The Captain and The Petal.
28 Twenty-seventh Chapter. - ODD. - Operation Date of Dreams (Bonus part 2).
Notas iniciais

OES. – Operação Encontro dos Sonhos (Bônus parte 2).
Ele acordou cedo como sempre, correu com Sam e tomou café, então foi para a academia, descarregar suas frustrações no saco de pancadas, tomando cuidado para não explodi-lo, o que não era muito fácil.
Ele estava nervoso com o encontro.
E se não desse certo? E se ela descobrisse e não quisesse mais? E se eles fizessem tudo o que eles tinham em mente, mas ela recusasse o convite porque ele não era quem ela queria?
O loiro não sabia se suportaria a rejeição.
Seu cheiro a denunciou antes que sua voz melodiosa o atingisse.
— Bom dia. — seus cabelos avermelhados estavam presos num coque na coroa da cabeça, ela catou as luvas de boxe na gaveta com seu nome.
Ele desviou o olhar para o saco quando seus olhos começaram a descer por suas curvas na roupa de malhação, quase se batendo por isso não ser algo cavalheiresco da sua parte.
— Bom dia. — a saudou de volta, praticamente com a cara no saco.
— Erm... Steve, você sabe dizer se Tony e Pepper brigaram? — sua pergunta o pegou de surpresa.
Ele franziu o cenho.
Eles estavam brigados? Provavelmente não, já que pelo constante humor leve de Tony, eles pareciam estar bem. A não ser que o moreno soubesse muito bem como mascarar isso.
— Não que eu saiba, por quê? — optou por responder vagamente, encarando-a.
— É que eu o vi pagando uma entrega massiva de rosas ainda pouco. — ela murmurou. — Eu só fiquei curiosa, sabe. Não é dia dos namorados ainda. — riu-se.
Misericórdia! Essa mulher é incrivelmente impossível!
Ele riu também, mas por dentro agradecia que ela não era um supersoldado, assim, ela era incapaz de ouvir seu coração agitado em seu peito.
Droga, Tony!
— Bem, Tony é um bilionário excêntrico. — ele deu de ombros, relembrando das dicas de Nat.
Ele esperou mais alguns minutos, antes de deixar a academia, praticamente correndo assim que teve certeza de que Lynna não podia vê-lo. Ele procurou por Tony em todo lugar, não o encontrando, então, ele deduziu que o moreno estava no terceiro andar com Wanda e Nat, organizando o lugar para o encontro deles.
Logo chegaria a sua vez de revezar. Alguém sempre tinha que ficar colado em Lynna para que ela não desconfiasse mais de nada.
Quando ele estava tomando o caminho para as escadas do terceiro andar, Sharon o interceptou. Ele nem sabia que ela estava por ali! Céus! Ele estava tão desligado que se esqueceu disso.
— Oi, Steve! — ela sorriu amplamente.
— Oi. — ele sorriu de volta, meio sem jeito, suavemente desviando o olhar para as escadas.
— Eu estou interrompendo alguma coisa? — ela questionou-o.
Ele sorriu timidamente.
— Não. — era meio que mentira. — Na verdade, eu só estou um pouco cansado do treino. — mentira. — Você conseguiu os relatórios de que precisava? — por favor, que seja isso mesmo!
Encarou-a.
— Sim. — ela respondeu sorrindo, enquanto arrumava uma mecha de cabelo para trás da orelha. — A assistente que Stark contratou é bem prestativa. — ele assentiu, sorrindo.
Pelo canto do olho, ele viu um furacão vermelho atravessar na direção das escadas, então suspirou, com os olhos levemente arregalados. Um lampejo atravessou sua mente, da conversa que ele teve com Natasha, que parecia ter sido eras atrás, quando ele havia ficado preocupado com as atitudes esquisitas de Lynna quando eles ainda moravam na Torre.
“Isso não é algo que eu deva estar te contando, mas ela tem ciúmes de você com a Sharon” Nat disse com a sobrancelha arqueada. “Eu nunca te disse isso, na verdade”.
— Erm... Sharon... você se importa se eu me for? Eu acabei de lembrar que preciso ter uma conversa séria com Tony. — ele sorriu como um pedido de desculpas para a loira.
— Imagina. — ela sorriu de volta. — Tchau Steve! — acenou.
Ele soltou um “tchau” meio engasgado enquanto corria para o elevador, deduzindo que ela ia para a varanda.
Felizmente, ele chegou lá antes que a ruiva, absolutamente ofegante.
— O que foi? — Hanna questionou-o com os olhos arregalados.
Ela havia chegado pela manhã junto com a entrega das flores. O medo de Steve era que Lynna a tivesse visto, mas ela teria comentado se sim. Ou não?
— Ela está subindo. — ele disse ofegantemente. — Ela vem pelas escadas.
Tony arregalou os olhos, correndo na direção que o loiro havia cegamente indicado. Ele se escondeu atrás da quina, apurando os ouvidos para o barulho irritado dos pés da espiã.
Um estrondo alto de dois corpos se chocando os assustou.
— Lady Tóxica, cuidado! — Tony gritou espalhafatosamente, fazendo com que todos arregalassem os olhos e parassem imediatamente o que estavam fazendo.
— O que foi, Stark?! — seu coração disparou quando ela soltou o grunhido. Ele esperava que ela não tivesse se machucado por causa da loucura do amigo. — Por que você pulou em mim?!
Todos se entreolharam, então Steve arriscou-se a espiar, soltando um suspiro silenciosamente aliviado ao ver apenas o perfil dela. Pelo menos ele não tinha chance de estragar tudo.
— Você estava indo para a varanda do terceiro andar? — Hanna, Wanda e Natasha bateram em suas testas pela obviedade da pergunta. Tony estava nervoso para cacete.
“Parece até que ele está prestes a perder o cabaço” a pequena resmungou, fazendo-o arregalar os olhos. A morena deu de ombros. “Você sabe que eu estou certa” ela sibilou fazendo-os segurar ar risada.
“Ele tem um ponto” Sam cochichou. “Quem tem cy tem medo”.
Steve apertou os olhos, segurando para não rir.
— É Tony... Eu estou no terceiro andar, e tudo o que eu faço é ir até a varanda! — Lynna respondeu-o ironicamente.
Eles ficaram em silêncio por alguns segundos.
— Impossível agora. A varanda está em manutenção! — Steve revirou os olhos. Dava para ouvir a oscilação na voz dele de tão nervoso que o moreno estava.
Ela bufou alto.
— E quem foi o aprendiz de Hulk que quebrou a varanda, Tony?!
Os cinco se entreolharam, segurando o riso. O loiro encostou a cabeça na parede, espiando a oscilação de seus cabelos enquanto ela falava.
— Olha... — Tony recomeçou, sua voz ainda parecia nervosa.
Wanda bufou, passando como um raio por eles.
— Fui eu. — a castanha disse. Ao contrario de Stark, a voz dela estava controlada e lhe parecia bem convincente. — Eu estava treinando e não consegui me controlar, então acabei quebrando uma das vigas que sustenta a varanda, comprometendo a estrutura.
“Ela é boa”. Sam cochichou.
Natasha deu-lhe um sorriso presunçoso, “polindo” as unhas na regata preta.
“Ao contrário de certas pessoas, ela me ouve” cochichou de volta.
— Mas você está bem? — a voz de Lynna saiu assustada, mais uma indicação do bom desempenho da castanha.
— Sim. — Wanda voltou a falar. — Vis estava comigo, ele me tirou de lá antes que eu me machucasse.
Ouve um barulho suave de algo sendo arrastado pelo chão, então a voz de Lynna ecoou pelo corredor outra vez.
— Sendo assim, eu voltarei quando o reparo estiver pronto. Nos vemos amanhã no treino?
Os quatro ao lado da varanda fizeram expressões de alivio, suspirando ao mesmo tempo, tomando cuidado para não se entregarem.
— Claro! — a Feiticeira disse numa voz sorridente.
Então, eles finalmente puderam ver seus cabelos flamejantes adentrarem o elevador. Tony e Wanda voltaram para encontrá-los com os olhos arregalados.
— Foi por um triz! — o Homem de Ferro disse escorregando pela parede. — O que faríamos se ela chegasse até aqui?
Hanna, que estava com uma barra de ferro que ela havia arranjado sabe Deus onde, girou-a em sua mão.
— Ela não iria ver muita coisa. — disse pegando-a no ar.
Os rapazes arregalaram os olhos.
— Você realmente daria uma cacetada na cabeça dela com isso? — Sam perguntou, assustado.
Hanna deu de ombros.
— Provavelmente não, mas a cara que vocês fizeram foi hilária. — ela e Natasha gargalharam. — Agora vamos, já que estão aqui, vão carregar os pesados!
— Não mesmo. — Tony arrastou Sam. — Nós não somos supersoldados.
E com isso, os dois se afastaram, deixando Steve para trás com as mãos nos quadris, com uma expressão de mãe severa que foi contrariada por seus filhos rebeldes.
Hanna inclinou a cabeça para o lado, sorrindo angelicalmente.
Misericórdia, essas garotas não podiam ser normais?!
— Os pesados. — ela disse apontando para a varanda.
*
Na hora do jantar, ele e Sam ficaram encarregados de preparar a refeição, que provavelmente seria massa, já que era uma das poucas coisas que ele podia fazer sem sair com gosto de sovaco, mas ele nunca ouvira reclamações, então...
Ele deu um sorriso bobo enquanto amassava as batatas para o purê.
Quando olhou para cima, Steve se deparou com uma fileira de Vingadores sorrindo idiotamente para ele.
— As batatas estão boas? — Nat questionou maliciosamente. — Já faz um bom tempo que você as amassa.
— Deixa ele, Nat. — Wanda interveio. — Já faz um tempo que ele está viajando na dona do purê.
Eles soltaram risinhos idiotas.
O loiro revirou os olhos.
— Oh, meus bebês! — Tony disse com uma voz fina. — Eu posso morder?
— Ah, Tony! É claro que você não pode, não é?! — Natasha disse com um sorriso amplo. — A bicha é ciumenta, você sabe. Eu não vou te socorrer quando ela te enfiar uma faca você sabe onde. Deixa o Stivinho dela.
Eles soltaram suspiros exagerados, aumentando o rubor em suas bochechas.
Steve colocou as batatas com os ingredientes do purê na panela, encarando os amigos, que continuavam na mesma posição, exceto Sam e Pietro, que estavam um com a cabeça no ombro do outro. Sam com um pano de prato amarelo na cabeça e Pietro com um vermelho na dele.
— Vocês não prestam. — ele resmungou, rindo.
Todo mundo saltou das posições ao ouvir o barulho de corrida pelas escadas minutos depois.
Ele depositou a panela de purê escaldante no centro da mesa, fazendo menção de sentar ao lado de Sam, como sempre, mas Nat o interceptou com um sorriso malicioso, fazendo-o sentar ao lado de Tony.
No momento em que o embrulho rosa apareceu na cozinha, ele soube o porquê.
Lynna sentou-se entre ele e Natasha, que piscou para ele por cima da cabeça da amiga. Como, ele não sabia.
— Então... — Sam iniciou quando os pratos começaram a tilintar. — Quando será a nossa apresentação?
Sutileza não era o forte dele.
Pelo canto do olho, Steve viu Lynna parar a garfada.
— Oi?
— O pole dance! — o Falcão a lembrou. — Você aceitou, se lembra?
Da posição em que ele estava, ele apenas ouviu-a soltar uma risadinha, mas ele sabia que ela havia revirado os olhos.
— Sim, Sammy, eu me lembro. — o barulho que ela fez ao degustar o purê o fez arregalar levemente os olhos. Tony encarou-o insinuosamente por cima do prato dele. — Você fez uma das minhas comidas favoritas apenas para me perguntar isso?
Na verdade, fui EU que fiz?!, ele queria corrigi-la quando viu Sam sorrir amplamente. Ele sabia que o amigo estava provocando-o.
— Na verdade não. — ele encolheu os ombros, encarando-o discretamente. — Mas funcionou? — sorriu amplamente.
Ela sorriu de volta.
— Sim, funcionou. — isso o fez sorrir como um idiota para seu prato. — Hey Wanda, quando o conserto da varanda vai ficar pronto? Tony não deu nenhum prazo?
A castanha engasgou-se, arregalando os olhos discretamente.
— Hm, na verdade não. — respondeu-lhe numa sinceridade que o assustou. — Mas eu acho que daqui para sábado ou domingo está pronto. Espero. — sorriu.
— Tony está na mesa, tá? — o moreno disse, indignado. Ele acenou com a mão direita em frente ao rosto da ruiva, que lambeu a sua mão. Por mais que ele sabia que aquilo era para irritar o amigo, o loiro prendeu a respiração.
Ela riu e ele não conseguiu mais ficar bravo por conta disso. O sorriso dela nublava a sua mente.
A atmosfera ficou mais calma após isso.
Minutos depois, Lynna saiu da cozinha como um raio, então todos puderam respirar tranquilamente.
— Quem é que precisa de academia quando se pode mentir para uma espiã treinada, hein? — Tony questionou sarcasticamente. — É tão desgastante quanto.
O loiro concordou com um grunhido, arrastando-se para colocar a louça na pia.
— Por falar em segredo, onde está Visão? — Sam perguntou.
— Ele está na varanda com Hanna. — Wanda respondeu, fazendo todos encará-la com os olhos arregalados. — Ele não vai contar, eu prometo! Han irá supervisioná-lo. Ele meio que tem medo dela.
Tony arregalou os olhos.
— Por que ele teria medo de Hanna?
— Será por que Hanna quis bater Thor com o próprio martelo dele? — a Feiticeira questionou, ironicamente. — Ela literalmente ergueu a mão e o martelo voou para ela! — Wanda deu de ombros. — Acho que Vis ficou traumatizado.
— Será que eu terei que pagar terapia para um androide? — questionou para o nada. — Vou querer retratação.
Então ele saiu, deixando-os gargalhando para trás.
*
Logo o sábado havia chegado.
Como sempre, Steve acordou cedo e saiu para correr, então, voltou ao terceiro andar para ver como andava a decoração da varanda, enquanto Nat fazia os preparativos das surpresas.
Ele depositou o colar de prata que havia feito para combinar com a marca que Lynna tinha no pulso direito em sua luva de boxe. Pietro capturou-a de sua mão, correndo até a academia para colocar de volta em sua gaveta antes que ela percebesse, mas segundo Wanda, ela estava trancada em seu quarto assistindo série.
As primeiras horas serviram para terminarem os preparativos. A ansiedade estava fazendo ninhos em sua barriga.
Eles almoçaram na cozinha. Nenhum sinal de Lynna.
Após a sobremesa, ele, Tony e Visão foram até a sala de segurança armada ao lado da varanda, onde eles checaram para ver se todas as câmeras estavam no ponto.
Quando chegou a hora, todos se aprontaram.
As meninas entraram na sala. Pietro e ele estavam sentados o mais próximo da porta. Steve segurava o bloquinho amarelo firmemente em sua mão, enquanto clicava insistentemente na caneta.
— Está na hora. — Nat murmurou, sacando o celular.
Demorou alguns segundos, então ela enviou a mensagem de texto.
Ele não sabia o que ela havia escrito, mas isso fez Lynna correr para fora do apartamento com os olhos arregalados como se ela tivesse visto um fantasma.
— Precisava mesmo aterrorizá-la? — ele perguntou encarando a amiga, que deu de ombros.
— Lyanna é preguiçosa. — respondeu-lhe casualmente. — Eu precisava de algo que a instigasse.
As câmeras trocaram para o momento em que ela bateu na porta de Nat. Sua expressão cortou-lhe o coração, quando ela não ouviu nenhuma resposta.
Ela adentrou.
Lá, estaria a primeira parte da surpresa. O vestido que ele e Nat escolheram para o encontro. A Viúva lhe assegurou que ela iria amá-lo, pois roxo era a sua cor favorita. Ele não tinha certeza, estava inseguro para burro.
A câmera trocou para a sala do apartamento de Nat. Ela havia trocado de roupa.
— Não achavam melhor ter colocado a câmera no quarto mesmo? — Tony quebrou o silêncio, fazendo-os encará-lo simultaneamente. — Nós fecharíamos os olhos quando ela ficasse pelada.
O loiro respirou fundo, revirando os olhos.
— Não Tony. — resmungou. — Isso fere a dignidade de uma dama!
Ele resmungou algo como “sem graça” e cruzou os braços.
Steve arrancou a nota recém-escrita e entregou-a nas mãos de Pietro.
O Velocista colocou-a na porta do seu apartamento antes que Lynna pudesse sair do de Natasha, ou até mesmo ver o vislumbre dele.
Ele sorriu quando a viu ler atentamente.
— Ela já tinha visto sua caligrafia em algum lugar? — Hanna questionou.
O loiro negou.
— Acho que não. — respondeu-lhe.
A câmera agora mostrava-a no elevador, pedindo a SEXTA-FEIRA para levá-la até a cozinha.
Pietro se tornou um borrão na sala de comando, capturando a caricatura que Sam havia acabado de fazer.
Mais uma vez, eles viram o gêmeo mais velho se tornar um borrão luminoso.
— Gente? Onde vocês estão? — Lynna questionou quando colocou os pés calçados em pantufas fofas na cozinha.
Sua expressão era de pura confusão.
— Será que ela não vai desistir? — Steve questionou por alto.
— Ela é curiosa. — Natasha assegurou-o com uma mão reconfortante em seu ombro. — Ela vai até o fim.
A ruiva maior literalmente se arrastou para o elevador, mais uma vez pedindo a SEXTA-FEIRA para levá-la ao local indicado. Agora era a academia.
— Eu só queria me enrolar no meu sofá e assistir Netflix, seu admirador secreto! — ela resmungou de maneira adorável. — Eu sei que você está me ouvindo! Stark, se isso for uma piada sua, eu juro, pode ir arrumando lata para fazer suas armaduras, pois elas não serão perdoadas!
Eles estouraram em gargalhadas pela expressão que Tony fez.
— Se ela fizer isso, eu juro que vou tirar outras em suas costas. — ele disse “ameaçadoramente” para Steve. — Ela não seria capaz de fazer isso, seria? — perguntou para Hanna e Natasha.
Nat deu de ombros.
— Eu não duvido de nada. — respondeu-lhe, arrancando mais risadas.
— Concordo. — Han emendou.
Quando as portas da academia se abriram, Lynna foi diretamente para a sua gaveta, capturando a luva indicada.
— A filha da mãe é rápida no gatilho. — Tony resmungou.
— Bem, as pistas não são tão difíceis. — Hanna deu de ombros. — Sem ofensas, Stevie.
Ele sorriu.
— Eu não estou ofendido. — murmurou divertidamente, vendo-a ler o bilhete que ele havia escrito.
— Eu juro que quando eu encontrar esse ser ele vai ter sua bunda chutada. — eles seguraram o riso quando ela disse isso. Ela balançou fortemente a luva, fazendo com que o pequeno colar caísse. — Oh! Que meigo. Mas eu ainda estou contrariada com você.
Ele riu baixinho, negando com a cabeça.
Pietro mais uma vez depositou mais uma notinha.
— Pietro! — ela gritou. — Eu sei que é você!
— Será que ela vai nos bater quando chegar ao fim de tudo? — Wanda indagou.
— Eu ficaria surpreso se não. — Tony resmungou.
— Ela não faria isso. — Visão se pronunciou pela primeira vez, assustando-os, pois ele estava sepulcralmente quieto atrás deles. — Ela está interessada na charada. Ela tem esperança.
Eles arregalaram os olhos.
— Você pode lê-la? — Steve questionou-o.
O sintozóide deu de ombros.
— É extremamente difícil, mas um pouco, sim. — ele murmurou. — Deuses são mais complexos que humanos.
Eles voltaram os olhos para a tela, após dar de ombros.
A partir deste bilhete, ele estaria pronto encontrá-la em seu quarto e formalmente pedi-la para sair longe da visão de seus amigos, o plano b que ele e Nat haviam bolado, para caso ela não quisesse toda a pompa do jantar na varanda.
Ela mordeu o lábio rechonchudo, avaliando suas condições.
— Ela é curiosa, eu disse. — Natasha piscou para ele quando a ruiva adentrou outra vez o elevador, pedindo à IA para levá-la até o andar indicado.
— SEXTA, você tem ideia de onde estão todos os Vingadores?
— Adivinha quem está roubando. — Tony sorriu maliciosamente. — Ela realmente achava que seria tão fácil assim?
Rindo, Steve escreveu mais uma notinha, assim como as próximas e as enviou ao lado da surpresa na caixa preta para Pietro através de visão, uma vez que o Velocista estava distante o suficiente, mas não podia chegar até eles sem passar por Lynna e enfrentar sua fúria.
— Acesso classificado. — SEXTA-FEIRA respondeu.
A cara que ela fez foi impagável.
Lynna caminhou até o laboratório de Tony, espiando através da fresta.
— Se ela derreter uma de minhas armaduras... — o moreno disse com o cenho franzido.
Eles reviraram os olhos.
— Para de ser criança, Tony! Ela não vai destruir nada quando ver as sandálias que compramos! — Hanna disse dando um soco fraco em seu braço esquerdo.
A câmera acompanhou-a. Ela encontrou a caixa estrategicamente posicionada. Abriu-a, suspirando encantada ao ver o conteúdo.
— Todo mundo fecha os olhos, agora. — Natasha reclamou. — Você também. — ela deu uma tapa na cabeça de Steve, quando ele não moveu as mãos para tapar os olhos.
Ele espiou quando ela se agachou para trocar os calçados, tendo a visão de seu traseiro voltado para a câmera.
— Por que não podemos ver nada? — Sam questionou num resmungo.
— Porque não, seus pervertidos. — Hanna resmungou de volta. — Afinal de contas, quem foi que instalou a câmera nesse “ponto estratégico”?
— Eu não fui. — Tony disse rapidamente, fazendo-os rir.
Agora que ela estava finalmente pronta, seu coração disparou como se fosse sair de seu peito.
— Chegou a nossa hora. — Nat cutucou-o, fazendo o loiro se levantar com os olhos arregalados.
— Você consegue, Steve. — Wanda e Hanna o encorajaram. — Bota esses olhinhos azuis pra jogo! — Han finalizou, sorrindo para ele.
Ele assentiu, tímido.
— Estaremos aqui. — Sam e Tony acenaram. — Boa sorte, cara. — o Falcão terminou.
Sorrindo nervosamente, ele foi rebocado para a parede que separava o corredor da varanda, aguçando a audição para escutar o barulho ritmado dos saltos de Lynna pela escada de emergência.
Nat e Wanda se aproximaram da entrada. Esta última seria apenas solicitada caso a outra ruiva se assustasse e tentasse utilizar seus poderes contra a Viúva.
Ele viu o exato momento em que ela engasgou, então seu coração afundou, com medo de que eles tivessem empurrado-a muito longe.
— Se você me atacar, eu juro que te dou uma cacetada na cabeça e te deixo aqui sozinha. — Nat sibilou. Aquilo o assustou.
— Vocês me abandonam, incitam minha curiosidade, me tratam como um bebê de açúcar, e ainda me vendam? Como eu podia saber se não era a Hydra?
Ele riu do modo dramaticamente exagerado dela.
— Sim, eles teriam que tentar chutar as nossas bundas para chegar até você, bebê de açúcar. — a viúva disse sarcasticamente.
Eles teriam que passar por mim primeiro, ele pensou.
Enquanto ele vivesse, a Hydra jamais iria tocá-la outra vez.
— Para onde estão me levando? — Lynna perguntou quando Nat começou a guiá-la até onde ele estava.
Hanna deslizou o buquê de violetas em suas mãos suadas.
— Calma! — a amiga sorriu para ele — A curiosidade matou o gato.
Lynna se permitiu ser levada em linha reta sem muita resistência, quase retrocedendo quando o contato de Nat havia sido perdido. Agora era a hora de ele entrar em ação
Sua mão suada tocou a direita dela, que pulou de susto, apesar da sutileza de seu toque.
Pela sua expressão, ela esperava que alguém fosse rir da sua cara.
Ele não seria cruel a esse ponto.
— Stark, eu estou avisando! Se isso for uma piadinha...
— Mantenha os olhos fechados. — foi tudo o que ele conseguiu dizer para acalmá-la, mas isso não teve muito sucesso. Ela ainda continuava apreensiva.
Ele removeu a venda. Ela estava linda.
— Steve, eu não acredito que você se meteu nas confusões de Tony. — ela gemeu, entre a frustração e a decepção.
— Eu não estou brincando com você, é serio. — ele encolheu os ombros, humildemente.
Ela assentiu.
Finalmente, Steve deslizou o último papelzinho em sua mão, meio indeciso se ele deveria ter falado isso propriamente ou não.
— Pode abrir os olhos. — ele disse tentando não aparentar sua apreensão.
Seus olhos se abriram lentamente, fazendo-o segurar um suspiro pelo quão bonita ela parecia naquele ângulo.
“Você aceita jantar comigo?”, fora o que estava escrito.
Ele esfregou sutilmente as mãos no terno, se livrando do suor frio acumulado.
Será que ela aceitaria, após todas essas idas e vindas? Será que ela me aceitaria?
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