. Mas dessa vez, não virei. Do mesmo jeito, ele disse:

-- Desculpa. Eu só não to em um dia bom.

A partir daí, eu tinha certeza: eu tinha voltado no tempo. Se não fosse isso, o que mais poderia ser? Droga de montanha-russa.

-- Droga! -- Gritei.

-- Estou te machucando? -- Ele falou com cara de preocupado. -- Olha, desculpa mesmo. É que ontem eu descobri que não consigo mais passar nenhum momento sem pensar em você. E isso já está virando obsessão.

-- Não. Pare com isso. Eu já sei aonde essa conversa vai parar. Eu já vivi esse dia antes.

Ele me olhou assustado e depois riu.

-- Como assim?

-- Não vou falar mais nada. Você está achando que sou louca.

-- Não custa tentar, não é?

-- Eu já vivi esse dia. E lembro de estar na floresta Black Trees, no parque de diversões, e chegar uma tal de Chloe e dizer para mim que duvidava que eu iria na Montanha-Russa do Horror. Depois eu falei que iria, mas você tentou impedir. Só que eu não te escutei. Mas, na parte da descida, do nada, estava na minha cama. Era como se o dia se repetiu.

-- Você está falando sério? -- Ele estranhou.

-- Sim.

-- Olha, faça um teste. Faça esse dia acontecer exatamente como o outro, e vá na montanha-russa. Se acontecer o mesmo, a gente tenta dá um jeito.

-- Ok.

E o resto do dia ocorreu exatamente como o outro.

Finalmente chegou a parte da montanha-russa:

-- Eu vou. -- Falei me dirigindo ao estranho moço.

Dessa vez, Mike não tentou me impedir, já que ele já sabia o que iria ocorrer.

-- Olá. Gostaria de comprar um ingresso para a Montanha-Russa do Horror? -- Disse o cara com o sorriso malicioso.

-- Sim. Quanto é?

-- Deixo-te ir de graça.

Esperei vagarosamente pela descida, e quando chegou, não senti nada, novamente.

Mas, estava lá, na minha cama. Olhei para o celular, que ainda mostrava sete horas da manhã, do dia doze de setembro.

Me arrumei rapidamente, e cheguei na escola. Mike estava com raiva de mim, novamente.

-- Mike, preciso falar com você.

-- O que foi? -- Ele disse em tom de raiva.

Eu lhe expliquei tudo, mas ele riu. Então tive que provar.

-- Você estava com raiva de mim porque estava obcecado e não parava de pensar em mim. E quer parar se afastar, para me esquecer.

-- Como sabia?

-- Eu disse que estou revivendo esse dia.

-- Eu falei que íriamos dar um jeito? Mas eu não sei como fazer isso. E por que não me escutou?

-- Nada de sermões agora. Preciso rapidamente parar de repetir os dias.

-- É só não ir na montanha-russa.

Pensei nisso. Ele tinha razão. Então deixei o dia rolar, sem ir a montanha-russa. Fui dormir feliz por ainda estar lá. Mas acordei e olhei para o relógio que indicava ser sete da manhã de doze de setembro.

Me arrumei, já com raiva, fui para a escola, e expliquei tudo para Mike. Antes que ele pudesse rir, provei.

-- Mas se você não foi para a montanha-russa, como conseguiu reviver esse dia?

-- Não sei, mas agora preciso de ajuda.

Não esperamos as aulas, e fomos para a casa de Olívia, com esperança dela saber sobre alguma coisa.

Ela nos mandou entrar, assim que nos viu.

-- Preciso da sua ajuda. -- Falei me sentando no velho sofá.

-- Fale querida. -- Ela respondeu, também se sentando.

Eu lhe expliquei tudo.

-- Aquela montanha-russa é perigosa, Claire. Enquanto você revive esse dia várias e várias vezes, as pessoas estão preocupadas te procurando lá.

-- E como eu faço pra parar.

-- Não faz.

Eu fiquei em estado de choque. Não acredito que iria reviver esse dia para o resto da minha vida, que não acabaria.

-- A não ser que...

-- Que o quê? -- Falei dando um pulo.

-- Você terá que quebrar a montanha-russa, e voltará ao primeiro momento em que aceitou ir nela.

-- Ok...

Suspirei. Precisaria quebrar uma montanha-russa. A boa notícia era que ninguém ia se lembrar disso, a não ser eu, e teria mais de uma chance para fazer isso. A ruim era que eu poderia demorar muito para conseguir.

Notas finais
Heey, ficou bom ?