The Dark Lady
15 Namorados
O que aconteceu? Essa é a pergunta para quem conhece o novo casal. Para um desconhecido Eric Cartman e Henrietta Biggle são mais um casal tem muito em comum pelo físico, mas quem conhece até superficialmente sabe que essa combinação até desafia a lógica. Afinal eles andavam brigando por meses quando de repente encontrar os mesmos juntos e de mãos dadas. Meses de discursões e um confronto indireto que muitos se perguntavam como tudo isso começou.
A primeira gótica de South Park e a pessoa mais racista da cidade (pelo menos abertamente) nunca trocaram uma palavra mesmo morando na mesma cidade e estudando no mesmo colégio. Mesmo quando boa parte dos garotos estava participando em um RPG e os góticos participaram na brincadeira (se unindo ao grupo do Cartman) a gótica não tinha trocado palavras com ‘mago’.
De repente os dois começam do nada discutem como se tivessem uma rivalidade de anos. Para aqueles que conhecem o manipulador parecia que estava substituindo sua antiga rivalidade com Kyle. Outros diziam que parecia uma disputa semelhante que tinha com Wendy. Para quem conhece os dois melhor sabe que ambos são do tipo de pessoa que não aceita desaforo de ninguém, foi assim que a rivalidade estendeu por muito tempo.
O que ninguém sabia (exceto os primos do Cartman e Butters) que o casal tinha um encontro noturno vestidos de mascaras. Não eram Eric Cartman e Henrietta Biggle, mas Guaxinim e Dark Lady, anti-heróis mascarados sendo que cada um tinha seu objetivo. Nesses encontros pareciam encontros de namorados. Foi um choque quando casal descobriu a verdadeira identidade do outro quase rolou uma disputa com resultado letal, porem graças a Morgan Freeman ajudaram esclarecer a situação que permitiu dos dois assumirem um relacionamento.
Em questão de desejo físico o casal já desenvolveu e em questão de brigas também. Agora o casal vai ter a dura tarefa de desenvolver cumplicidade, algo que só vai ser adquirido com o tempo. Por enquanto, precisam da o primeiro passo no relacionamento. Assumir seu namoro.
– Caralho. Eu nunca imaginava que os dois iriam assumir o relacionamento depois de meses de briga – disse Stan para Kyle, Kenny, Butters e Damien.
– Depois de tudo que aconteceu ontem parece que ele está jogando na nossa cara que seu grupo ganhou. Será que toda aquela briguinha não era encenação para nós enganar? – comenta Kyle.
– Parece que Eric não sabia quem era Dark Lady – diz Butters.
– Será que é tão burro assim para não saber quem era?
– Eu que me lembre vocês também não descobriram, eu só de olhar já descobrir – diz Kenny.
–Eu me pergunto como aquele gordo conseguiu anular meus poderes? – diz o anticristo.
– Se Eric conseguiu manipular um deus das trevas, porque com você não seria diferente? – responde Butters.
– Eu nunca seria manipulado por ele. Deve ter conseguido achar uma forma de neutralizar meus poderes.
– Se acredita... – diz o Butters fazendo o ultimo comentário.
– Ainda sim, será que Cartman sabia ou não sabia que Dark Lady era Henrietta? – pergunta Stan.
– Eric não me contou nada – diz Butters – e pelo jeito parece que não sabia.
– Alias quem era a garota que se dizia Águia? – Kenny pergunta.
– Eu não posso falar. Desculpe Kenny.
Todos olham para Butters.
– O que foi? – o loiro olha assustado.
– Conta para nós – disse Kyle.
– Eu não posso – fica um pouco assustado
– Sabe o que acontece se você não contar – disse Damien já deixando sua voz mais ameaçadora.
– Eu juro que não posso contar – começa suar frio.
– Vou contar até cinco. Um, dois, quatro – as mãos ficam em chamas.
– Butters – Alexandra o chama tirando atenção do grupo. O loiro sai rápido e se aproxima da garota. E vai embora com ela.
– Esse cara é cagado – comenta Stan – alias, Kenny porque queria saber quem é essa garota?
– Por nada – cora um pouco.
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– Eu não disse que aqueles dois iriam se da bem. Chupem. Eu estava certa – comenta Estella uma animação rara chegando até assustar os outros góticos (inclusive seu namorado), afinal a loira é conhecida por ser mais inexpressiva.
A inglesa foi criada pela sua falecida mãe para ser uma pessoa que não se deixasse levar pelas emoções para que nunca se apaixone por nenhum homem, já que o objetivo era para que a loira quebrasse todos os corações de homens que puder, mas graças a Pip conseguiu impedir os planos da mãe dela e impedir de um destino trágico de ter o corpo possuído pela própria mãe.
– Eu até também pensava a mesma coisa, só não fico tão animado assim com noticia – comenta Romper.
– Vocês dois que conhece esse Cartman? – Pete pergunta para Romper e Tweek – como ele é? Só escuto que ele é racista e manipulador.
– Ah é muita pressão lembrar dele – disse Tweek.
– Vocês dois não se davam bem?
– Não é isso, quando Kenny estava viajando fui escolhido para ser o substituto dele no grupo. Tive que ser o melhor amigo temporário do Cartman. Fui muita pressão.
– E ele te maltratava na época?
– Não. Até tentava ser amigo me convidando para casa dele.
– E qual era o problema disso? – pergunta Estella – quando Pip era vivo ele tentava fazer o mesmo comigo.
– Quem é Pip? – pergunta Tweek. Ele estudou com o falecido Inglês, mas não se lembra muito do mesmo.
– Era meu antigo namorado. Ele veio para o E.U.A para estudar aqui e morreu aqui nessa cidade.
– Ele era gótico?
– Quem dera. Tava mais para um conformista de primeira linha. Alias porque não deu certo sua amizade com o namorado da Henrietta?
– Porque era muita pressão.
– Já devia imaginar – a loira suspira.
– E você Romper. Conhece Cartman? – Pete pergunta.
– Claro que sim. Viramos bons amigos quando dividimos uma cela no presidio. Mesmo saindo antes de mim não me esqueceu. Até me ajudou a escapar na cadeia junto com um menino estranho chamado que Cartman chamava de Babaca. Ainda me deu uma grande força para me adaptar mesmo quando a mãe dele tinha morrido. Então ele é um ótimo amigo.
– Pete, por que quer saber desse tal Cartman? – Estella pergunta.
– Para saber aonde Henrietta esta se metendo. Como amigo de longa data eu não vou deixar ela sofrer na mão de qualquer um. Ela é uma irmã para mim – diz a ultima frase quando percebeu que sua namorada estava ficando com ciúmes.
– Pelo menos uma coisa é certa: as duas baleias finalmente vão se acasalar – diz Estella.
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Cartman e Henrietta estão sentados juntos e de mão dadas. O primeiro percebe que a segunda está agitada e como todo bom namorado faz uma pergunta atenciosa:
– O que foi? Ta com areia na vagina? – ou melhor nem todo namorado falaria isso com a namorada.
– Não me amole, seu filho da puta.
– Agora sério. Por que ta tão agitada?
– To me sentindo um pouco desconfortada com todo mundo me olhando – se encolhe um pouco.
– Ué? Você não é gótica que segue a filosofia que todo mundo é conformista que merece se fuder?
– Eu sou assim, mas tanto com você é diferente.
– Eu sou especial.
– Sim, é especial. É um grande filho da puta – diz com sarcasmo na voz.
– Você é uma graça quando ta com raiva.
– Não me amole – desvia os olhos.
– Para falar a verdade eu também to me sentindo desconfortável com todo mundo me olhando.
– Jura?
– Sim, mas quero que todo mundo vá tomar no cu. Faço o que quiser e não estou nem aí. Se eu deixasse as pessoas impor suas opiniões em mim eu seria a pessoa mais desprezada no passado.
– Lembro-me que também as pessoas queriam me despreza, mas graças aos góticos que encontrei forças e apoio para mandar todo mundo se lascar.
– Eu tive que me virar sozinho quase a minha vida toda.
– Você não tinha seus amigos para te ajudar?
– Até quando minha mãe morreu nunca tive ajuda de ninguém, nem mesmo dos meus amigos. Tive que aprender me virar, a mentir e a manipular. Nunca tive um colo para chorar ou alguém pra compartilhar minhas alegrias. Eu não sou racista porque gosto de ser melhor que os outros, mas sim porque foi a única forma que achei de revidar os insultos que recebia das pessoas. Então que se foda todo mundo. Ninguém merece uma satisfação nossa. Você é a minha namorada e eu sou seu namorado.
–Até que você não é tão grosso como pensava.
– Por que pensava isso?
– Porque a gente vivia brigando e só via assim. Assim como sua barriga que sempre está duas horas a frente de você.
– Vai se fuder. Você não tem moral pra falar nisso.
– Pelo menos minha gordura é espalhado já a sua. Você precisa de regime – cutuca a barriga do Cartman.
– Ah é. Vou te dar uma lição – Cartman faz cocegas na gótica.
– Para – diz rindo descontroladamente, enquanto tenta, sem sucesso, impedir as cocegas.
– Eu não sabia que era tão sensível com cocegas.
– Eu vou te matar.
– Quero ver você tentar – Cartman beija Henrietta para um beijo nos lábios que faz a segunda esquecer da raiva. Seu primeiro beijo em publico. Os lábios que aviaram depois de tanto tempo passando como Guaxinim e Dark Lady. Os lábios podem serem assemelhados como uma droga. De tanto usar por meses o casal já estão dependentes.
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– Então vocês dois vestiram fantasias para lutar ontem? – Firkle pergunta para Elvin e Ike.
– Sim – responderam juntos.
– Pelo menos rolou sangue?
– Não rolou – responde Ike.
– Mas foi quase – responde Elvin.
– Poxa vacilei de não te indo também.
– Vacilou. Perdeu playboy.
Os três garotos estão conversando no intervalo. No colégio.
– Não tem aquela gótica amiga sua? – pergunta Elvin.
– Ta falando daquela gorda de preto? Ela não é minha amiga. Só andamos no mesmo grupo.
– Que seja. Ela está namorando agora com meu primo.
– O que? – o gótico arregala os olhos – o seu primo não é aquele escroto gordo que herda a gordura da sua família.
– Vai se fuder. Minha família não é gorda, mas só tem ossos grandes.
– Veja pelo lado bom, pelo menos sua família não é fresca com uma tradição judaica.
– Vai ser fudido pelo seu pai – responde Ike.
– O meu ‘pai’ é uma mulher – responde o gótico tranquilo.
– Mulher como assim?
– Eu sou filho adotivo de duas lésbicas. Uma cega e outra que usa um braço mecânico e é cega de um olho.
– Eita.
– Pelo menos a gente sabe agora que elas adotaram ‘uma filha’ gótica – ri Elvin.
– Vai se fuder.
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– Obrigada por me trazer em casa – diz Henrietta.
– Isso é fácil, difícil era te trazer no colo do colégio até aqui. Aí isso seria dureza – responde Cartman.
– Já que está tão troll hoje então me leve no colo para meu quarto – a gótica se joga nos braços do namorado que segura por instinto – agora me leve, meu escravo.
– Caralho – Cartman sobe as escadas para ir no quarto da gótica – aonde estão seus pais?
– Estão de viagem.
– E o seu irmão?
– Não faço ideia, acho que ta no salão de beleza fazendo tratamento de pele.
– Até que você podia seguir o exemplo se cuidar um pouquinho.
– Vai se fuder.
– Aonde é o seu quarto?
– Na primeira porta a direita.
Cartman consegue abrir o quarto da gótica entrando do quarto digno ao gosto de sua namorada cheio de coisas sombrias, livros depressivos, replicas de caveiras, poste de bandas. A única coisa que viu de diferente é um pôster da webserie chamada “Homestuck”.
– Ta aqui – joga a namorada na cama.
– Seu bruto.
– Vai se acostumando.
– Vai ver que ainda vou te fazer mudar.
– Vai sonh... – Cartman interrompe a fala quando repara que o vestido da sua namorada subiu um pouco permitindo vendo a calcinha preta.
Henrietta já tampa rápido. Ficando com vergonha. Tem que admitir que uma coisa gostou de ver: que seu namorado ficou quase hipnotizado. Isso pode trazer uma vantagem pra ela.
CONTINUA
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