Notas iniciais
E aí pessoal, como vão? (Tomara que estejam bem. :P) Enfim, aqui vai mais um capítulo dessa joça. Espero que gostem! :D Boa leitura.

Todos olharam para o adolescente, em choque.

Os guardas gritaram e largaram as armas. O Jeff gemeu baixo, com uma mínima entonação de surpresa. A Jane ficou boquiaberta, o Gancho pareceu muito surpreso, o BEN exibiu surpresa em seu rosto queimado. A Mary e o Wendigo também ficaram boquiabertos, e o Herobrine apenas arqueara a sobrancelha, ocultando toda a sua surpresa por ver o Zalgo.

– Olá, Zalgo. – disse o Herobrine, friamente, passado o susto de vê-lo. – Você pode fazer o favor, de vazar daqui o mais rápido que puder antes que eu te degole?

– Ah, Herobrine, você não vai conseguir fazer isso. – disse o Zalgo, sorrindo com afeto, enquanto se aproximava do Herobrine. – Ninguém ia conseguir mesmo.

– Você não passa de um resto de menstruação de Pesadelo. – Á menção daquele nome, o lugar inteiro escureceu. O Zalgo se mexeu, desconfortável, mas o Herobrine falava com deboche. – Você é só um pedacinho de porra estragada arrogante que se acha superior á todos só por causa do seu papaizinho você matou, e por isso se acha o fodão...

O Zalgo pareceu ficar um pouco mais irritado e disse:

– Não devemos discutir sobre isso, Herobrine. Devemos discutir sobre...

Mas foi interrompido pelo Herobrine, que começava á se encher de cólera e novo.

– Não devo discutir sobre nada! Quem deve falar dessas merdas é você, e não eu. – disse com severidade e deboche, com a voz fria.

– Você é imbecil demais mesmo para entender. – fungou o Zalgo, sem medo.

A coisa seguinte aconteceu muito rápido, o Herobrine berrou e avançou no Zalgo, que foi pego de surpresa. O Herobrine colocou o braço no pescoço do Zalgo e correu com velocidade em direção da parede. Quando as costas do Zalgo bateram na parede, e os dois inspiravam pesadamente, com os olhos do Herobrine faiscando.

– Você não vai me matar. – disse calmamente o Zalgo, encarando o Herobrine.

– Duvida? – rosnou o Herobrine. Então o Herobrine socou-lhe o estômago, fazendo-o se curvar de dor, mas o Herobrine pressionou o braço no pescoço do Zalgo de novo com brutalidade, fazendo o Zalgo bater a parte de trás da cabeça na parede. – NINGUÉM TE DEU PERMISSÃO DE SAIR DAÍ! – gritou o Herobrine, com a voz insana de tanto ódio.

– Pare, Herobrine. – disse a Jane, com a voz calma. Ela sabia que provavelmente também estava insana, mas tinha de manter o Zalgo vivo. Então ela tinha que manter o tom de voz medido. – Calma, calma...

O Herobrine olhou-a, com os olhos faiscantes, então perguntou, com os olhos cintilando:

– Quem é você para mandar em mim?!

– Sou a Jane the Killer, mas não tenho nenhuma autoridade sobre você. – ela disse, ainda calma. – Só estou te fazendo um pedido...

O Herobrine encarou-a por momentos agonizantes, mas o Zalgo se aproveitou da distração do Herobrine e lhe deu uma joelhada na virilha, o deixando de joelhos de tanta dor, e o Zalgo ergueu um punho e socou a lateral da cabeça do Herobrine, jogando-o ao solo.

O Herobrine começou á se levantar, mas recebeu um chute nos rins. Ele grunhiu de dor, mas se levantou do mesmo jeito. Ele desviou a cabeça do soco seguinte do Zalgo, e lhe aplicou um chute no estômago. O Zalgo recuou, ambos analisando um ao outro. Então, como se tivessem combinado, ambos apontaram o braço direito um para o outro. O do Zalgo foi possuído por uma energia negra, enquanto o do Herobrine foi envolto pelas chamas, e ambos dispararam uma descarga de seus poderes, um no outro.

O Zalgo criou um redemoinho negro, cujo começo partia da mão, e crescia á medida em que se alongava, consumindo o ar e tudo no caminho. O Herobrine criou um jato de chamas que avançava incansavelmente no Zalgo.

O redemoinho do Zalgo engolia as chamas do Herobrine, mas o avanço do redemoinho era detido pelas chamas. Mas, pelo jeito, o Herobrine não gostava de enrolar, pois ele ergueu a mão direita, erguendo as chamas também no processo, e então desceu a mão de uma só vez, rompendo o encontro das duas energias com um estalo.

Mas, ao mesmo tempo em que descera a mão, um raio partira do céu e atingira o teto do castelo, rompendo-o e perfurando o Zalgo. O relâmpago brilhou e queimou o Zalgo, e segundos depois, veio o poderoso estrondo do trovão. O Zalgo caiu no chão, de joelhos, mas se levantou, completamente irritado, esbravejando e com fumaça se erguendo de sua carne ligeiramente queimada e com ocasionais bolhas.

– Agora você vai pagar pela sua ousadia, Lorde dos Mortos. – disse friamente, erguendo a mão direita. Um vento frio penetrou os ossos de todos, e os ventos se dirigiram para a mão direita do Zalgo. Nela, o ar começou á se torcer e tomar formato, e por fim, se solidificou em uma espada negra, com 1,50 de comprimento, lâmina afiadíssima e uma aura de escuridão.

Os gemidos e as súplicas de almas torturadas preencheram o ar, mas o Herobrine se manteve impassível, e ele sacou a picareta, e o ar inteiro pareceu se condensar com aquilo. Os vidros embaçaram e um zumbido incompreensível preencheu o ouvido de todos.

– Aposto que a luta vai ser fodástica. – murmurou Mary para Wendigo e o Lobisomem.

– Aposto que o Zalgo vai ganhar essa luta. – cochichou Wendigo.

– Aposto que o carinha de barba ganha. – murmurou o Lobisomem. – Ele mostrou ser promessa.

Mas a a Jane se levantou, irritada.

– PAREM JÁ COM ISSO! AGORA! – gritou, já irritada demais para pensar se isso já era uma coisa consciente da sua parte. Ambos o Zalgo e o Herobrine olharam para ela, com fúria, além de uma tonelada de guardas impressionados e o grupo incrédulo.

– Bem, ela se fodeu. – concluiu Mary.

– Vocês dois são o quê? Grandes líderes ou apenas bebezinhos irracionais? – perguntou a Jane, irritadíssima. – Sério, gente. O cara ali tá puto da vida, eu sei disso, mas vocês estão estressando á toa! Tratem de agir como adultos, e não como irracionais!

Ela inspirou pesadamente, certa de que pronunciara as palavras erradas. O Herobrine em si já causava medo o suficiente nela, mas o Zalgo... Ele simplesmente era um imã para mortes.

O Zalgo abaixou a espada, envergonhado. Mas o Herobrine abaixou a picareta com relutância, porém, olhando para a Jane de um modo aprovador.

– Desculpe-me. – murmurou o Zalgo.

Nesse momento, o Jeff gemeu de dor. A Jane revirou os olhos negros e chutou os rins do Jeff com força. Ele gemeu ainda mais alto, então a Jane disse:

– Fique caladinho, certo?

O Herobrine sorriu e disse:

– Pelo menos aqui alguém tem algum tipo de atitude...

– Espero que esteja falando de mim, bonitão. – disse Mary num tom zombateiro.

– Também. – admitiu o Herobrine. – Mas essa Jane aí é promissora. Com algumas sessões de treinamento comigo, ela acaba com a raça de qualquer um.

A Jane o olhou, arqueando uma sobrancelha.

– Se for para me ensinar alguns truques, eu aceito. – disse Jane, olhando o Herobrine.

– Não se arrependerá. – disse o Herobrine.

O Zalgo suspirou.

– Desculpe Herobrine, mas não está na hora de falar sobre quem devia ou não devia treinar, mas sim do problema mais imediato. Red.

Foi um erro. O bom humor temporário do Herobrine desapareceu e foi substituído por um ar de seriedade. A temperatura do lugar pareceu baixar -5°.

– O que eu tenho com isso? – perguntou o Herobrine com a voz dura.

– O grupo aqui já te falou. – disse o Zalgo, olhando para o Herobrine.

– Mas o que ganho com isso? – perguntou o Herobrine com a voz seca. – Já não vou mais acreditar nessa babaquice de poder entrar na sua graça, pois já fui enganado com isso vezes demais.

– Não, Herobrine. O que você vai ganhar é bem simples... Concederei-te a liberdade do exílio que foi submetido por todos esses anos... Irei te dar o que você jamais poderia ganhar em todos os anos: O direito de ser ativamente parte dos Primórdios, sendo um Lorde oficial e, de quebra, a redenção de todos os seus pecados. E vai poder se reunir com a sua esposa e sua filha.

O Herobrine apenas sorriu secamente.

– Como pode me dar uma garantia? – perguntou, olhando para o Zalgo descrente.

O Zalgo ergueu a mão direita. Em sua mão, chamas emergiram em forma de uma pequena cruz, e as chamas se dissiparam e revelaram uma cruz simples entalhada de madeira.

– Eu juro por tudo que é de mais sagrado e pela minha vida. – começou o Zalgo. – Que o acordo oferecido por mim será cumprido, caso o Herobrine cumpra as exigências. Todos os seus pecados serão lavados do corpo, tendo de se submeter á vossa graça. Esse juramento será revogado no caso de que o Herobrine descumpra qualquer parte do meu acordo.

O Herobrine encarou-o, perplexo. Os humanos comuns já poderiam ser julgados severamente por descumprir uma jura, mas um Primórdio poderia se esvair em chamas pelo simples ato de desobedecer uma parte do juramento. Um Primordial poderia ser destruído de um jeito que sua alma seria desintegrada e sua essência seria espalhada pelo mundo.

– O Herobrine deverá obedecer estes termos: — continuou o Zalgo. – Primeiro: Deverá eliminar este mal que assola o mundo: Red. Segundo: Jamais deverá eliminar quaisquer Primórdios ao meu serviço ou ao serviço de Cthulhu caso esse Primórdio não tenha o atacado primeiro. Terceiro: Ele só deverá matar humanos em último caso, sempre evitando matá-los exceto quando sua própria vida for ameaçada no processo. Quarto: Ele NÃO DEVE se transformar exceto quando for estritamente necessário.

Um silêncio recaiu-se sobre o lugar enquanto o juramento era completado. O Herobrine disse, depois de um imperioso silêncio:

– Aceito os termos.

O Zalgo assentiu, aliviado.

– Excelente...

– Mas com uma condição. – disse o Herobrine duramente.

O Zalgo perguntou, fingindo estar calmo, enquanto estava alarmado.

– O que foi?

O Herobrine inspirou profundamente e disse:

– Quero ter uma boa base na missão, e quero um pequeno grupo que vou escolher á dedo entre seus vários asseclas. E sem reclamação. A única desculpa que vou aceitar vai ser se a pessoa já estiver em missão.

O Zalgo assentiu levemente.

– Isso será feito.

– E mais uma coisa. – disse o Herobrine, se lembrando. – Depois que a missão terminar, eu quero que você arranje um lugar que eu possa ficar na sua mansão, como todos estes senhores aqui têm. – O Zalgo ia reclamar, mas o Herobrine o interrompeu: — Nada de “mas”. Ou vai ser isso, ou pode arranjar alguma outra pessoa com a mesma habilidade do que eu!

Ele e o Zalgo se encararam com intensidade, com olhares ameaçadores e faiscantes. Mas o Herobrine era muito melhor do que ele na arte de intimidar, e o Zalgo cedeu:

– Certo. Assim será feito, como parte do juramento.

– Excelente. – grunhiu o Herobrine. – Vou escolher os meus integrantes. Mostre-os.

O Zalgo fez um gesto de rotação com a espada, e esta se dissipou em sombras. As sombras flutuaram momentaneamente, então se dispôs como um tapete no meio do ar, e diversas cabeças se formaram nesse tapete sombrio. As cabeças adquiriram cor e forma.

Eram os mais variados personagens, desde o Jeff the Killer até a cabeça de um adolescente de 15 anos, com cabelos desalinhados negros que chegavam até um pouco mais acima dos ombros. O rosto dele era negro como a noite, com as únicas partes discerníveis das sombras eram as lentes brancas dos óculos dele, em que se destacavam apenas dois pequenos pontos negros que eram suas pupilas. E também os brilhantes dentes brancos que se mantinham em um sorriso ameaçador. O olhar permanecia insano. O Herobrine reconheceu-o imediatamente como o Observer.

Ele manteve os braços cruzados, destacando as longas linhas de músculos trançados. Os seus bíceps eram maiores do que de um punho fechado. Seu olhar se mantinha soturno.

Ele apontou para a cabeça do Jeff.

– Quero que ele fique no grupo. Esse maldito é bastante rápido e furtivo, pode ser útil.

A cabeça gargalhou insanamente e desapareceu. O Herobrine escolheu a cabeça da Jane.

– Essa mulher tem futuro. Quero-a na minha equipe.

A cabeça da Jane sorriu de um modo provocante, porém seu olhar era ameaçador. A cabeça disse:

– Don’t go to sleep, you’ll never wake up.

A cabeça se dissipou, então o Herobrine vagou o olhar pelas diversas cabeças e apontou para um jovem de moletom e capuz negros, calças jeans azul-escuras e tênis negros. O rapaz tinha uma máscara azul que cobria completamente seu rosto, só tendo dois buracos no lugar dos olhos. Os buracos só mostravam uma vastidão negra, e dessas órbitas vazias, escorriam um líquido negro por cima da máscara.

– Quero Jack Sem-Olho. – disse o Herobrine. – Ele vai ser útil.

– Aposto que sim. – assentiu o Zalgo.

– O BEN pode me acompanhar, mas acho que o Gancho vai ser útil para outros problemas.

O Zalgo assentiu, compreendendo. Então perguntou:

– Mais alguém?

– Sim. Quero-o. – O Herobrine apontou para um homem de uns 17 anos, com carne acinzentada e roupas prateadas. Um colete prateado, uma camisa cinza, boné cinza, calças brancas e tênis all-star brancos. Ele era magro e de altura mediana, olhos negros com íris vermelhas e pupilas negras. Sangue escorria dos olhos, e dos ombros expostos, era possível ver que não tinha braços, mas com tocos ensanguentados no lugar dos braços. – Quero Silver.

O Zalgo empalideceu um pouco, e a Jane ficou chocada.

– S-Silver? – perguntou a Jane, incrédula.

– Sim, Silver. – falou o Herobrine suavemente. – Só ele tem bolas o suficiente para se opor ativamente á Red.

Todos se calaram por um momento, exceto pelos gemidos de dor do Jeff. Então o Herobrine revirou os olhos de impaciência e falou para a mulher zumbi que tentar o curar:

– Cure esse babaca no chão. Não vou ficar carregando um aleijado nas minhas costas.

A mulher zumbi assentiu, e ela fez sinal para dois corpulentos humanos que vestiam armadura completa de um material azulado que só podia ser diamante. Eles guardaram as espadas do mesmo material nas bainhas de couro e pegaram o Jeff com cuidado, o levando até a enfermaria.

– Ele vai ficar bem. – disse um Herobrine completamente indiferente. – Agora, sobre os outros...

Ele se virou na direção do BEN e apontou a mão esquerda na direção dele. Da palma da mão dele, um jato de água emergiu e atingiu o BEN. O jato não era concentrado, mas jogava muita água. O corpo de BEN chiou e silvou quando a água fria encontrou o calor excruciante da sua carne. O BEN soltou um grito sufocado e fechou os olhos, caindo na inconsciência.

– Choque térmico. – disse o Herobrine, sem estar impressionado com o ocorrido. – Um humano teria tido os ossos quebrados.

O Gancho se levantou, grunhindo após se recuperar da inconsciência. O Gancho perguntou com a voz rascante, com o olhar percorrendo pelo local, registrando o Zalgo, o Herobrine, e todo o grupo:

– O que aconteceu?

O Zalgo olhou-o, avaliador. Então voltou á olhar o Herobrine e perguntou:

– Por que acha que ele não pode ajudá-lo?

– Poder ele pode, mas ele vai ser mais útil resolvendo uns problemas, pelo o que vejo. – O Herobrine fechou os olhos, se concentrando. O dedo indicador e o dedo médio da mão esquerda pressionavam sua têmpora. – Preciso me concentrar com os Primórdios, mas consigo vê-los... Sim, vejo que Red fez alianças, além do Suicide Mouse... Ele está conseguindo se aliar á Gold e á MARIO. Eles conversam sobre algo... Algo que se refere á convencerem á uma mulher ajudá-los... Enfim, acho que, se você mandar a Nina, o Gancho e o Observer, você vai conseguir boas informações.

O Zalgo considerou e assentiu.

– Como sempre, você é sábio em estratégias... – disse o Zalgo, o olhando.

– Sou sábio em tudo. – gabou-se o Herobrine.

– Exceto na arte de ser modesto. – disse Mary, sorrindo.

– É, nisso eu sou ruim. – admitiu o Herobrine.

A Mary riu, junto com o Zalgo. A Jane deu um sorrisinho contra sua própria vontade.

O Herobrine olhou para os guardas.

– Estão dispensados. – disse calmamente. Em pouco tempo, a sala tinha praticamente se esvaziado, só permanecendo o grupo e os que necessitavam de ajuda médica, além de uns três guardas que tinham a obrigação de patrulhar o local e a mulher zumbi, que era uma secretária.

– E então? Temos um acordo? – perguntou o Zalgo, estendendo a mão para o Herobrine.

Após um momento de relutância, o Herobrine apertou-lhe a mão com força, no intento de quebrar sua mão. O Zalgo se manteve impassível.

O Lobisomem então perguntou:

– Espera aí: E quanto á mim? Que diabos eu vou fazer?

– Você vai retornar ao lugar de onde você veio, nas floretas brasileiras. – disse o Herobrine calmamente, em contraste com sua fúria anterior. – É o lugar mais seguro.

– Não quero ficar num lugar seguro. Quero lutar. Partir pra porrada. – grunhiu o Lobisomem. – Afinal, o que vou fazer no Brasil? Comer humanos? Morder gente? Não, quero enfrentar essas coisas que vocês chamam de “Primórdios”. Quero... Ajudar. – ele fez uma careta com a última palavra. – Pelo o que entendi, esse Red é insano, psicopata, etc, etc... Então, o que posso fazer?

O Zalgo considerou e disse:

– Você pode acompanhar lorde Herobrine na jornada dele, e ele pode te indicar um lugar para você combater as forças de Red... O que acha?

– Eu aceito. – resmungou o Lobisomem.

O Herobrine assentiu com a cabeça.

– Vai ser ainda mais fácil a minha missão. – aprovou ele. – Agora, só preciso saber de uma coisa: Tem algum lugar como base? Red não parece estar em algum lugar específico... É parte da magia dele ser difícil de ser localizado, mesmo por meios mágicos.

– Tenho. – concordou o Zalgo. – Las Vegas.

A Jane arqueou as sobrancelhas, interessada.

– Las Vegas? – ela se lembrou da paisagem caótica, da diversão, das pessoas animadas. Ela se lembrou também dos becos escuros, do mercado negro, dos crimes cometidos por lá. – É... Faz sentido que alguém como Red possa gostar desse lugar.

– Sim, por lá, ele pode facilmente se estabelecer em uma área abandonada, matar muita gente ou se divertir muito. Ou os três ao mesmo tempo. – concordou o Zalgo.

– Então... Vamos? – perguntou o Herobrine.

– E quanto á nós? – indagou Mary, se referindo á Wendigo também.

– Vocês fazem o que quiser. De preferência, volte ao seu castelo na Inglaterra. Wendigo também. Procure Jersey, ele poderá se aliar á vocês. Os Primórdios devem andar juntos e unidos de agora em diante, sendo que Red está ganhando tantos aliados. – disse o Herobrine.

Mary assentiu, concordando com ele.

– Se eu ver Red, ele vai ter de ser carvoeiro nas forjas do diabo. – disse Mary, sorrindo sadicamente.

– Chame Jack e Silver. – disse o Herobrine, autoritário, para o Zalgo.

– Claro. – O Zalgo ergueu a mão direita e fechou os olhos. Sombras saíram das fendas do solo, e elas se interconectaram, formando dois corpos. Então, quando as sombras se dissiparam, se viram diante do Jack Sem-Olho e de Silver. Ambos magros, mas Jack era um pouco alto, enquanto Silver era mediano. Silver tinha cabelos prateados.

O Jack olhou para o Zalgo, surpreso.

– Ora, quem é você? – perguntou Jack, surpreso.

Silver olhou para o Zalgo, franzindo a testa.

– Sou o Zalgo. – disse o Zalgo calmamente.

Jack ficou surpreso e ficou boquiaberto por trás da máscara. Silver ficou chocado, mas recuperou a postura bastante rapidamente.

– Vossa Majestade... – disse Jack, se curvando. – É uma honra servi-lo.

– Escutem, vocês dois. Vocês vão acompanhar o senhor Herobrine, junto com o Jeff, Jane, Lobisomem e BEN. Vocês irão caçar Red, e terão de eliminá-lo.

O Jack ficou realmente chocado, até mesmo imóvel depois de todas as informações. Silver também ficou, mas ao escutar a última frase, sua expressão alterou-se em puro deleite e ele deu um sorriso.

Eles estranhavam pois eles estavam na presença de vários problemáticos. Bloody Mary era, oficialmente, um dos Primórdios mais perigosos que existiam. O Herobrine era definitivamente odiado e temido, e o Wendigo gozava de uma má fama.

– Finalmente... – disse Silver, apreciando as palavras. – Finalmente tenho a chance de acabar com Red.

– Meu senhor, nem sei o que dizer... – disse o Jack, consternado. – Quer dizer... Claro que vamos ajudar, mas pode me dizer por que fui necessário?

O próprio Herobrine respondeu:

– Porque você é um bastardo bastante furtivo, silencioso e mortal. Esse tipo de gente é essencial ao meu plano de ataque inicial ao Red. E ainda, você é muito ágil. E quanto á Silver. – acrescentou o Herobrine. – Ele é um dos únicos que tem coragem de enfrentar o Red ativamente, e ainda tem o tipo de poder essencial para usar contra Red.

O Silver empertigou-se de orgulho, e Jack se sentiu elogiado. Então o Herobrine perguntou:

– Prontos?

Todos assentiram, então o Herobrine disse:

– Ótimo. Segurem nas mãos uns dos outros.

De um lado, a Jane segurou a mão do Herobrine, e do outro, foi o Jack. O Silver franziu a testa e disse:

– Não tenho braços.

– Então vá até Las Vegas, no Cassino Holly Town. – disse o Herobrine.

Silver assentiu, e então ele jogou a cabeça para trás, enquanto se desfazia em sangue.

O Jeff ia segurar a mão da Jane, mas recebeu um olhar ameaçador da Jane, e deixou o BEN tomar seu lugar. O Lobisomem segurou a mão do Jack com muita relutância.

– Que merda... – grunhiu ele.

Então o Zalgo disse suavemente:

– Boa sorte, e usem a Humane.

Todos assentiram. Logo, uma fumaça cinza envolveu á todos – exceto o Lobisomem, pois já tinha forma humana natural – e quando esta se dissipou, todos mudaram para a forma humana.

O Herobrine simplesmente adquirira íris azuis como safiras e pupilas nos olhos. O Jack virou um rapaz de uns 17 anos de cabelos negros bagunçados e um olho com íris negra, e o outro com íris azul. Ele tinha um rosto pálido e anguloso. E sua máscara tinha sumido, mas de resto, suas roupas eram as mesmas.

Silver ganhou olhos de íris castanhas, braços artificiais de metal recobertos de uma película da cor pálida de sua pele.

Então o Herobrine fechou os olhos e os apertou firmemente. Em seguida, todos sentiram cada parte do corpo deles desaparecesse. A sensação não era dolorosa. Pelo contrário, era de frescor, mas era estranha. Então, quando as cabeças deles desapareceram, eles se viram num limbo negro momentaneamente, mas depois, se viram em um pátio escuro e abandonado. Não muito longe, o barulho de gritos, conversas alegres, buzinas de carros, entre outras coisas, soavam. Mas naquele lugar úmido, abandonado e poeirento, eles ouviam apenas o guinchar de ratos e o pingar constante da água.

Todos soltaram as mãos uns dos outros, analisando as casas velhas em desuso. As árvores estavam saudáveis, mas não se podia dizer o mesmo das casas. Uma delas, uma loja, tinha o letreiro caído, escrito em tinta vermelha:

“L JA O REGON”.

Pichações infestavam o lugar, pichações assustadoras, de crânios e de cenas de morte.

– Vamos. – sussurrou o Herobrine. Tinha algo de errado no lugar. Ele sabia que tinha gente na proximidade, mas tinha tanta gente por perto (Afinal, era Las Vegas!) que ele simplesmente não conseguia se concentrar o suficiente.

O Herobrine acelerou o passo junto aos outros, mas o Lobisomem indagou, curioso:

– Ei, esperem aí, para quê fugir? O que houve?

Uma voz suave ecoou das costas deles:

– Sim, o seu amigo está certo. Para quê fugir?

Todos se viraram na direção do som, e viram um homem vestido de jaqueta preta, bandana vermelha com traços brancos encobrindo a boca, óculos escuros, touca negra, camisa grafite, calças jeans e tênis all-star. Ele empunhava uma pistola Desert Eagle calibre 45 na mão direita. O Herobrine não sentiu nenhuma aura de poder especial. Ele parecia ser apenas um humano comum. Mas mesmo humanos podiam matar e caçar Primórdios. Por acaso, não fora isso que acontecera na época medieval? Tantos Primórdios morreram naquela época por causa das mãos humanas. E com o avanço da tecnologia e das armas, além dos treinos, os humanos ficavam cada vez mais perigosos.

– Não queremos fugir. Queremos apenas sair daqui. – disse o Herobrine, duramente.

– Ah, mas não dá para sair... Não quando temos convidados tão bons. – disse o homem, sorrindo. E por todos os lados, sombras começaram á surgir, portando submetralhadoras MP5K, AK-74U, AK-47, MP5, Desert Eagle, Colt Python, escopetas Lethal, coquetéis Molotov, entre outras armas.

Era uma armadilha, uma cilada.

– O que querem de nós? – perguntou o Herobrine, calmamente. – Podemos te dar dinheiro...

– Sei disso, mas não queremos apenas o dinheiro... Nós queremos que não tenhamos testemunhas. Sabe, assim temos o dinheiro e a garantia que não teremos gente incômoda. – disse o criminoso, sorrindo. – Que tal começarmos com essa franguinha aqui?

Ele apontou a pistola na cabeça da Jane, mas fez sinal para os homens e mulheres de escopeta atrás dele. Eles assentiram e apontaram as escopetas Lethal, Auto-5, Maverick 88 e Stakeout na Jane. Ela rolou, desviando do primeiro disparo de uma escopeta Maverick 88. O disparo ecoou pela vazia, mas foi engolido pelos outros sons da cidade animada do lado de fora. Os outros se prepararam para atirar, mas então o Herobrine ergueu a mão direita, e um muro de pedra se formou ao redor de todos, rachando o concreto já velho e danificado. O pequeno muro de pedra, alto o suficiente para protegê-los, bloqueou os estrondosos tiros que vieram á seguir, que fizeram faíscas voarem.

– Vamos! – disse o Herobrine, sinalizando que o grupo deveria atacar os humanos distraídos.

– Matem-nos sem piedade! – gritou o líder dos criminosos, o que empunhava a Desert Eagle.

O Herobrine cerrou os punhos, e as pedras que compunham o muro se soltaram e se jogaram para todos os lados, nocauteando três dos criminosos, matando um quando um bloco de pedra particularmente grande esmagou-lhe a cabeça e causando confusão total no restante.

O Jeff e a Jane sacaram as facas. O BEN sacou a espada, o Jack sacou uma Shiv, um tipo de faca minúscula com lâmina curta, mas bastante afiada. Era como um pequeno canivete, mas ele sacou uma Glock 17 com a mão esquerda. Silver levou a mão direita á mochila prata-esbranquiçada ás suas costas, e ele pegou uma Pokébola. Ele jogou-a e exclamou:

– Squirtle, eu escolho você!

Quando a Pokébola chocou-se no chão, uma lua azulada saiu desta e formou uma tartaruga azul, com casco castanho. A tartaruga ficava de pé como um ser humano e era maior do que uma tartaruga comum, além de ter patas adaptadas para terra.

– Squirtle! – disse Squirtle, a tartaruga.

O Herobrine sacou a picareta de diamante, que brilhou sinistramente á luz do luar. O Lobisomem deixou suas unhas crescerem e tomarem o formato de garras negras. Ele rosnou ameaçadoramente, enquanto se aproximava de seus agressores humanos.

Uma mulher portando a Auto-5 cometeu a tolice de mirar no Lobisomem e atirar nele. Ela mirara na lateral do corpo dele, mas o Lobisomem tivera reflexos sobre-humanos e ele mergulhou no momento em que ela disparou, e a bala apenas lhe roçou o cabelo.

Ele perfurou a barriga da mulher com uma mão, fazendo o sangue escorrer entre as garras negras, e ele girou, junto com o corpo da mulher, e jogou-a num carro velho e enferrujado, sem rodas, que dois criminosos usavam para se proteger. A mulher gritou enquanto seu corpo voou, e ela morreu quando bateu o pescoço na parede e o quebrou. Um dos criminosos portava uma AK-47, o outro portava um rifle M14. O que portava a AK se levantou por um momento para mirar no Lobisomem, mas foi seu erro. O Lobisomem saltou metros e mais metros de altura. Ele atingiu os dois pés na cabeça do homem, quebrando seu crânio instantaneamente. O outro homem mal teve tempo de processar o que acontecera quando o Lobisomem perfurou-lhe o peitoral com uma mão, e então ele bateu as costas do homem na parede uma vez. Então bateu mais duas vezes, e por fim, ainda na forma humana, mordeu a garganta do homem e rasgou-a com os dentes. O sangue jorrou da ferida, e o Lobisomem lambeu os beiços, apreciando o sangue que lhe encharcava a boca enquanto o cadáver do criminoso caía no solo, com a cabeça pendendo para um lado.

Enquanto isso, o Herobrine abria caminho entre um grupo de gente que decidira que seria mais seguro espancá-lo usando as armas de perto, como facões, facas, bastões de baseball, canos velhos e pedaços de grades, além de lanças de ferro.

Eles seguiram esse raciocínio quando o Herobrine matou uma criminosa de AK-74U e roubara a arma dela, e ele despachara mais três criminosos. Ele largou a AK e retomou sua picareta. O primeiro criminoso que avançara brandiu o facão, que foi parado pelo cabo da picareta, que nem se danificou com o golpe, e então o Herobrine destruiu o crânio do homem de facão com um giro, abrindo uma reentrância no crânio do homem com a picareta. O homem desabou, com o crânio fraturado. Um dos homens tentou golpeá-lo com um bastão, enquanto uma mulher tentou espetá-lo com a faca, mas o Herobrine abaixou-se do bastão de ferro e agarrou o pulso da mulher e o girou, empurrando-o em seguida. Ele a fez apunhalar o próprio peito. Ela caiu no chão, agonizante, enquanto o sangue jorrava da ferida.

O Herobrine recolheu a faca da mulher e esfaqueou a barriga do criminoso, deixando uma pequena parte dos intestinos se revelarem á partir da ferida. Ele caiu no solo, também agonizante.

Mais três pessoas pularam nele, gritando e empunhando canos, garrafas quebradas e lanças de ferro. Um tentou perfurar o Herobrine utilizando uma lança de ferro meio enferrujada, mas ele agarrou o cabo da lança e girou-a, atingindo o crânio do próprio dono e espantando os outros dois. Em seguida, ele jogou a lança como um arpão. Jogou com tanta força, que atravessou a barriga do primeiro criminoso e atingiu o estômago da criminosa atrás do criminoso. Ambos caíram, mortos.

Jack abriu a garganta de um homem de taco de baseball usando a Shiv, então ele mirou em uma das pessoas de Stakeout e disparou três tiros em rápida sucessão no coração do homem. Ele se dobrou e caiu no chão, morto. Então Jack rolou e se escondeu atrás da lixeira, no momento certo, pois o lugar onde estava antes, agora estava esburacado com os tiros espalhados de uma Stakeout e o tiro potente da Lethal.

Jack se levantou e disparou dois tiros que perfuraram o pescoço do homem de Lethal, então Jack correu e mergulhou, sentindo o ar quente enquanto as balas da Stakeout passavam por cima de seu ombro. Ele sentiu uma dor forte no ombro esquerdo e a ardência do sangue, e viu que duas balas tinham o atingido. Sem problemas.

Ele cravou a faca na garganta desse homem, e ele caiu no chão, gorgolejando e morrendo. Ele abriu a garganta de uma mulher próxima, que empunhava uma MP5K. Então ele correu e perfurou o queixo de um homem de UZI com a Shiv. A faquinha penetrou o queixo do homem e atravessou a língua dele. O homem uivou de dor, e Jack percorreu o caminho até o pescoço com a Shiv, abrindo um talho do queixo até o pescoço. O homem caiu no chão, morto.

BEN lutava com dois homens e uma mulher ao mesmo tempo, dois empunhavam facões, e a mulher empunhava um pedaço retorcido de ferro, com uma ponta afiadíssima e letal.

Um dos homens avançou no BEN, mas o BEN partiu-o em dois em diagonal, do ombro direito até a cintura. O outro homem avançou gritando, enfurecido, mas o BEN atravessou a barriga dele com a espada e girou-a, e deixou as entranhas reluzentes do homem se espalhar pelo solo.

A mulher avançou em seguida, e atingiu a lateral do corpo do BEN com o pedaço de ferro. O sangue jorrou da ferida, mas o BEN dividiu o crânio da mulher em dois, verticalmente, usando a espada.

O Squirtle de Silver jogava jatos de água potente nos homens e mulheres que tentavam inutilmente matá-lo. O jato de água quebrava os ossos dos adversários e os matavam. O casco do Squirtle o protegia bem, mas era Silver que garantia sua sobrevivência. Dando ordens e fazendo espigões empalharem os inimigos, além de invocar barreiras de vapor escaldante, que deixava os inimigos em carne viva.

Enquanto todos estavam distraídos, o Jeff e a Jane abriam a garganta de todos usando as facas. Eles eram furtivos e silenciosos, e acabavam com os inimigos antes que pudessem sequer gritar. Os corpos deles caíam com leveza no solo.

A batalha estava praticamente ganha, o Herobrine gritou:

– VAMOS, VAMOS! ESTAMOS GANHANDO...

Mas foi interrompido com o estrondo poderoso de um tiro de Stakeout. Todos congelaram, se virando na direção da Jane, que arregalara os olhos e caíra no chão de joelhos, enquanto o vestido negro dela se manchava de carmesim.

O homem de pele ligeiramente amarelada olhava para a fumaça que saía da ponta do cano do Stakeout. Ele tinha um rosto bonito, de íris da cor de bronze, cabelos dourados fartos, boné branco, colete branco, camisa amarela, bermuda branca e tênis all-star brancos, além de luvas sem dedo brancas. Ele era magro e mediano, mas tinha uma vivacidade nos olhos.

– Sabem... Algumas vezes, temos que impedir o progresso do inimigo... – disse o rapaz, sorrindo amigavelmente enquanto a Jane caia no chão com um grito fraco. Ele puxou o slide da Shotgun, fazendo um clack e um cartucho vazio sair do slide e cair no chão com um estalido de metal batendo em concreto. – Mesmo que isso custe algumas mortes. E caso queiram saber, eu me chamo Gold, ao seu dispor.

O Jeff arqueou as sobrancelhas de surpresa, mas parecia que a surpresa era agradável, o BEN e o Jack ficaram chocados. O Herobrine também pareceu surpreso, mas também parecia irritado. O Lobisomem estava irritado. Silver ficou perplexo. Red, Silver e Gold. Os Três Mestres Pokémon Primórdios. Eles se conheciam fazia anos.

– Gold, como você pode se juntar á Red? – perguntou Silver, desgostoso.

Gold riu, e então disparou mais uma vez, mas desta vez, abrindo um rombo brutal no ombro esquerdo da Jane, pois ela tentara se levantar. Ela caiu no chão, gritando de dor.

– Red me deu três escolhas bem básicas, maninho: Ou eu virava escravo e súdito dele, ou eu morria, ou eu seria um dos que governariam o mundo. Eu escolhi a melhor opção. – disse Gold, sorrindo.

– Parabéns pelo seu incrível raciocínio. – disse o Herobrine, com a voz fria, antes que Silver pudesse discutir com Gold. – Combina bem com sua mente covarde que faz coisas como atacar mulheres pelas costas, e também trair os amigos.

– O que você sabe sobre amizade? – desdenhou Gold. – Você tem tudo, menos amigos.

– Já os tive. E se alguém me sugerisse fazer uma merda dessas, eu escolheria a quarta opção: Matar o cara. – disse o Herobrine, secamente.

A Jane começou á tentar se levantar novamente, xingando em voz baixa. Porém, Gold a viu e atirou novamente, estourando o joelho esquerdo dela. As lágrimas manchavam a visão dela, e ela berrou de dor e raiva.

Porém, uma voz feminina ronronou:

– Ah, pode parar, Gold. Acho que Red vai querer a Jane como escrava sexual... E o BEN vai ser o palhaço particular dele. – A mulher, oculta pelas sombras, riu alto, acompanhada por Gold.

– Quem é você? – perguntou o Herobrine calmamente, porém, com a voz letal.

Eles puderam enxergar o lampejo da lâmina de um machado e ouvir um som de metal raspando tijolo enquanto a mulher arrastava o machado pela parede.

As botas de couro dela chapinhavam na terra úmida de água velha e dejetos de ratos. Então ela veio á luz, revelando os cabelos curtos negros com uma faixa vermelha, e os olhos de íris agora castanhas.

– Como foi que você não me reconheceu, bonitão? – disse Bloody Mary com um sorriso, saindo das sombras.

Notas finais
E aí, gostaram? Deixem a sua opinião! :3