Ela abriu lentamente a porta, entrando com cuidado. Deu um leve sorriso ao ver Finn deitado na cama, encarando seu rosto.

–Eu vi que estava sozinho. Posso entrar?- perguntou Rachel encostando a porta.

–Claro.

Ela se sentou na poltrona ao seu lado.

–Hoje a aula não foi a mesma coisa sem você. Soube que vai receber alta amanha, certo?

–Isso mesmo.

–O médico me explicou tudo que aconteceu com você, e disse que já que você estava pensando em mim na hora do acidente, suas memórias relacionadas a mim podem estar sendo prejudicadas.

–Minha mãe me falou, mas a Mary tem me ajudado muito com isso.

–A Mary?- ela disse bufando.

–Sim, a Mary. E ao contrário do que você pensa ela é super legal, sabia?

–Você acabou de sofrer um acidente, eu não discutir.

–E só porque eu sofri um acidente eu tenho problemas mentais? Eu sei muito bem quem você é, Rachel Berry. Eu me lembro. Ou melhor, eu lembrei hoje de manha, e isso tudo pra mim não foi apenas um simples acidente, foi uma maneira de parar pra pensar nas coisas. E é exatamente isso que você deveria fazer. Daqui a um ou dois anos você vai estar em Nova Iorque, na Broadway ou naquela universidade chique com nome estranho, e eu vou estar na plateia ou no camarim segurando sua garrafinha de água? Eu não quero isso pra mim, eu quero ser feliz, aqui em Ohio. Ter dois filhos e um emprego que não seja grande coisa, mas que de pra sustentar minha família.

–E a Mary quer isso também?

–Não se trata de Mary, Rachel. Eu sei que ela fez muita besteira, mas também sei que ela foi muito legal comigo, e talvez só precisasse de uma segunda chance.

–Então nossa relação acabou?

–Rachel, só acho melhor darmos um tempo.

–E nesse tempo você fica com outra garota?

–Rach... Eu só acho melhor...

Ela enxugou uma lágrima e se levantou.

–Melhoras Finn, boa noite.

Já no corredor, ela esbarrou novamente com sua “inimiga”.

–Como ele está?

–Como ele está uma ova! O que você disse pra ele? O que você disse!- gritou Rachel segurando forte o braço dela.

–Eu sei que eu fiz coisas horríveis, ok? Mas eu não falei nada de errado. Só disse que se amavam, que cantavam juntos... Nada de mais! Eu juro! Pode perguntar a mãe dele! Ela esteve sempre lá.

Rachel lhe soltou e se acalmou.

–Então tudo o que ele disse era verdade...

–Eu não fiz nada, eu juro. Com o Finn eu sou uma outra pessoa, é sério.

Ela não queria acreditar, mas sabia que a morena falava a verdade.

–Cuida bem dele. –disse Rachel saindo do corredor chorando.

Notas finais
A Mary ta falando a verdade ou não? COMENTEM! Preciso de 3 comentários para um novo capítulo! :)