Notas iniciais
Uma parte que pode dá a entender que Catherine e Brennan finalmente darão uma trégua. Eu disse que pode, haha.

Chegamos novamente ao estacionamento, saímos do carro e andamos em direção à saída do mesmo. Entramos no departamento, seguindo para a sala de evidências, onde já podíamos encontrar Brennan e Gil.

GG: E ai?- Perguntou curioso.

CW: Esses dois braços.- Falei colocando a sacola acima da mesa e a abrindo com cuidado.- Foram encontrados no porão do Eclipse. Bill que os encontrou, mas não soube explicar de onde eles surgiram.

TB: Câmeras de vídeo.- Sugeriu.

CW: Como eu não pensei nisso antes?- Falei sarcástica.- Claro, todos os donos de cassinos filmam as torturas que fazem com quem tenta rouba-lós. Daí, quando nós pedimos a fita sem mandato, eles entregam!- Ironizei.

GG: Catherine, não seja maldosa.- Sussurrou

SB: Eu acho que isso já faz parte dela.- Respondeu, deixando o tom de brincadeira para trás.- Podemos começar isso, Bones?- Sorriu, empolgado para ela, que se aproximava da mesa.

CW: Divirtam-se.- Ironizei, indo em direção à porta.

GG: Onde você vai?- Perguntou, perdendo a atenção em Brennan.

CW: Para casa.- Respondi, virando-me para ele.- Já se passa da meia noite, a Linds não pode ficar mais uma noite sozinha.

GG: Ok.- Virou-se para Booth e Brennan, que estavam perto da mesa.- Se vocês quiserem ir embora, tudo bem. Sei que devem estar cansados da viagem, não tem problema em continuarmos isso amanhã.

TB: Eu posso continuar aqui, não estou cansada.- Respondeu, atenta aos ossos.

GG: E você, Booth?

SB: Bom, eu tenho que cuidar da Bones.

TB: Não precisa ficar aqui, eu sei me cuidar. Se eu quiser ir embora, faço o meu check in no Tangiers.

SB: Sim, eu preciso. Você é a minha parceira, para sempre.- Falou de um jeito diferente, diria, um jeito doce.

CW: Desculpa, mas Tangiers?- Intrometi-me.

TB: Sim.

CW: Como eu disse, já se passa da meia noite, não há quartos vagos no hotel. Sem falar, que a diária de lá, deve ser uma fortuna. Até mesmo para uma pessoa assim, tão encantadora como você é.- Sorri sarcástica.

TB: Eu já passei noites sem dormir, mais uma, não fará diferença.

CW: Não seja tão dura, você pode ficar na minha casa até o final do caso. Não será problema, se eu a agüento durante dois turnos, posso agüentar alguns dias.

TB: Obrigada.- Parou de mexer nos ossos, virando-se para mim.

SB: E eu, Catherine?

CW: Você? Pode ficar na sala do Gil, eu sei que amou aquela aranha.- Ironizei.

SB: Ah, você é tão engraçadinha.- Falou no mesmo tom de ironia que o meu.

GG: Você pode ficar na minha casa.

SB: Tem bichos lá?- Perguntou preocupado.

GG: Só o meu cachorro.

SB: Ok, eu gosto de cachorros.

CW: Então, vamos Brennan?- Olhei para o relógio.

TB: Boa noite, Booth.- Sorriu, olhando para ele.

SB: Boa noite, Bones.- Sorriu, trocando olhares com ela.- Até amanha.

CW: Boa noite, rapazes.- Falei, antes de sair da sala, junto com a Brennan.

Passamos na minha sala, apenas para pegar ambas as bolsas. Andamos juntas em direção a saída do departamento, entrando no estacionamento. Ela entrou no meu carro, no banco do passageiro, enquanto eu entrei no do motorista. Colocamos os cintos e eu sai com o carro.

Dirigia com cuidado, já que o transito estava cheio. Alias, era plena madrugada, uma noite sem fim na cidade do pecado.

Chegamos na minha casa, entrei com o meu carro na garagem e saímos juntas de lá, entrando pela porta dos fundos.

TB: Sua casa é muito grande para uma CSI.- Observou.

CW: Acho que ela compensa a sala que estamos dividindo.- Falei, andando em direção à sala, com ela atrás de mim. Joguei as chaves na mesa de centro e coloquei a minha bolsa no sofá.- Eu vou te mostrar o quarto onde você vai ficar, siga-me.- Falei subindo as escadas, andando devagar no corredor, até chegar no ultimo quarto. Brennan estava logo atrás de mim.- Pode arruma-ló do seu jeito, tem um banheiro na outra porta.- Falei, da porta do quarto. Ela entrou logo em seguida, colocando a sua bolsa acima da cama.

TB: Obrigada, Catherine.

CW: De nada.- Sorri, parecendo simpática.- Você quer algumas roupas emprestadas?

TB: Não, não precisa. Eu trouxe as minhas.- Respondeu.

CW: Se você quiser, pode descer e comer algo, ver televisão. Qualquer coisa pode me chamar, o meu quarto é o primeiro do corredor.

TB: Ok.

Fechei a porta, entrando no meu quarto. Tirei os meus saltos, o colocando ao lado da cama. Desabotoava a minha blusa, entrando no banheiro e fechando a porta. Tomei um banho demorado e logo depois coloquei a minha camisola. Voltei para o meu quarto, coloquei o meu hobby por cima e andei até o quarto da Linds.

Observei a menina, que dormia. Aproximei-me da sua cama, andando devagarzinho para não acorda-lá. Abaixei-me, a altura da sua cama, a olhando admirada. Mexi em seus cabelos, com um sorriso no rosto.

CW: Boa noite, meu anjo.- Sussurrei, dando um beijo na sua testa. Levantei-me com cuidado, não querendo fazer barulho algum. Sai do seu quarto, com um sorriso bobo. Fechei a porta do mesmo, voltando para o meu. Deitei na cama, e em questão de segundos, adormeci.

No dia seguinte, acordei com o barulho no corredor. Coloquei o meu hobby, que estava ao lado da cama e sai do quarto. Desci as escadas e percebi que era a Lindsey, arrumando as suas coisas para ir à escola.

CW: Bom dia, Linds.- Falei no ultimo degrau.

LW: Bom dia mãe.- Colocou a mochila nas costas.- Eu nem a vi chegar ontem.

CW: É, o meu caso está mais difícil do que o comum.- Sentei ao sofá.

LW: Sério?- Perguntou empolgada.- Conte-me como está.- Sentou ao meu lado.

CW: Nada disso, moçinha. Isso não é assunto para as oito da manhã.- Sorri, levantando do sofá, em direção à cozinha.- Já comeu alguma coisa?

LW: Vou deixar para comer na escola. Alias, já está na minha hora.- Olhou no seu relógio de pulso.

CW: Espera até você ver a minha visita.

LW: Uma visita.- Repetiu, seguindo-me até a cozinha.- É um homem? Ou melhor, é o Gil?- Intimou curiosa.

CW: Não!- Exclamei, fechando a geladeira com uma jarra de suco na mão.- Você tem a mesma mania do seu pai, de ver coisas onde não há nada. Eu e Gil, somos apenas amigos.

LW: Então essa camisola curta, com esse hobby transparente, foi para uma noite solitária?- Insistiu, sentando-se de frente para mim.

CW: Sim, foi.- Falei colocando a jarra de suco na mesa.- A nossa visita uma mulher, que está trabalhando comigo e vai passar um tempo aqui, até terminar o caso.- Assim que eu terminei de falar, Brennan apareceu na porta da cozinha.

CW: Essa é a Dra. Brennan, Linds.

LW: Oi, eu sou a Lindsey, a filha da Catherine.- Levantou-se, a cumprimentando.

TB: Oi.

LW: Agora, que eu já conheci a nossa visita, eu vou para a escola.- Ajeitou a mochila nas costas e venho em direção a mim.- Tchau mãe.

CW: Tchau, Linds. Eu te amo.- Sorri.

LW: Eu também.- Sorriu.- Tchau Brennan.

TB: Tchau, Lindsey. Tenha uma boa aula.- Olhamos a menina, até a porta se fechar.- A sua filha parece muito simpática, para a mãe que tem.- Respondeu, sentando-se à mesa.

CW: Bom dia para você também, Brennan.- Sorri.- O que você quer para o café da manhã?

TB: Nada, é melhor irmos para o departamento logo.

CW: Não, você não pode sair daqui sem comer.- Virei-me para o fogão.- Quer que eu faça bacons?

TB: Não, eu sou vegetariana.

CW: Ok.- Virei-me para o armário, pegando a caixa de cerial.- Gosta disso, não é?

TB: Na verdade, não.

CW: Tudo bem.- Sentei a mesa, de frente para ela.- Você é vegetariana, então não come bacon. É fresca, então não come cerial... Então, o que você come no café da manhã?

TB: Café, panquecas, essas coisas.- Falou, olhando-me diretamente. Levantei-me, em direção ao fogão. Preparando o nosso café da manhã, de acordo com o seu gosto.

Assim que terminei, levei as panquecas e o café pronto para cima da mesa. Comíamos juntas, em absoluto silêncio.

Depois que terminamos, rapidamente, lavei a louça na pia, enquanto Brennan já tinha subido para se arrumar devidamente para que fossemos trabalhar. Logo após de acabar tudo que eu tinha à fazer, subi também e, me arrumei. Colocando uma maquiagem leve, pois ainda nem se passava das dez da manhã.

TB: Está pronta?- Bateu a porta do meu quarto, devagar.

CW: Sim.- Sai do banheiro, acertando os brincos na minha orelha.- Já podemos ir.- Coloquei o meu salto e fui em direção a ela, na porta.

Descemos as escadas juntas e pegamos as nossas bolsas, que se encontravam no sofá, onde já tínhamos deixado na noite anterior.

Saimos da minha casa, entrando na garagem, onde ela logo entrou no carro, se sentando no banco do passageiro. Colocamos ambos os cintos e saímos dali em seguida, indo em direção ao departamento.

Notas finais
E então, Linds comentando sobre Gil, deixando Catherine um pouco sem jeito. Brennan na casa de Catherine, como se fosse grandes amigas, só que não.
Acho que mereço bastante reviews!