The Change In The Game

51 E você foi aquela que eu tentei desenhar...


No dia seguinte, Gil despertou-se lentamente. Mexia a sua mão, em busca de Catherine. Sem sucesso. Ela não estava mais lá.

“Como pude ser tão idiota?” – Pensou, rindo de nervossismo.

Levantou-se, colocando a sua cueca e indo em direção a sala.

- Ei. – Falou Catherine, ao perceber a sua presença.

Ela estava com a sua camisa, abotoada acima do busto, agachada. Brincando com Hank.

- Ei. – Respondeu surpreso. – O que faz aqui?

- Eu só vim ver como ele estava. – Sorriu, passando a mão em cima da cabeça do cachorro. – Estava sentindo falta desse rapaz. – Falou, virando-se para ele em seguida. – E você? O que faz acordado tão cedo? – Perguntou, aproximando-se dele.

Ele ficou em silêncio, pensando no que dizer.

- Veio ver se eu não tinha ido embora, não é? – Questionou, o olhando diretamente.

Gil apenas balançou a cabeça positivamente.

- Mas eu disse que não iria! – Falou, virando-se a ele.

- Você poderia ter mudado de idéia, afinal, já conseguiu o que queria: Uma distração para os seus problemas. – Respondeu.

Catherine virou-se para ele, indignada.

- Eu não vim atrás de sexo, seu imbecil! Eu vim atrás de você! – Declarou. – Eu não bateria na porta de alguém de madrugada para me satisfazer sexualmente. Eu vim conversar com você e me senti atraída e acabei falando o que eu escondia há algumas semanas. – Aproximou-se dele, devagar. O olhando nos olhos. – Nada foi em vão, nada foi momentâneo. Tudo que eu disse, foi, aliás, é verdade. – Sua voz soava fina, um tanto doce. Era sincera, sem jogar jogos algum. – Eu o quero por mais de uma noite. – Disse.

Gil ficou calado, olhando-a surpreso. Por essa ele não esperava. Catherine o fitava, esperando uma reação, porém não obteve o que desejava.

Era difícil para ela declarar em minusciosas palavras como se sentia e mais difícil ainda ver que ele estava paralizado, sem interagir com tudo isso.

Então, ela suspirou com uma afeição, no mínimo, triste.

- É melhor eu ir embora. – Falou. – Vou deixar a sua camisa sob a cama. – Disse, virando-se novamente e indo em direção ao seu quarto.

- Espera. – Ele disse, chamando a sua atenção e a fazendo parar diante a porta.

Ele aproximou-se dela, pondo a mão no seu rosto, olhando-a profundamente e a beijando em seguida. Um beijo desesperado e inevitável.

Ao fim, ele abaixou a cabeça, ainda pressionando-a contra a parede. Os dois ficaram calados por um tempo, até que ele se manifestou.

- Isso é tão novo para mim. Acho que já me acostumei em te ver partir. – Voltou a olha-lá.- Mas, não quero ter a sensação de que você escapuliu pelas minhas mãos novamente. Então, eu peço, não vai embora mais uma vez. Não me deixe para trás, não me torture com a sua naturalidade de se “esquecer” das coisas e agir como não houvesse acontecido absolutamente nada entre nós dois. – Desabafou.

Ela não falara nada, apenas o puxou pela nuca, o beijando novamente.

Já Booth acordava devagar, ainda muito sonolento. Olhou debaixo do edredom e percebeu que estava nu. Imediatamente, lembrou-se da noite anterior, trazendo então, um sorriso em meio aos seus lábios.

Ele percebeu que Brennan permanecia ao seu lado, mexendou-se, a ponto de acordar.

- Bom dia. – Sussurrou, beijando o seu ombro.

Ela virava-se, ainda com os olhos fechados, porém com um sorriso no rosto.

- Bom... Booth?! – Falou assustada.

Com a surpresa, levantou-se em um súbito ato, puxando os lençóis e cobrindo o seu corpo. Olhou debaixo deles, assim como Booth e notou a ausência da sua camisola.

Booth a olhava, sentando na cama. Ela sentou-se também, com a mão no rosto, pensando no que havia feito.

- Como isso aconteceu? – Perguntou.

- Você veio para a minha cama, nós conversamos e acabamos nos beijando. – Ele respondeu.

Booth ajoelhava-se atrás dela, com as mãos no seu ombro. Beijava o seu pescoço, quando ela se virou e o deixou beijá-la novamente.

Ela foi parando o beijo devagar.

- Isso não poderia ter acontecido. – Disse.

- Por que não? – Perguntou. – Como você falou ontem, eu sou o único que está com você quando você precisa. Sou o único que te protege. Eu sou o único que te entende e o único que te ama como merece. – Respondeu, olhando-a nos olhos.

Brennan abaixou a cabeça, ajeitando-se na cama.

- Eu não sei amar, Booth. – Voltou a olhá-lo. – Eu não sei como é está em um relacionamento. Eu não quero te enganar, dizendo que te amo, quando eu não sei o que eu sinto.

- Eu posso te ajudar a exclarecer o que você sente. Eu sei esperar por você.

- Não se faça de um tolo romântico, Booth. – Passou a mão no seu rosto. – Eu estou tentanto não te magoar novamente. Estou tentando não fazer com que nós dois chorem. Eu estou sendo verdadeira e racional como eu sempre fui. Eu não estou preparada para um relacionamento, eu não sei se um dia eu estarei. Eu não quero as mesmas coisas com você. Eu não quero um casamento, eu não quero uma família. Eu sou sozinha e isso nunca vai mudar. – Disse, olhando-o. – Eu espero que possamos esquecer isso. Foi apenas um momento de fraqueza, um momento que eu estava vuneravel. Não vai acontecer novamente, eu prometo.

Ele balançou a cabeça, tirando a sua mão do seu rosto.

- Tudo bem. – Disse.

Ela levantou-se da cama, enrolada no lençol, voltando para o quarto da Catherine. Enquanto ele continuou ali, deitado, olhando para o teto.

Notas finais
Tadinho do Booth, eu sei. É o único que ainda se dando mal na parte amorosa, haha