Notas iniciais
Oi gente! Primeiro, mil perdões pela demora, mas as duas últimas semanas foram meio corridas, semana de provas e etc. Bem, esse capítulo é crucial para o resto da história, portanto leiam bem. A cada capitulo que eu escrevo, eu tenho mais ideias, e a fanfic vai ficando cada vez mais longa. Agora, eu espero, que eu esteja escrevendo aproximadamente o meio. Quanto aquela fanfic que eu tinha dito que iria escrever sobre os Vingadores, ela tá em desenvolvimento, e dia 23 ela vai aparecer aqui para vocês. Gente, antes de começarem a ler, eu queria muitão recomendar um autor fantástico. Bernard Cornwell, o principal motivo do meu sumiço. Ele é o escritor de As Crônicas Saxônicas e As Crônicas de Artur. Simplesmente bárbaro e ganhou o posto de meu escritor favorito ao lado de Tolkien e Dan Brown. Enfim, você, que gosta de Idade Média e quer conhecer mais a real história do Rei Artur - que na verdade não é rei - leia, que você não vai se arrepender. Enfim, divirtam-se!

Acordei no dia seguinte, demorando alguns segundos para me lembrar de tudo o que havia acontecido. Levantei, troquei o vestido, procurei um que fosse parecido com o meu vestido preto e achei um vestido verde. Ri baixinho e o vesti. Não coloquei o meu chapéu, mas prendi meu cabelo em uma longa trança. Me admirei rapidamente no espelho, e reparei que o verde me caía muito bem. Pensei novamente em esmeraldas e saí para o café da manhã.

Fui até a cabine do meus pais, e para minha surpresa, nenhum dos dois estavam ali. Fui caminhando até o convés e percebi que o Holandês é um navio muito mais convidativo pela manhã. A luz do sol invadia o corredor e deixava tudo claro e visível, e eu adorava isso. Quando cheguei ao convés, encontrei minha mãe vestida como uma perfeita pirata. Usava uma camisa branca, uma calça justa que ressaltava perfeitamente bem as curvas dela. Se algum dia eu de fato me parecesse com ela, estaria feliz.

Me aproximei, lhe desejei bom dia e ela olhou para mim com um olhar estranho.

– Livie, seu pai e eu concluímos que não tem sentido deixar você escondida aqui, até porque Port Royal inteiro viu sua exibição com Jack, e você vestida como eu. — ela disse, em um tom neutro — Então, seu pai foi chamar os homens para comunicar sobre você. Seria bom se você trocasse de roupa e colocasse a que estava usando ontem.

Eu assenti freneticamente e corri para minha cabine. Mal conseguindo conter a felicidade, me vesti o mais rápido que consegui e no meio do caminho colocava o chapéu.

Quando voltei, a tripulação inteira estava no convés. Meu pai estava a frente com a minha mãe e meu avô ao seu lado. Eu forcei meus pés a caminharem e fui até eles.

Dei um aperto rápido na mão do meu avô, que sorriu para mim e andei mais um passo. Segurei a mão do meu pai com um aperto forte enquanto ele encarava os homens. Antes de falar, ele retribuiu o meu aperto. Quando finalmente, todos estavam ali, meu pai começou a falar.

– Marujos! Quero ter a honra de apresentar a vocês minha filha, Livia. — ele disse, com a voz cheia de orgulho — Ela ficará conosco por algum tempo. Minha esposa, que todos aqui já conhecem — houve um murmúrio geral — Elizabeth, também ficará.

Os homens olhavam para minha mãe com respeito e admiração. Quando os olhos se voltaram para mim, consegui ouvir comentários como "ela é a cópia da mãe", "os olhos dela são do Capitão", "ela apontou uma adaga para Sparrow". Eu sorri abertamente para todos. Eu não prestei mais atenção no que meu pai disse depois de encontrar um rosto conhecido entre tantos outros. Nathaniel. Meu sorriso vacilou por um instante até ver que ele sorria também. Meu sorriso se alargou ainda mais, de alívio, ao ver que ele não estava zangado.

– Quem é o rapaz? — minha mãe perguntou em voz baixa.

Despertada do torpor, lancei um último olhar a Nathaniel e olhei para minha mãe. Ela sorria indulgentemente para mim. Um sorriso cúmplice. Eu ri.

– Nathaniel — confessei em voz baixa — o conheci ontem. Ele é encantador.

Ela olhou em direção a ele e mandou um olhar examinador. Ela subitamente parou de sorrir e seu rosto empalideceu dez tons. Eu preocupada, soltei minha mão da de meu pai e me virei para ela. Ela tinha recuperado a cor do rosto, mas ainda parecia em choque.

– Como disse que é o sobrenome dele mesmo? — ela perguntou, com a voz seca.

Por um segundo pensei na pergunta.

– Eu não disse. Na verdade eu não sei...

Meu pai interrompeu o resto da frase e disse que seria bom eu dizer algo aos homens. Eu parei e encarei os homens. Olhei para meu pai, que olhou de mim para minha mãe e percebeu que tinha algo errado. Acenou brevemente com a cabeça e trocamos de lugar. Com um último olhar a pálida Elizabeth Turner, fui até onde meu pai estava. Senti a cor abandonar meu rosto e passei a suar frio. Em algum lugar escondido da minha alma, encontrei coragem para falar.

– Olá. — percebi que minha voz estava mortalmente baixa e meu avô murmurou alguma coisa sobre falar mais alto. — Olá. É um prazer estar aqui. Sei que mulheres em um navio é sinal de mau agouro, mas garanto que nenhum se dará ao trabalho de vir atrás de nós.

Isso fez os homens explodir em gargalhadas. Sorri, satisfeita com o efeito que causei. Eu acenava e sorria para todos. Eu procurava Nathaniel entre os marujos, mas ele olhava fixamente para minha mãe. Ela, olhava para ele de volta com um olhar da mais pura melancolia. Por um segundo, imaginei se os dois se conheciam, mas não era o que pareciam. Ele a olhava como se soubesse quem ela era, mas não a reconhecesse. Ela, olhava para ele como se fosse um fantasma que a atormentava em seus pesadelos. Eu acenei uma última vez para os marujos, que começaram a voltar as suas atividades normais, e fui até ela.

Nathaniel caminhava até nós. Meu pai o olhou por um longo instante mas não pareceu ver nele o que minha mãe via.

– Elizabeth, o que tem o rapaz? — ele perguntou, claramente se lembrando do que Nathaniel me contara na noite anterior.

– Quantos anos ele tem? — minha mãe perguntou, com a voz embargada, ignorando a primeira pergunta do meu pai.

– Ele havia me dito que tem 21 — ele respondeu. — Mas o que há de errado?

Antes que ela pudesse responder, Nathaniel chegou até nós e sorriu para mim antes de estender a mão para meu pai.

– Capitão Turner, temo que em nossa última conversa, não tenha havido a oportunidade de eu me apresentar. — ele disse, com o tom de voz firme — Meu nome é Nathaniel. Nathaniel Norrington.

Notas finais
Bemmmmm, o melhor ainda está por vir! Como esse capítulo era pra ser um pouco maior, mas ia quebrar completamente o clímax, eu resolvi dividir em duas partes. Já que a outra parte é bem pequena, é bem provável que eu poste ele ainda hoje. It's all folks!