The Captain and The Petal.

29 Twenty-eighth Chapter. - The Dinner.


Notas iniciais
Ois! Aqui vai o encontro dos nossos pombinhos! Espero que a conversa e as declarações entre eles tenham sido coerentes. Boa leitura!

O Jantar.

“Você aceita jantar comigo?”

Ela levantou os olhos para o loiro, que a encarava fofamente apreensivo, segurando um buquê de violetas, enquanto aguardava por sua resposta.

— Eu não acredito que você fez tudo isso para me pedir para sair. — ela murmurou sorridente. Seu coração se encheu, mas algo a fez travar. O olhar que ele sustentava no rosto era de cortar o coração até dos mais frios assassinos. Aquele olhar dizia que ele esperava uma rejeição. Quem, me diga, quem em sã consciência seria capaz de rejeitar alguém tão lindo, tanto por dentro, quanto por fora como Steve? — Eu adorei. — se justificou. — Apesar de aceitá-lo até mesmo se você estivesse vestido como um mendigo e me convidasse para jantar debaixo da ponte.

O sorriso que ele deu foi tão lindo!

— Isso é um sim? — murmurou.

— Isso é um com certeza! — ela sorriu amplamente.

Ele suspirou entre um sorriso bobo.

— Eu achei que você fosse sair correndo, como daquela vez.

Ela fez o possível para não corar, mas foi meio que impossível.

— Bem, eu não irei fugir. — brincou. — Mas isso ainda não me impede de querer chutar sua bunda.

Ele riu. Sua risada era contagiante.

— Eu não acredito que vocês fizeram tudo isso bem debaixo do meu nariz! — ela voltou a falar, finalmente se movendo para chegar até o loiro. — Eu bem que desconfiava que havia mais coisas por trás!

— Bem, esse foi o risco de esconder algo de uma espiã treinada. — Steve brincou, estendendo-lhe o braço. — Tivemos que nos virar em cinco para impedir que a surpresa fosse estragada.

Ela olhou maravilhada para a decoração.

— E eu achando que Tony havia comprado as rosas para Pepper. — ela observou.

Havia pétalas de rosas vermelhas espalhadas pelo chão, que sumiam atrás de uma grossa cortina vermelha que os separava da varanda. Seu coração estava agitado de curiosidade para descobrir o que estava por trás daquilo.

— Vocês são terríveis em manter segredos. — ela voltou a falar, arrancando uma risada do loiro. — E por falar nisso, quantas aulas você tomou com Natasha para “aprender a mentir”? — ela fez aspas.

Ele encarou-a com a sobrancelha arqueada e ela arqueou a dela de volta.

— A semana inteira. — suas bochechas ficaram vermelhas.

— Bem, devo dizer que você é um bom aluno. — ela deu de ombros. — Eu quase acreditei em você.

Ele sorriu.

— Está pronta? — perguntou-a quando chegaram ao limite da cortina. Ela assentiu. Com um sorriso amplo, o loiro entregou-a um buquê de violetas que ela nem sabia que estava posto num banquinho à frente do veludo grosso. — Madame, sinta-se à vontade.

Como se isso fosse uma deixa, as cortinas deslizaram, dando-lhes a visão do luar completamente estrelado. Aquilo lhe tirou o fôlego.

— É lindo, Steve! — Lynna murmurou maravilhada.

— Senhores, sejam bem-vindos ao restaurante do Tio Tony. — uma vozinha fez seus olhos se arregalarem.

— Eu pensei que não fôssemos dizer “restaurante do Tio Tony”! — Pietro resmungou.

— Hanna? — foi tudo o que ela disse ao ver a coreana à sua frente, sorrindo como uma mãe orgulhosa. — Você não precisava entregar um papel?

Hanna fez um gesto de descaso.

— E você acreditou? — a pequena questionou sarcasticamente. Misericórdia, ela precisava parar de andar com Natasha! — É claro que eu não perderia o nascimento de Stynna!

Ela franziu o cenho.

— Não pergunte, apenas aceite. — Steve murmurou ao seu lado. — Ela não irá explicar o que é.

Por fim, a ruiva deu de ombros.

— Por aqui, senhores. — Pietro sorriu amplamente, para depois engolir em seco ao vê-la estreitar os olhos para ele. — Senhorita, se importa de me entregar seus pertences?

Ela entregou-lhe o buquê, vendo-o guiá-los até a mesinha ao lado do parapeito. O sokoviano colocou suas violetas num dos bancos, que estava perfeitamente enfeitado com pétalas de rosas vermelhas e rosadas.

O loiro levou-a até a mesinha, onde arrastou a cadeira para ela se sentar, sentando-se à sua frente.

Os dois “funcionários” do restaurante do Tio Tony sorriam amplamente para eles.

— Desejam alguma bebida, que não seja hidromel asgardiano? — Hanna questionou, fazendo-a se segurar para não revirar os olhos.

Fodendo Natasha! Ela tinha que provocar.

Lynna e Steve se entreolharam.

— O que há para nós? — ela questionou.

— Apenas champanhe para a entrada e vinho para o jantar. — Pietro respondeu divertidamente. — Estamos falindo.

Eles se seguraram para não rir.

— Então champanhe. — Steve respondeu.

O Velocista sumiu da varanda, voltando segundos depois com o balde contendo a bebida incrivelmente gelada. Ele voltou para a sua posição de sentinela ao lado de Hanna, sorrindo amplamente para eles.

— Logo a entrada será servida. — a morena disse misteriosamente. — Os chefes Wanda e Samuel pedem que tenham um pouco de paciência. Voltaremos em breve.

Lynna encarou o loiro.

— Eu deveria ter medo deles? — questionou-o, vendo-o sorrir.

— Na verdade, eu acho que sim. — respondeu-a, gargalhando.

— E se eles tentarem se vingar de mim por eu ameaçar envenená-los? — ela fingiu arregalar os olhos, rindo também.

— Está tudo bem, eu a protejo.

Suas bochechas esquentaram.

— Acho que devemos abri-lo, sim? — ela murmurou depois de um tempo de silêncio constrangedor.

Steve assentiu, desenroscando a rolha, que fez um barulho alto quando abriu a garrafa. A espuma veio logo em seguida, então ele despejou o líquido em sua taça, para depois colocar na dele.

Ela sorveu um pouco daquela bebida borbulhante, sentindo seu gosto explodir em seu paladar, ainda se acostumando com a ideia de estar num encontro com a pessoa pela qual ela estava apaixonada.

Quando eles iam dizer algo um para outro, Pietro adentra a varanda com a entrada.

Era uma salada búlgara, feita com batatas picadas, cenouras, picles, ovos, ervilhas e presunto, com o molho cremoso de maionese.

Seus olhos se encheram.

Sua infância num pote.

— Obrigada, Pietro. — ela sorriu, assim como o loiro.

Ele voltou para trás da cortina, enquanto eles começavam a comer.

Os sabores explodiam em sua boca e ela se divertia com a expressão de Steve.

— É boa? — ela questionou-o.

Ele assentiu, limpando a boca no guardanapo.

— Sim, muito. — respondeu-a.

— Definitivamente. Minha avó costumava fazê-la para mim. Ela só tem um defeito, embora. — seus olhos azuis se arregalaram. — A sua tigela é maior que a minha. Isso é injusto.

Eles riram, para depois caírem num silêncio levemente constrangedor.

E agora, o que falar? Por onde começar?

— Lynna... — Steve começou, meio apreensivo. — Se colocarmos numa balança tudo o que vivemos, o que nós realmente somos?

Ela prendeu a respiração, com medo de que algo estragasse esse momento. Ela não queria começar um assunto e ter alguma força da natureza para impedi-la e pior, ela não queria começar esse assunto e afastá-lo.

— Por favor, não minta. — sua voz saiu um pouco quebrada. — Seja totalmente sincera, pois se não houver absolutamente nada entre nós dois, eu lhe prometo que darei um passo para fora.

Ela arregalou os olhos, soltando involuntariamente o colar que nem sabia que ainda estava segurando em cima da mesa, agarrando sua mão direita com a sua esquerda.

— Eu não quero que você se afaste. — pediu, assustada. A insegurança em seus olhos azuis foi se esvaindo aos poucos. — Não depois de hoje, não depois de tudo o que você fez. Você me mostrou que eu estava errada, que ela estava errada.

Ela? — o loiro questionou-a confusamente.

Pétala. — Lynna disse num cochicho, mas sabia que ele a ouviria por conta da sua audição aprimorada. Encarou-o com os olhos hesitantes, examinando sua expressão. Ela não era hostil. Seus dedos calejados acariciaram suavemente a sua mão. — A cobra que a Hydra colocou dentro de mim, a minha verdadeira inimiga. Ela me fez acreditar que eu não era boa o suficiente, que eu não tinha o direito de me sentir do jeito que eu me sinto por você. Eu imaginei que você tinha outra pessoa. Que não me quisesse...

Ele encarou-a intensamente, apertando sua mão suavemente.

— Nunca houve outra pessoa. — respondeu-lhe avidamente. — Nunca houve ninguém além de você.

Ela engasgou.

— Mas... e quanto a senhorita Carter? — murmurou. — Eu pensei que gostasse dela...

— Sharon? — ele arqueou a sobrancelha.

Lynna assentiu.

Steve deu-lhe um sorriso.

— Ela é apenas uma amiga, uma colega de trabalho e minha antiga vizinha. — ele respondeu.

— Aposto que ela quer ser mais que isso. — ela não conseguiu controlar a língua.

Seus olhos se arregalaram levemente ao ouvir a risada do loiro.

— Nat estava certa quando disse que você tinha ciúmes dela. — murmurou.

As bochechas da ruiva pegaram fogo.

Ah, fala serio!

Traidora! — resmungou em russo. — Eu... é verdade, eu realmente tenho ciúmes dela, mas isso é algo normal, não é?

Ele arqueou a sobrancelha.

— Normal? — questionou.

— Em minha mente, eu tinha ciúmes dela por causa da nossa amizade. — ela murmurou em resposta. — Eu nunca tive sentimentos por alguém que ia além do fraternal, então julguei que sentiria ciúmes por você, como sentiria por qualquer um dos meus irmãos.

Ela deu de ombros.

Ele sorriu, um pouco inseguro.

— E é diferente?

Ela afundou um pouco na cadeira, corando.

— Sim. — respondeu. — Mas ainda assim, há outra senhora entre nós dois. A garota que você deixou para trás antes de se sacrificar por causa das bombas de Schmidt.

Ele hesitou um pouco, seus olhos ficaram tristes, mas ela não conseguiu identificar mais emoções alem dessa.

— Peggy foi o meu primeiro amor. — ele murmurou em resposta, mas sorriu para ela. — Foi a primeira mulher a gostar de mim pelo que eu era, um garoto franzino e doente, aquele que todas as outras haviam desprezado. — ela franziu o cenho, acariciando seu pulso com o polegar. Quem seria maluca de desprezar um ser tão puro de coração como ele? — Eu pensava que jamais iria me apaixonar por alguém como me apaixonei por ela, mas estava errado. — encarou-a intensamente, fazendo-a encolher-se um pouco, envergonhada com a intensidade de seus olhos sob ela. — A vida me deu você. O destino quis que nós nos encontrássemos, que tivéssemos um amigo em comum, que por causa dele, nós dois estamos juntos aqui esta noite... o universo trouxe você até mim, para colocar um pouco de luz e calor em minhas noites mais solitárias.

Uma pequena lágrima escapuliu. Seu coração apertou-se um pouco ao relembrar do amigo, e do que ele a fez fazer, mas que ela também havia sido conivente... Steve era tão puro e não merecia o que ela havia feito.

— Eu não tenho um passado perfeito como o seu. — Lynna murmurou, apertando sua mão com força. — Eu definitivamente não carrego uma bagagem boa. Fui quebrada, eu sou quebrada. E sei que não o mereço, mas mesmo assim, estou aqui, com o coração na mesa, porque me apaixonei pelo ser mais puro desta Terra. Um anjo. Moy Angel. E eu o amaria até mesmo se você fosse o homem magro e doente outra vez, o rapaz que apesar do tamanho, tinha coragem suficiente para derrotar gigantes. Aquele pelo qual me apaixonei segundo a narração de outra pessoa. Eu não pensei duas vezes antes de entregar o meu coração a ele, o meu herói.

Seus olhos estavam marejados.

— Eu a amo. — ele sussurrou traçando uma linha invisível em seu pulso. — Desde o primeiro dia em que a vi. Me dei conta disso quando quase a perdi. Quando você entrou na frente daquele jato... eu senti um pedaço do meu peito ser brutalmente arrancado. Quando você parou por alguns segundos... eu pensei que jamais veria seu sorriso outra vez, ou ouviria sua voz... quase perder você foi a maior dor que já tive em toda a minha vida.

Oh meu Deus!

Ela levantou-se abruptamente, arrastando a cadeira. Ele refletiu seu gesto, com a expressão levemente apreensiva.

Sem mais delongas, Lynna o puxou para si, enfiando a cabeça em seu peito, permitindo-se quebrar outra vez, molhando sua bela roupa, enquanto ele acariciava seu cabelo suavemente.

— Você me ama?! — sua voz embargada entoara a pergunta.

Ele tocou seu rosto, secando suas lágrimas.

— Seria impossível não amá-la. — Steve respondeu. — Você é especial, princesse.

— Eu também te amo. — ela sussurrou, colando seus lábios.

Lentamente, o beijo foi se aprofundando, Lynna pôde sentir o gosto da salada búlgara na boca de Steve e o puxou ainda mais para si, derretendo-se em seu calor. Aquele era o primeiro beijo que eles trocavam quando ambos estava lúcidos, ou pelo menos ela, pelo que parecia.

Eles se separaram com selinhos suaves. O loiro parecia perseguir os seus lábios, o que a fez rir baixinho.

— Foi real. — murmurou, extasiada.

— Oi? — ele ficou confuso.

— Sokovia, o beijo, a declaração. — ela respondeu. — Eu vi isso acontecer quando estávamos no hospital, após o incidente do Triskelion.

— Quando você tocou no meu braço. — ele murmurou em reconhecimento.

Ela assentiu.

— Eu achava que era uma alucinação, mas era real. — deu-lhe um sorriso bobo. — Você desenhou isso.

As bochechas dele coraram.

— Você viu isso? Quando? — questionou-a.

— Pouco antes de partimos para Sokovia, quando eu entrei no seu quarto... — ela sussurrou, também envergonhada. — Estava em cima da pilha...

Alguém pigarreou, atraindo a atenção deles.

— Erm... o jantar será servido. — a voz de Hanna a deixou ainda mais envergonhada.

Eles assentiram, sentando-se lentamente em suas cadeiras, mas desta vez, havia mais conexão que apenas o olhar. Suas mãos estavam entrelaçadas em cima da mesa e seus pés também estavam de alguma forma, unidos.

Hanna e Pietro depositaram os pratos principais e a bebida respectivamente. O Velocista por fim retirou o domo prateado, revelando seu tipo de lasanha favorita – queijo e presunto com frango –, acompanhada de purê de batatas.

Ela sorriu como uma criança, dando uma garfada na comida, fechando os olhos para apreciar o sabor.

A garrafa de vinho fora aberta, então eles puderam degustar e apreciar a refeição.

A sobremesa fora uma receita que a fez querer chorar. Era torta de frutas vermelhas, como a receita de sua avó.

Havia poucas coisas que a faziam lembrar-se de casa, e a torta da sua avó era com certeza uma delas. Ela lembrava-se de cor a receita, algo que a Hydra não conseguiu tirar dela.

Seu coração derreteu ao provar da iguaria.

— Como conseguiram a receita da torta de minha avó? — ela questionou-o, surpresa. — Eu não me lembro de tê-la feito ainda, vocês por acaso leram a minha mente? — aquilo não era uma acusação.

Steve deu-lhe um sorriso envergonhado.

— Nat disse que você fala dormindo. — ele murmurou, como um pedido de desculpas.

Seu rosto ficou vermelho.

Oh merda! Imagina um daqueles sonhos ao redor dele, a merda que isso pode ser?

— Eu amo tanto essa torta. — ela disse emocionada, tentando esconder seus pensamentos aterrorizantemente devassos. — Que é até fácil esquecer o que vocês aprontaram comigo.

— E valeu a pena? — ele murmurou, acariciando sua mão.

— Sim, muito. — sorriu-lhe, então seu braço roçou o colar prateado, fazendo-a arquear a sobrancelha. — E quanto ao colar?

Ele sorriu, suas bochechas corando adoravelmente.

— Seria o nosso símbolo, se você aceitar namorar comigo. — sua voz saiu tão fofa!

Oh céus! Ela estava derretendo!

Sua expressão endureceu de brincadeira, tomando um ar de ‘é sério?’ que o assustou completamente. A cara dele foi impagável.

— Como ousa ainda perguntar algo assim, Steven?! — ela questionou com a sobrancelha arqueada e as mãos na cintura. — Eu pensei que tivesse dito sim no momento em que o puxei para mim. É claro que eu quero namorar você.

Uma explosão de vivas, assovios e “já não era sem tempo” assustou a merda fora dela.

— Pera aí... eles estavam nos escutando esse tempo todo? — ela voltou a falar.

O loiro encarou-a como um pedido de desculpas.

— Sim.

Lynna voltou seus olhos para o outro lado da varanda, encarando a porta da sala onde um grupo de pessoas com sorrisinhos idiotas os encarava fazendo corações com as mãos e soltando beijinhos no ar.

— Olha só Natasha! Eles são muito meus bebês. — Stark disse com uma voz esquisita que adultos só fazem ao redor de animais de estimação e bebês.

Yebat’. — resmungou, estreitando os olhos.

— Tira as facas de perto dela, antes que ela lance alguma coisa! — Tony gritou. — Claramente eu fui xingado!

A ruiva revirou os olhos, mostrando-lhe o dedo do meio.

— Acho melhor irmos. — Natasha disse com um sorrisinho satisfeito.

— Mas... — Tony contra argumentou como uma criança. — E se eles ficarem selvagens na varanda?

Ela e Steve arregalaram os olhos.

Tasha colocou as duas mãos na cintura como uma mãe severa.

— Eu vou permitir que ela destrua todas as suas armaduras se você ficar. — disse-lhe.

E isso bastou para o bilionário correr para longe da sala.

— Cuidem-se crianças! Não façam nada que eu não faria! — ele disse antes de sumir no elevador. — Se eu ver alguma sujeirinha branca... — eles não puderam ouvir o resto quando as portas bateram, o que foi bom, ou talvez eles estariam ainda mais vermelhos.

Cada um de seus amigos – exceto Visão, que era o mais puro de todos (o que a deixou horrorizada, pois Hanna deveria também ser classificada nessa lista) – os encararam com sorrisinhos idiotas, então sumiram depois de Tony, finalmente os deixando só.

— Ah, a família. — ela devaneou divertidamente.

— Não dá para conviver com eles, mas não dá para viver sem eles. — o loiro completou seu raciocínio.

Ambos riram.

Lentamente, ele se levantou e ela repetiu o seu gesto. O colar prateado foi retirado da mesa, então o loiro virou-a delicadamente, afastando seus cabelos para o lado.

O frio do metal da corrente atiçou um pouco a sua pele, então ele se derramou graciosamente em seu colo. O pingente de lua crescente refletiu na luz suave das lamparinas espalhadas pelo local.

A brisa suave trouxe o perfume de Steve para ela, fazendo-a fechar os olhos no exato momento em que ele dera um beijinho delicado em seu ombro, fazendo-a ronronar levemente com isso.

— Eu não imaginei que você fosse prestar atenção à minha marca. — ela murmurou. — Eu quase não a noto.

Ela o sentiu sorrir em sua pele.

— Eu gosto de prestar atenção a cada detalhe de uma pintura. — respondeu-lhe, fazendo seu coração acelerar e o rosto esquentar pelo elogio. — E você tocou em mim com a mão da marca. Foi impossível não notá-la, eu a desenhei, como a senhorita mesmo disse... O colar foi feito em vibranium. — ela se virou para encará-lo com o cenho franzido. — Uma parte do meu escudo.

— Como...?

Ele riu.

— Não adianta, essa pergunta jamais será respondida. — beijou-lhe a testa quando ela fez um biquinho.

— Isso é injusto. — ela murmurou. — Um gesto tão lindo, como eu não posso saber como foi feito?

Ele sorriu amplamente, segurando suas bochechas.

— Um mago nunca revela seus truques. — disse-lhe divertidamente.

Ela bateu em seu peito de brincadeira, arrancando uma risada espontânea do loiro.

Mais uma vez naquela noite, seus lábios se uniram. Duas, três, quatro... oito vezes? Lynna já havia perdido a conta, entorpecida no calor de seu corpo e viciada no gosto que ele trazia para o seu paladar.

Sua maquiagem já estava um tanto quanto arruinada, enquanto a pele do pescoço de Steve estava tão vermelha quanto seus cabelos.

Ofegantes, ambos os olhos estavam nublados de desejo.

— Por que não levamos isso a um lugar privado? — sussurrou, com os olhos fechados.

— É isso o que você quer? — ele murmurou com a testa encostada à sua.

Ela sorriu, finalmente abrindo os olhos para o céu nublado.

— Como se fosse nossa primeira vez, só que desta vez, estaremos lúcidos. — respondeu, arranhando levemente seu pescoço.

Ele impulsionou seu corpo, então ela tinha outra vez as pernas ao redor de sua cintura. O mundo ao seu redor se movimentava, enquanto um olhando nos olhos do outro, caminhavam rumo a uma nova página em suas vidas.

— Desta vez, nos amaremos como deveria ter sido. — ele disse plantando beijos em seu pescoço.

*

Tony olhou de um lado para o outro, ofegando por ter subido a escada com esforço.

— Ei galera. — ele disse colocando a mão na orelha. — Open bar para todos. — sorriu vendo a garrafas de vinho e champanhe praticamente intocadas. — Parece que vamos precisar colocar o revestimento à prova de som ao redor do Complexo, como não pensei nisso antes?

Natasha revirou os olhos para a sua brincadeira, arrastando-se até um dos bancos da varanda já com uma taça de champanhe na mão.

— Será que eles imaginam que nós sabemos o que aconteceu naquela festa? — ele voltou a perguntar à ex assassina soviética. Os mais novos ficaram meio que boiando. — Sabe, a Torre meio que também não tem um revestimento desse, pelo menos não tão poderoso... se Lynna descobre o que Thor fez, ela provavelmente é capaz de matá-lo.

Natasha gargalhou jogando a cabeça para trás.

— Deixe eles se iludirem, Tony. Deixe eles se iludirem.

Então, eles beberam até a última gota.

Notas finais
E aí migos? O que acharam desse nascimento de Stynna? Já vou logo avisando que o próximo capítulo é 18+