The Captain and The Petal.

23 Twenty-second Chapter. - May the gods not allow me to lose her. (Bônus).


Notas iniciais
Ois, tem alguém segurando a faca aí? (hehe) Gente, relax, eu não sou o George R. R. Martin não - nem tenho talento para tanto XD Boa leitura!

Que os deuses não me permitam perdê-la. (Bônus).

Não!

Não, não, não, NÃO!

Ela tinha que estar respirando! O coração dela não podia parar de bater!

Ele pulou as cercas desesperadamente, pulando outra vez para dentro da aeronave, correndo pelas instalações do Helicarrier, gritando a plenos pulmões por ajuda. Nat estava bem atrás de si, quando a colocaram na maca.

— Eu não posso perdê-la, eu não posso perdê-la... — ele sussurrava, permitindo que as lágrimas escorregassem pelo seu rosto. Aquela sensação era a pior que ele já experimentara. Ele não podia perder mais ninguém em sua vida, principalmente ela. — Por favor, eu não posso perdê-la.

Nat ajoelhou-se à sua frente – pareciam horas, desde que ele havia se encolhido contra a parede no mesmo local onde ele havia permitido que os paramédicos colocassem o corpo desacordado de Lynna na maca e a levaram para a cirurgia. Ele não se importava com os olhares que estava recebendo –, ela parecia tão mal quanto ele.

— Eles a levaram para a sala de cirurgia doze. — ela murmurou suavemente, segurando seu ombro. — Hanna já nos espera lá. Vamos?

Ele assentiu mecanicamente, esforçando-se para levantar, seguindo Nat até o elevador, que os deixou no terceiro andar da nave. Hanna encarava um vidro grosso. Seu rosto frágil estava banhado em lágrimas.

Ela o abraçou fortemente, ignorando seu traje sujo de sangue e poeira. Era o sangue da amiga dela que estava por cima de seu corpo, e aquilo o quebrou mais ainda. Ele havia prometido-a que a traria sã e salva de volta.

— Como... como aconteceu? — a pequena murmurou com a voz embargada.

— Ela tentou desviar o quinjet com seus poderes. Ultron estava lá dentro. Ele estava atirando... ela salvou inocentes... foi alvejada em vários lugares. — Nat respondeu com pesar, apertando o ombro de Hanna quando ela se separou de Steve, que estava sem fala.

Ele se aproximou do vidro, vendo Lynna desacordada, enquanto eles retiravam as balas de seu corpo.

Seus olhos lacrimejaram ainda mais, vendo o corpo fragilizado da sua pequena princesse quase sem vida do outro lado.

Nat e Hanna se juntaram a ele. Cada uma o ladeando, com as mãos fixas no vidro.

A Viúva murmurava algo como uma oração em russo, enquanto Hanna observava atentamente tudo o que os médicos faziam.

Pela expressão no rosto deles, ele só esperava que tudo desse certo.

Com os olhos fixos na mulher que ele amava ser operada, ele rezou, para todos os deuses que estivessem lhe ouvindo, não importava qual fosse a sua religião. Ele clamava para que ela não morresse, para que ela não morresse antes que ele pudesse dizer o que sentia por aquele ser teimoso que roubara seu coração sem ao menos ele perceber. Ou se permitir perceber.

Ela está entrando em choque! — ouviu a voz abafada do cirurgião. — Tragam os desfibriladores!

Não!

O barulho ensurdecedor da máquina o assustou.

NÃO!

Foi involuntário, ele se alterou, socando o vidro, enquanto gritava.

Eu não estou pronto para perdê-la! Eu não posso perdê-la!

Ele sequer sabia o que estava gritando, e pouco se importava. Ele só queria fazer alguma coisa, ele precisava impedir que ela morresse, ele precisava...

As vozes de Hanna e Natasha se tornaram distantes. Tudo o que ele podia ouvir era o barulho da máquina, enquanto via os médicos tentarem reanimá-la.

Ele só se moveu, quando sentiu Tony e Thor arrastá-lo para longe dali.

Steve sabia que podia afastar o Homem de Ferro facilmente, mas não tinha forças para lutar com Thor, então se permitiu ser levado. Desceu todos os limites até uma sala de espera estéril, onde a Visão, Wanda, Clint e Pietro aguardavam. Estes últimos estavam com ferimentos leves.

Ele sentou-se pesadamente numa das cadeiras, colocando o rosto entre as mãos. Natasha sentou-se ao seu lado, puxando sua cabeça para o seu colo, acariciando seus cabelos.

— Ela vai ficar bem. — murmurou. — Ela está viva. Ela ainda está lutando.

Ele assentiu, permitindo-se ser acalmado pela Viúva.

Por favor, por favor! Eu não posso perdê-la.

O barulho urgente de saltos os fez pular. Era a doutora Cho.

— Como ela está? — Natasha foi a primeira a perguntar.

A mulher suspirou.

Não, por favor, não! Ela não morreu, por favor, não!

— Ela ainda está viva. — aquilo arrancou guinchos de alívio. — Não sabemos por quanto tempo, ainda... — ela suspirou outra vez. — Thor, precisaremos de seu sangue. Ela precisa de uma transfusão urgentemente.

O asgardiano assentiu, levantando-se com um olhar triste, mas determinado no rosto.

Hanna perguntou algo à médica numa língua que ele não entendeu. A mulher assentiu, então a pequena se levantou.

— Eu trarei notícias em breve. — ela murmurou.

*

O “em breve”, tomou mais tempo do que ele podia aguentar.

Já fazia mais de quatro horas que Hanna e Thor haviam desaparecido. Todos estavam apreensivos na sala.

Natasha passara a andar de um lado para o outro, enquanto ele não parava de olhar para as suas mãos, no intuito de se manter controlado e não causar nenhum dano, como havia feito no centro cirúrgico.

Os gêmeos cochichavam algo em sua língua, eles pareciam tão devastados quanto o resto do time. Tony e Clint estavam cada um de um lado da janela, Steve não prestava atenção no que eles estavam conversando. O único alheio a tudo era o sintozóide.

Passos suaves foram ouvidos. Uma Hanna vestida com uma bata verde surgiu na sala.

Todos eles pararam o que estavam fazendo. O mundo parou ao seu redor. Steve era capaz de ouvir as engrenagens da aeronave, o zumbido suave das asas de uma mosca... uma mão gelada agarrou seu peito, puxando-o para baixo, em expectativa.

Então Thor surgiu de trás dela com um sorriso gigante, fazendo o nó que prendia o seu coração se soltar.

— A cirurgia foi um sucesso! — a pequena disse, arrancando suspiros alegres de todos. — Agora é só questão de esperar.

*

A viagem do Helicarrier até o novo QG dos Vingadores não foi tão demorada, mas para Steve, pareceu uma eternidade.

Ele e Natasha vieram no quinjet onde a enfermaria de Lynna estava. Quando pousaram, a equipe médica do Complexo os recebeu, carregando-a até uma sala privada, onde ele acamparia pelo resto da semana, se lhe fosse permitido.

A ruiva havia perdido muito sangue, mas a doutora Cho e sua equipe conseguiram estabilizá-la, ajudando-a na cura acelerada de seus ferimentos, tanto internos, quanto esternos.

Para isso, ela fora colocada num coma induzido, para que pudesse sarar mais rápido.

Ele suavemente tocou sua mão gelada, apertando-a levemente contra a sua, vendo-a sumir sutilmente.

— Você precisa dormir, rapaz. — Nat disse num tom um tanto quanto maternal.

— Eu não quero. — ele murmurou. — Eu quero estar ao seu lado quando ela acordar.

Ela sorriu.

— Você vai convidá-la para jantar, não vai? — Romanoff questionou-o, arqueando a sobrancelha e cruzando os braços, como uma mãe severa protegendo a sua cria. — Vai fazer tudo do jeito certo, não vai?

Suas bochechas esquentaram.

— Sim, eu vou. — ele respondeu, encarando a amiga. — Eu... eu não poderia esperar mais, Nat. Eu esperei por tempo de mais para encontrar alguém como ela, e agora que a tenho, não posso deixá-la escapar, não outra vez.

A ruiva menor sorriu carinhosamente.

— Espero que não, Rogers. — disse-lhe. — Eu ficarei no seu pé até que isso aconteça. Vou começar os preparativos.

Ele arregalou os olhos.

— O quê?

— Ué...? Acha mesmo que o seu primeiro encontro da vida inteira não pode ser digno de algo bem espalhafatoso e cafona? Você não me conhece, loirinho.

Ela deixou o quarto, provavelmente sem ter visto sua expressão assustada.

A mulher adormecida sequer havia movido um músculo.

Ele levantou sua mão para beijar o nó de seus dedos.

— Fique bem, princesse. — murmurou para ela. — Eu estarei aqui quando acordar.

Ele ficou ali, admirando-a, enquanto aguardava pacientemente, como uma sentinela.

Logo suas mãos ficaram ocupadas com o bloco e o lápis, seus traços saíram com perfeição, contemplando a bela luz que emanava da janela, o modo como os cabelos dela refletiam ainda mais a luz do sol, fazendo-a parecer um anjo.

Obrigado, seu coração murmurara para quem quer que tivesse lhe ouvido.

Notas finais
Ponto de vista intenso, né? Eu sei que o cap ficou pequeno, mas eu prometo que o próximo irá compensar. Um spoiler: grandes revelações estão por vir! Até quarta!