The Change In The Game

47 Pessoas mudam... Será?


Notas iniciais
Estou de volta e para ficar (dessa vez é verdade). Fiz um capítulo bem grandinho, se der tempo ainda posto mais hoje, pois estou muito feliz.

Na manhã seguinte, Catherine acordou mais cedo que de costume. Estava nervosa e tinha motivos.

Desceu as escadas, já arrumada. Tomou o seu café, espero um pouquinho e logo foi chamar Lindsey no seu quarto.

– Vamos, já está na hora. – Falou, sacudindo a menina.

– Ainda é muito cedo. – Resmungou.

– Não é não. Temos que chegar um pouco antes.

Lindsey hesitou, porém Catherine insistiu até que ela levantasse.

A menina saiu da cama, indo em direção ao banheiro no seu quarto. Com a afeição de raiva, por acordar mais cedo que estava acostumada.

Catherine saiu do seu quarto, andando de um lado para o outro no corredor até que a Lindsey estivesse arrumada.

Assim foi. As duas desceram as escadas juntas, saíram de casa e foram em direção ao carro de Catherine. Colocaram o cinto e Catherine deu a partida.

Tentava mostrar tranqüilidade perto da filha, mas não conseguia. Estava nervosa. Sempre ficara nervosa em tribunais. Mal gostava de falar sobre os seus casos na frente de milhares de pessoas desconhecidas, quem dirá da sua vida pessoal. Ser questionada de como é ser mãe e coisas do tipo.

– Você está bem, mãe? – Perguntou Lindsey, que estava sentada no banco do passageiro.

– Sim, eu estou. – Falou baixo, recusando se virar para menina. Se mantinha bastante atenta ao trânsito.

– Não parece. – Continuou. – Você estava ficando vermelha. – Segurou o braço dela. – E soando frio.

– Eu estou um pouco nervosa, é só isso. – Falou, olhando rapidamente para menina e forçando um sorriso.

“Um pouco nervosa?” – Pensara Catherine. Um pouco nervosa estava na sala de parto. Um pouco nervosa estava em seu primeiro caso. Um pouco nervosa estava na primeira vez quando dançou para um monte de homens excitados. Mas, agora? Agora, estava completamente nervosa e assustada.

Chegaram ao tribunal alguns minutos depois. Catherine estacionou o seu carro próximo ao do seu advogado, Peter. Ela e Lindsey saíram juntas e adentraram.

Já no corredor, o seu advogado a esperava sentado.

– Bom dia. – Levantou-se, segurando a sua maleta.

– Bom dia. – Respondeu. – Essa é a Lindsey. – Falou, com a mão no ombro da menina.

– É um prazer te conhecer, Lindsey. – Disse Peter, sorrindo.

Ela respondeu com um sorriso.

– Meu anjo! – Falou Eddie, logo atrás de Lindsey.

A menina se virou o abraçando.

Catherine os olhava, ainda mais nervosa. Tinha uma afeição de nojo, em direção à ele. Porém não interrompeu o seu momento com Lindsey.

– Saudades do tempo em que eu poderia te pegar no colo. – Virou-se para Catherine que virou o rosto. – Bom dia. – Disse.

Ela não respondeu.

Puxou Lindsey, devagar, pelo braço. Ela, a menina e Peter caminhavam pelo extenso corredor, só para ficar longe de Eddie.

Faltava pouco tempo para começar a audição. Tiveram que ficar do lado de fora sentados, um longe do outro, até que fossem chamados.

Impaciente com a demora, Catherine levantou e começou a andar de um lado para o outro. Até que viu Gil no começo do corredor.

Ele não estava sozinho. Booth, Brennan, Cam e Wendy o acompanhavam.

Ela andou até eles, sorrindo, passando por Eddie e a sua advogada. Ele os olhava sem cessar.

– O que fazem aqui? – Perguntou já perto dos demais.

– Não tinha nada para fazer no departamento. Então, resolvemos vir ao tribunal te ajudar a falar mal do juíz. – Brincou Booth.

– Até você, Wendy? – Perguntou.

– Bom, agora ela é uma de nós. – Falou Gil, segurando o seu ombro. – Conheça a nossa CSI nível 2.

Catherine sorriu. Isso realmente tinha melhorado o seu humor.

– Parabéns. – A abraçou. – Você merece mais que qualquer um.

– Obrigada. – Respondeu, com um enorme sorriso no rosto.

Um pouco depois, chamaram para a audição. Entraram todos juntos. Estava tudo bastante tenso.

Gil lançou um olhar de raiva em direção a Eddie, que estava a uma pequena distância deles. Ele revidou. Os dois se odiavam e isso vinha muito antes do casamento da Catherine.

A audição começou. O juíz pediu que Lindsey saísse. Assim que ela atendeu ao pedido do juíz, a advogada de Eddie começou a falar.

– O meu cliente deseja a guarda total da sua filha, fruto do seu casamento. – Declarou, sem delongas.

– Por que ele não optou pela guarda compartilhada? – Perguntara o juíz.

– Porque a sua ex-mulher, a senhorita Willows, dificultou as suas saídas com a filha. Proíbiu visitas na sua casa. Chegou ao ponto de proibi-lo até mesmo a ir ao seu local de trabalho.

– Por que a senhorita fez algo assim? – Questionou o juíz, olhando para Catherine.

– Porque ele tentou me agarrar. – Respondeu.

– Isso é mentira. – Falou a sua advogada. – O meu cliente somente a segurou contra uma das paredes para que ela parasse e escutasse o que ele tinha a dizer.

– Isso que é mentira! – Respondeu Booth, levantando-se. – Eu estava lá e vi o que ele estava fazendo. Ele a prendeu contra a parede e estava sim, tentando beijá-la.

– Quem é você?

– Seeley Booth.

– Ah, o cara que trabalha com a senhorita Willows e ameaçou o meu cliente de morte. – Disse a advogada. – “Se você entrar nesse departamento ou eu te ver perto da Catherine novamente, eu te mato.” Foram essas exatas palavras, não é Senhor Booth?

Ela o encarou. Ele a olhava confuso virou-se para Catherine e novamente se sentou, um pouco intimidado. Estava com medo de que pudesse estragar algo.

– Fique calmo. – Sussurrou Brennan, o olhando. Colocou a sua mão sobre a dele e a segurando firme.

Já a advogada de Eddie continuava a falar como se ele fosse um anjo e consequentemente, fazia da Catherine uma vilã, que estava tentando destruir uma relação pai e filha que nunca existiu. Estava tentando entrar na cabeça de Lindsey e colocá-la contra Eddie.

Catherine a olhava, furiosa. Encarou Eddie, lançando um olhar fuminante para ele, que sorria debochado. Sabia que Catherine não aguentaria aquilo. Perderia a cabeça e entragaria a guarda de Lindsey em suas mãos, era somente uma questão de tempo.

– Fique calada até o juíz te perguntar algo. Continue calma. – Orientava Peter, percebendo que a mesma já estava ficando vermelha.

Chegou a vez de Catherine falar. O seu advogado levantou, indo ao centro da sala.

– O senhor gostaria de dizer porquê a sua cliente impede a aproximação entre pai e uma filha? – Perguntou o juíz ao Peter

– Sim. – Mexeu em seu terno. – Eddie foi um péssimo marido para a minha cliente. Enquanto ela saia para trabalhar, ele levava diversas e diferente mulheres para passar a noite na casa onde os dois moravam, para dormir na cama onde os dois dividiam. Fazia isso até mesmo quando Lindsey, uma criança de apenas 6 anos de idade, estava dormindo ao quarto ao lado do seu.

Eu sei que isso não ele fez contra a Catherine não é o suficiente para que ela o afaste de sua filha. Porém, mostra a sua falta de responsabilidade e senso para um pai. Que tipo de exemplo ele daria para uma adolescente?

Além de tudo isso, ele não tem condições financeiras comparáveis as da minha cliente para suprir as necessidades de uma adolescente de 15 anos.

Também tem as suas incapacidades pessoais, como o vicio em drogas ilicitas, que ele diz servir de inspiração para as suas “músicas”. Fato que o levou à um acidente de carro há anos atrás, no qual ele quase tirou a sua vida e a de sua própria filha.

Peter virou-se para Catherine, com um sorriso vitorioso. Sentou-se novamente, encarando os seus “rivais”.

Todo o tribunal ficou em silêncio por alguns segundos. O juíz anotava algo.

– Tem algo a dizer? – Ele havia se virado para a advogada de Eddie.

– Não. – Falou baixo, fechando a sua pasta.

– Eu mudei. – Falara Eddie, olhando para Catherine – Eu não sou mais o pai novato ou aquele homem cafajeste que te traia, Catherine. Eu aprendi a minha lição, depois que te perdi. Depois que me dei conta que aquilo não era uma briga que eu bastava pedir desculpas e dizer que te amava, que você voltaria para mim. Eu me dei conta quando soube que você tinha ido embora para sempre, quando soube que você tinha nojo de mim.

Eu sei que fui um péssimo marido e um péssimo pai, e de verdade, eu me arrependo disso. Eu queria voltar no tempo e concertar tudo que eu fiz à você, mas não dá. Porém ainda há tempo para eu mudar o que fiz a Lindsey.

Ela é única pessoa que eu amo de verdade e é com ela que eu posso provar à você que eu mudei.

Ele virou-se ao juíz e continuou:

– Quanto à estabilidade financeira, eu já tenho. Estou trabalhando, é claro que eu não ganho tão bem quanto a Catherine, mas já é um começo. Sim, eu estava sob o efeito de drogas quando o meu carro caiu na represa. E esse acidente foi a gota d’ água para que eu parasse.

Quanto a vez que eu fui no departamento e tentei beijar a Catherine, eu peço desculpas. Sinceras desculpas. Eu estava fora de mim.

Eu... Eu estava chateado ao ver que ela não necessitara mais de mim ao seu lado. Ao ver que eu já não era mais nada na sua vida, ao saber que eu já não fazia mais diferença. Que o passado já não significara mais nada.

A vontade de beijá-la foi mais forte que eu. Afinal, ela continua mais linda do que no dia que nos conhecemos. – Sorria, voltando o seu olhar a ela. – Linda, inteligente e bem sucedida. Enquanto, eu sou um nada.

Deu uma pequena pausa. Catherine se sentia um pouco desconfortável e isso já era visível para Gil.

– Eu sinto tanto a sua falta. – Continuou, com um tom mais delicado. – Eu sinto saudades de saber que éramos uma família e arrependimento ao saber que eu estraguei tudo isso. – Declarou, com os olhos cheios d’agua.

Catherine, calada, abaixou a cabeça em seguida.

Gil ficara chateado com toda essa situação. Tinha medo de que depois de tudo isso, ela reconsiderasse o divórcio.

O juíz pediu uma pausa, então todos saíram da sala. O advogado de Catherine foi em direção oposta à ela, possivelmente em direção a cafeteiria.



Notas finais
Acreditam? Ele foi convincente o suficiente? Afinal, foi convincente para a Catherine a ponto de que ela possa reconsiderar as suas escolhas? Deixem-me saber.