The Day War Ended

32 Capítulo XXXII — Petty selfishness


Notas iniciais
E eu voltei uma semana depois!

Jack

Às vezes eu faço o possível para não ter sempre algum problema, não que eu faça de propósito, apenas as vezes, mas quando os problemas são com os outros, não importa a situação, acabo me colocando no meio e tentando ajudar.

No dia seguinte depois de ver Rapunzel chorando, estranhei o fato dela falta a aula e ter Merida com o olhar sério, não gostava de sentir ser o último a saber de algo, pois se Rida sabia de algo, em breve até o Soluço saberia e se ele soubesse antes de mim, seria muito frustrante.

É, eu era o tipo de amigo que detestava saber por último das coisas, sempre querendo ser o primeiro e não me importando o quão intimo a situação pode ser, pois minhas manias não vão refletir o que eu irei ao saber.

Nos corredores ao final das aulas daquele dia, pude ver Merida correr entre a multidão de alunos, mas não tinha Rapunzel a seu lado, deixando com que a estranheza da situação fosse um pouco mais alarmante. Até que lembrei do que a ruiva falou na hora do intervalo, da Astrid ter conversado com Punzie e sem nem pensar duas vezes, virei para procura-la a estrangeira. Se parando para pensar, ela só atrair problemas.

Encontrei a mesma andando junto com Soluço e a tal outra amiga de cabelos trançados, mas não sabia o nome da mesma. Ignorei o olhar de interrogação de Soluço e parei na frente deles.

— O que você contou para a Rapunzel, Astrid? — Perguntei e a m esma me encarava com o cenho franzido — A Merida foi atrás dela e eu vim saber o que aconteceu — Expliquei e a mesma cruzou os braços.

— E que tipo de explicação você quer que eu dê? — Falou — Você não tem o que saber, Jack. Ela pode lhe explicar amanhã, assuntos pessoais não são comigo.

— Se não são, por que contar um deles ou comentar com uma que tem esse assunto? — Sorri maroto e a mesma ainda me fitava séria.

— Astrid, o que você sabe? — Perguntou, Soluço — Se é sobre o começo das aulas, acho que seria bom nós sabermos, Rapunzel é nossa amiga — Pediu.

— Não olhem para mim, eu vou embora. Que a força esteja com você, Astrid — A garota de cabelos trançados falou — Rindo sem graça e saindo.

— Traidora — Resmungou, Astrid — É uma gracinha vocês se preocupando com a Rapunzel, mas o buraco é muito mais embaixo para vocês se meterem — Falou, dando um sorriso — Mas eu tenho algo que possa servir para você, Soluço — Virou-se para ele — Mas precisamos sair dessa escola quase vazia.

Saindo da escola, encostei na parede da entrada e esperei pacientemente uma explicação. Não gostava quando Rapunzel chorava, não gostava de ser o último a saber o que tinha acontecido a ela e mesmo Astrid sabendo, não era egoísmo meu querer ter uma parte da história contada.

— É o seguinte, minha tia Liran já namorou o diretor atual e mesmo sendo ensinado desde cedo que ouvir conversa de adulto é feio, ele foi até nossa casa e teve um discussão pacifica com ela — Falou, observando a minha reação e a do Soluço.

— E a sua tia está bem? — Soluço indagou preocupado.

— Qual parte da discussão pacifica você não entendeu? — Ela falou, franzindo o cenho — Ela está viva e furiosa depois do que ele contou ontem para ela, quero até esquecer o que acabei ouvindo — Falou, balançando a cabeça em negação.

— Foi tão ruim assim? — Perguntei e ela sorriu irônica.

— O que você acha?

— O que aconteceu exatamente, Astrid? — Perguntou, Soluço.

— A Gothel não é a mãe biológica da Rapunzel — Falou num tom cansado, cobrindo o rosto com a mão.

Arregalei o olhar. Já tinha pensado e negado algumas vezes que era meio que estranho ambas serem mãe e filha, mas também tinha pensado no pai da loira, se ela não era igual a ele e o mesmo nunca tinha aparecido, mas parece que isso só confirma pensamentos idiotas meus a tempos atrás.

— Então ela é adotada — Soluço falou cauteloso.

— Não... Ela não é adotada. Eu já falei para vocês antes, o buraco é mais embaixo — Falou.

Foram poucas as vezes em que presenciei Soluço sério, ele encarando Astrid e tentando assimilar o que tinha sido dito poderia ser engraçado a poucas horas antes, mas ali... Ele parecia pensar o mesmo que eu e sua preocupação era a mesma, não foi apenas eu que fiquei próximo de Punzie, mas ele também em pouco tempo tinha criado uma afeição por ela que chegava a dar um pouco de raiva, comprovando mais uma vez o meu egoísmo.

— Ela deve estar confusa...

— Não, com raiva no mínimo, mas confusa é só uma palavra que vai aparecer depois que ela ter toda a situação explicada — Iniciei — Conheço Rapunzel a um tempo e posso lhe dizer que ela vai ficar mais abalada que das outras vezes em que brigou com a mãe, seria melhor irmos até a casa dela — Falei, me afastando da parede e sendo segurado pelo braço por Astrid — Precisamos está lá para ajuda-la.

— Não Jack. Você quer estar lá para ajuda-la, você mais do que qualquer um deveria saber que é um assunto dela e não nosso — Ditou, séria.

— Astrid, ela foi sozinha para casa e a mãe dela é meio louca, depois disso que você contou, não duvido de mais nada que Gothel possa fazer — Puxei meu braço com força, afastando a mão dela — Não vou deixa-la sozinha, não vou.

— Ela está com a Merida — Soluço, falou — Não tem com o que se preocupar.

— Não? Agora eu realmente tenho com o que me preocupar — Falei incrédulo e segui caminho para o ponto de ônibus.

— A Rida sabe cuidar da situação, não fique tão preocupado — Astrid falou ao meu lado, me seguindo.

— Não é só com a Merida que eu me preocupo, a Rapunzel vai estar no meio de fogo cruzado e ela que vai sofrer mais.

— Ela pode ter ido para a casa da Merida — Argumentou, Soluço.

— A meu caro amigo, você realmente conhece pouco a nossa querida Rapunzel — Ri nasalmente e tendo uma careta dele — Rapunzel não larga um explicação pela metade, ela não desiste.

— Então ela é como você — Falou, Astrid — Me admira que vocês se amam, mas não veem isso.

— O que? — Falei e senti meu rosto esquentar — Realmente, você não sabe das coisas que fala.

— Não é? — Cruzou os braços — Olhe só para você, querendo protege-la da Gothel para ela não sofrer, ela não é uma donzela em perigo, Jack. Deixe-a lidar sozinha com seus próprios problemas — Falou — Sei que a Merida está lá com ela, mas uma pessoa que tem uma afeição tipo a sua pode ser um engate para a situação piorar.

O que ela falou acabou me desarmando totalmente, mesmo eu sendo teimoso, ela não deixava de ter certa razão. Quando o ônibus chegou, adentrei o mesmo com Astrid enquanto Soluço acabou por ir sozinho para casa. Ficamos em silêncio e mesmo querendo sair quando o ônibus parou perto da casa de Punzie, segurei minha teimosia, deixando com que minha paciência cala-se meu egoísmo.