– Você – dizem os dois juntos.

O choque da revelação desnorteia o casal. Talvez a ultima coisa que estão conseguindo realizar naquele exato momento é ter alguma reação a não ser ficar parado olhando um para outro. Duas pessoas com grupos distintos nunca tiveram um contato durante a infância, mas já ouviram muito um do outro. O menino racista manipulador gordo e a única menina gótica gorda de um grupo reservado. Ambos sabiam da presença um do outro, mas nunca tiveram vontade de conhecer um ao outro, afinal não quer dizer que duas pessoas moram em uma cidade pequena que as mesmas vão manter contato. Cartman, por exemplo, tem pessoas que nunca ou raro trocou duas palavras na sala de aula e Henrietta muito menos, afinal seu grupo é muito reservado. Mal sabiam a semelhança de personalidade era maior do que imaginava.

Tudo começou com uma briga de Cartman e Damien aonde o segundo teletransportou o primeiro para um lugar ao acaso que por ironia do destino cai em cima da gótica. Ambos são estourados e não aceitam que os provoquem. Foi graças a isso que os dois começaram uma rivalidade, acirrada para os dois, mas infantil para os terceiros. Discursões, planos para aprontar um para outro e até agressões físicas faziam parte da rotina.

Ao mesmo tempo Stan, Token, Kyle, Timmy, Clyde e Bradley se reúnem novamente para formar um grupo de heróis para combater alguns crimes pequenos na cidade que os policiais não estavam dando conta de resolver. Henrietta sendo irmã de Bradley estava ficando de saco cheio do seu irmão mais novo que só se gabava de ter poderes. O desejo de tirar a marra do herói fez ela descobrir que também tinha poderes, daí criou Dark Lady, aonde conseguiu enfrentar todos os companheiros do seu irmão com facilidade e até o próprio aonde teve questão de mostrar que poderes relacionamentos a cereais, hortelã e frutas não são grande coisa.

Em paralelo a isso Eric Cartman estava cansado de ser abduzido e ser vitima de experiências dos aliens. Para sua sorte seus primos também foram vitimas e estavam com o mesmo sentimento, daí criaram seu próprio grupo de heróis para combater os E.Ts. Como Butters e Alexandra estavam em namoro, foi fácil ter outro componente na equipe. A primeira vitória foi ter se passado de vitima, aonde conseguiram uma nave que escondem na floresta da cidade e tecnologia suficiente para combater seus inimigos diretamente.

O grupo que já foi chamado de “Guaxinim e Amigos” e o outro grupo formado pelo próprio Guaxinim tiveram um interesse comum: Dark Lady. O primeiro para se vingar e o segundo para ter uma forte aliada (apesar que o líder não tinha essa intenção) . Então ambos procuraram a misteriosa manipuladora de sombras até quando Guaxinim achou, ou melhor, foi achado. Henrietta que tinha admiração pelo herói rejeitado de South Park quis fazer aliança com o mesmo para ter condições para enfrentar seus inimigos.

Foi daí que começou a ironia do destino: o casal começou ter um relacionamento. De dia brigando feito cão e gato e de noite trocando juras de amor. Como imaginar que seu pior inimigo era seu amante? Como encarar a mesma pessoa que tanto fez ameaças e xingamento quanto juras de amor?

Pior se usasse o raciocínio seria fácil descobrir a identidade secreta do outro, afinal os físicos e a tonalidades de voz eram as mesmas, tanto que Mysterion, que nunca tinha visto Dark, sacou quem era a mulher por justamente a ver discutindo, aprontando e sendo aprontado com seu amigo.

De repente Henrietta levanta a mão para aplicar um tapa na cara do Cartman, mas consegue segurar a mão dela evitando o ataque. Tentáculos de sombras começam se formar atrás do herói que segura a heroína e joga para as sombras fazendo entrar entre os tentáculos. Para sair de perto de um possível ataque de sombras vivas, afasta-se e logo saca duas laminas laser no braço para se preparar para qualquer combate.

– Seu desgraçado – a sombra que cobre Dark Lady cria forma humanoide e crescer uns quatro metros – você me enganou todo esse tempo – usa o gigante para dar um soco no seu alvo.

– Eu não fiz nada. Foi você que me enganou sua vadia – se esquiva e ataque o braço do humanoide cortando e com um segundo golpe ataque a mão gigante amputada que logo dissipa o corpo.

– Todo esse tempo e você estava brincando comigo – sai diversos tentáculos em direção da vitima – vai pagar com sua vida. Guaxinim esquiva usando saltos e movimentos até sobrenaturais (graças a tecnologia existente em sua bota). Em um ataque que gira o corpo com os braços aberto como se tivesse em crucificação, consegue cortar os tentáculos.

– Eu te ajudei, lutei ao seu lado, convenci os meus companheiros de minha equipe para te auxiliar e até te salvei. Não me venha pagar de vitima, sua puta. Você me usou e é você que merece pagar – tira no seu cinto uma capsula que joga no gigante negro. O resultando é uma forte luz que dissipa o alvo. Dark Lady não encontra mais dentro do gigante. Guaxinim fica atento.

De repente espetos negros aparecem por debaixo do herói que por agilidade (graças ao costume de agir no espaço) e tecnologia consegue escapar com um mortal para trás. Faz isso sete vezes até que ele pega um impulso maior para saltar e ficar em pé na grande.

Dark Lady aparece no chão aos cinco metros de distância em um buraco de sombras com uma asa e longas garras.

– Eu não sabia que era você, seu viadinho de merda. Se eu soubesse nem teria buscado sua ajuda. Você que me enganou – diz a gótica.

– Eu não sabia que era você, por causa desse cabelo loiro, senão eu teria te caçado.

Por mais que o casal esteja acusando que um enganou o outro ou que um foi usado que outro, o que está mais machucando o casal foi todo envolvimento que eles tiveram como Dark Lady e Guaxinim. Todas aquelas noites românticas, aqueles beijos dados, caricias trocadas e até promessas de amor está entrando em conflito toda briga que eles tiveram na escola, do primeiro contato por acaso e até a ultima briga que envolveu até o grupo dos góticos. Um sentimento de amor e ódio está acontecendo dentro de ambos e a forma de auto-defesa interior é acusar que o outro estava enganando.

– Talvez eu possa ajudar – disse uma voz misteriosa.

– Morgan Freeman – o casal fala ao mesmo tempo. Guaxinim sai de cima da grade, enquanto Dark Lady dissipa a asa e as garras. Ambos se aproximam do senhor.

– Vocês dois mesmos não se conhecendo no passado tinha uma leve admiração no passado por causa de suas próprias atitudes, porem como vocês eram de grupo distintos nunca trocaram alguma palavra. Por um acidente, vocês tiveram o primeiro contato, mas começaram brigar. Ao mesmo tempo disso seu irmão, Henrietta, estava alegre por voltar o grupo de herói chamado “Guaxinim e Amigos”. Não aguentando mais as atitudes de seu irmão, você descobriu seus poderes de manipular sombra e confrontou seu irmão e seus amigos. Sabendo do que aconteceu Alexandra Cartman teve um interesse de chamar Dark Lady para seu grupo e foi aí que os dois se encontraram tiveram um envolvimento amoroso. Então os conflitos de vocês dois estão exatamente nisso.

Os dois prestam atenção de todas as palavras de Morgan Freeman e parece que tem lógica em tudo.

– Ainda me pergunto como você sempre aparece quando tem uma questão sem resposta – diz Cartman para Morgan Freeman.

– Porque toda vez que respondo uma pergunta eu ganho uma pinta nova – o rosto dele tem um pequeno brilho que revela uma pinta nova.

O casal se olha e ficam envergonhados. Incrível como dois seres que sempre tem respostas na ponta da língua, que sempre se destacam pelas suas atitudes, que sempre estão dispostos a enfrentar qualquer coisa ou alguém, não conseguirem tomar uma atitude naquele exato momento.

Em uma ação sincronizada, sem mesmo entrar qualquer planejamento, pegam a mascara um do outro e sentam no mesmo banco em pouco afastados. Cada um olha a mascara do próximo. Ficam até um tempo em silencio até quando Cartman quebra:

– Como conseguiu seus poderes? – disse sem olhar para a loira.

– Parece que que o viado do meu irmão e eu fomos éramos um projeto militar da área 51 aonde recebemos mutações de DNA, enquanto eu foi em um DNA do deus Hardes o meu irmão recebeu o DNA de um alienígenas zoado.

– Como soube de tudo isso?

– Morgan Freeman.

– Ta.

Os dois ficam em silencio novamente até quando a gótica quebra o silencio:

– Por que começou se vestir de Guaxinim?

– Eu queria a fama de ser o herói da cidade para vender diversas camisas personalidades, mas nunca deu certo.

– Por que logo guaxinim?

– Eu estava querendo criar um tipo de herói que não existia na Marvel ou da DC, por isso que fiz minha identidade secreta baseando nesse animal.

– Nunca tinha ouvido falar de Rocket Raccoon?

– Eu só descobrir a existência desse personagem, depois quando foi lançado o filme Guardião das Galáxias. Duvido que alguém já leu os quadrinhos daquela porra.

Henrietta da meio sorriso.

– Se você criou sua identidade de Dark Lady, então para que pinta o cabelo de loiro – Cartman novamente quebra o silencio.

– Eu não pintei de loiro, apenas tiro a tinta preta do meu cabelo. Cabelos loiros não combinam no meu grupo.

– Faz sentido.

Novamente os dois ficam em silencio.

– Por que caiu em cima de mim meses atrás? – Henrietta quebra o silencio.

– Foi um acidente. Estava discutindo com o anticristo, quando do nada ele resolveu me teletransportar, mas por ironia do destino cai em cima de você.

– E por que não me explicou isso na hora?

– Porque você me deu um tapa na cara. Tipo nem minha mãe já me bateu na cara...

– Tirando também aquela menina feminista no passado.

– Ela me deu socos e não tapa, mas voltando nunca tinha apanhado na cara tanto como comecei a ter rivalidade com você.

– E por que não revidada meus tapas?

– Por mais tentador que seja bater em mulher é um problema. Tipo um homem pode ser lixado por uma mulher, mas se de um soco e a mesma chora, literalmente fode com a vida do cara. Acho que até entendo do motivo de vocês góticos usarem muito a palavra conformistas.

Henrietta sorri.

– Tenho que admitir que até que é divertido a nossas brigas – confessa a gótica.

– Também tenho que admitir que foi a primeira garota que me despertou uma rivalidade saudável.

– Legal.

– Legal.

Os dois ficam em silencio novamente.

– Foram verdadeiras minhas palavras para ti – Cartman quebra o silencio.

– Como?

– Tudo que falei para ti como Guaxinim foram verdadeiras – desta vez Cartman olha para ela.

Henrietta olha para Cartman e ambos olham nos olhos.

– E agora? – pergunta ela.

– Acha se a gente namorar agora, nossos amigos vão pegar no nossos pés? – Cartman se aproxima mais.

– Sim, vão pegar – a gótica se aproxima um pouco mais.

– A gente brigou muito.

– E como.

Cada palavra que um diz se aproxima mais do outro.

– Imagine toda onda da nossa cara se a gente ficar funtos, afinal temos físicos semelhante.

– Isso é um saco.

– E quando todo mundo descobrir que você é Dark Lady. Imagine a confusão.

– Fico contente só de saber do medo do meu irmão.

O casal estão muito próximo. Praticamente colado.

– Quer saber. Foda-se – os dois falaram ao mesmo tempo e se beijam. Um beijo tão intenso trocado quando ambos usavam mascara, mas que desta vez até a uma disputa de tirar o ar primeiro do outro.

CONTINUA