Notas iniciais
Olá! Tudo bem com vocês? Espero que sim ^^ Demorei um pouco para atualizar, mas por conta de uns probleminhas, mas pretendo atualizar minhas histórias com mais frequência! Agradeço por lerem! Espero que gostem S2

Surpreso demais para dizer qualquer coisa, Garou estava em choque ao ver Eva, sua namorada, no chão do estacionamento. Quando viu suas lágrimas e seu corpo trêmulo, rapidamente voltou a si, virando-se para os homens que estavam atrás de si, com suas armas apontadas em direção a mulher.

— O que vocês estão fazendo?! — exclamou ele. — Abaixem essas malditas armas! — ordenou.

Sem pensar duas vezes, o homem andou em passos apressados até a mulher, abaixando-se e estendendo a mão, a colocando em sua bochecha. Ele não sabia o que fazer, o que ela estava fazendo ali? Ela definitivamente não deveria estar naquele local!

— Eva… — murmurou o homem de cabelos prateados, seu coração se partindo ao vê-la tentando afastar seu rosto do toque dele, o temendo. — O que você está fazendo aqui? Pensei que iriamos nos encontrar amanhã.

Sua voz suave deixou as pessoas atrás de si perplexos, afinal, nunca antes haviam escutado aquele tom sair da boca de Garou, não do Garou que estavam acostumados a conhecer: alguém de sangue frio, sem hesitação em ceifar uma vida. A outra mão do rapaz de olhos dourados foi até a cabeça da Fernandes, acariciando o cabelo dela como se quisesse acalmá-la; quisesse tirar o medo dela.

A jovem adulta estava com medo de abrir seus olhos, seu coração acelerado e se tornou incapaz de mover-se um centímetro sequer, contudo, a voz que escutou foi a mesma que o seu gentil e amável namorado usava com ela, o Garou que ela conhecia e amava. Então, relutante, abriu seus olhos na esperança de tudo ter sido um erro, talvez fosse sua imaginação, se não, deveria haver uma explicação para tudo isso, correto?

“O Garou que eu conheço jamais faria uma coisa dessas, certo? Tem que haver um motivo, alguma…”

Porém, ao abrir os olhos, encontrou aquele olhar frio e distante, um olhar desconhecido que a encheu de desespero. Talvez o choque tenha sido grande demais, a realidade a atingiu profundamente e sua consciência vacilou, escutando a voz desesperada de seu namorado antes de desmaiar. Maldita seja Elaine, por fazê-la passar por isso.

[...]

Se antes ele estava irritado por não conseguir vê-la, agora ele estava atormentado por tê-la visto. O que diabos ele faria agora? Como ele iria arrumar essa situação? Se fosse outra pessoa qualquer, teria sumido com ela sem hesitar, teria feito sua existência sumir do mapa mundial e esquecido disso no dia seguinte, contudo, ele não poderia fazer isso, nunca poderia machucá-la. Então, teria que deixar ela para trás?

Agora, em seu quarto, olhou para a figura adormecida da mulher que estava sobre a sua cama, tão linda como na primeira vez que a viu, como um belo anjo e a ideia de abandonar tal anjo…

“Jamais vou deixá-la”, pensou ele, decidido.

Embora não tivesse certeza do que faria nessa situação, Garou estava mais do que decidido a não soltá-la em hipótese alguma, mesmo que isso a fizesse temê-lo, odiá-lo; ele poderia conviver com isso, contanto que ela estivesse com ele, afinal, não fez tudo o que fez para um dia, não esperou todo esse tempo para o final ser esse.

O homem suspirou, saindo do quarto para pensar melhor, mas principalmente, para garantir a segurança dela. Descendo as escadas, ele dobrou para em direção ao corredor esquerdo, andando até a última porta e por um segundo, ele hesitou em bater. Suspirando, bateu três vezes seguidas na porta de madeira e como se a pessoa que estava do outro lado estivesse o esperando, a resposta veio quase imediatamente.

— Entre.

Garou abriu a porta, entrando e depois a fechando atrás de si. Olhando para frente, viu a figura de um homem mais velho, seus cabelos brancos e bigode, davam a impressão de ser um idoso, contudo, seu corpo alto e incrivelmente musculoso pareciam desmentir sua verdadeira idade.

— Velho. — E o rapaz parecia ter nem um pingo de respeito. — Já deve saber o que aconteceu.

— Sim. — respondeu o mais velho, calmamente, enquanto se sentava na cadeira atrás de sua mesa. — Também sei das regras que mantém essa família. — Sua voz ficou bastante séria, especialmente nas seguintes palavras: — Mate-a imediatamente.

Foi uma ordem clara e alta, o corpo do prateado ficou tenso, entretanto, não apenas isso, seus olhos brilharam em um grande instinto assassino. Ele levantou a cabeça com um grande ar de superioridade, como se estivesse zombando das palavras do patriarca de sua família.

— Nunca. — Sua resposta também foi clara e alta.

— Você vai colocar sua família em risco por causa de uma simples mulher!

— E eu deveria me importar com isso?

Os dois trocaram olhares mortais, a atmosfera na sala seria sufocante para qualquer outra pessoa que estivesse presente além deles. Era como se a qualquer momentos eles pudessem se matar e tudo indicava que eles iriam, isto é, até algo surpreendete acontecer. Bang, como era chamado o mais velho, abriu um largo sorriso, toda a sua hostilidade sumindo como se nunca tivesse estado ali em primeiro lugar.

— Isso significa que temos uma garota adorável em nossa família? — indagou ele, entusiasmado.

Garou ficou surpreso, mas não pela repentina mudança de humor, e sim pelo que o patriarca de sua família estava sugerindo. Levando a mão até a sua nuca, ele parecia um pouco sem graça, quase envergonhado, fazendo os olhos do homem em sua frente brilharem.

— Eu não sei, talvez sim… — respondeu o rapaz de olhos dourados. — Ainda não sei como levar essa situação. — explicou-se, um certo temor em sua voz ao imaginar que talvez nunca mais pudesse ter o mesmo relacionamento com Eva.

Bang jamais imaginou que um dia veria seu neto dessa forma, não sabia que poderia existir alguém que pudesse despertar tais sentimentos nele, por isso, estava mais do que disposto a aceitar a jovem nessa família. Se fosse possível, a ajudaria a se adaptar a essa vida nova, a vida que eles levavam há tantos anos.

— Será um choque e tanto para ela, então seria bom se você estivesse ao lado dela quando acordasse. — comentou o Silver.

Garou, que carregava o sobrenome Silver, não sabia se seria uma boa ideia, afinal, o jeito assustado que ela se encontrava antes era culpa dele, porém seria melhor do que ela acordar sozinha em um lugar que ela não conhecia.

— Sim. — disse antes de se retirar.

Ele não poderia negar, fazer Eva parte de sua família sempre foi algo que ele quis, fazê-la dele para sempre; ele a protegeria, a cuidaria. Só Deus sabe o quão culpado ele se sentia quando ela o sorria tão inocentemente, sem saber das diversas coisas que ele escondia. No começo, ele achou que seria melhor deixá-la alheia aos fatos, contudo, quando mais o tempo passou e mais a vontade dele de ficar ao lado dela cresceu, a culpa pela vida que levava se tornou maior. Entretanto, não era como se ele se sentisse culpado pelas coisas que ele fazia, Garou estava mais do que acostumado com o que fazia e nunca pensou em parar.

Quando estava prestes a subir as escadas, o grito estrondoso da mulher foi escutado, fazendo-o arregalar os olhos em surpresa e até mesmo em medo. Ninguém se atreveria a colocar as mãos nelas, correto? Não enquanto soubessem a quem ela pertencia.

Subindo as escadas, apressadamente, viu a porta do quarto ligeiramente aberta e ele já conseguia imaginar diversas formas de matar quem teria ousado entrar sem a permissão dele. Empurrando a porta, suas sobrancelhas arquearam com a cena diante de si.

— O que é isso? — murmurou ele, inclinando a cabeça para o lado, ao ver uma Eva enrolada em um lençol, prestes a pular uma janela e uma garotinha a segurando com todas as suas forças.