The Change In The Game
10 Uns próximos demais, outros distantes demais.
Notas iniciais
Chegamos lá, saímos do carro e entramos juntas. Andávamos no corredor, em direção a sala de Gil.
SB: E ai estão as nossas damas.- Sorriu ao nos ver.- Conseguiram dormir ou brigaram a noite inteira?
CW: Como você agüentou isso ai na sua casa?- Referir-me a Booth, que mantinha um inesquecível sorriso. Encostei na mesa de Gil, ao seu lado.
TB: Eu dormi bem, a casa da Catherine é bastante confortável. Diria que uma casa bem grande para uma funcionária publica.
CW: E vocês, dormiram bem?- Mudei o assunto rapidamente.
SB: Muito bem! A casa do Gil não é cheio desses bichinhos- Apontou para a sua estante.- E o Hank é muito adorável.
CW: É sim, ele é um amor de cachorro.- Sorri.- E você Gil, dormiu bem?- Virei-me para ele, mantendo o sorriso. Ele olhava para mim, mantendo uma indiscreta troca de olhares, deixando-me um pouco insegura.
GG: Bem.- Sussurrou, parando de me encarar. Porém eu continuei a olha-ló, agora indiscretamente. — Que tal falarmos um pouco sobre o caso?- Tomou impulso, desencostando-se da mesa.
TB: Vamos para onde está os ossos, preciso terminar de analisa-lós.- Seguiu para fora da sala junto com o Booth. Eu continuava encostada na mesa, agora colocando a minha bolsa acima da mesa de Gil. Desencostei logo em seguida, indo em direção de Gil, que estava a alguns passos a minha frente.
CW: Vamos?- Falei baixo, passando a mão no seu braço e o sentindo arrepiar.- Se arrepia com apenas um toque?- Perguntei rindo. Ele fixou o olhar em mim, não respondendo a pergunta, apenas passando a minha frente. Não entendi o porque disso, apenas andei logo atrás deles, fechando a porta.
Brennan e Booth já estavam na sala de evidências quando nós chegamos. Booth um pouco afastado da mesa, enquanto Brennan olhava atentamente os únicos ossos que tínhamos até agora. Continuávamos a olha-lá, ainda um pouco surpresos com a sua habilidade.
TB: Você não tem o que fazer?- Perguntou, nos olhando rapidamente.
CW: Sim, estamos trabalhando no mesmo caso que você.
TB: Eu sei disso, mas realmente precisam ficar em cima de mim desse jeito?- Chegamos um pouco para trás. Ela nos olhou novamente, um olhar que Booth parecia conhecer muito bem.
SB: Eu vou tomar um café.- Saiu da sala.
Ela continuava a nos olhar, incomodada com a nossa presença.
CW: Eu acho que eu vou fazer a mesma coisa.- Sai da sala, puxando Gil pelo braço.- Chega falando sobre suas qualidades, me enfrenta, é cheia de manias, dá explicações estranhas e agora não quer que ninguém fique em cima dela, em um caso que estamos todos juntos.- Reclamei à caminho da sala de descanso.
GG: É apenas o jeito dela.- Respondeu.
CW: Você já está acostumado?
GG: Sim.- Falou curto, como se estivesse me evitando.
CW: Ok.- O empurrei devagar, o encostando na parede.- Qual é o seu problema?- Perguntei o olhando fixamente.
GG: Eu não tenho nenhum problema.- Falou baixo.
CW: Olha para mim.- Sussurrei. Ele levantou a cabeça devagar, encarando-me.- Você mal está falando comigo, é curto em suas respostas. Foi algo que fiz?- Perguntei com a voz doce.
GG: Não, você não fez nada.- Falou desapontado, tirando-me da sua frente e entrando na sala de descanso sozinho. Encostei-me na parede, o acompanhando com o olhar, sem entender o motivo do seu descontentamento.
J: Catherine.- Falou diante a mim.
CW: Oi.- Virei-me para ela.
J: Acabamos de receber uma ligação do Circo Du Soleil. Acho que vocês tem uma cena de crime.- Entregou-me um papel.
CW: Ok.- Peguei, lendo o endereço.- Obrigada.- Sorri de lado, a vendo caminhar pelo corredor, de volta a recepção.
Andei na mesma direção que ela, olhando entre as salas, até encontra-ló no laboratório, conversando com a Wendy.
CW: Booth!- O chamei da porta, o fazendo olhar para mim.- Talvez tenhamos a nossa cena.
SB: Desculpa, “nossa cena”?- Perguntou, fazendo uma cara sarcástica.- Se você não se lembra, não sou um CSI e sim do FBI.
CW: Eu nunca vou esquecer isso. Mas é sobre o caso que você veio nos ajudar.
SB: Ok.- Falou desapontado, sorrindo para Wendy e logo em seguida vindo na minha direção.
CW: Você sabe que a Wendy é comprometida, não sabe?- Falando andando lado à lado com ele pelos corredores.
SB: É?- Perguntou surpreso.- Não vi nenhum anel de compromisso.
CW: Não é um compromisso tradicional, é um relacionamento complicado e infantil.
SB: Com quem?- Olhou-me
CW: David Hodges.
SB: Aquele que trabalha com ela?
CW: Ele mesmo.
SB: Ele é um idiota.- Suspirou.
CW: Disso você entende mais do que ninguém.- Brinquei, o vendo olhar sério para mim.
SB: Pensei que era proibido namorar pessoas do trabalho.
CW: É sim, mas os “ratos” de laboratório não precisam, necessariamente, seguir essa regra. Ela vale mais para os CSI’s, já que podemos entrar em alguma briga pessoal, acabar destruindo o caso ou pior, ter a nossa relação julgada no tribunal.- Falei, enquanto nós já estávamos na saída do departamento.
SB: Falando nisso, cadê o Gil?
CW: Eu acho que deve estar na sala dele ou ajudando a Brennan.- Entramos no estacionamento.
SB: Por que você não o chamou para ir junto com você?- Perguntou curioso.
CW: Eu até chamaria, mas ele parece estar me evitando.- Falei baixo, indo em direção ao seu carro.
SB: Então eu não sou sua primeira opção?- Falou, ficando a minha frente.
CW: Você nunca será, acredite — Sorri.
SB: Desapontou. — Brincou. — Aposto que você fez alguma coisa para que o Grissom ficasse assim.
CW: Eu nunca faria nada para que o Gil me evitasse. Nunca o magoaria.- Falei, saindo da sua frente. Entrando em seu carro, no banco do passageiro.
Booth deu de ombros, dando a volta no carro e me olhando pela janela.
SB: Não vai brigar para quem vai dirigir?
CW: Não.- Respondi com a voz calma.- Cansei de discutir.
SB: Ah, isso fazia parte do seu charme.- Riu, entrando no carro. Eu não dei muita importância, apenas virei a cabeça para a janela.
Ele colocou o cinto e pediu para que eu fizesse o mesmo. Ligou o carro e saiu com ele do estacionamento.
SB: Então, para onde nós iremos?- Olhou-me rapidamente.
CW: Circo Du Soleil.- Entreguei o papel do endereço para ele.
SB: E... há palhaços lá?
CW: Não sei, o que você acha que tem em um circo?- Ironizei, olhando para ele. Ele virou-se para frente, um pouco desconfortável.
Não me importei muito, não estava muito afim de brigar nem com o Booth e muito menos com a Brennan. Logo me virei também para frente, encostando a minha cabeça na janela. Booth parecia ter respeitado meu silêncio, pelo menos uma vez. Fizemos o caminho todo em total silencio. Sem gracinhas, sem discussões, sem nada. Até chegar à nossa possível cena de crime.
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