The Conflict Between Love and Hate - (EM REVISÃO)

4 O passado pode doer mais do que parece


Notas iniciais
OIE POVÃO!! Depois de um século eu retornei das profundezas do além trazendo mais cap pra vocês. É sério gente, gomenasai a grande demora para esse capítulo chegar. Obrigadinha a todas as pessoas que comentaram nos últimos capítulos ou só favoritaram mesmo, todos vocês são importantes pra mim (até os fantasminhas :3). E como recompensa pra vocês, trago aqui um pequenino presente de natal (atrasado eu sei gomenasai) by: me! Sem mais delongas boa leitura!

– Ametista, você tinha medo do quê? — perguntou de certa forma apreensiva, utilizando um tom lento e mais baixo do que o normal.

– O-o que? Eu já disse isso pra você — Se pronunciou gaguejando, suas pupilas se dilatando no momento em que ouvira a pergunta da outra, a menor logo passando a estremecer cada vez mais.

– Então, acha que poderia repetir o motivo para mim novamente...? — indagou a outra, expressando o mesmo tom de antes. Se a gem púrpura realmente havia respondido sua pergunta, então da mesma forma não se importaria de repeti-lo, pensava.

A arroxeada estava começando a entrar em desespero. O que Pérola estava fazendo?! Pois se queria lhe torturar estava obtendo êxito nessa façanha.

– E-e-eu tinha medo da-... quero dizer, acho que ti-tinha medo da sua reação... — virou-se para o lado um tanto constrangida, sua voz quase sumindo ao final da frase. Porque respondera àquilo novamente?! Não devia nenhuma satisfação a ruiva, aquela não era a sua maneira de fazer as coisas, não era o que ela realmente queria responder... na verdade, em outra situação talvez tivesse simplesmente dado às costas a albina e a deixado sem uma resposta aparente, mas desta vez... não houve sequer tempo para a menor pensar em algo que soasse da maneira que desejava, falou aquilo simplesmente por impulso.

Detestava comentar sobre seus sentimentos com outras pessoas, especialmente ela.

– Você pensava o que Ametista? Que eu iria te odiar? Que ficaria com raiva de você?! — elevou gradualmente o tom de voz, a aflição aos poucos se fazendo presente e completamente escancarda em cada uma das suas palavras — Por favor, eu... só quero que você me diga a verdade, você não confia em mim o suficiente pra isso? — sua frase havia soado quase como um pedido, uma lamúria, um suspiro de dor...

A menor se assustou quase de imediato, o que Pérola estava dizendo?!

´´Ela pensa que eu não confio nela?´´ se indagou mentalmente.

– Não! Não, não, não! Pérola e-eu confio em você! Eu... Pérola eu não menti porque que não tenho confiança em você, e-eu fiz isso porque... — engoliu em seco, seu coração palpitava a uma velocidade fora do comum — é porque... eu não tenho confiança em mim mesma... pra fazer isso — pronunciou minimamente a última frase, em uma altura que a ruiva quase não pudera escutar.

– Confiança em você mesma?? Eu não entendo Ametista, confiança para fazer o quê?! — apesar da aparente surpresa de Pérola ao perceber que a outra estava confessando um de seus próprios defeitos, a mesma não deixou de se sentir confusa, ainda sem uma resposta aparente.

A arroxeada estava começando a estremecer internamente, realmente odiava quando tinha de conversar com a albina daquela maneira.

´´Como ela consegue ser tão insensível? ´´ se perguntou mentalmente, será que Pérola realmente não dava a mínima para a maneira como ela se sentia?

– E você por acaso algum dia você teve algum interesse nisso?! Em como eu me sinto?! Hein?!! — elevou bruscamente o tom de voz, se enfurecendo diante das ações da ruiva, que para ela eram puramente egoístas.

A outra nunca se preocupou realmente com os seus sentimentos, por que ela teria algum interesse nisso justo agora?

Não iria mais dar satisfações a ela, a menor não devia isso a mais velha por motivos óbvios, será que era só a albina que não percebia isso?

Pérola estancou no lugar, não esperava que a outra reagisse daquela maneira.

– O -que...? Eu... eu não me importo com o que você sente...?! — indagou friamente, elevando gradualmente o tom de voz, um tanto incrédula.

Ametista rangeu os dentes.

– Isso é realmente sério? Você só percebeu isso agora?! Está brincando comigo por acaso?! — como era possível ela agir daquela maneira?

– Eu não estou brincando com você Ametista! Quem foi que disse pra você que eu não me importo com os seus sentimentos?! — indagou com a voz habitual de quando se extressava com algo, aquela inconfundível voz de quando lhe chamava a atenção.

– ENTÃO PORQUE VOCÊ NUNCA MAIS DEMONSTROU ISSO?! — se levantou bruscamente de seu lugar, alcançando a mesma estatura de Pérola que naquele momento ainda se encontrava sentada com os joelhos dobrados abaixo das finas pernas que possuía.

Cerrou os punhos em fúria, as compridas madeixas albinas lhe cobrindo os olhos púrpuras, a face agora provavelmente se encontrando avermelhada devido a raiva e ressentimento que lhe preenchiam o espírito naquele momento.

Os olhos de Pérola se arregalaram de imediato, sua expressão completamente estática, enquanto esta tentava formular o que a menor acabara de lhe dizer.

´´Eu... nunca mais demonstrei isso...?´´

– Ametista, eu... — tentara se aproximar da arroxeada, mas antes que pudesse fazer qualquer coisa, a menor simplesmente saiu correndo da pequena varanda, negando o seu toque e atravessando rapidamente a porta da frente da pequena casa de praia, correndo em seguida na direção do portal de entrada do templo, adentrando o próprio quarto, sem dizer mais nada a ruiva.

Seu rosto já se encontrando corado, devido as lágrimas que agora poderiam transcorrer por seus olhos e rosto arroxeados, sem qualquer empecilho.

´´Ela não pode me ver chorando, ela não pode acreditar que eu me importo com isso. Não vou deixar ela pensar que eu sou tão fraca... eu...não sou nenhuma coitadinha que precisa da ajuda dos outros...´´

Pérola ficou completamente sem reação durante alguns instantes, sequer mudando de posição nesse meio tempo, apenas observando a entrada para o templo do cristal, tentando entender o que acabara de acontecer.

Abaixou o olhar ao chão, remexendo os próprios dedos uns nos outros inquietamente, ainda com os dois punhos fechados sobre as próprias pernas, enquanto refletia sobre aquela situação em que ambas as gems se encontravam.

´´Eu... não vou conseguir pensar sobre isso estando aqui, preciso... ir para outro lugar. Essa varanda está deixando minha mente em branco, eu não consigo raciocinar perfeitamente... essa é... a explicação mais lógica para eu estar me sentindo assim... claro, é... apenas isso´´.

Se levantou vagarosamente do local ao qual se encontrava, ainda sem a coragem de levantar as próprias íris para algo ao seu redor, em seguida descendo as escadas lentamente, se apoiando no corrimão da mesma, logo caminhando pela extensão da areia da praia à passos relutantes, até ser perdida de vista por Steven.

– Garnet — chamou preocupado o menor — o que vai acontecer agora? — perguntou em tom de aflição.

– Eu não sei, Steven — disse prontamente a morena — você sabe que elas as vezes fazem isso, as duas precisam de tempo, estão magoadas e provavelmente ficarão algum tempo sem se falarem. Vamos ter de ser cautelosos e pacientes daqui pra frente com elas — disse por fim, enquanto examinava o próprio óculos com uma das mãos.

– Mas... nunca foi tão sério desse jeito, teve aquela vez que elas brigaram no jardim de infância, mas tudo acabou bem no final... dessa vez-

– Steven — a maior o interrompeu rapidamente, lhe dirigindo o olhar dessa vez, com uma das mãos sobre seu ombro — elas precisam se entender sozinhas, não podemos nos meter nisso. A menos que cause alguma interfêrencia no desempenho delas durante as missões, nós não podemos exigir que elas simplesmente façam as passes de uma hora pra outra. Essas duas tem muitos conflitos entre si para resolverem, são só elas que não perceberam isso ainda. — falou no tom mais fraternal que encontrou, esperava ao menos conformar e confortar o filho de sua mentora com aquelas palavras.

Após isso Steven resolveu apenas não comentar mais nada sobre aquela situação, se isso ajudaria as duas gems a se reconciliarem, então estava de acordo em manter sigilo e silêncio sobre o assunto.

Até porque nenhuma das duas os viram observando na espreita a conversa de ambas, já que antes de Ametista conseguir atravessar a porta de entrada, Garnet rapidamente pegou o menor pelos braços e deu um salto para o segundo andar da pequena casa, não permitindo com que a dupla fosse descoberta espionando as duas colegas de equipe, albina e arroxeada naquela discussão.

– Mas... pra onde Pérola foi, Garnet? — indagou, ainda um tanto preocupado com o rumo que aquela situação estava tomando.

– Para um lugar onde ela com certeza vai perceber o que acabou deixando passar todos esse anos — respondeu calmamente, deixando Steven um tanto intrigado.

– Onde fica isso? — perguntou novamente, se sentindo um pouco melhor por receber tal notícia pela morena.

A gem vermelha abriu um leve sorriso.

– Pense um pouco e você encontrará a resposta mais cedo do que imagina — afagou rapidamente os cabelos negros do garoto, em seguida se afastando do menor e se dirigindo para o primeiro andar, caminhando na direção do teletransportador.

– Pra onde você vai? — indagou um tanto confuso.

– Preciso buscar uma coisa. Fique aqui, se algo acontecer vamos precisar de alguém tomando conta desse lugar — respondeu a gem vermelha apressadamente. Tentava ao menos motivar Steven para que o mesmo não se sentisse mal pelas duas integrantes da família que se encontravam brigadas.

Apenas concordou com um aceno de cabeça, seu olhar parecedo um pouco mais confiante.

Logo em seguida viu o teletransportador ser acionado e a morena se despedir de si com um rápido gesto que indicava um possível ´´tchau´´, sendo a maior enviada para um outro local qualquer.

Se rendeu ao sono que sequer se recordava que ainda sentia, praticamente se jogando na cama, tentando resistir a tentação de adormecer ou de ir atrás de uma das gems que se encontravam isoladas uma da outra, precisava ficar em alerta.

Porém, antes de sucumbir ao cansaço completamente, refletiu durante alguns minutos sobre o que Ametisa dissera anteriormente.

´´ENTÃO POR QUE VOCÊ NUNCA MAIS DEMONSTROU ISSO?! ´´ a voz da arroxeada ecoava em sua mente freneticamente.

Afinal de contas, o que aquilo significava?

Notas finais
Então, primeiramente perdão pelo capítulo pequeno, prometo que o próximo será maior. Alias se for de seu agrado deixe um comentário, vou apreciar muito lê-lo! Até a próxima! Kissus!