The Change In The Game

43 For better, for worse... I got you.


Notas iniciais
Estou de volta e tentarei postar nessa semana novamente. Um pouco de Gil e Brennan e Grillows.

- Brennan. – Falou ao entrar na sala de convivência.

Ela estava sentada, com um copo de café na mão. O olhou rapidamente, porém logo se virou. Ele sentou-se de frente para ela.

Encaravam-se, em silêncio. Ele a olhava, tentando encontrar as palavras certas. Estava meio que paralisado, não sabia exatamente o que falar, porém queria dizer algo a ela. Já Brennan, continuava tomando café, como se não estivesse acontecido absolutamente nada.

- Eu te entendo completamente. – Complementou, algum tempo depois. – Somos bastante parecidos.

- Do que você está falando? – Colocou o café sobre a mesa, virando-se para ele. Parecia curiosa para escutá-lo

- Eu sei como é perder um pai quando se é apenas uma criança. Ter que atingir o sucesso profissional praticamente sozinho, quando todos te olham pensando que não irá conseguir. Sei como é escolher entre a vida pessoal e a vida profissional. Se fechar para o mundo para não tentar sentir nada, mas sempre deixar aquela pessoa atravessar a sua barreira. E no final, estragar tudo, por simples medo.

Brennan ficou calada, apenas o olhando. Ela poderia ter o enchido de explicações, fingir que não entendia ou fugir do assunto, porém não. Ela continuou calada, pois sabia que ele estava certo ao falar isso a ela.

- O que houve com o seu pai? – Fugiu, em termos. Ignorando o resto de suas frases.

- Na verdade, eu não sei muito bem. – Suspirou. – Minha mãe nunca me deu detalhes. Porém o que eu sei é: Ele chegou do trabalho em mais um dia quente em Los Angeles, deitou no sofá com a cerveja na mesa de centro e quando eu e minha mãe pensamos que ele havia dormido, ele estava morto.

- Ataque fulminante. – Afirmou.

- Como eu disse, eu não sei.

- Mas, eu estou te dizendo. Foi ataque fulminante.

- Bom, a certidão de óbito dele já está pronta, então isso não faz qualquer diferença. – Sorriu, tentando melhorar o clima.

Brennan continuava séria e todo aquele tedioso silêncio voltou. Gil não queria mais incomodá-la, não tinha mais o que falar ou como falar. Não eram amigos, eles mal se conheciam. Então, ele levantou-se, saindo devagar.

- Por que você me disse isso tudo? – Perguntou, um pouco confusa.

GG: Eu não sei. Eu só achei que deveria. – Explicou-se. Não sabia bem a resposta. – Talvez para pensar que não é a única no mundo que teve uma infância ruim. Para não guardar sentimentos ruins ou imaginar o que aconteceria se tivesse tido uma família como qualquer pessoa normal. É... É isso.

Ameaçou sair novamente, de vez. Porém ela o prendeu com mais uma pergunta.

- Você também não teve uma família?

- Bom, eu tenho uma mãe. Ela foi ótima para mim. Criou-me muito bem, mas eu não fui exatamente o que ela queria. – Explicou. – Digo, ela não sonhou que o seu único filho, viesse para Las Vegas trabalhar em no turno noturno, desvendando crimes. No começo, pensei que era solidão por deixá-la sozinha, mas fui percebendo que era mais que isso. – Sentou-se, em uma poltrona.

- Como assim? – Perguntava

Pela primeira vez, Brennan parecia curiosa em uma coisa que não tinha a ver com ela. Talvez só quisesse saber se era realmente parecido com o Gil, como ele declarou.

- Eu larguei uma vida lá, passei por cima da sua autoridade e ela não aprovou. Eu larguei a minha namorada, na qual eu já era a minha noiva pela oferta de emprego em Las Vegas. Eu posso ter me arrependido por estantes, pensando que estava apaixonado pela a minha ex. Será que estava fazendo o certo ou jogando uma vida fora? Porém tudo isso mudou quando eu conheci a Catherine. – Sorriu. – Eu me refiz. Eu me recriei nesse lugar. – Continuava com o grande sorriso no rosto. Estava pensativo, contava a sua história a Brennan, porém parecia pensar em outro lugar.

- Catherine? – Perguntou.

- Eu venho te observando, Brennan. – Afirmou. – Sei que tudo que estamos falando aqui não sairá daqui. Nem mesmo para Booth você irá dizer. Então eu confesso, eu sou apaixonado pela Catherine e sempre fui. Bem antes do seu casamento, bem antes dela ser uma CSI. Eu já sentia algo diferente por ela, muito além da amizade. A queria para mim, mesmo que ela me visse como um “nerd”, eu sabia que era o melhor para ela. – Respondeu, a olhando.

Seus olhos azuis brilhavam como nunca.

- Foi um amor a primeira vista, mesmo que você não acredite nisso. – Complementou. – Você me entende, eu sei que sim. Você sente o mesmo pelo Booth.

- Eu não sou apaixonada por ele. – Negou, até mesmo com a cabeça.

- Está bem, então. – Respondeu sorridente.

Sabia que ela mentia, porém não quis mexer nesse assunto. Levantou-se, saindo da sala e a deixando ali. Pensativa sobre os seus sentimentos.

Gil andava pelos corredores, olhando pelas aquelas janelas de vidro e percebendo que ninguém mais estava na sala. Andando mais um pouco, viu Catherine em sua sala, mexendo em alguns papéis.

Respirou fundo, colocando a mão em sua maçaneta. A girou e entrou.

- Ei. – Falou baixo.

Catherine levantou a cabeça, virando o cabelo e o olhou.

- Ei. – Disse no mesmo tom que ele.

- Eu queria falar com você. Atrapalho?

- Não, isso aqui não é nada demais. – Colocou os papéis, que estavam relacionados à Lindsey, embaixo de uma pasta. Então, apontou a cadeira a sua frente, para que ele sentasse.

Assim foi, Gil sentou-se, bem a sua frente.

- Pensei que você estava ocupado conversando com a Brennan. – Provocou.

Queria saber mais, por que ficaram mais de 30 minutos sozinhos em uma sala? Pensava.

Talvez estivesse com ciúmes, porém jamais admitiria. Ou era somente o seu extinto controlador, uma “mulher machista” na qual o lema era: “ele é meu, mesmo que eu não seja sua.”

- Não mais. – Disse apenas isso. Incomodando Catherine mais ainda.

- Interessante. – Sussurrou, jogando a sua caneta para o lado. Virou-se a atenção totalmente para Gil, fixando aqueles grandes olhos azuis sobre ele. Sabendo que isso o intimidava e o fazia perder qualquer controle. – O que você que falar comigo? – Perguntou, em uma voz mediana. Nem tão baixo, no estilo sedutor, porém nem tão alto, no estilo apressada.

- Eu sei que é feio, porém de manhã, no começo do turno, eu passei pelo corredor e escutei a sua conversa com Booth. – Ajeitou-se na cadeira. – Eu escutei tudo que você disse, até mesmo a parte que você o pedia para que ele não me contasse nada. – Ele a olhou fixamente, a deixando um pouco insegura. – Você não confia mais em mim, por que? – Perguntou, sem delongas.

Queria saber, porque tudo isso, porque ela contou os seus problemas à um “desconhecido” ao invés dele, seu amigo de anos.

- Não é que eu não confie em você... – Desvencilhou o seu olhar do dele. – É que passamos dos limites da nossa amizade. Nós discutimos, você fez aquilo tudo com o Booth ontem. – Falava, com um tom mais baixo. – A verdade é que eu agüento ser o centro de fofocas no departamento, mas não aguento perder a Lindsey. – O olhou novamente.

Estava falando a verdade. Poderia aguentar tudo, exatamente tudo, menos perder a única coisa certa na sua vida.

— É, eu temia que fosse isso. – Falou, abaixando a cabeça. – Eu estava pensando o que eu fiz ontem. – Falou entre pausas. – Eu perdi o controle como jamais perdi. E eu me arrependo disso. – Olhou novamente para Catherine. – Eu cheguei à conclusão que você estava certa. Tudo foi um erro, como você disse... Você é problemática demais para mim. – Declarou.

Um olhar intrigante veio a Catherine. Ela estava surpresa e não exatamente feliz. Ficou calada, apenas o escutando.

- Nós não fomos feitos para ficarmos juntos, não somos e nunca vamos ser um casal. – Falou em um tom normal, tranquilo. – Então, amigos? – Sorriu, estendendo a mão à ela.

Catherine virou o seu olhar para a mão dele. Indecisa, calada, hesitou em apertar. Gil olhou para ela, confuso. Por que ela hesitava tanto? Perguntava-se a si.

Mil coisas passavam pela cabeça de Catherine. Era exatamente isso que ela queria... Amizade? Somente isso? Nada de controles, de jogos ou de sedução. Não mais tê-lo em sua mão. Apenas, tê-lo como um amigo. Não, não era isso, não podia ser simplesmente isso. Ela queria mais do que poderia ou queria admitir. Queria as coisas como estavam, mas isso era puro egoísmo na situação em que se encontrava. Então, apertou a sua mão, com um falso sorriso.

- Então, pronta para me dizer o porquê do Eddie está fazendo tudo isso? – Perguntou com total interesse.

- Ele quer me irritar e ele sabe a melhor forma de fazer isso. – Respondeu, ainda organizando os seus pensamentos para tudo que Gil havia dito.

Gil sorriu, enquanto a olhava.

- Por que está rindo? – Perguntou sem entender.

- Ele não vai conseguir. – Continuou sorrindo. – Ninguém pode te ganhar, Cath. Nem mesmo ele que “conhece” os seus pontos fracos. Ele não tem como lidar com a Lindsey, não tem como te levar ao tribunal. É tudo um grande blefe.

- É, eu sei. Mas, isso continua a me preocupar.

- Não se preocupe. – Segurou a sua mão sobre a mesa, a olhando nos olhos. – Mesmo que ele insista, eu estou aqui para você, como eu sempre estive. Te apoiando e te ajudando. – Sorriu. – Olha para mim, você não vai perder a Lindsey. – Sussurrou, desfazendo o sorriso.

Catherine se sentiu seduzida pelo aquele momento. Inclinou-se, ficando mais perto dele.

- Eu acho melhor eu ir. – Falou a olhando.

Tinha desistido de correr atrás, mas em nenhum momento disse que não a amava mais.

- Claro. – Respondeu Catherine, chegando um pouco para trás. – Obrigada. – Sorriu.

Ele correspondeu ao sorriso, saindo em seguida.

Notas finais
Achei esse capitulo um bem feito para Catherine, ela bem que merece. Pensou que ele seria o seu escravo, só que não. Já ele e a Brennan, bem que gostei.
Queria fazer uma pergunta para vocês, como acham que está a parte de Bones? Está sendo bem dividida, ou vocês classificariam essa fanfic apenas CSI?
Espero que tenham gostado do capítulo!