The Change- A Aluna Nova
14 A Roupa Que Você Nasceu Para Vestir
Faltava um dia para o baile e estavam todos muito ansiosos. Mary sorria, já que tinha conseguido o menino novo lindinho pelo qual metade das meninas estava apaixonada. Ela foi até o locker dele e deu um sorriso.
–Todo mundo vai hoje na loja de fantasias de luxo. Você vai comigo, né?
–Tudo bem...
Ela virou de costas pra ele.
–Mary. -O que foi Sam?- disse ela se virando novamente.
–Aquela garota, de ontem... Qual é o nome dela?
–A Quinn? É melhor se afastar, aquela lá foi pega com drogas. Ela não é mais cheerios, não vai poder ir ao baile e ta de castigo por um bom tempo...
–A ta...- ele disse decepcionado.
...
Num piscar de olhos, as horas se passaram, e já estavam todos na loja, querendo as melhores fantasias.
–Eu vou de Chapeuzinho Vermelho! O que você acha Puck? Você pode ir de lobo!- disse Santana.
–Auuuuuuu!
Todos riram de leve.
–E você senhorita?- perguntou a vendedora para Mary.
–Que tal Cinderela, Sam?
–Já tem uma menina que vai assim.
–Não fiquei sabendo... Quem é?
–Eu ouvi nos corredores, não sei o nome.
–Então eu quero uma da Bela.
–Eu vou de fera transformada em príncipe, viu? Não aguento ficar cheio de pelos...
–Tudo bem.
Mary se virou e foi falar com Finn. Sam foi até a vendedora de fininho.
–Vocês tem a roupa de Cinderela?
–Qual o tamanho, senhor?
–Eu não sei... É mais ou menos igual ao da menina que estava falando comigo.
–Tudo bem, eu vou ver, mas acho que tenho sim.
Finn passava o dedo pelas fantasias na arara. A loja era chique, as fantasias não eram tão caras, mas eram de qualidade bem alta. Quase tudo era de veludo vinho, as cortinas eram longas, o carpete bonito, o lustre bem trabalhado, e as cabines eram no canto da loja. Apesar de ser um pouco grande, ela não aguentava muita gente, não só o lugar como também o atendimento, então estavam todos falando ao mesmo tempo. Apesar de só ter o clube do coral, e alguns convidados para a escolha das roupas, os comentários e opiniões altas, faziam a loja ficar meio barulhenta.
Finn finalmente parou em uma e botou o cabide na frente do seu corpo em frente a um grande espelho que ia do teto ao chão. Ele deu um leve sorriso.
–Peter Pan?- disse Mary surgindo atrás dele.- Ficou boa em você. –ela pegou o chapéu da fantasia que havia caído no chão e botou na cabeça dele. –E... Eu posso saber quem é a sua Wendy? -Mary... –ele botou a fantasia em cima de uma poltrona.
–Calma, eu sei que não estamos juntos, mas podemos ser amigos, certo?
–Tudo bem. Então, o que achou?
–Adorei!
Finn desviou o olhar para Jesse e Rachel que riam ao lado.
–Se você apagar, eu te procuro em todos as florestas até te encontrar e te dar um beijo tão verdadeiro, que você vai acordar só pra me olhar, mesmo sem palavras. E por mais que você queira que eu fique quieto, eu não vou. Eu vou falar quanta sorte eu tenho em conhecer alguém como você. Linda, talentosa, perfeita.
–Jesse...
–Rachel, eu te amo.
–Eu não sei o que dizer. Isso foi tão... Tão... Tão lindo!
Os dois se beijaram.
–Então eu vou de Branca de Neve ou Aurora?
–Aurora. Não quero anões dando em cima de você...
Eles riram e se beijaram de novo.
–Não é bom ver um casal tão feliz assim? Vocês ficam lindos juntos!- disse Mary.
Finn deu as costas chateado. Mary o parou.
–Me desculpa, eu não queria...
–Não tem problema. A culpa é minha! Todos tem par, o Artie tem Brittany, a Santana tem o Puck, até a Mercedes conseguiu um jogador, e eu estou sozinho.
–Eu queria ajudar mas... –ela olhou para o Sam. –Você sabe...
–Tudo bem, não tem problema.
...
Na fila do caixa, Rachel subiu num degral no canto da loja.
–Bom então temos Santana de chapeuzinho, Puck de lobo, Brad de prícipe e Mercedes de Branca de Neve, eu de Aurora e Jesse de príncipe, Mary de Bela e Sam de prícipe. Tina de que Mulan e Mike de prícipe guerreiro, Artie de prícipe e Brittany de Rapunzel. Mais alguém? A é! Finn?
–Peter Pan.
–Tem algum par?
–Sou só eu mesmo. –ele disse constrangido.
Ela ficou sem graça.
...
Todos já tinham ido pra casa, menos Sam, que tinha despistado Mary e voltado pra loja.
–Ei moça! –ele disse entrando na loja. –Ainda está com aquela fantasia de Cinderela?
–Estou sim.
–Então eu vou levar. É pra uma menina muito especial.
Ele comprou, e levou com ele. Passou em casa e escreveu um bilhete. Ele descobrira que a sortuda que ganharia o presente morava em seu lado, então ele tocou a campainha, deixou a sacola e saiu antes dela aparecer. Sam era pobre, e foi Mary quem pagara sua fantasia e a dela. Esse presente era fruto de um bom tempo trabalhando com garçom, e apesar de não conhece-la direito, sabia que aquela menina era especial. Ele se escondeu atrás de uma moita, até abrirem a porta. Ela se ajuelhou e leu o bilhete:
“Não nos conhecemos da maneira certa, mas eu precebi que você tinha uma coisa especial. Eu sei que você não irá poder comparecer no baile amanha, mas o discurso do diretor é apenas meia noite, e se ele não te vir lá, nada vai te acontecer. Te garanto que ele vai chegar em cima da hora de subir no palco. Além disso tudo, estou com seu batom. Cereja, né? De qualquer forma, belos olhos verdes... E não acredito que você esteja metida com drogas. Estou do seu lado, mesmo nunca tendo falado mesmo com você. Eu sei reconhecer quando alguém mente. Eu não tenho muito dinheiro, meu pai ganhou a nossa casa num sorteio, mas acho que teremos que vender, pois não vamos conseguir nos sutentar. Então espero que aceite esse vestido, que foi um presente, fruto do trabalho duro de um menino, que faira de tudo para ver esses olhos brilhando de alegria. Vista isso, use uma máscara, e se divirta até a meia noite de amanha, Cinderela.
Assinado: Sam Evans”
Quinn sorriu, olhou em volta e fechou porta.
Fale com o autor