The Change- A Aluna Nova
13 O Novo Conto da Cinderela
Finn olhava Rachel apaixonadamente, no corredor, até ser interrompido pela Mary.
–Finn, você não sabe! Ontem, quando sai da escola, fui no mercado aqui perto, e indo pra casa, passei por uma praça. E não é que um menino bem parecido com você estava dando em cima da Rachel no balanço?
–Mary, — ele bateu o locker com força e a encarou. –Precisamos terminar. Eu gosto de você, mas não da pra simplesmente deixar a Rachel de lado. Se eu tiver que escolher entre as duas, eu escolho ela.
Ele deu as costas e deixou a morena de queixo caído parada no corredor. “Isso não vai ficar assim!” pensou Mary mantendo a postura e dando um sorrisinho falso.
...
–É cara, você ta conseguindo! Olha só pra isso!
Sam admirava sua barriga tanquinho no espelho. Ele estava no vestiário sozinho, até ser interrompido por uma menina.
–É, você está lindo!
–Com licença? Isso aqui é um banheiro masculino.
–Ah, desculpa, mas eu preciso falar com você.
–E quem é você?
–Mary James. Você deve ser Sam Evans.
–Isso mesmo.
–Ótimo, eu queria saber se você não quer entrar no coral.
–Desculpa, mas eu não vou não. Me disseram que lá só tem perdedores.
Mary se aproximou e sussurrou em seu ouvido:
–Eu não concordo. Você está dizendo que a menina mais popular, bonita, legal, inteligente, talentosa e cheerioschefe dessa escola é uma perdedora?
–Claro que não. –ele disse sem graça.
–Então te espero as cinco, no teste.
–Mas, eu não falei que...
–Não se atrase!- ela o deixou sozinho.
...
Faltava uma hora para o teste do Sam, e Mary estava na aula de inglês, ao lado de Quinn. Era o grande momento. O plano horrendo que a morena programara a dias estava pronto. Ela jogou o pacote que pegou no dia anterior no chão.
–Quinn, você deixou cair isso da sua bolsa. –ela apontou.
–Isso não é meu!
–Está debaixo da sua mochila.
–What is happening now?- a professora perguntou.
–A Quinn deixou cair esse pacote.
A professora foi até a carteira da cheerios e apanhou o pacote.
–Ah Meu Deus! Quinn Fabray! Isso aqui é droga!
–Não é meu!
Estavam todos nervosos e assustados.
–Pra diretoria!
–Mas foi a Mary que...
–DIRETORIA! AGORA!
...
Na diretoria, Quinn estava preocupada, sentada ao lado de Mary, Sue estava em pé, encarando o diretor Figgins.
–Quinn, você vai ser expulsa. –começou o diretor.
–Mas não fui eu!
–Não podemos aceitar esse tipo de comportamento nesta escola!
–Eu não sou drogada! -Você é traficante?- perguntou Mary.
Quinn bufou.
–Figgins, Quinn é uma aluna exemplar, tem ficha limpa e sempre foi muito correta, a não ser se o assuntou for Puckerman. –disse Sue.
–Mas é uma drogada!
–Eu não sou drogada! -Desculpe, traficante.
–De qualquer maneira, foi só uma vez, não podemos expulsá-la.
–Claro que sim! -Ela foi sempre minha menina predileta, pense em outro castigo...
–Tudo bem: três meses de detenção, e fora das cheerios!
–Por favor!- ela se ajoelhou. –Cheerios não!
–E sem baile.
–Cheerios não!
Ela começou a chorar. Mary se levantou e saiu.
...
Mary tinha observado tudo pela porta.
–Maravilhoso! Como não tinha te visto antes?- a morena o abraçou.
–Foi muito legal! Como eu posso te agradecer?- ele sorriu pra ela. –Mary, você tem par pro baile, na sexta?
Ela olhou para o Finn. Ele não escondeu que estava um pouco desapontado.
–Não.
–Quer ir comigo?
–Claro! –eles saíram rindo juntos.
Finn continuava confuso na sala do coral.
No corredor, Mary se divertia com Sam, até ele resolver pegar uma mochila no vestiário. Ela ficou esperando no corredor.
–Você não tinha que ficar com o Finn?
–Jesse... –ela olhou pro lado. –É tudo uma questão de tempo, você vai ver. Tenho tudo planejado.
–Acho bom, porque se não fosse por mim, Rachel já estaria de volta com aquele lá.
–Vai dar tudo certo, agora vaza.
Ele saiu e Sam chegou.
–Podemos ir.
Splat! Ela ainda estava de mãos dadas com o loiro, quando Quinn surgiu do nada e deu um de seus famosos tapas na morena.
–Eu não acredito que você fez isso!- ela gritou. Só tinham eles no corredor.
Sam tentou ajudar Mary.
–Quem é você garota? Você tem algum problema? Fica batendo nela sem nem conhecê-la!
–Eu conheço muito bem essa daí! Não vale nada!
–Não ouve ela Sam. Ela ta drogada.
Quinn e Sam finalmente se olharam, um do lado da morena e outro contra. Mas, por algum motivo inexplicável, não foi ódio que eles sentiram, e sim um amor à primeira vista, que foi logo interrompido.
–Eu não to drogada.
Quinn saiu chorando. Porém, como um conto de fadas, Sam queria mais informações daquela princesa que tinha sumido.
–Eu preciso ir, já volto. –disse Sam.
Mary ficou indignada, sozinha no corredor, enquanto Sam corria atrás de Quinn, até achar um batom que ela tinha deixado cair. Não era nenhum sapato, mas era alguma coisa. Ele guardou no bolso, e foi atrás de Mary.
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