The Change In The Game
29 Por que nós?
Notas iniciais
CS: Vocês já têm um padrão de onde os corpos foram encontrados?
GG: Temos. – Pegou uma folha, que estava em outra mesa, ao lado do corpo. Nela estavam algumas anotações. – Elas são encontradas em lugares que um turista curioso em Las Vegas iria. Eclipse para tentar a sorte ou se hospedar. Circu Du Soleil para admirar o espetáculo. Área 51 como uma aventura. E um clube de streeper para não se sentir solitário.
CW: Também.
GG: O que você quer dizer com “também”? – Perguntou, virando-se para mim.
CW: Esses lugares, menos o deserto, têm uma ligação comigo e o com Booth. – Respondi, eles me olhavam confusos. – É como uma cronologia. O clube de Streeper foi o meu passado.
GG: Catherine...
CW: Não, isso é relevante se formos a tribunal. – O interrompi antes de tudo. – Eu trabalhei lá para me sustentar ao chegar a Las Vegas. Era uma menina, 16 anos apenas, tinha que bancar a minha faculdade nada barata. E o Eclipse é o meu futuro. É um lugar que me trouxe dor, problemas para a minha vida, porém não deixa de ser uma herança de família. E esse cassino de Sam Braun movimenta muito dinheiro em Las Vegas.
TB: Sabia que você não poderia ter uma casa daquela como uma funcionária pública. – Deixou escapar.
CW: Você tem razão. Eu não teria uma casa como a minha se não fosse a principal dona do Eclipse e tivesse grande parte em outros cassinos.
CS: Então, você está querendo dizer que esse caso tem haver com você? É talvez uma pessoa que você conheça?
CW: Diria se fosse somente isso, mas não é. O presente é de Booth, o circo, o medo de palhaços. Isso tem a ver com nós, todos nós. O que liga a mim se liga a Gil. E o que liga Booth, se liga a Brennan.
SB: Aonde você quer chegar?
CW: Eu quero dizer que ele queria todos nós aqui, agora. Sabia que precisaríamos uns dos outros. Esse assassino quer ser descoberto, em um jogo doentio.
TB: Catherine está certa. – Respondeu. – É um jogo e nós entramos nele.
SB: Eu não entendo. Por que separar o corpo? Poderiam ter o desovado inteiro.
CW: E qual seria a emoção disso ao um serial killer? – Questionei. – Além do mais, se o corpo fosse inteiro, nós não precisaríamos de vocês. Talvez nem de outra antropóloga.
GG: É verdade. Não importa a direção que olharmos, não importa se é turista ou de Las Vegas. A identidade é de menos nesse momento.
CS: Para onde devemos olhar agora? – Encarou o corpo. – Precisamos de uma cabeça aqui.
CW: O que mais te marca, Gil? – Virei-me a ele.
GG: O que você quer dizer?
CW: Medos, passado, presente, futuro?
GG: Não há nada que me marque. Não um lugar, não em Las Vegas. – Encarou-me. Como se eu já soubesse a resposta.
CW: E a você Booth, mais algum medo?
SB: Não.
CW: Brennan?
TB: Não.
SB: Talvez isso não seja mais com a gente. Talvez seja uma acaso como o deserto foi.
– Acabamos de receber uma ligação. – Entrou Judhi, educadamente. – Uma cabeça foi encontrada na piscina do Tangiers.
GG: Piscina? – Perguntou.
– É, aquela estampada na parte de dentro, com golfinhos dentro.
TB: Golfinhos. – Falou em bom tom.
CW: O que você quer dizer?
TB: A minha mãe. – Suspirou. – Ela amava golfinhos. Ela me deu esse cordão. – Mostrou, estampado em seu pescoço. – Quando eu era criança. Talvez isso seja a única coisa doce que havia nela.
SB: Então, esse assassino está nos vigiando, relatando a nossa infância, o nosso passado e arriscando no nosso futuro!?
CW: É. Talvez ele seja tudo isso.
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